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sua mochila está vazia

      Tag: gilberto gil

    • Novidadinhas da semana

      Chegou a hora de saber a programação do fim de semana e convidar todo mundo pra curtir as boas pela cidade! Tem muita música, gastronomia, consciência ambiental e cultura rolando pra aproveitar, ó:

      Orquestra Tom Jobim e Zélia Duncan visitam Gilberto Gil

      A boa imperdível de sexta-feira é conferir o encontro maravilhoso da Orquestra Tom Jobim e Zélia Duncan celebrando clássicos de Gilberto Gil. Pela 1ª vez juntos, os dois vão trazer par o palco canções inesquecíveis como “Expresso 2222”, “Estrela” e “Drão”, com arranjos criados pelos músicos Tiago Costa e Nelson Ayres, regentes da Orquestra, e também por Jaques Morelembaum, Rogerio Duprat, Paulo Malheiros e Bruno Santos.

      Serão 2 apresentações pra você não perder de jeito nenhum: no Theatro São Pedro, no dia 23 de agosto, às 20h; e no Parque Ibirapuera, no dia 25 de agosto, às 16h, durante a Virada Sustentável – São Paulo. Ah, no fim de 2017 nossa editora de conteúdo, Fernanda Moreira, fez uma entrevista pra lá de especial com Gil e pra quem não viu, vale o mergulho na leitura pra aquecer o coração! Confere aqui no adoro!

      Virada Sustentável SP 2019

      Em uma semana tão importante onde os olhares estão atentos às consequências das queimadas na Amazônia, acontece até o domingo, 25/08, a tradicional Virada Sustentável de São Paulo.

      A 9ª edição ocupa cerca de 200 espaços com mais de 600 atrações, entre fóruns, artes visuais, cinema, teatro, dança, kids, shows e bem-estar. E o melhor, tudo gratuito!

      Pra pensar e agir coletivamente pelo nosso planeta, entre as atividades, a nossa dica é conferir as palestras, debates e atividades sobre Economia Circular, Mobilidade Urbana e Empreendedorismo social na Unibes Cultural, sexta e sábado!

      Vamos?



      Reinauguração da Biblioteca MAR

      Em tempos onde o digital parece ter dominado as nossas relações interpessoais e com o mundo, vale celebrar as memórias físicas, sensíveis ao toque e ao tempo. Por isso, a dica é conferir de perto a Reinauguração da Bibilioteca do Museu de Arte do Rio, o MAR.

      Após uma pausa de quatro meses, a Biblioteca e Centro de Documentação do museu reabre ao público neste sábado, 24/08, pronta para funcionar como espaço de leitura, pesquisa, mediação cultural e ainda como ambiente expositivo.

      O evento de inauguração contará com atividades gratuitas que ocuparão a biblioteca e também os pilotis durante o dia. Então, dá um bizu na programação toda e bora lá!

      A Gosto de Santa

      Santa Teresa é um dos bairros mais expressivos e culturais do Rio e pra celebrar essa vivacidade de encontros, acontece este fim de semana A Gosto de Santa. O Festival chegou para valorizar o bairro promovendo a integração entre moradores, empreendedores do bairro, produtores do Rio e todo o público, através de atividades gastronômicas, musicais e claro, culturais!

      Por lá, vai rolar o Circuito Carioca de Economia Solidária, Lançamento do Selo “Gosto De Santa” e Circuito gastronômico “A Gosto de Santa”, Palco dos Sabores, atrações infantis e culturais, e muito mais!

      Se liga na programação toda e convida a galera pro passeio 😉

      Expo ‘Histórias das mulheres’ e ‘Histórias Feministas’ no MASP

      A visibilidade feminina na arte, literatura, música e outras frentes culturais, era, até pouco tempo, escondida dos relatos históricos do mundo todo. Ainda bem que estamos na luta por essa mudança, certo?

      E olha que demais! O MASP inaugura nesta sexta-feira, 23/08, as mostras coletivas ‘Histórias das mulheres: artistas até 1900’ e ‘Histórias feministas: artistas depois de 2000’.

      Será uma apresentação inédita com uma seleção de cerca de 200 trabalhos de mais de 90 artistas e coletivos de diferentes nacionalidades, períodos, contextos e narrativas.

      O ‘Histórias das mulheres’ foi idealizada como um panorama de longa duração, com obras datando do século 1 ao 19. ‘Histórias feministas’ reúne artistas e coletivos que emergiram no século 21 e que trabalham com base em perspectivas feministas, ampliando um debate que ganhou visibilidade nas artes visuais entre os anos 1960 e 1980, mas que segue cruzando lutas, narrativas e conhecimentos.

      A expos rolam até o dia 17/11, não perde ein 😉

      Tradições Afrobrasileiras – Oficinas e Feira de Expositores

      A boa deste sábado é aprender mais sobre a potência das expressões culturais afrobrasileiras no evento Tradições Afrobrasileiras, com uma seleção especial de oficinas e feira de expositores.

      Se liga na promogração pra convidar todo mundo:

      10h às 12h – Contação de Histórias Dr. Griot com Nara Barcellos

      13h30h às 15h30 – Oficina de Turbantes Afro com a Prof. de História Kiev Medeiros e a Turbanteira Lucimar Dias da Silva

      10h às 18h – Feira de expositores

      O evento acontece no bairro da Glória e para se inscrever nas oficinas, é só deixar o nome no mural do evento e pagar lá na hora 😉

      22.08.19
    • FARM entrevista – Gilberto Gil

      Eram 15h quando falamos ao telefone: “oi”, dizia a voz do outro lado da linha. Era o Gil. Calmo. Uma gente inteira numa sílaba única. Um homem. Um super-homem. Uma luz. O papo girou pelos entornos de Refavela, álbum que completa 40 anos e que ganha releitura em show inédito na próxima sexta-feira, no Circo Voador, sob direção artística de um dos filhos, o também músico Bem Gil.  

      Foi em 77 que o Gil viajou pra Nigéria pela primeira vez. De lá, trouxe a narrativa dessa impressão em música: “Encontrei muita gente como aqui no Brasil e o album é uma tentativa de reflexão sobre a relação estreita entre Brasil e África. De nível mais íntimo, encontrei o habitat original dos orixás". 

      O album foi também o pano de fundo do nosso telefonema, quando falamos sobre a vida, o medo da morte, Deus, religião… O Gil aos poucos me presenteava com seu agudo clássico na voz e as respostas se estendiam pra além das perguntas. De repente, ríamos de alguma coisa de graça ingênua: 
       
      – Me lembro de uma fala sua importante e linda no início de Yansã (na gravação de 1973). Faz tanto sentido e é tão profunda. 
      – Ou é rasa, né? Ele disse em tom carinhoso. O profundo e o raso se complementam. Se confundem o tempo todo.
      Silenciamos.
      – É profunda. Generosidade sua achar que não!, eu disse. 
      E rimos.

      [Na fala a qual me refiro acima, ele diz que é um pequenino grão de areia]

      E ficamos a mensurar o tamanho do silêncio, do invisível, do mistério: “Deus é um mistério. Existente e inexistente, presente e longínquo. É difícil dizer. É uma relação com o mistério e todo tipo de leitura que você possa fazer do mistério. Tem uma letra de uma música minha que diz exatamente ‘Pois eu sou Deus é e disso que resulta toda criação’. A noção individual do ser e a noção projetada do grande ser, do Deus, ambas as coisas são misteriosas e a gente não dá conta do significado, mas a soma resultante da consciência dão essa noção de que tudo nasce daí, do fato de existirmos, de pensarmos”.

      Babá Alapalá, uma das músicas de Refavela, configura bem esse lugar com genealogia e ancestralidade. Fato é que o álbum, mesmo comemorando quase meio século, ainda ilumina questões atuais. Fome, desigualdade, direitos humanos, a sensação de estar perdido e de se encontrar também. E toda essa busca por lógica em torno do o tempo, esse lugar-presente-agora que não se captura em detrimento do “quando”.

      – É uma loucura; concordamos. Será que dá pé?

       “Ainda hoje de manhã no meu exercício de fonoterapia pra conservação e preservação da voz, complemento esse exercício com um tipo uma meditação; estava pensando na transformação permanente no campo da individualidade porque a sociedade é um conjunto de indivíduos e a soma da singularidade está submetida a um processo permanente de transformação. Tudo  que se decifra se remanifesta em dimensão misteriosa. Também conversava com uma amiga sobre a grande dificuldade que passa o mundo hoje em dia com 7 bilhões de pessoas. Há tanta dificuldade, pobreza e há tantos avanços, como a descoberta da eletricidade, as revoluções criadas pela química e pela física… A sociedade vem colhendo frutos de um avanço e de um crescimento, mas ao mesmo tempo há muito sofrimento. As pessoas morrem menos de guerra, mas morrem mais de fome. Aliás, hoje, as pessoas morrem mais de comida. A obesidade, por exemplo, afeta setores mais pobres da população mundial. A observação do fluxo sociológico da vida é uma coisa muito complexa, ao mesmo tempo em que o fluxo da individualidade também é. Andamos pra frente e andamos pra trás. Ao mesmo tempo em que caminhos, estamos estacionados. É tudo paradoxo. É minha conclusão inconclusa”.

      Tem dado pé…

      E tem dado transição, transmutação, contemplação. Gil transcende e manda chamar no timbre, nos movimentos, na linguagem e nas letras a história de muitas Bahias. É claro que o segundo álbum da trilogia (Tem Refazenda e Realce também) merece uma transposição para o palco e em boa companhia: o show vai ter participação do Bem Gil, da Céu, do Moreno Veloso e da Maíra Freitas, clica aqui pra saber mais! 

      “O Circo Voador é um lugar muito vivo. Muito intenso. Há convergências de gente várias, de partes diversas da cidade. Eu me lembro dos primeiros tempos do Circo, no Arpoador, depois quando ele se deslocou lá pro Centro… Vem mantendo uma vivacidade muito grande, as gerações vão aprendendo a apreciar a qualidade daquele local, daquele tipo de empenho, é uma coisa muito bonita! Eu estive lá há pouco tempo num show do Bem Jor. Eu adoro o Circo!

      O papo estendeu e, meia hora depois, falávamos sobre amor. Gil disse que deve à Flora, sua esposa, a condição de homem de família muito por conta de “um sentimento abrangente que se consolidou pela presença da mulher, que encontrou um espaço generoso para todos”.  

      Quase no final da ligação, perguntei brincando se o melhor lugar do mundo continuava sendo aqui e agora.

      – SÓ TEM – respondeu rindo. Não há outro. O aqui e agora é irrevogável.
      – Ter essa consciência do momento presente é difícil. Faz como pra lidar com tanta ansiedade?
      Transcorrendo, transformando tempo e espaço navegando todos os sentidos
      (citando parte da música "Tempo Rei")

      Rimos de novo.

      Desliguei o telefone com a alma no aqui, no agora – e em qualquer outro lugar do mundo. Pautar sobre os 40 anos de Refavela me fez pensar sobre a solidez do tempo diante de uma obra autoral. Falar com o Gil me fez, justamente, pensar sobre a liquidez do tempo diante do que não se cria. Ele desconstrói o intelectualismo, a pretensão do óbvio e sopra uma intuição que consegue ser híbrida num mundo – ainda  tão binário. 

      Sabedoria ancestral. Bagagem. Semiótica. Que nome tem?
      O Gil, pra mim, é um sentimento.  

      // O texto foi escrito pela Fernanda Moreira, editora de conteúdo da FARM e pra garantir presença nesse show cola aqui. Nos vemos lá! 

      30.08.17
    • sinara, sinara!

      bola-sinara

      Um ano em estúdio, alguns anos caindo na estrada. De apresentações em clima familiar no Baixo Gávea a shows pra mais de duas mil pessoas, da herança musical privilegiada a vivências particulares que até parecem história de filme… Assim nasceu Sol, o primeiro EP dos meninos da Sinara.

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      “A banda surgiu das composições do Luthuli. Nos conhecemos ainda meninos, na Rocinha, onde ele nasceu, e nos reencontramos anos depois na escola. Já éramos amigos e viramos irmãos. Começamos a criar juntos e então chamei meu tio e meu primo pra formar uma banda. Éramos quatro. Depois, surgiu a dádiva do Magno, que é nosso baixista”, conta o Francisco Gil, guitarrista da Sinara.

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      A ideia de criar o EP foi orgânica, assim como todo processo de construção do disco. Depois de dois anos e meio juntos, sentiram a necessidade de dar forma ao projeto, que é a interseção de todas as referências, musicalidades e vivências dos meninos. Tem samba, axé, afoxé, chachado… Tem o Brasil e a veia de cada um.

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      E falando nisso, o Francisco e o João, netos do Gilberto Gil, e o José, caçula do cantor, embora tragam a força de uma herança genética, não dispensam o percorrer da própria estrada: “Meu avô nunca teve interferência direta no nosso som, o bordão dele é ‘deixe os meninos’. E deixar a gente não é só dar liberdade, mas é dar espaço. O estúdio que a gente ensaia é o estúdio dele, temos a oportunidade de ter esse sangue, de ter essa veia musical e, muito por isso, a banda toda é uma família. Hoje, o amor que temos um pelo outro é igual. O que tenho pelo Magno é o que eu tenho pelo meu tio e por aí vai…”, conta o Francisco.

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      E se o papo tá bom, a vontade de sentir a vibe da galera ao vivo é ainda maior. Dá pra entrar no clima assistindo ao clipe de Floresta (clica aqui) e se preparando pro show de lançamento que rola amanhã no Paiol (aê, Rio de Janeiro) com musicas autorais e alguns covers, como Novos Baianos, Edson Gomes… Tudo com a brasilidade nossa de cada dia. Tem jeito não: já somos fãs! ♥

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      “A gente tem muitas ideias e ideais. Queremos renovar o cenário que a gente vive nessa esfera tão nebulosa. Por exemplo, quando lançamos a campanha #SolSexta13 no instagram, onde não nos indentificamos de primeira, era pra que as pessoas conhecessem nossa verdade, antes do nosso som”. O movimento deu certo, o som também. E agora a expectativa já tem data, lugar e hora marcada. Partiu, Paiol?

      Confirma presença aqui e a gente se vê amanhã! 🙂

      04.12.15