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sua mochila está vazia

      Tag: moma

    • farm visita – yoko ono no moma

      bola_yoko

      Não é simples falar sobre a arte de Yoko Ono. Suas criações são facilmente acessíveis ao primeiro olhar, mas carregam muitos significados, conceitos que embaralham nossas ideias e mexem com a gente… como a arte contemporânea deve ser. A Mari, amiga do adoro, tá em NY e foi no MoMa ver de perto a exposição sobre a musa de John Lennon (que é muito mais do que isso). Vem saber:

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      A mostra fica em cartaz até setembro e foi cuidadosamente montada pelo curador e pela própria Yoko, que aliás, deixa um recadinho no fim do percurso da exibição – mais um sinal de que tudo foi feito com cuidado pra você se sentir um pouco na vida da artista. Talvez também porque sua arte é muito autobiográfica: fala de ser Yoko, fala de ser mulher, fala de ser artista, fala do mundo.

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      E fala através de delicadas e fortes transgressões ao banal. Hoje, ver uma maçã sobre um pedestal de vidro pode parecer infundado, mas nos anos 60, quando a obra foi criada, era uma nova forma de refletir sobre o valor da arte, a transitoriedade do tempo e da vida. Por isso somos saudados com esse trabalho polêmico no começo da exposição. Aos poucos vamos descobrindo mais sobre a Yoko, e se nos deixamos mergulhar em seu pensamento sempre fora da caixa, vemos como seu valor foi muito além de uma maçã e ganhou o mundo com um discurso de paz, não violência, feminismo, amor, empatia, inteligência.

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      “Pise na arte”, diz um trabalho, “esqueça isso”, diz outro. A anti-arte de Yoko reflete os novos rumos da contemporaneidade, trazendo uma reflexão ao trabalho que vai além da obra e abre espaço na nossa mente pra novos insights, mudança de conceitos e vontade de sair da tal ‘zona de conforto’ e também da ‘zona de ignorância’. Porque ver o mundo com um outro – e encantador – olhar é simples, basta virar uma chavezinha na mente pra destravar o botão que deixa nossos pensamentos padronizados.

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      Se entregar a essa exposição é também ter acesso a escritos do livro Grapefruit, que reúne 150 pequenos textos de Yoko que são como ‘instruções’ pra fazer arte, uma reunião das ideias mais possíveis às mais improváveis, todas guiadas pela imaginação da autora. Se o ‘click’ ainda não tinha vindo, esse é um bom momento pra se deixar levar e perceber que arte na verdade é um estilo de vida, que várias ações cotidianas ‘viram’ arte se a gente colocar a intenção, o conceito, a reflexão. Não é preciso sempre ter tela, pincel e tinta pra criar e inspirar…

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      Observar a instalação Half Room é curioso. Um cômodo belamente decorado com cadeiras, estantes, utensílios, quadros, roupas, acessórios…mas todos pela metade. O que a artista queria? Despertar no outro a consciência de como somos todos incompletos, metades procurando significados na arte, na política, na moda, em lugares e em pessoas pra nos ajudarem a revelar nossa essência. Algo profundo, mas relativamente ‘simples’ de ser mostrado. Assim como Morning Piece, fragmentos de vidro com datas futuras coladas pra se ter um pedaço da manhã de um certo dia… quem não queria?

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      Na expô também dá pra ver muitos trabalhos criados entre Yoko e John, casal unido pela arte e que mostrou como cada ação, cada período da vida (até a lua de mel) pode ter um significado, pode levantar uma bandeira, pra eles, principalmente política. Na época da guerra do Vietnã, os dois espalharam cartazes dizendo que a guerra tinha acabado… se você quisesse. Um despertar pra quem estava se achando incapaz de mobilizar a paz naquele momento. Um recado pra vida toda, em qualquer época: a paz sempre vai ser uma opção.

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      Fotos: @marivferrari

      Ali, naquele pedacinho de Manhattan, a gente também entra numa máquina do tempo e acompanha algumas performances e instalações criadas por Yoko, algumas dos anos 60-70, outras feitas pra exposição. Uma delícia se envolver em cada trabalho e deixar sua mente e coração serem guiados por essa mulher que até hoje encanta com palavras e representações – quer ter um gostinho? Segue ela no Instagram. Por lá ela continua fazendo, e vivendo, arte.

      22.07.15
    • yoko, the one

      bola_yoko

      Em 1966 um dos homens mais famosos do mundo, líder da maior banda de rock de todos os tempos, visita uma exposição de arte em Londres, sobe uma escada, pega uma lupa e lê uma palavra no teto: Yes!

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      John Lennon então disse sim, ficou fascinado pela obra de arte e quis conhecer a criadora, uma jovem e talentosa artista japonesa que através dele se tornaria uma das mulheres mais famosas (e detestadas!) do mundo.

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      E se pra você também ela é só a mulher que separou os Beatles, tá na hora de você rever os seus conceitos e descobrir um pouco mais sobre a artista, cantora, pacifista e musa que inspirou John Lennon em algumas de suas melhores criações!

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      Sim, deixe a pinimba de lado por que Yoko Ono é demais, e você vai ter uma chance ótima de descobrir isso agora, na super retrospectiva “Yoko Ono: One Woman Show, 1960–1971” que abre as portas esse finde no MoMa, e promete aquecer ainda mais o verão de NY.

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      A expô revisita seus momentos artísticos, como a formação do Fluxus, movimento de arte conceitual  vanguardista que redefiniu a década de 60 com performances e instalações inesquecíveis como Cut Pieces, e o livro Grapefruit onde Yoko dava instruções pra que qualquer um pudesse viver e criar experiências de arte.

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      Sem contar suas obras pacifistas que começaram com John e seguem fortes até hoje, quando ainda precisamos pedir pro mundo dar uma chance a paz.

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      Pra quem não conhece sua porção cantora, também vale ouvir suas músicas estridentes e experimentais, que fizeram dela a rainha da dance music e uma das precursoras da música eletrônica nos anos 70.

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      Sem contar as músicas inesquecíveis criadas por John pra ela como “Just like starting over”, “Oh, Yoko”, “Woman”, “Imagine” e mais todas que amamos.

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      E aí, está ou não na hora de “give Yoko a chance”?

      18.05.15
    • galeria – björk

      Você pode amar de paixão, ou detestar, difícil mesmo é permanecer indiferente perante a voz penetrante e o visual locão da cantora islandesa, uma das mais inventivas de sua geração. Verdade é que os looks criados por Björk, seja nas capas de disco, nas apresentações, clipes e até na festa do Oscar (ou alguém aqui consegue esquecer o vestido-cisne?) sempre causam certa comoção.

      Colado ao lançamento do seu último álbum, Vulnicura, o MoMa abriu suas portas em NY pra receber o acervo visual da cantora, numa expô que tem dado o que falar. Bem, como ela sempre faz. E quer a gente goste ou não, adoramos a inventividade sem limites da ex-mulher do artista plástico Matthew Barney, co-criador de muitos conceitos mostrados na exibição. Um incrível show de música, cultura e arte!

      02.04.15