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sua mochila está vazia

      Tag: da vinci

    • encontro às cegas com a literatura

      Depois de ostentar durante décadas o título de livraria mais cult do Rio de Janeiro, a Leonardo da Vinci passou por maus bocados. Fundada em 1952 por Romeno Andrei Duchiade e gerida nas últimas décadas por sua esposa, dona Vanna, e pela filha do casal, Milena, a Da Vinci anunciou em meados de 2015 que estava fazendo um saldão e iria fechar as portas 
      Os frequentadores assíduos e apaixonados de seus intermináveis labirintos fizeram barulho nas redes sociais e o empresário Daniel Louzada veio ao resgate, colocando em curso um plano pra modernizar o espaço sem perder a essência do negócio. E foi assim que, em setembro do ano passado, a emblemática da Vinci reabriu as portas: menos labiríntica, mas ainda detentora de todo o charme que aquele subsolo na Avenida Rio Branco pode trazer.

      Mas não foi só a arquitetura. Daniel também inventou algumas novidades, e uma delas chamou a nossa atenção: o “Encontro às cegas Da Vinci”. Peraí, seria isso um tinder versão cult? Não, não é encontro romântico entre pessoas. É pra unir, na verdade, pessoas e livros. O próprio Daniel explica:

      “Temos uma mesa com livros embalados em papel pardo, com desenhos e informações escritas à mão na embalagem. O cliente compra apenas com base no que está escrito no pacote. Algumas indicações são mais descritivas, outras buscam o espírito do livro, mas são mais enigmáticas, como charadas. Só colocamos no ‘Encontro às Cegas’ livros que pelo menos uma pessoa da nossa equipe leu e gostou. O projeto é como um símbolo das nossas características e do que acreditamos: uma livraria que desafia o leitor, que tem uma extensa lista de editoras expostas, das grandes às independentes. E é também, em um cenário em que cada vez mais você recebe soluções prontas e promessas de satisfação imediata, o resgate do espírito do livro, da literatura, do pensamento, que é a aventura e não uma fórmula. Daí que dizemos: se você não confiar no seu livreiro, em quem confiará?”

      E não é? Enviamos a Lu, nossa especialista em literatura do adoro!, pra explorar a tal mesa, e ela contou que dá uma vontade danada de ficar ali horas tentando adivinhar cada um. Fora que é um convite ao bate papo, porque sempre chega mais algum curioso enquanto você está escolhendo e decifrando os enigmas dos embrulhos. Conversando com os livreiros, ela descobriu que já foram vendidos cerca de 500 exemplares “às cegas”, e que só quatro pessoas optaram por trocar. Parece que sai muito pra presente também, o que faz todo sentido. É meio que duas surpresas em uma, né?
      A gente não resistiu e pediu pra Lu escolher um livro pra testar a iniciativa. Foram muitos minutos de debate interno, algumas adivinhações, alguma meditação, mas ela finalmente escolheu um livrinho.

      Depois foi só sentar no café e aproveitar a surpresa. Veredito? Casou certinho com o gosto dela!  

      14.02.17
    • encontro às cegas com a literatura

      Depois de ostentar durante décadas o título de livraria mais cult do Rio de Janeiro, a Leonardo da Vinci passou por maus bocados. Fundada em 1952 por Romeno Andrei Duchiade e gerida nas últimas décadas por sua esposa, dona Vanna, e pela filha do casal, Milena, a Da Vinci anunciou em meados de 2015 que estava fazendo um saldão e iria fechar as portas 
       
      Os frequentadores assíduos e apaixonados de seus intermináveis labirintos fizeram barulho nas redes sociais e o empresário Daniel Louzada veio ao resgate, colocando em curso um plano pra modernizar o espaço sem perder a essência do negócio. E foi assim que, em setembro do ano passado, a emblemática da Vinci reabriu as portas: menos labiríntica, mas ainda detentora de todo o charme que aquele subsolo na Avenida Rio Branco pode trazer.
       

      Mas não foi só a arquitetura. Daniel também inventou algumas novidades, e uma delas chamou a nossa atenção: o "Encontro às cegas Da Vinci". Peraí, seria isso um tinder versão cult? Não, não é encontro romântico entre pessoas. É pra unir, na verdade, pessoas e livros. O próprio Daniel explica:
       
      “Temos uma mesa com livros embalados em papel pardo, com desenhos e informações escritas à mão na embalagem. O cliente compra apenas com base no que está escrito no pacote. Algumas indicações são mais descritivas, outras buscam o espírito do livro, mas são mais enigmáticas, como charadas. Só colocamos no ‘Encontro às Cegas’ livros que pelo menos uma pessoa da nossa equipe leu e gostou. O projeto é como um símbolo das nossas características e do que acreditamos: uma livraria que desafia o leitor, que tem uma extensa lista de editoras expostas, das grandes às independentes. E é também, em um cenário em que cada vez mais você recebe soluções prontas e promessas de satisfação imediata, o resgate do espírito do livro, da literatura, do pensamento, que é a aventura e não uma fórmula. Daí que dizemos: se você não confiar no seu livreiro, em quem confiará?”

      E não é? Enviamos a Lu, nossa especialista em literatura do adoro!, pra explorar a tal mesa, e ela contou que dá uma vontade danada de ficar ali horas tentando adivinhar cada um. Fora que é um convite ao bate papo, porque sempre chega mais algum curioso enquanto você está escolhendo e decifrando os enigmas dos embrulhos. Conversando com os livreiros, ela descobriu que já foram vendidos cerca de 500 exemplares “às cegas”, e que só quatro pessoas optaram por trocar. Parece que sai muito pra presente também, o que faz todo sentido. É meio que duas surpresas em uma, né?
      A gente não resistiu e pediu pra Lu escolher um livro pra testar a iniciativa. Foram muitos minutos de debate interno, algumas adivinhações, alguma meditação, mas ela finalmente escolheu um livrinho.
       
      Depois foi só sentar no café e aproveitar a surpresa. Veredito? Casou certinho com o gosto dela!  
      14.02.17