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sua mochila está vazia

    • bali, o paraíso – parte I

      A Gabi Temer, colaboradora do mochilão, foi fazer Ommmm em Bali e voltou na maior vibe zen, ainda mais apaixonada pela vida, e cheia de coisas pra contar. Pra ficar por dentro, é só acompanhar os posts aqui no mochilão. Com a palavra, Gabi!

      Quando a gente começou a planejar essa viagem, todo mundo com quem eu falava ou tinha amado Bali, ou detestado, e as histórias eram sinistras, ou maravilhosas; não rolava meio termo.

      Preparei as energias, entrei em sintonia com o Cosmos, e fui, meio sem saber o que ia encontrar. E o que posso falar, pra começar, é que valeu demais, e que Bali é um caso de amor. De todos os lugares que já conheci, nenhum me emocionou tanto.

      Trinta e seis horas de voo e 2 oceanos, a gente desembarca em Bali e … é caótico. Engarrafamentos, gente andando no meio dos carros, motos, caminhão, cavalo, tudo tão confuso que a gente se pergunta se atravessou metade do planeta em busca de um paraíso perdido.

      Aí de repente a poeira assenta, e a gente é abraçado por uma energia linda. Bali é muito mais que uma ilha paradisíaca, com praias incríveis, ondas perfeitas quebrando no horizonte, etc e tal.

      Existe um mood Bali, uma atmosfera particular e apaixonante. As ruas têm cheiro de incenso, as pessoas vivem sorrindo, todo mundo é gentil, e tudo tem uma luz especial.

      Então a minha primeira dica é: preparem o espírito, abram o coração, e estejam prontas pra receber e transformar.

      Ninguém passa por Bali impunemente. E esse é o ponto. A Indonésia é um país islâmico, e das mais de 17 mil ilhas que formam o arquipélago, Bali é a única hinduísta.


      O que muda tudo, embora seja difícil pra gente aqui do Ocidente entender o significado disso. Superficialmente, o hinduísmo é tolerante, os cultos são ligados às forças da natureza, aos ancestrais, e tudo está conectado ao Karma. Se eu te faço bem, eu fico bem e tudo e todos ficam bem. E pra ser feliz, é só se embalar nessa onda!

      Pra ter uma ideia de como o Karma é levado a sério, compramos passagens pra Gili e o barco não era o combinado. Era mínimo, sem salva-vidas pra todos, e nesse dia o mar estava com ondulações por causa de um terremoto na Indonésia.

      A viagem foi um perrengue, e quando desembarcamos em Gili, pedimos o reembolso da passagem. A empresa não queria devolver, não importava o argumento. Então desisti, dizendo que não queria continuar porque estava ficando triste. Como assim triste? Imediatamente eles deram o dinheiro!

      A segunda dica é: não pensem que dá pra se hospedar em um único hotel e rodar a ilha a partir desse ponto. Ir dum pico a outro leva horas, e o ideal é entrar numa onda nômade e montar base em vários lugares. Quer mais uns toques?

      ORGANIZANDO A TRIP: Comece com Seminyak/Kuta (ótimas praias pra aprender a surfar), depois vá pra Nusa Lembongam (uma ilhota a vinte minutos de Bali, conhecida do filme Comer, Rezar e Amar), e continue com Uluwatu, Ubud, Karangasen, Amed, Lovina e Ilhas Gili.

      O BÁSICO: A moeda local é a Rúpia e a conversão aproximada é de 9,5 mil Rúpias pra um dólar. O visto da Indonésia é de 30 dias e eles dão no aeroporto. É preciso ter a vacina contra febre amarela.

      NO VOLANTE: Dirigir nas ruas de Bali é complicado. A mão é inglesa e é um vale tudo. Se pretende alugar carro, treine em uma rua calma. O aluguel custa em média 12 dólares, e é preciso permissão internacional pra dirigir (o Detran emite).

      QUEM VOA: Quase todas as europeias. A Emirates está super bem na fita como companhia aérea, e o stop é em Dubai. Se a ideia é parar na Europa, a KLM tem bons preços. Um alerta: a empresa espremeu os assentos, e criou a categoria confort. Custa 70 euros a mais, e vale!

      NA CHEGADA…  se hospede no Kunti Villas, que  é uma graça, e tem uma piscina pra cada villa. Dica: reserve pelo booking. Em Kuta, o Home at 36 é super fofo, fica na praia, e tem um preço ótimo.

      COMPRAS: Os outlets de surf ficam em Kuta, na Jalan Sunset e na Jalan By Pass Ngurah Rai. Tecidos e coisas pra casa deixe pra comprar em Ubud. Pra roupas no estilo Bali, em Seminyak tem uma loja do Paul Ropp, e em Kerobokan também.

      Pode anotar tudo que daqui a pouco tem mais dicas! 😉

      14.08.12