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      Tag: fela day

    • farm entrevista: banda aláfia

      BOLA

      Daqui a pouco, a banda paulistana Aláfia sobe ao palco do Circo Voador – feita de batuque de candomblé, resistência, política e uma engenhosidade musical praticamente inédita. Praticamente, se não fosse a já grandiosidade dos bambas da música negra (inspiração que vai de Elza Soares a Tim Maia, Clementina de Jesus a Noriel Vilela). O show rola na edição 2015 do Fela Day com Abayomy Afrobeat Orquestra e a festa Makula bombando no afrobeat. Conclusão: rolou um papo bom com a banda que só aumentou a expectativa pra hoje à noite.

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      foto: Diana Basei

      A Aláfia tem um discurso sólido, comprometido não só com a ancestralidade e as matrizes da banda, como com a realidade cultural do nosso país. Fala-se de representatividade, empoderamento, liberdade… Fala-se do humano diante da plasticidade dos dias. “O conceito do show e nosso posicionamento político é natural da nossa história. Estava latente nas minhas composições, nas da Xênia e do Jairo. O grupo todo topou a empreitada e, hoje, mesmo os que não se sentiam parte destas questões, assumiram a responsa!”, conta o Eduardo Brechó, vocalista, guitarrista e produtor do Corpura.

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      A Xenia, vocalista, é a única mulher da banda e ocupa um papel de visibilidade. Como vocês entendem o possicionamento social da mulher, sobretudo da mulher negra?
      Como grupo, notamos uma troca muito importante da Xênia com várias irmãs que se identificam com a caminhada dela, e ela se identifica com a luta de várias irmãs. Pro Aláfia, é fundamental. O protagonismo da Xênia nos inspira, é maravilhoso ver sua representatividade no olhar de várias meninas que a têm como exemplo. O resto da banda procura colaborar dentro do espectro de atuação que temos e expandir nossos limites questionando as relações de poder – sobretudo as nossas.

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      O album faz referência direta aos orixás, ao candomblé, como quando cantam ‘Todo baile black tem um pouco de terreiro’. Qual é a contribuição desses símbolos pra formação da identidade e da linguagem de vocês?
      A cosmogonia iorubá e a vivência de terreiro é o alicerce do nosso trabalho. Depois, há outros andares.

      Como vocês enxergam nosso momento social atual em relação à religiosidade e às questões raciais?
      Dizemos que o que se chama de intolerância religiosa no Brasil é um eufemismo pra racismo, demonização e perseguição de uma origem/cultura/pessoa. O racismo está na estrutura do capitalismo e é pilar das instituições do nosso Estado-nação.

      https://www.youtube.com/watch?v=scjqFARm2oM

      O Fela Day celebra – em várias regiões do mundo – o nascimento do nigeriano Fela Kuti e a estreia da Aláfia nos palcos da nossa nave vai deixar a noite ainda mais emblemática: “Vamos celebrar a memória do Fela fazendo nosso melhor. É uma honra tocar pela primeira vez num espaço sagrado da música brasileira e muito bem acompanhados pela Abayomi!”.

      Partiu Circo? 🙂

      16.10.15