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sua mochila está vazia

      Tag: slow food

    • farm entrevista – bananal

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      Quando a vi pela primeira vez ela usava um belo turbante à la Frida Kahlo, depois, fomos apresentadas via Facebook, onde ela se nomeia Sahara “por causa do deserto”, me explicou. Então ficou claro, ela anda pelo mundo absorvendo referências, mimetizando culturas e em seguida espalhando um pouco do que viu, viveu e provou.

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      A criadora do projeto Bananal, Sara Lemos, é portuguesa, morou em Londres, estudou em Harvard, viajou a America Latina, se apaixonou pelo Brasil natal de seu avô. Por aqui teve um estalo, já era hora de se dedicar a sua verdadeira paixão. Malas feitas de novo, dessa vez rumo à Itália, onde fez mestrado em Comunicação e Cultura Alimentar na universidade da Slow Food.

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      Por lá foram criadas as raízes do Bananal, que muito além de um jantar ou um evento, convida sortudos a uma experiência à mesa. Conversamos pra entender melhor essa ideia tão linda:

      1- Como pintou a ideia do projeto, qual a inspiração?

      O Bananal já teve varias transformações ao longo do tempo, mas o seu objetivo principal é explorar o Brasil (em termos de ingredientes) e partilhar essa informação com pessoas. O brasil tem uma cultura gastronômica muito rica e complexa e fora isso ainda tem muito pra ser explorado no campo da comida. A maneira mais fácil de fazer isto? Em volta de uma mesa!

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      É tudo a base de desafios, desafio pra quem cozinha – que tem que desenvolver pratos em volta de um ingrediente específico, e desafio pra quem vai ao jantar – que não sabe o que vai comer, nem onde, nem quem vai sentar do seu lado. No momento existem dois formatos, os jantares secretos de 15 pessoas, sempre com um chef diferente, um ingrediente principal diferente e um lugar diferente; e os pop-ups maiores abertos ao público, como o Peixaria, com 1 ingrediente, 3 chefs e música.

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      2 – Você também coloca a mão na massa? Como são escolhidos os chefs?

      Eu coloco a mão na massa mais ou menos! Eu cozinhei no primeiro jantar sim, mas eu não tenho formação de chef e apesar de gostar muito de cozinhar, não é o meu forte (ainda), eu faço mais a parte da curadoria! Mas tô sempre disponível pra ajudar os chefs, fazemos sempre testes antes pra aprovar os pratos, e nos jantares ajudo no que eles precisam! Os chefs são conhecidos meus, ou recomendados por outros chefs, ou alguns que por acaso eu provei alguma coisa que gostei muito! Há uma preferência por chefs/cozinheiros que estejam começando, pra oferecer um espaço que eles raramente encontram nas cozinhas onde trabalham – a possibilidade de serem criativos.

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      3 – Os elementos escolhidos também não são muito comuns, qual critério de escolha?

      Tento sempre que sejam ingredientes brasileiros e pouco conhecidos, pra fortalecer o lado lúdico! Faço vários levantamentos de possíveis ingredientes, e dou aos chefs a escolher (eles têm que se identificar pra se divertirem mais a criar), mas também é um processo bastante flexível se alguém tiver uma sugestão desde que esteja dentro da cultura brasileira de algum modo tá valendo!

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      4 – Existe uma vontade de enaltecer o consumo consciente por trás? Da volta a um consumo que seja amigável ao pequeno produtor, um retorno ao mais natural?

      Não diria que existe somente a vontade de enaltecer o consumo consciente (apesar de isso ser algo em que acredito fortemente), a vontade principal é a de dar a conhecer novos ingredientes, ou velhos ingredientes de maneiras novas. Queremos ser um estímulo ao movimento gastronômico do Rio, desafiando jovens chefs, informando e valorizando o que é brasileiro. Acredito que primeiro vem a informação e a valorização e depois o consumo consciente se torna bem mais fácil. Depois de você provar um prato delicioso com um certo ingrediente, conhecer a história, você vai dar muito mais valor a um produtor que produz isso, porque de alguma maneira você tem uma conexão com esse ingrediente nem que seja uma memória boa.

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      5 – Você também sempre escolhe coisas muito típicas do Brasil, além do Brasil ter naturalmente muitos elementos incríveis e alguns subutilizados (fiquei intrigada com a alfavaca!), existe a poesia de um olhar estrangeiro?

      O olhar estrangeiro ajuda muito! Há certas coisas óbvias que pra mim são muito novas ou muito diferentes da minha realidade portuguesa, então isso ajuda sim, é como se fosse uma lente maior, aqui eu vejo mais detalhes, reparo em coisas que em Portugal preciso dos amigos que não são de lá pra ver!

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      6 – Muito bacana também reunir à mesa pessoas que não se conhecem, como tem funcionado isso?

      O meu maior medo no Rio era exatamente a aceitação das pessoas em relação a situações diferentes, por enquanto tenho ficado bastante surpresa! Os jantares têm vários repetentes e vários amigos, hahaha, mas as pessoas até gostam bastante de não saber ao que vão! Na Peixaria agora estimamos que umas 300 pessoas passaram por lá, sendo que a maioria não sabe o que é o Bananal, sabiam que iam comer mas nunca tinham ouvido falar antes. Eu fiquei super feliz!

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      Fotos: Luiza Chataignier

      E nós também, Sara, felizes, com água na boca e doidas pra participar! 🙂

      06.02.15
    • festival de cinema ambiental

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      Já imaginou um festival de cinema só sobre histórias ambientais? Dos dias 4 a 10 de setembro, rola no Rio o IV Festival Internacional de Audiovisual Ambiental – Filmambiente. Serão mais de 60 documentários – selecionados nos mais importantes festivais do mundo – sobre sobre sustentabilidade e ativismo ambiental rodando da Zona Sul à Zona Norte. A gente apoia o projeto e já está na contagem regressiva, ó:

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      Nessa edição, o tema central do festival é “Porque o Futuro Chegou” e promete deixar o coração esperançoso com histórias de pessoas que estão fazendo a diferença pra criar um futuro melhor. O legal é que, ao final de algumas sessões, a presença dos diretores é garantida pro bate-papo com o público.

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      Pra engajar ainda mais a ida às salas e a interação com os produtores, o festival bolou até premiações pra galera. Pra pessoa que mais assistir aos filmes desta quarta edição, o prêmio é uma bicicleta dobrável da Blitz (nada mal, hein!) e o segundo lugar leva um kit FARM especial pra casa. Um mimo!

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      Ah! Outra coisa bacana que vai rolar é a degustação preparada com sobras da CADEG, após a exibição do filme “A origem do Slow Food”, no Espaço Itaú, dia 5 de setembro. A idéia é conscientizar sobre o desperdício alimentar e contar mais sobre o movimento slow food, que vai contra a onda dos fast foods!

      A gente amou se juntar com essa galera pra reforçar ainda mais questões tão importantes sobre nosso meio. Tem cultura, tem consciência e tem FARM! Pra ficar por dentro, dá uma olhadinha na programação do site. A gente se vê nas salas de cinema! 😉

      27.08.14