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sua mochila está vazia

      Tag: sotaques

    • se tu quer, vai lá e faz!

      Uma vez me disseram que Floripa é uma cidade onde ou você fica e faz acontecer, ou você vai embora e acontece. Por aqui, a indústria criativa não tá tão consolidada como no Rio ou em São Paulo, e é difícil conseguir apoio e engajar a comunidade. Vemos grandes festivais de arte, de cinema e de música nos estados vizinhos, mas poucos deles visitam as terras manezinhas. Mesmo assim, não desanimamos.

      Uma prova disso é o Parque Gráfico, uma feira de artes impressas independentes que aconteceu nos dias 19, 20 e 21 de maio. Apesar de já existirem outros eventos similares na cidade, como no caso da Feira Flamboiã e da Projeto Armazém, até pouco tempo não existia uma feira de maior porte, que acolhesse artistas com uma linguagem mais popular

      A Parque Gráfico nasceu da vontade da Camila Petersen (26) e do Thiago Vieira (28) de incluir Florianópolis no mapa brasileiro das feiras de publicações independentes. Além de destacar o trabalho de artistas locais, o evento também convida artistas de outras cidades pra compartilhar conhecimento – tanto que o Parque Gráfico também oferece oficinas, que extrapolam o espaço expositivo e favorecem a troca de ideias.

      "Muita gente vem aqui com vontade de fazer uma publicação, mas não sabe nem por onde começar. Então, elas fazem as oficinas e já saem com alguma ideia, produzindo. Isso ajuda a fomentar a produção local”, explica Camila. 

      Esta foi a segunda edição da feira. Dos 60 expositores, apenas 15 eram repetentes. "O foco da segunda edição são novos artistas ou artistas convidados, que estão começando a se arriscar nesse universo das artes independentes, que nunca expuseram em eventos assim ou muito pouco, ou que só expuseram em eventos pequenos. Ou seja: gente que precisa de um empurrãozinho". 

      Mas por que dar abertura pra artistas que “ninguém conhece”?

      A Parque Gráfico encoraja a diversidade de temas. Aqui não há filtros de editora, nem de mercado. Durante a seleção, o trabalho é avaliado pelo seu conteúdo. Eu mesma participei desta edição como expositora, com o projeto Lunares, no estande do Bendita, um coletivo feminino de arte. Na mesma ao lado, o designer gráfico Pedro Brucznitski (25), e a Julia Brustolin (26), fundadora da Brustozines, apresentavam zines, desenhos e adesivos com temáticas sobre o universo LGBT. Na mesma fileira, a Brunca Grannuci (32), autora de colagens políticas e lisérgicas, também expôs seu trabalho numa feira grande como esta pela primeira vez. 

      Pra Ju e pro Pedro, foi uma oportunidade de falar sobre temas que ninguém quer (ou tem coragem de) falar: desde sexo virtual à reprodução de homofobia e machismo dentro da própria comunidade gay, assim como a representatividade lésbica. Já a Bruna descobriu nas colagens uma forma de manter-se criativa em paralelo à maternidade.

      A primeira edição da Parque Gráfico foi em maio de 2016 e foi viabilizada pelo Edital Elizabete Anderle, criado pelo governo catarinense pra fomentar iniciativas culturais locais. Porém, pra segunda edição, a Parque Gráfico teve que contar com recursos próprios e com o apoio de outras pessoas que acreditam na proposta e no potencial do evento – lembra que eu comentei, no começo do texto, que aqui em Floripa ou você vai ou você racha?

      “Em 2016, o edital Elizabete Anderle não abriu. Aí, eu comecei a ir atrás de patrocínio privado, mas não consegui apoio.. Quando eu me deparei com essas dificuldades, eu lembrei que muitas das iniciativas culturais que começam aqui em Floripa, depois de um tempo, morrem ou deixam de ter periodicidade. Parece que não é tão sério assim. Então, vejo isso como um investimento."

      Será que teremos mais edições da Parque Gráfico nos próximos anos? Espero que sim! E espero que a comunidade e os novos artistas frequentem cada vez mais estes espaços.Quanto mais pessoas participarem, maior será o apoio – e quanto maior o apoio, mais produções autorais nós teremos. Assim, quem sabe, Floripa será reconhecida, também, pelo seu potencial criativo.

      (Obrigada, Evelyn Vereen, pela parceria de sempre e pelas fotos deste post! )

      14.06.17
    • elas querem criar!

      Se você fabrica coisas com as próprias mãos, provavelmente já ouviu falar do Movimento Maker, que tem como base a cultura do "Faça você mesmo". Aos poucos, iniciativas inspiradas neste modelo estão tomando conta das salas de aula, empresas, espaços de coworking e até mesmo das nossas casas!

      E quem pensa que, pra ser maker precisa manjar de programação e eletrônica, tá muitíssimo enganado: o Movimento Maker abraça a tecnologia, mas também métodos tradicionais de produção, lá do tempo da vovózinha! Pesquisando na internet, encontramos muitos vídeos, tutoriais e passo a passos explicando como fabricar (quase) todo o tipo de coisa. O exercício criativo é bastante válido, mas muita gente quer dar um passo adiante, transformando suas ideias numa marca, num modelo de negócios.

      Estive em Curitiba em abril e aproveitei a viagem para trocar uma ideia com o BDNT(você viu?) e com a Laís Graf, criadora da Make Mag, um portal de conteúdo pra mulheres makers. Vem ler!  

      “Eu trabalhei na Endeavor e o meu interesse pelo empreendedorismo começou lá, quando ainda estava na faculdade (de jornalismo). Na mesma época, comecei a me interessar por produção de conteúdo. Eu queria muito abrir um negócio, mas sabe quando você tem uma dúvida e não sabe nem por onde começar a pesquisar? Eu percebi que esse mesmo problema era comum entre outras pessoas que tinham essa mesma vontade, pessoas sem formação em administração e coisas do gênero”. 

      Até que o livro Girl Boss caiu nas mãos da Laís: “a partir dele, comecei a pesquisar mais sobre empreendedorismo e encontrei muito material explicando como abrir o próprio negócio. Mas não um negócio gigante, um negócio pequeno, como um estúdio de conteúdo, um ateliê, um café…"

      O noivo da Laís tem uma startup e, recentemente, ele passou num processo de aceleração em São Francisco, nos EUA. Ela foi para a meca do empreendedorismo com ele e, durante 5 meses, aproveitou a oportunidade para fazer cursos e frequentar eventos.  A Make Mag começou a dar seus primeiros passos quando a Laís voltou pro Brasil, no início de 2016, e demorou uns 6 meses até que o site ficasse pronto. 

      No comecinho desse ano rolou mais uma viagem pros States, onde Laís participou de 2 eventos sobre empreendedorismo feminino: o Girl Boss Rally e o Create and Cultivate. “Eu nunca tinha ido num evento com tanta mulher num mesmo lugar, e nunca senti uma energia tão sensacional. Era um clima de todo mundo querendo se ajudar. Conversei com mulheres do Congo, do Panamá, da Costa Rica, do Canadá e não fiquei sozinha um minuto, porque todo mundo queria conversar e trocar ideia. Sororidade mesmo, sabe? Foi muito emocionante!”
       

      E se você pensa que só na gringa acontecem coisas boas, está enganadíssimx! Eu perguntei pra Laís que iniciativas locais ela indicaria pra gente – dá só uma olhada nessa lista: 

      – Botanique – nasceu da junção do Borealis, uma loja de plantas, com o Negrita Café Bar, ou seja, é um café, um bar e uma loja de plantas lindas! Tudo junto e misturado. 
      – Curitiba Cool – um projeto criado pela Mari Smolka, que divulga fotos da cidade pelo olhar das próprias pessoas que vivem nela.
      – Noiga – uma marca independente de acessórios impressos em 3D. Quem disse que essa tecnologia é só pra fazer protótipo, hun?
      – Novo Louvre – um escritório de design de moda e que, recentemente, abriu espaço para outros designers dividirem o ateliê, tendo acesso, ainda, a uma rede de colaboradores modelistas e pilotistas. 
      – Aldeia – mais do que um coworking, eles são uma rede de pessoas e empresas que querem ganhar o mundo (aliás, eles também tem uma pegada bem maker!).

      Durante a nossa conversa, eu e a Laís reparamos numa nova tendência que tá começando em Curitiba e em outras cidades do Brasil: “negócios casados”, a soma de duas ideias diferentes, porém, complementares. Ideias que unem forças e oferecem novas experiências pras pessoas – fica a dica, hein? A Laís deu mais um conselho: “Imagine uma persona. O que ela gosta? Disso, disso e daquilo. Como juntar tudo o que essa pessoa gosta num único espaço? Como fazer com que este espaço se torne a segunda casa dela?”

      Além da Make Mag, a Laís tem outros 2 projetos que serão colocados em prática ainda esse ano: o primeiro é um evento em Curitiba, sobre comunicação e marketing, só com palestrantes mulheres. A ideia surgiu quando ela percebeu que, em muitos eventos desse tipo, a maioria dos palestrantes são homens – sendo que uma mulherada trabalha com isso! O segundo projeto, por sua vez, é um livro contando a história de mulheres makers no Brasil, que são muitas, muitas mesmo (e nós queremos que sejam cada vez mais!).

      Depois de conversar com a Jade Quoi do BDNT e com a Laís, voltei para Floripa inspirada, com vontade de colocar a mão na massa e materializar projetos que estão escondidinhos na minha gaveta há algum tempo. É incrível perceber que a natureza criadora da mulher consegue dar vida a todo tipo de ideia que se possa imaginar. Podemos não saber o que nos espera no futuro, mas de uma coisa temos certeza: estamos apenas florescendo

      12.06.17
    • natureza de Brasília

      Brasília é a rainha das cachoeiras escondidas e dos córregos que você nem sabia que existiam! E pra comemorar o Dia do Meio Ambiente, nada melhor do que passar umas horinhas do dia com os pés na água e a cabeça em paz, né? 

      Saindo pelo Lago Norte, a gente tem o Córrego do Urubu, que fica a 14km da Rodoviária. Se você puder andar mais um pouquinho, vale chegar no Poço azul, que fica ali na saída pra Brazilândia. 
       

      Já no caminho da saída pra Unaí, no Lago Sul, tem o Tororó, cachoeira delícia com trinta minutinhos de caminhada no meio da mata.

      E se o dia tiver corrido demais pra um banho de cachu, ainda tem o Lago Paranoá, que é uma delícia nessa época do ano, e o conjunto de piscinas naturais do Parque da Água Mineral, onde a entrada custa R$13! 

      Num dia tão importante de conexão com a Terra, você não tem desculpa pra não dar um pulinho na natureza aqui da capital do país! 

      10.06.17
    • natureza de Maceió

      Lagoas, mar com todos os tons de azul que você possa imaginar, água quentinha o ano todo (há quem goste e quem não goste) e, nas piscinas naturais, você ainda pode nadar com os peixinhos depois de andar de jangada numa das praias urbanas mais lindas de todas, a Pajuçara. Isso é Maceió!

      E, em um bairro super antigo e fora da rota dos turistas, o Bebedouro, você ainda encontra o Parque Municipal, uma super reserva de Mata Atlântica com várias trilhas incríveis e bichinhos pelo caminho, como preguiças, tamanduás e raposas. Por lá, de vez em quando acontecem aulas de yoga, relaxamento e bons piqueniques. É um lugar incrível pra relaxar e se desligar um pouquinho de tudo.

      Pra respirar ar puro enquanto sente uma brisinha da praia, um programa delicioso é andar de bike na ciclovia da orla, de Cruz das Almas até o Jaraguá, olhando o mar e (re)conhecendo as paisagens de Maceió. No fim da tarde, a melhor coisa é ver o pôr do sol no bairro do Pontal, enquanto toma um caldinho de sururu ou uma água de coco na beira da lagoa Mundaú. O amarelo vai refletindo na lagoa e se transformando num dourado absurdo de lindo 

      Maceió tem toda essa natureza assim, bem pertinho da gente, e acho que isso é uma das grandes marcas da cidade. A gente vive cercada pelo verde dos coqueiros e das árvores, pelos tons de azul do mar e pelo azulzin do céu (menos no inverno, infelizmente). Não sei vocês, mas só colocar os pés na areia, num fim de tarde, pra mim, já é um grande encontro com a natureza. Das melhores sensações!

      09.06.17
    • natureza de Beagá

      BH é cercada pelas montanhas que são cartão postal de Minas. Com poucos quilômetros de estrada, também encontramos várias cachoeiras lindas pra se banhar e renovar as energias. Mas não é preciso sair da cidade pra ter contato com a natureza. Algumas das nossas ruas (ainda) são bem arborizadas e dá pra curtir um pôr do sol incrível entre um cantinho e outro das avenidas movimentadas, ou do alto das serras que nos lembram porque nossa cidade-jardim faz jus ao nome de Belo Horizonte. 

      Pra quem é do pedal, se arriscar pelas subidas e decidas das nossas ladeiras pode ser uma aventura e exige fôlego. Mas alguns passeios mais curtos, sentindo o vento bater no rosto, são um presente no meio da rotina corrida. E há sempre um ponto no meio do caminho pra admirar o horizonte bonito. 

      Aqui vão algumas dicas: 

      – Há pouco tempo, finalmente liberaram bikes no Parque Municipal, nosso pulmão verdinho no meio do centro meio cinza da cidade. Se quiser esticar um pouco a rota, comece pela Praça da Liberdade, descendo a João Pinheiro pela ciclovia. 

      – Pertinho do Parque, o viaduto do Floresta (meu preferido!) dá acesso à Sapucaí. No fim de tarde, o pôr-do-sol é emoldurados pelos prédios do centro e atravessa cada cantinho, aquecendo o céu com aquele dourado incrível! 

      – Uma vez por ali, a melhor dica é se acomodar em frente aos bares da rua (que servem de ponto de apoio), mas a maior parte das pessoas prefere continuar pela mureta e passar a noite ao ar livre

      Coisa linda, né? 

      08.06.17
    • natureza de Floripa

      Floripa é uma cidade muito conectada com a natureza. Do sul ao norte da Ilha encontramos diferentes cenários e, pra quem é facilmente maravilhadx como eu, até mesmo a fila de carros na Beira Mar nos horários de pico se torna palco de espetáculos – é sério, o pôr-do-sol visto de lá não decepciona!

      Já pra quem curte trilhas, a Lagoinha do leste é aquela que todo mundo tem que fazer pelo menos uma vez na vida. Dá para ir pelo Pântano do Sul, que é o caminho mais rápido e não tão difícil, ou pelo Matadeiro, que é o caminho mais longo e mais difícil – porém, tem um visual do costão que é l-i-n-d-o!

      Também existem trilhas mais leves como a da praia do Gravatá ou da Costa da Lagoa, e o bom é que no fim de toda trilha você encontra o mar ou uma cachoeira. 

      No Morro da Mole, que leva à praia do Gravatá, a galera costuma saltar de asa-delta e parapente. Um pouco antes, na Lagoa, dá pra passear de caiaque ou de stand-up e curtir as pequenas "praias secretas" pela encosta. 

      Seguindo em direção à Barra da Lagoa, temos o Projeto Tamar, que há 35 anos cuida de tartarugas marinhas. Vale a pena ficar de olho nos dias de soltura!

      E pra quem gosta de debates, vai rolar na UFSC, até o dia 05/06, a Semana do Meio Ambiente, com direiro a palestras, visitas técnicas, exibições de filmes e muito mais. Vamos? 


       

      07.06.17
    • natureza de Belém

      Belém, não por acaso, é a cidade das mangueiras. Em uma das principais avenidas (avenida Nazaré) os carros passam em um corredor cheio de árvores, e na chuva todos ficam temerosos com as mangas que caem. Todo mundo tem, aliás, uma boa história com a manga, e a minha é a seguinte: uma já caiu em cima do meu fichário quando eu saía do colégio, fiquei aliviada por não ser na cabeça, levei pra casa e comi! Tem relação mais intensa com a natureza que essa? Além de ser uma cidade cercada por rios

      No meio da cidade, tem as praças arborizadas: República, Batista Campos, Praça Brasil… E ainda o parque do Utinga, uma opção boa pra quem quer pedalar ou fazer uma trilha, e dar de cara com um igarapé verdinho e gelado (sempre bom ir acompanhado de um grupo!) ou ver as pessoas enchendo garrafões de agua em uma nascente no meio do parque, água pura e limpa. Sem esquecer do Parque dos Igarapés, o restaurante Terra do Meio (que também tem Igarapé verdinho), e a Ilha do Combú, que falo tanto e não me canso, pertinho da cidade, só atravessar de "pô-pô-pô" (barquinho) e pronto: banho de Rio, peixe, pôr-do-sol e muito verde. 

      Praia de água doce a 70km da cidade também não é pra qualquer um, né? Mosqueiro que o diga! 

      Pra mim, natureza é nossa maior conexão com o nosso interior e com a nossa força. Vamos valorizar e cuidar disso, respeitar e nos encontrar sempre com ela! 

       

      06.06.17
    • natureza de Sampa

      Pra celebrar o dia do meio ambiente (é hoje!), que tal passar a tarde no Jardim Botânico de São Paulo? Lá é perfeito pra fazer um piquenique, uma trilha e observar a beleza da nossa mata nativa. 


       

      Já pros amantes de cinema, recomendo ir ao festival de curtas socio-ambientais que vai rolar essa segunda-feira na USP, ao 12h30, atividade que faz parte da Semana do Meio Ambiente da Universidade.

      E pra quem tem menos tempo livre, recomendo dar um pulinho no Instituto Chão ou na Casa Orgânica, lugares superdescolados que trabalham com comércio sustentável e produtos orgânicos, e semeiam uma relação melhor com o meio ambiente. 

      Dicas anotadas? Amanhã tem mais natureza de outro cantinho desse Brasil-il-il! 

      05.06.17
    • arte é ser

      Esse é o meu último ano como jovem. Segundo a Assembleia Geral das Nações Unidas, quando eu completar vinte e cinco, em julho, serei adulta. Não existe um dia do ano pra celebrar essa fase. Mas existe o dia do Jovem, que, também segundo a AGNU, acontece entre os quinze e vinte quatro anos e é quando a gente "começa a apresentar sinais de maturidade diante da vida”. Por esses parâmetros, eu poderia ter 85 anos de idade. Às vezes, 5.

      Desde sempre, me sinto mais atraída por conversas com pessoas mais velhas. Aquela ideia de que as rugas aparecem junto com a sabedoria. Ou talvez seja reflexo do meu sotaque mineiro, que nos pede pra respeitar os mais velhos e tomar a bênção antes de sair de casa. Se a minha juventude acabasse mesmo em alguns meses, eu teria sido uma péssima jovem. Muitas noites de vinho e Netflix em casa. Muitos dias de calmaria, livros, cházinho e vinil rodando na vitrola nova que imita uma antiga. Poucas madrugadas de balada e de assistir ao sol nascer com minha gangue de almas juvenis e brilhantes. Mas eu sei que não é (só) sobre isso. Eu sinto, e é também uma busca, que tá tudo bem não viver rápido e morrer logo (live fast die young). A vida também acontece devagar.

      Desde sempre, eu quero conversar com pessoas mais velhas. Mas tenho me curvado em admiração pelas gerações que chegaram, e que têm colocado tantas certezas de cabeça pra baixo. E é por isso que convidei Maria pra tomar um café comigo.

      Eu a conheci num projeto que abraçava iniciativas locais e prometia acelerar a veia empreendedora dos produtores inscritos. Cada um tinha um repertório diferente mas, de algum jeito, parecido. Todos contaram dos vários lugares por onde passaram, as experiências em empregos frustrados, as viagens que alertaram pra um novo rumo, um basta pra viver o sonho e a semente de uma ideia que chegou pra se brotar ali. Uma tentativa um pouco desesperada de finalmente fazer dar certo, viver do que se ama e nunca mais ter que trabalhar – nem um dia sequer. Sabe aquela história?

      Então chegou a vez da Maria Trika se apresentar. Grandes olhos azuis, um rosto delicado e fala doce. Cabelo curto e loiro, jeito tímido mas muito seguro de si. Ela contou que tinha uma marca e que a proposta era criar com o que já existe no mundo. A marca dela tinha um propósito, tinha identidade, era autêntica e ela não parecia ter a mesma pressa que nós. Lembro de ficarmos todos em choque. O silêncio se quebrava com suspiros incredulous diante daquela menina, na época, com 17 anos.
       

      Fiquei boba. Juntei todos os meus planos e sentei com as pessoas que ainda comentavam sobre aquele sentimento injusto e humano de se comparar com o outro: “O que é que eu fiz com a minha vida até aqui?” O projeto seguiu e eu encontrei com Maria esporadicamente pela cidade. Durante os anos em que migrou de uma escola pra outra, Maria ajudou na realização do documentário Cabelo e Identidade (Occhi Observatório), participou de exposições, criou a Vore de moda sustentável, a Kara, espaço para criar maquiagens artísticas, se tornou fotógrafa e co-criadora de um cineclub chamado CineLixo. Foi numa tarde regada a café forte, seu preferido, que fui entender melhor de onde vem tudo isso.
      Maria Horta Alves tem 19 anos hoje. Mas isso pouco importa. “Não estou alinhada a minha idade física, nem nunca estive. Sinceramente, nunca sei ao certo quantos anos tenho ou os outros têm. Juventude pra mim é ter o espírito livre, é viver mesmo com a incerteza, estar presente ali, sentir a vida, abraçar e, principalmente, amar cada mísero segundo que, inevitavelmente, vai acabar e morrer”.

      Minha curiosidade sobre ela tem muito de uma busca pra entender o que é arte. Esse termo que é supervalorizado e banal, ao mesmo tempo. E nessa busca, eu amo encontrar pessoas que parecem caminhar nesse espaço criativo em tudo que fazem. Pra Maria, “arte é saber lidar com abismo,  não negar o caos, a insegurança, os buracos que habitam em nós, a ânsia. É criar um movimento aberto, deixando um pouco de espaço pra que o outro consiga entrar e dar continuidade a ele”. Na mesma conversa, ela me contou que cresceu num ambiente fértil, que seus pais têm uma sensibilidade muito forte e que por isso, a arte sempre foi uma presença interna, enraizada. E quando perguntei o que mais a faz se sentir jovem, a resposta veio naturalmente linda: “Fazer de algo, um ato, gesto, um fenômeno autoral”.

      É incrível como isso se manifesta de muitas formas no que ela faz. Já falei por aqui que processos criativos me encantam. E o que se repete em tudo que ela produz é uma conversa interna pra saber “se aquilo é um gesto meu, se estou partindo de mim pro outro e não o inverso”, conta.

       A gente se encontrou pra fazer os retratos dessa entrevista na casa recém ocupada por ela e pela empresa/coleção de arte do seu pai. Era preciso registrar seu processo e dar conta de mais de uma Maria. Porque somos muitas e imagem nenhuma consegue nos definir por completo. “Tenho duas vertentes fortes de estilo. Uma delas é mais íntima, mais pessoal, mais Maria. Com roupas leves, confortáveis. O outro é um estilo totalmente pavoa (tipo o pavão animal mesmo, mas sem a finalidade de seleção sexual). Encarno uma personalidade estética, meio monumental, bagunçada, excêntrica, meio Ney Matogrosso. Ainda é bem eu, mas um outro eu, mais externo, aquele que o outro vê e que disfarça o físico de boneca de porcelana, no qual insistem em me limitar”, explica. De Maria simples à Maria pavoa, foram quase 2 horas de frente pro espelho. Observando o desenho do seus olhos, misturando as cores no pincel e desenhando o seu rosto. Entre um passo e outro, fomos conversando sobre a vida.

      Com a liberdade que sempre lhe foi dada em casa, Maria teve o privilégio de experimentar muitas correntes no seu processo de educação. Estudou em uma escola alternativa, voltada pra pedagogia do afeto. Passou um tempo em uma escola técnica de administração, frequentou uma instituição católica tradicional e paralelamente, fez vários cursos livres. Faltando dois anos pra se formar, ela encontrou o seu lugar na Casa Viva, uma escola que nasceu de um movimento idealizado por um coletivo de professores em favor de uma educação transformadora: "Lá a minha vida mudou através de movimentos e descobertas repletos de potência e de carinho”. Na educação, mora uma das minhas maiores esperanças pro futuro – um futuro de mais acesso e de mais possibilidades de escolha. “Foi lá também que consegui perceber mais sobre a forma de educação que acredito. Sensível, de pequenos movimentos e resistências de potências enormes, onde se tem liberdade pra descobrir e explorar sua forma de ser e, principalmente, uma educação que se faz junto”.

      Maria Trika tem 19 anos. Mas as vezes não. Ela parece uma boneca mas é muito maior do que isso. E já disse que não pretende se tornar adulta, “fase de uma desistência de si, quando aceitamos coisas, largamos outras, esquecemos que tudo é uma escolha, nos fechamos, endurecemos, nos enterramos”.  Mas não tem medo de crescer até porque não é preciso que isso aconteça pra que ela seja, desde já, o que quiser ser: “Crescer é muito bonito, é movimento! E é interessante, porque se ganha mais autonomia, responsabilidade e suas escolhas começam a ter mais força e peso. É desesperadamente legal”. 
      Esse é o meu último ano como jovem. E também o primeiro. Como é incrível poder aprender com pessoas diferentes e se inspirar com trajetórias de vida curtas ou extensas. Eu quero ser jovem até o último fio de cabelo branco, se me for permitido pela idade. Mas quero mais ainda me permitir ser jovem todos os dias. E livre pra ser simples ou pavoa. A liberdade talvez seja o nosso maior termômetro de juventude. 

      Texto e fotos por Lara Dias.
       

       
       
      14.04.17
    • bunda dura não treme

      Que mulher nunca se sentiu desconfortável com o seu próprio corpo? Centímetros a mais, centímetros a menos. Muito disso, pouco daquilo. Que mulher, também, nunca se sentiu desconfortável com as suas próprias ideias? Sonhadora demais, confiante de menos. É tanta gente dizendo como se deve ser, o que se deve fazer, que caminho seguir, que vontades satisfazer, que acabamos perdendo o contato com nós mesmas.

      Ainda bem que podemos contar com a nossa natureza criativa pra ressignificar situações e reinventar a nós mesmas. Quando ouvimos a nossa intuição, temos respostas reveladoras e nada do que vem de fora é capaz de nos atingir. Uma prova disso é o BDNT (Bunda Dura Não Treme), um grupo de dança livre de Curitiba criado pela Jade Quoi em 2015. 

      Há uma semana, fui pra capital paranaense fazer um curso e aproveitei o embalo pra conhecer a Jade e a Andressa, uma das alunas do BDNT, pessoalmente. A gente se encontrou no Botanique, um café + bar + plantas que eu bem que gostaria que fosse minha segunda casa! 

      Jade é estudante de psicologia, mas a dança sempre fez parte da sua vida. Anos antes de fundar o BDNT, ela foi pra Barcelona estudar dança. Chegando lá, foi bastante desencorajada a seguir adiante e sofreu até mesmo boicotes, sabe?  "As aulas de dança tradicionais são muito voltadas à perfeição. Você fica se desgastando pra aprender, ao invés de aprender de uma forma mais leve e divertida. Quando estamos numa aula tradicional não estamos expressando quem somos, e sim, reproduzindo passos, muitos deles além do nosso limite corporal", conta. 

      Quando voltou pro Brasil, começou a trabalhar como dançarina no Paradis, uma balada alternativa de Curitiba. Três meses antes, fez uma lipoaspiração e uma cirurgia de redução da mama, acreditando que, se fosse mais magra, teria mais conquistas na sua profissão. Com o tempo, Jade se redescobriu e percebeu que muitos dos valores transmitidos não eram seus, mas dos outros: "Eu comecei a amar o meu próprio corpo, a sentir, a perceber meu próprio tamanho e como eu ocupava meu espaço".

      Dez meses depois, ela teve contato com o feminismo e se reconheceu neste contexto. Este novo despertar fez com que ela entendesse o seu papel no mundo, percebendo, pela primeira vez, que gostaria de dar aulas. "Fiz um convite num grupo feminista de Curitiba no facebook. Eu queria fazer uma aula divertida, algo construído por nós. A ideia era a cada semana escolher um tipo de dança ou uma música diferente pra ser trabalhada. Cerca de 30 meninas demonstraram interesse, aí partimos desse grupo pra outro e, assim, nasceu o BDNT. Tudo surgiu entre nós e foi sugerido pelas alunas, nada foi imposto por mim”. 

      Aliás, o nome do grupo foi decidido em conjunto durante uma das aulas, partindo de uma brincadeira de uma das alunas. Afinal, pra fazer parte do BDNT, ninguém precisa ter a bunda perfeita
       

      A dança é uma forma de expressão tão poderosa que manifesta não apenas as vontades do nosso corpo, mas também do nosso espírito: “Eu percebi que muitas das alunas que tinham projetos engavetados, os colocaram em prática depois que começaram as aulas. Tem também alunas que terminaram relacionamentos por perceberem o quanto eram abusivos, depois de tantas conversas sobre o assunto entre a gente”. 

      Pra Jade, as mudanças não começam pelo corpo, mas em aceitar quem você é. A Andressa concorda: “Nós precisamos nos acolher quando não estamos bem. A gente fica tentando abafar, mas quando chegamos lá (nas aulas), sentimos isso e colocamos pra fora. É importante”.

      A marca registrada do grupo é um short preto, com as letras BDNT, em branco, bem grandes na parte de trás. Chama a atenção? Chama, sim, senhorx –  e é pra chamar a atenção mesmo! É pra mostrar que as meninas que fazem parte do grupo são donas de si mesmas. São confiantes, têm uma boa autoestima e o mais importante: não estão sozinhas. 

      No final do ano passado, o BDNT lançou um documentário contando como surgiu o grupo, além de depoimentos das alunas, compartilhando suas experiências e visões de mundo. 
       

      Aproveitei a conversa pra perguntar pra Jade e pra Andressa que outras iniciativas de Curitiba todo mundo tem que conhecer. Elas me indicaram 2 mulheres com projetos incríveis: a Babi Oeiras e a Manu Godoi. “A Babi e a Manu produzem uma festa juntas, a "Até o Caroço", que preza o respeito na pista e diz não ao assédio. Esse rolê das duas é muito f*da! A Babi também tem uma outra festa, a “Um Baile Bom”, que é uma celebração da identidade negra". A Jade também me contou que a Manu tem outros três projetos: o Banguê, um evento gratuito de hiphop; o EmpoderA, um movimento político social que empodera mulheres através dos cinco elementos do hiphop (rapping, breakdance, graffiti, djing e beatboxing);  a loja Rimma e a festa Moio

      Sim, a capital paranaense tem uma cena de hiphop muito forte. Mas, antes de sair dançando por aí, é bom prestar atenção no significado das letras, já que é bem comum encontrarmos músicas que difamam as mulheres e as tratam como meros objetos. Quando eu vou escolher uma música pra a gente dançar no BDNT, eu sempre presto atenção na mensagem que está sendo transmitida”.

      Hoje 80 mulheres, divididas em 3 turmas, fazem parte do grupo. Além disso, Jade já esteve no Rio e em Floripa dando aulas. A próxima cidade a receber o Bunda Dura Não Treme será São Paulo, no dia 12, onde o grupo irá se apresentar no Cine Olido às 19h30 e, no dia seguinte, às 20h, vai rolar um aulão na casa do IdeaFixa

      Ah, e tem mais! A Jade me disse que ela pretende ir ainda pra outras cidades e outros países. Do lado cá, eu espero que o BDNT conquiste o mundo. 

      Fotos: Claudia Bär e arquivo BDNT.

       

      10.04.17
    • carnaval com sotaque

      Carnaval já tá aí e as minas do Sotaques, nossa rede de colaboradoras pelo Brasil, fizeram uma seleção esperta dos melhores bloquinhos, festas e eventos pra curtir a folia nas cinco regiões do país. Tem pros apaixonados pelo carna, praqueles que preferem um bloquinho mais alternativo e até pra quem quer fugir da folia – e curtir o feriado em festivais de música por aí. Ficou curioso? Vem descobrir as boas! 

      Floripa

      – Comemorando 15 anos, o Maracatu Arrasta Ilha promete sacudir Floripa com 3 dias de apresentações em lugares diferentes da cidade. A Cláudia, nosso sotaque de lá, foi no ano passado e amou! angel 

      – Outro bloco tradicional na ilha é o Baiacu de Alguém, que desfila em um dos bairros mais antigos da cidade. Anota aí: é hoje, às 18h! 

      – O Bloquinho da Salão é o favorito da Cláudia e acontece na terça de carnaval, dia 28. Fica a dica: coloca sua fantasia favorita, capricha na purpurina e dança muitoo! 

      – Já pra quem prefere fugir dos bloquinhos, também tem opção: o Carnaval do Célula traz várias bandas locais de Santa Catarina pro palco e, no dia 26, vai rolar um bailinho ao som de skacore! Afinal, quem foi que disse que carnaval não combina com rock, né? 

      Brasília

      – No sábado e domingo de carnaval, o CCBB de Brasília recebe um carnaval multicultural e animado, com artistas circenses e diversas expressões culturais brasileiras: do samba ao maracatu, passando pelo frevo e pelas marchinas populares! É pra todo mundo ir e se divertir, viu? 

      – Um dos blocos mais tradicionais – e engraçados! – de Brasília é o Babydoll de Nylon, onde todo mundo vai de babydoll e canta, à exaustão, a música "babydoll de nylon combina com você"   Mas fica a dica: vale a pena chegar cedo, viu? 

      – Carnaval só é bom mesmo quando é bom pra todo mundo! Essa é a ideia do bloquinho Bom pra Todos, adaptado pra autistas e todas as outras pessoas que se sentem diferente. Iniciativa linda – e necessária, né? 

      – Tradicionalíssimo, o bloco lírico Alvorada do Planalto é uma tentativa de resgate dos bloquinhos líricos do Recife antigo. Nele, todos saem fantasiados e cantando marchinhas, como num carnaval à moda antiga   Vai ser no domingo, dia 26 e na terça, dia 28, tá?

      – O bloco do amor surgiu por uma coincidência engraçada: ele desfila na via S2 – como um coraçãozinho! – bem no centro da cidade! Música boa, diversidade e muito afeto, é claro, embalam o bloquinho, no domingo de carnaval. Como não amar?  

      – Segunda é dia do Bloco das Divinas Tetas, que só toca tropicalismo (a gente ama! ) e desfila a partir das 17h. A farra tá prevista pra acabar às 23h, mas a Deh já adiantou pra gente: do lado, começa outro bloco com axé dos anos 90 e sem hora pra acabar! 
       

      – Brasília também tem opção pra quem quer fugir dos bloquinhos. Que tal encarar a estrada e aproveitar o festival Grito Goiânia, no sábado e domingo? O festival de rock abraça também a multicultura e, esse ano, convidou Karol Conka e o Bloco das Divinas Tetas pra se apresentar por lá. Bora? 
      Belo Horizonte

      Não é de hoje que a gente vem avisando que Beagá tem praia sim, sim! Todo sábado, a praia improvisada na Praça da Estação tem recebido ensaio dos bloquinhos da cidade e do badalado Bloco da Praia, lá de Ouro Preto. Pra pular muito e se refrescar! 

      Se já existe carro alegórico, por que não bicicleta alegórica? Essa é a ideia do bloco da Bicicletinha, onde os foliões pedalam fantasiados pelas ruas da cidade. Legal, né? 

      – O bloquinho Pena de Pavão de Krishna (PPK) é daqueles que só emanam energia boa! Como eles mesmo se entitulam: é um "bloquito de ijexá". Pra saudar tudo aquilo que há de mais verdadeiro e sagrado em cada coração! 

      São Paulo

      – Em Sampa, a boa é curtir o bloco feminista Pagu, que desfila na terça, dia 28, pelo centro da cidade. Com trio elétrico, banda ao vivo e uma bateria 100& feminina, o bloco homenageia as grandes intérpretes da história musical brasileira, como Gal Costa, Elis Regina e Elza Soares. Só diva! 

      – Outro bloco só de mulheres que desfila na cidade é o afro Ilu Obá de Mim que, esse ano, levanta a bandeira do "carnaval sem assédio". A gente super apoia! 

      – Já o bloco Nu Vuco Vuco desfila no pós carnaval, dia 4 de março, com um repertório repleto de sambas enredo, sambas-reggae, afro-sambas, afoxés e marchinhas. Afinal: quem pensa que o carnaval acaba na quarta-feira, tá muito enganado! 

      – Pra tremer o chão de Vila Madalena, o Maracatu Bloco de Pedra desfila no sábado de carnaval. Ele é mega tradicional por lá e promete uma tarde muito animada! Vamos? o/

      Belém do Pará

      – Com mulheres e homossexuais à frente, o Bloco do Rebuceteiro canta, nas ruas de Belém antigo, pela liberdade sexual e de gênero, coisas em que a gente acredita e defende! Vamos cantar juntos? 

      – Supertradicional na cidade, o barzinho The Beatles organiza, todo ano, um bloquinho de rua chamado "Mangal dos Urubus", que faz o maior sucesso. Esse ano, pra agarinhar dinheiros e fazer o bloco acontecer, eles estão vendendo camisas do bloco no próprio bar! A Barbara, nosso sotaque de lá, garantiu: vale a pena ajudar e participar do bloquinho! 

      Ufa! Preparados pra toda essa folia? Vem, que é tempo de ser feliz, é tempo de purpurinar! 

      24.02.17
    • sotaques em santa

      Pro lançamento de Sotaques, nossa rede de pesquisadoras pelo Brasil (lembra que a gente apresentou aqui?), a gente trouxe as meninas pra dois dias aqui no Rio e o nosso encontro não poderia ter sido mais especial Aproveitamos também pra filmar um vídeo contando sobre o projeto, e o resultado ficou uma lindeza só. Olha aqui! 

       
      Pra documentar esse dia em um lugar que fosse a cara do Sotaques, escolhemos Santa Teresa, bairro que a gente ama, e não poderíamos ter sido mais felizes nessa escolha: Santa nos recebeu de braços e portas abertas! Além disso, o Café do Alto, restaurante supercharmoso por lá, nos convidou pra um almoço especial, embalado pelas curvas e vistas do bairro. Como não amar? 

      Aproveitamos o dia juntas pra tocar sobre como é viver em cada uma das cidades, sobre ser menina, sobre ser mulher e muitas outras coisas boas! 

      “Quando viajo, sempre fico me policiando pra não soltar "égua" ou qualquer outra palavra que as pessoas possam não entender. E foi muito bom estar entre outras meninas podendo ser eu mesma e registrando justamente as nossas diferenças” confessou nossa paraense Barbara.
      Já a Dé, de Brasília, contou pra gente que "passar o dia em Santa foi encontrar o lado mais carioca que o meu pai me deu e sentir um pouquinho da força e da energia da cidade. Estar com as meninas da rede me fez sentir muito sortuda, especialmente por estar do lado de tanta mulher talentosa, inspiradora e forte e poder, ainda assim, ser eu mesma. Foi empoderador."
      O almocinho foi delicioso, com sabores do Brasil presentes em cada detalhe: do café com leite de coco até o peixe com farofa. Ah! E a recepção calorosa fez a gente se sentir em casa, mesmo. Como disse a nossa mineirinha, Lara: “Esse encontro foi um abraço apertado. E Santa sabe como nos fazer sentir assim.”

      Que seja o primeiro de muitos encontros-abraços por aqui. Obrigada, Café do Alto, pelo convite! 

      22.02.17