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sua mochila está vazia

      categoria: viagens

    • Retiro Espelho de vênus

      Deusa da beleza e do amor na mitologia, Vênus na astrologia é o planeta que revela nossos gostos, valores, o que nos atrai e como atraímos. Então além de nos inspirar a moda, o design e a arte, com os recursos que dispõe nossa Vênus nós seduzimos, sensualizamos, transamos e sentimos prazer. Vênus é, portanto, essencial pra nossa autoestima e superimportante na nossa dinâmica de relacionamento.

      Nesse equinócio da primavera, no fim de semana de 21, 22 e 23 de setembro, vou oferecer meu primeiro retiro, dentro de um projeto chamado Oficina Astral Magia, cuja proposta é um mix de aulas de astrologia + trabalho de corpo + atividades criativas. Assim, vocês poderão não apenas adquirir mais conhecimento, como incorporar o princípio astrológico em questão.

      O tema desse retiro da primavera é Espelho de Vênus, já que a estação das flores é a mais venusiana. Vou reunir um grupo só de mulheres na pousada Vila do Açu, no topo da serra dos Órgãos, na região de Petrópolis (RJ), um paraíso natural entre montanhas, com um rio e uma piscina natural, pra aproveitar os quatro elementos da natureza (terra, água, ar e fogo) e fazer uma bruxaria! O alinhamento cósmico do equinócio, momento em que o dia e a noite têm a mesma duração, é quando o Sol ingressa em Libra, signo regido por vênus, que estará em Escorpião, o signo da transformação. E a lua estará quase cheia!

      Convido vocês a virem comigo nessa experiência única de se olhar no espelho pra reconhecerem sua própria beleza! Enquanto usufruem de uns dias de descanso, aprendem mais sobre nossa musa inspiradora, dançam, tomam banho de sol, mergulham no rio, criam coisas bonitas e libertam o seu erotismo. Os recursos que vou ensinar vocês levarão pra vida. Tudo pra viver com mais amor e criatividade!

      Mais informações e inscrições: mainamello.agenda@gmail.com

       

       

       

       

      15.09.18
    • arraiás pra curtir por aí

      Chega essa época e o coração até derrete! É mês de Santo Antônio, forró arrasta pé, milho, fogueira, quentão, vinho quente, pipoca, quadrilha e muito amor. É tempo bom das festas juninas, sô!

      A gente preparou um roteiro especial com os arraiás que agitam vários locais do Brasil com música boa e as comidas típicas que a gente a-ma!

      18 a 29.06 | Forró Caju (SE)
      De 18 a 29 de junho, a capital sergipana realiza seu evento mais popular: o Forró Caju. Todo ano, cerca de um milhão de pessoas se reúnem na praça de eventos Hilton Lopes pra dançar ao som de sanfonas e zabumbas e assistir a quase 200 shows de cantores, bandas e quadrilhas.

      22.06 a 24.06 | São João do Pelourinho (BA)
      O tradicional São João do Pelô faz parte do sempre esperado São João da Bahia e é um evento totalmente gratuito, opção pra lá de boa pra quem vai estar em Salvador no período junino. Neste ano, entre os artistas que vão colocar todo mundo pra dançar estão Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Alceu Valença. Demais, né?

      23.06 | Arraiá do Monobloco no Áudio (SP)
      A energia incrível do Monobloco Oficial e Peixeletrico vai agitar SP com bandeirinhas penduradas, quadrilhas formadas e trajes típicos. Partiu?

      29 e 30.06 | Arraiá do Circo Voador com Geraldo Azevedo (RJ)
      Geraldo Azevedo celebra 10 anos à frente da festa junina na lona da Lapa. Este ano, em duas noites e com convidados! Dia 29, o cantor e compositor pernambucano recebe Xangai e Emanuelle Araújo. No dia seguinte, é a vez de Pedro Luís e Mariana Aydar participarem. Vamos!

      até 30.06 | São João de Caruaru (PE)
      Em diferentes pontos da cidade de Caruaru, vão rolar festejos pra celebrar a época mais animada do ano na região. E até 14.07 ainda rola a programação das “Comidas Gigantes”, um festival que conta com 14 eventos que serão realizados em vários bairros e na zona rural do município. Só vamos!

      Sábados e domingos até 01.07 | São João De Nóis Tudim (SP)
      O Centro de Tradições Nordestinas de Sampa convida toda mundo pra festa de São João de Nóis Tudim! Vai ter quadrilha, canjica, forró, jogos e brincadeiras todos os sábados e domingos até Julho. Bora lá!

      28.07 | Arraiá da Fundição (RJ)
      Quando Elba Ramalho e Alceu Valença se juntam a gente já sabe que é coisa boa, né? A dupla comanda o festejo julino do centro cultural da Lapa pra fechar as festanças com chave de ouro!

      Prepara a produ junina e bora curtir esse tanto de festa boa! 

      19.06.18
    • ilha de marajó, é inspiração!

      Acabamos de lançar mais uma história lindona da nossa coleção de inverno, que é uma homenagem puro amor pelo Norte do Brasil. Menina do Rio, chegou pra envolver O Coração é o Norte, com muita cor, flores dançantes e alegria estampada no rosto pelo amor à vida e à simplicidade. A campanha dessa história charmosa foi feita num lugar cheio de borogodó ainda desconhecido por muitos brasileiros, a Ilha de Marajó, um respiro tropical no Pará que preserva a cultura local.
       
      De Belém, nossa equipe chegou à Ilha pra descobrir os encantos que iriam compor como ninguém o cenário da campanha. O lugar paradisíaco, a oeste da foz do Rio Amazonas, às margens do Rio Pará e do Atlântico parece que surgiu de um sonho de verão onde o tempo para e a gente só observa as maravilhas da natureza que vive e muito!


       
      Entre as maiores ilhas flúvio-marítimas do planeta, Marajó, é conhecido por atrativos que encantam quem vem de fora e que já fazem parte do cotidiano dos moradores, os marajoaras, que até se tornam um motivo a mais pra ir e voltar: cativantes, carinhosos, prontos a receber a todos e qualquer um. Sabe aquela sensação de se sentir em casa?
       
      A famosa cerâmica feita por lá, os passeios pelos igarapés, rios, mar e encontros, percorrer caminhos com os búfalos,saborear uma boa moqueca de peixe, são alguns dos pequenos abraços diários que a Ilha e seus habitantes oferecem. E o que mais esse lugar tem que conectou tão profunda e intensamente a nossa Menina do Rio?
       
      Entre pessoas tão queridas e talentosas, estava Carlos Mach, nosso amado head de branding, responsável pela atmosfera inspiracional e conceitual da FARM, e a Isa Villarim, nossa coordenadora cheia dos truques e dicas da Produção de Moda e do Visual.
       
      Naquele papo bom de quem conta pra família e amigos sobre uma viagem relaxante que faz sorrir corpo e alma, eles contaram toda a magia tropical que envolveu da Ilha de Marajó e seus cenários pra coleção, ó.


       
      A Isa relembrou momentos de respiro e conexão entre a equipe, o lugar e toda a atmosfera da coleção:
       

      Nosso trabalho em campanha é sempre muito especial. A equipe entra em uma sinergia muito grande, é muito rico tanto pessoalmente quanto profissionalmente. Me sinto muito abençoada por estar cercada de pessoas extremamente talentosas fazendo um trabalho de arte que toca o coração de cada um que vê as fotos ou assiste ao vídeo final.
       
      A experiência na Ilha de Marajó, não foi diferente: o lugar é realmente mágico na sua simplicidade de ser. As pessoas são muito solícitas e educadas, sempre dispostas a te mostrar o melhor que a Ilha tem pra dar. O acesso aos lugares não é fácil, começando pela ilha: avião até Belém, depois algumas horas de barca e mais um pouquinho de carro e… ufa! Finalmente chegamos. Mas vale a pena cada pedacinho de viagem, viu? Para as locações, o transfer também era na sua maioria de barco, e um dos momentos que mais me emocionou na viagem foi uma volta no final do dia, já de noite, de uma locação bem distante da terra firme. Era apenas o rio, a vegetação e a única iluminação que tinha era das estrelas. Um dos céus mais lindos que vi na vida! Um silencio e paisagem que me deram paz pro coração e que não vou nunca mais esquecer…


       
      E foi nessa vibe boa de sentir o vento no rosto, ouvir o som dos pássaros e deixar a energia da natureza local nos preencher, que o Carlos fala pra gente o tanto de coisa boa que envolve a Ilha de Marajó e a Menina do Rio:

       
      A Ilha é uma ponta da Amazônia, a praia da Amazônia, um imaginário novo que a gente não pensava em descobrir. Tem sua beleza própria: pássaros, guarás, búfalos. Um lugar com cara de férias, mas que sai do turístico. A impressão que tive é que ainda é bem preservado, por lá, vivemos o cotidiano e percebemos em cada passo que toda a simplicidade do lugar traz uma sensação muito boa de descanso, pra relaxar, esquecer dos problemas.


       
      A vontade de ir parar tudo que você tá fazendo e ir agorinha mesmo pra lá já é demais? Carlos conta o que é imperdível pela Ilha:
       
      Pra saborear, a moqueca de peixe do restaurante Ilha Bela, é o gostinho local, sabe? Pra quem quer viver completamente o dia a dia da região e tem a alma mais aventureira, desprendida, ter a experiência da comunidade, uma boa ideia é na Vila do Pesqueiro, a Casa do Pescador da Cris Peranti, nossa produtora local. Pra quem quer algo mais confortável: pousada dos guarás, é lindo também. Ah, o por do sol é sensacional. Ver o dia terminar no rio, é lindo pegar a última luz do dia.


       
      Em um lugar com sensações tão leves e intensas ao mesmo tempo, como é essa conexão entre a Ilha e coleção?
       
      Lá é a Amazônia do verão, solar, da praia, rio-mar, uma mistura entre doce e salgado. A ilha do Marajó preserva sua identidade, como uma menina do rio.
       
      Desde o começo, o ritmo do carimbo foi o guia que envolveu a coleção, uma viagem de Belém a Ilha pra trazer essa referência de imagens que representam bem um lado lindo do Norte. Quando chegamos na ilha sentimos muito o Brasil, a simplicidade. Senti o povo muito acolhedor, é um lugar que recebe com muito brilho no olhar, orgulho de quem são de onde moram, da terra que é deles, mas que é de todo mundo. É carinho e calor. Um lugar pra quem gosta de água: tem rio, praia, igarapé… Uma conexão forte com a natureza, muitos pássaros: revoada de guarás, tucanos. É Amazônia tropical, coqueiros, açaí.
       
      Pegamos a época do sírio, cada comunidade comemora em um dia e fizemos as fotos no cenário que iria ter uma das festas, na vila do pesqueiro. Lindo!
       
      O norte trás muito isso, a conexão. A gente se depara com um interior, descoberta do lugar e de nós mesmos e o que verdadeiramente importa. É um lugar pra conhecer o Brasil, sabores, cheiros, tudo.


       
      Tem como não ficar só amores pela Menina do Rio? A coleção chegou e você já pode escolher suas peças favoritas pra viver essa história e quem sabe ir até a inspiração, a Ilha de Marajó e curtir por lá com suas produs! 🙂
       

      20.02.18
    • uma casa portuguesa, com certeza

       
      Esse post é uma declaração de amor.  Por que é mais ou menos assim, você não conhece a Casa de Serralves sem sair de lá com o coração palpitando depois de ver tanta beleza junta no mesmo lugar.
       

       
      Ok, é preciso contar o ponto fraco, esse passeio só é possível pra quem está de malas prontas pra Portugal, ou anda, como quase todo mundo, doido pra visitar a Terrinha. Pois além de Lisboa é preciso incluir o Porto na sua rota de desejos (e o Algarve no verão, e Óbidos, e Cintra…), mas é mesmo na cidade cortada pelo Rio D'Ouro que se encontra essa paixonite de lugar. 
       

       
      Uma pérola do Art Deco, a Casa começou a ser construída em 1931 pra ser "humilde" residência de Carlos Alberto Cabral, um aristocrata da industria têxtil, com um senhor bom gosto, com desenho do arquiteto francês Charles Siclis e paisagismo de Jacques Gréber que se distribuem por 18 hectares de puro deleite.
       

       
      Mas foi ficar prontinha mesmo quase quinze anos depois, contando com o projeto completo que inclui a casa com seu maravilhoso tom de rosa (millenial ), os jardins por onde encontramos um lindo roseiral, ervas aromáticas, labirintos a quinta, por onde passeiam bichinhos, e as fontes, que são um capítulo à parte!
       

      A partir dos anos 80 a casa passou a pertencer a cidade e foi aberta aos visitantes como Fundação Serralves, agora também com um projeto ainda mais incrível contando com obras de arte espalhadas pelo jardim, uma casa de chá e um novo prédio com um Museu de Arte Contemporânea que costuma receber expôs interessantérrimas.
       

       
      De tão especial a fundação é considerada um dos polos culturais mais importantes da Península Ibérica, e pode ser de alguma forma comparada ao nosso Inhotim, pela festa de sensações que oferece e a ótima seleção de obras de arte permanentes, além das exibições temporárias. Quem passar por lá até fevereiro poderá ver parte do que foi visto na última Bienal de São Paulo, por exemplo.
       

       
      Seja pra passear pela natureza, visitar alguma nova exposição, folhear os livros da biblioteca, admirar o projeto arquitetônico, ou passar uma tarde inteira e fazer tudo isso sem pressa nenhuma, a Casa Serralves merece, e muito, uma visitinha.
       

       
      E depois conta se o coração não bateu fortemente! 
       

      07.11.17
    • urban nation, a casa da arte de rua

      Não é de hoje que a arte de rua e a cultura do stree art como um todo vêm caindo cada vez mais no gosto do público geral. Berlim, que já era conhecida por sua forte cena artística cosmopolita, agora é oficialmente o lar do maior museu de arte urbana do mundo: o urban nation.

      Não é difícil passear pela cidade e em esquinas imprevisíveis se deparar com toques de cor e arte tanto dos próprios moradores quanto de turistas que visitam a cidade. Quem nunca se pegou intrigado com as obras de Banksy?

      Agora, o Urban Nation: Museu de Arte Urbana Contemporânea está pronto pra receber os curiosos em uma casa restaurada do final do século 19. Seu acervo conta com mais de 100 artistas, inclusive com nomes de peso  presentes no local, como Shepard Fairey e o próprio Banksy.

      “Exceto por duas ou três peças históricas da coleção, todas as exposições foram especialmente criadas para o museu – tudo por artistas que começaram na rua e continuam a trabalhar por lá”, conta Yasha Young, diretora artística do museu, à Deutsche Welle.

      Fica a dica pra quem curte passeios que explorem arte, cultura e muita cor!
       

      02.10.17
    • farm entrevista: sabrina fidalgo

      Em busca de sua Africa ancestral a cineasta Sabrina Fidalgo encontrou uma Gana futurista, avançada culturalmente e socialmente em assuntos que ainda andam engatinhando por aqui. Em viagem pra apresentar seu filme Rainha no Festival CHALEWOTE em Acra, na capital do país, Sabrina foi recebida por uma juventude vibrante, poderosa e aberta, exorcizando o passado e celebrando um futuro que parece ser incrível.

      Conversamos um pouco com ela sobre essa viagem e muitas outras, sobre o filme Rainha que anda rodando o mundo com uma imagem fresca e poética sobre carnaval e sobre a beleza, sobre buscas idealizadas e o que a gente encontra pelo caminho:

      Como foi esse encontro com a sua ancestralidade?

      Foi muito potente! E também acho que foi muito surpreendente no sentido de desmistificar um certo "romantismo" que temos com relação a nossa ligação com o continente africano. Quando eu cheguei em Acra, capital de Gana, e vi aquele mar de pessoas negras, foi um impacto. Porque o Brasil é multietnico, apesar de termos uma maioria negra. Porém, em espaços privilegiados como aeroportos, por exemplo, essa nossa pluraridade étnica desaparece. Então chegar em um lugar e ver um mar de pessoas negras retintas no aeroporto foi uma imagem nova pra mim. E só ao longo dos dias que passei em Gana percebi muitas outras coisas… Eu quando cheguei me senti muito em casa, muito a vontade, muito parte daquela sociedade. Mas acho que, mais do que isso, também tinha muito mais uma vontade minha de pertencimento do que qualquer outra coisa. Mas conforme os dias foram se passando vi que eu era vista como estrangeira por todos, onde quer que eu fosse. Todos sabiam que eu não era de lá, que eu era estrangeira, que eu não era africana… Foi interessante vivenciar isso e entender que, apesar da nossa ancestralidade, existem diferenças cruciais que nos separam. Não somos africanos, somos (afro)brasileiros e não é por fazermos partes de uma diáspora que podemos achar que somos de lá. Eu nunca pensei dessa maneira, na verdade, mas vejo que no Brasil muita gente vive essa fantasia com o "elo perdido" da ancestralidade africana. Foi interessante perceber isso.

      O que mais te surpreendeu em Gana?

      Me surpreendeu a vanguarda de lá. Eles são muito mais modernos do que a gente. Achei tudo muito afrofuturista, de verdade. Desde os "looks" dos jovens, passando por questões como gênero até o tipo de discussão que eles estão tendo dentro da sociedade no momento. O festival do qual participei, por exemplo, discutia temas como a questão "transracial", que nós sequer conhecemos ainda. Fui procurar no Gooogle definições sobre o tema e não achei nada em português. Enquanto estamos aqui ainda discutindo se uma mulher trans pode ser inserida em questões feministas, lá isso é visto como algo naturalizado pela juventude, pelo menos. E da mesma forma como eles acham natural a transição de um gênero pra outro eles também aceitam a ideia de que uma pessoa pode transitar de uma raça ou etnia pra outra. Isso foi uma grande surpresa! E o mais curioso foi ver como os jovens estão abertos pra essas discussões, indo de encontro a muitos discursos mais radicais de movimentos negros diaspóricos como o americano e o brasileiro. Eles interpretam o racismo sob um outro viés e estão bem mais imersos num pensamento mais livre e acolhedor.

      Qual sua impressão mais forte sobre a juventude de lá?

      Eu achei a juventude de lá muito mais moderna e mais antenada com o mundo. Achei eles mais livres e desprendidos de normas "ocidentalizadas", mas sem menosprezar as raízes. Achei a juventude de lá muito dinâmica e aberta ao mundo, disposta a se inserir num panorama cosmopolita e global de vanguarda mesmo. Eles são muito mais abertos a experimentações em vários campos: filosófico, artístico, social…

      O que eles tem pra nos ensinar?

      Acho que o pensamento livre. Nós precisamos descolonizar nossas mentes com urgência. Sofremos a rebarba da colonização portuguesa/européia e ainda vivemos sob uma neo-colonização cultural dos Estados Unidos. A gente não se da valor enquanto um povo e sua cultura, sabe? A gente não cultiva a nossa autenticidade, que é o que temos de melhor. Sempre quando somos brasileiramente autenticos, somos melhores. E acho que eles, justamente por eles terem sofrido um processo de descolonização mais tardio e mais brutal do que o nosso, cultivam melhor a autenticidade deles e de uma forma mais moderna, futurista. 

      Quais foram as reações ao filme?

      Eles entenderam como um filme de "terror", algo meio macabro. Foi muito curioso me deparar com essas reações, porque, em principio, nunca imaginei que o filme pudesse ser visto dessa maneira. Sempre vi o filme como um drama de atmosfera opressora, um carnaval soturno e melancólico, mas jamais como um "filme de terror"! Em "Rainha" eu falo muito sobre essa obsessão da protagonista por um padrão de beleza ideal pra se ganhar um concurso de beleza, padrão esse baseado em imposições de uma sociedade machista e consumista. Só que lá eles não lidam com essas questões dessa maneira, a beleza lá é muito mais relativizada, subjetivada…Então foi muito surpreendente ver que eles interpretaram essa opressão estética ocidental e todos os signos em relacionados a isso que usei no filme como algo "assombroso"…

      Como surgiu a ideia do roteiro?

      Eu já tinha a cena final inteira na minha cabeça há anos. Era uma cena especifica de uma rainha da bateria ao som de "Lei No, Lei Sta Ballando" a versão em italiano de Chico Buarque e Ennio Morricone pra "Ela Desatinou". Sempre que eu ouvia essa musica eu pensava nessa cena, como se fosse um videoclipe, e sempre tive vontade de filmar essa cena, só não sabia em que contexto. Dai, quando pensei em escrever o roteiro de um novo curta lembrei disso e falei : "vou criar uma historia pra essa cena imaginária e ela será a ultima cena do filme". Então, quando comecei a criar o roteiro, eu já tinha um final. Criei uma historia pra chegar até ali. E já tinha a figura da "rainha da bateria" e eu adoro carnaval. Amo a estética, amo tudo! E acho que o nosso carnaval é muito pouco explorado na nossa cinematografia, no geral. Dai, conversando com um grande amigo fotografo de Berlim, Joe Kake, meu veio a vontade de mostrar um carnaval preto e branco, glamuroso, atemporal, melancólico, quase documental também. E essa ideia me remeteu a alguns trabalhos fotográficos com corpos negros em P&B de artistas como Pierre Verger e Athur Omar. Desenvolvi a historia me inspirando também em alguns casos públicos de meninas consideradas "padrão" que estavam sofrendo violentos bullyngs em escolas públicas de São Paulo por "gang de meninas" movidas pela inveja e competição, convidei a Julia Zakia, fotógrafa e diretora de São Paulo pra fazer a foto e assim foi.

      Você acha que essa busca desmedida por um ideal de beleza irreal é alimentada por uma certa disputa feminina?

      Acho que é alimentada por uma sociedade calcada em valores frágeis e falidos. Uma sociedade extremamente capitalista e superficial, enfraquecida pela falta de cultivo de um pensamento crítico e, sobretudo, pela falta crônica de investimentos em educação. Por conta disso tudo fica muito mais fácil manipular cabeças dizendo como mulheres e meninas devem ser ou deixar de ser fisicamente em prol apenas de um consumo desenfreado. A disputa feminina é parte dessa engrenagem, especialmente em se tratando de uma nação machista e opressora como a nossa. 

      Existe disputa entre mulheres mesmo ou é de alguma forma mais uma construção social criada pra separar a gente?

      Existe disputa entre seres humanos, independente de gênero, especialmente numa sociedade capitalista, como falei acima. A forma como essa disputa entre mulheres é alimentada é que é o grande problema. Porque ok se incentivassem uma disputa visando o intelecto, as subjetividades, a inteligência e o talento, mas a nossa sociedade machista incentiva a disputa em lugares muito rasteiros como padrões de beleza e status social. As mulheres são niveladas por baixo, sabe? E isso é muito triste… E como não temos uma cultura que incentiva o intelecto, as mulheres acabam se deixando manipular por esses padrões superficiais estabelecidos. É tudo uma construção social que temos que desconstruir pedra por pedra, agora, com advento dessa primavera feminista. Vai levar um bom tempo, mas tenho alguma esperança.

      Qual a trajetória do curta agora, onde ver o filme?

      O curta estreou no Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro – Curta Cinema em novembro passado e ganhou o prêmio de melhor filme do júri popular. Além disso ganhamos mais quatro prêmios (melhor atriz, ator co-adjuvante, som e figurino) no Festival "Ver e Fazer Filmes" em Cataguases, cidade onde rodamos o filme por conta do edital da Usina Criativa de Cinema do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais, do qual fui escolhida como diretora convidada. De lá pra cá já passamos por mais de 30 festivais e mostras, o filme foi exibido em Gana, Bolivia e agora, no mês de setembro, terá exibições em festivais no México, Argentina, Brasil e Paraguai. Tem sido muito bacana a trajetória e ainda não chegamos na metade. Meu desejo é que o filme seja exibido no máximo de lugares possíveis

      Pra acompanhar a agenda de exibições é só seguir a página no Facebook e Instagram. E a nossa dica não podia ser outra, não perca! 
       

      18.09.17
    • cactário horst – o maior da américa latina

      Cactos e suculentas ganharam nossos corações há algum tempo, afinal, nesse dia a dia corrido da cidade grande, essas são as plantinhas mais perfeitas pra ter em casa ou no escritório, deixando a vida mais verdinha!  Tá afim de ter uma pra cuidar e amar? Então se liga! 

      O Cactário Horst é o maior cactário da América Latina em variedades de cactos e suculentas, e um dos maiores do mundo! E sabe onde fica? Aqui no Brasil, no nosso Rio Grande do Sul, tchê! Por lá, a gente encontra mais de mil espécies de cada, de diferentes gêneros, vindas do nosso país e do resto do mundo todo também.

      Aberto desde 1965, através da família Horst, são 10 mil m² de estufas, sendo o maior cactário aberto ao público no Brasil. Ele fica na pequena cidade de Imigrante, no interior do Estado. Hoje, o município é visitado por milhares de pessoas que desejam conhecer as espécies e o local que é encantador. A estufa atualmente tem o tamanho equivalente a dois campos de futebol, ou seja, dá pra conhecer muuuita coisa! 

      É uma ótima opção de passeio pra quem ama o contato com a natureza e pra quem quer conhecer um pouquinho mais dessas plantinhas.  Muitos dos cactos são parte da coleção da família e não estão a venda, como é o caso de algumas que estão ali por mais de 20-30 anos! Mas a notícia boa é que existem milhares de variedades pra você cultivar em casa. Os valores começam em R$4 e podem chegar até R$650, como é o caso de uma espécie rara.

      Ah, você também pode encomendar os cactos e suculentas pela internet. As plantas são enviadas por sedex e chegam bem embaladas e muito saudáveis. 

      O cactário fica a 126km de distância de Porto Alegre, no Vale do Taquari, conhecido também pelo ‘Roteiro Turístico Delícias da Colônia‘ que inclui passeios regionais nas cidades de Estrela, Colinas e Imigrante. Uma delícia!

      Ele fica aberto para visitação e compras de segunda a sábado. Aos domingos apenas com agendamento. Bora chamar a família toda e respirar os ares desse local fofo! 

       

      11.09.17
    • mochilão: as terras altas da escócia

      Precisando de um escape, de um respiro perto da natureza? Que tal voar pra um cenário de cinema? Um passeio pela Escócia é uma viagem por vários filmes que fazem parte de nosso imaginário, além de garantia de novas memórias novinhas, daquelas pra lá de inesquecíveis.

      Montanhas, vales, rios, lagos, cachoeira e o mar se sobepõem nas paisagens que podem ser lembradas de Harry Potter, 007, Coração Valente, e é claro, Highlander, alguns dos filmes que se aproveitaram da natureza única e as vezes surreal desse país bem ao Norte do mundo.

      Reserve mais de uma semana e se programe pra uma road trip alucinante, uma vez que a Escócia não é tão grande e em poucas horas você pula de um cenário deslumbrante pra outro, passando por coelhos, carneirinhos, aquela vaca peluda típica das Terras Altas e até focas pelo caminho.

      Nossa viagem começa por Edinburgo, uma cidade histórica absolutamente encantadora, de onde saíram alguns dos filósofos e escritores mais importantes da história, como Adam Smith e David Hume

      Pelas ruas é comum encontrar os homens passeando com suas saias kilts e muita música brotando de gaitas de fole, além da beleza do castelo erguido bem no topo da cidade, reinando absoluto. A visita ao castelo é quase obrigatória, mas se tiver pouco tempo aproveite pra ver a vista de Calton Hill, se perder pelas ruelas e aproveitar o astral irresistível da cidade.
       

      De lá vale partir pra cidade de Oban, ponto inicial pra visitar várias ilhas incríveis, passando pela cidade de Stirling (pare pra tirar uma foto com a estátua de William Wallace!), além de reservas naturais com "Lochs" de encher os olhos, como são chamados os lagos enormes que recheiam o país.

      Outro ponto que não dá pra perder é o Viaduto de Glenfinnan, que pode te levar diretamente pra Hogwarts num passeio de trem que promete ser um dos mais lindos do mundo. Pertinho de lá fica o Ben Nevis, a montanha mais alta do país, e também o Glencoe, um caminho por entre vales de montanhas que parece o solo de outro planeta!

      Ah sim, não nos esquecemos do Monstro do Lago Ness, que reza a lenda mora no lago que corta as Highlands, partindo de Inverness. Mas dessa vez fomos mesmo em busca do cheiro de mar, em praias de água cristalina como as das Ilhas de Iona, de Mull e de Skye, a mais famosa e bonita da região.

      São tantos castelos pelo caminho que a gente não consegue nem fazer a conta, e todos garantem vistas memoráveis. Aliás, memoráveis também são os frutos do mar das cidades costeiras: não dá pra perder os mexilhões superfrescos e o lagostim.

      Além do whisky, é claro, mas isso já é outra história.. são muitas as razões pra conhecer esse país supersimpático e frio, mas com um povo de coração quente e valente!

       

      28.06.17
    • os 5 mais… lugares incríveis!

      Do sul do Brasil pro mundo: Yasmin Volpato é uma dessas pessoas de sorriso fácil e energia contagiante, solar. Modelo, Yas também é apresentadora do canal OFF e, com o programa Monumentos da Natureza (vem ver aqui!), teve a oportunidade de conhecer lugares paradisíacos e viver aventuras incríveis – e pra poucos! Aqui, ela revela pra gente quais foram os 5 lugares que mais a marcaram ao longo da carreira e da vida, pra gente anotar já na nossa listinha de destinos. Depois, é só arrumar as malas. Partiu? 

      – A Yas tem uma conexão incrível com a natureza e, é claro, não poderia deixar de incluí-la no seu Top 5. As formações rochosas dos 12 Apóstolos, no sudeste da Austrália, por exemplo, é uma dessas belezas naturais que deixa todo mundo de queixo caído. "Você até consegue vê-las de longe, mas acredite: vale a pena  sujar os pés de areia e admirar de perto", contou Yas pra gente. Também, pudera, né? As formações foram e continuam sendo esculpidas pela água do mar, que forma arcos e cavernas naturalmente. Como não se apaixonar? 

      – E não é só pela nossa natureza que a Yas é encantada. Ela confessou pra gente que sempre teve um fascínio muito grande pelo espaço, e ficou mega emocionada de conhecer a NASA:  "Ainda tive sorte: visitei num dia que um foguete foi lançado pro espaço!". Sortuda mesmo, hein? Por lá, dá pra conversar com astronautas, fazer perguntas e até visitar um nave espacial – de verdade! 

      – Por aqui no Brasil, a aldeia Kadiwéu, no Pantanal Matogrossense, foi um dos lugares mais incríveis que Yas já conheceu. "O Pantanal é um lugar de contemplações. Nunca vi e fiquei perto de tantos animais como nesse lugar; a conexão com a natureza é absoluta", contou. Por lá, não é difícil encontrar os mais diferentes tipos de animais selvagens, soltos e livres no seu habitat natural, como ariranhas, jacarés e onças-pintadas  Mas fica a dica da moça: "É um lugar tão perigoso quanto encantador. É preciso tomar muito cuidado!". Anotado? 

      A Yas é do interior de Santa Catarina e apaixonada por sua terra. Então é fácil entender porque Vargem do Cedro, uma vila pequenininha no município de São Martinho, encanta tanto a moça: "Nunca conheci um povo tão hospitaleiro. Além disso, a vila é cheia de cachoeiras e trilhas com bromélias". Lindo, né? Ah! A Yas também contou que a culinária alemã e os doces de lá são surreais. Pra curtir e relaxar, hein?

      – E o destino mais incrível que a Yas já conheceu foi na… Nova Zelândia! Olha só o que ela contou pra gente: "Fox Glacier foi o lugar mais mágico que já visitei. Nunca tinha visto geleiras de perto e foi incrível poder caminhar por elas, sobrevoá-las de helicóptero e até passar a noite lá." Mas tudo isso com uma boa equipe, ok? O lugar tem uma estrutura surpreendente, e a Yas garante: tem-que-ir! Malas prontas? 
       

      19.03.17
    • paraíso perdido

      SUP, mergulho, flutuação entre corais, trilhas pra cachoeiras e até aula de dança. Conhecida como destino pra casais, o Tahiti entrou também na rota de mulheres que se jogam sozinhas pelo mundo (oba! ), amigas e famílias. O Juju na Trip esteve lá esses dias e voltou com um roteiro diferente, de ilhas mais intocadas e igualmente exuberantes. Vem ver!

      A Polinésia Francesa tem 5 arquipélagos e mais de 118 ilhas, com águas turquesa e cristalinas, onde você pode fazer Stand Up, hiking, surfar, tomar banho de cachoeira, entrar em contato com a cultura local, cozinhar, mergulhar, ver raias e tartarugas  A gente foi conhecer as ilhas de Raiatea, Tahaa e Huahine, e voltamos de lá apaixonados! 

      Fomos do Rio pra Los Angeles e de lá pra Papeete, de onde chegam os voos internacionais e de onde saem os voos domésticos pras ilhas da Polinésia. Pernoitamos lá e, no dia seguinte, voamos pra Huahine. Uma coisa bem legal que descobrimos é que há passagens promocionais pra quem viaja com a família: adolescentes até 15 anos não pagam passagem pela Tahiti Nui quando viajam com os pais! 

      Huahine é uma ilha menos explorada da Polinésia Francesa, imaculadamente tropical, com águas cristalinas, coqueiros a perder de vista e montanhas com vegetação densa. E há apenas 3 hoteis na ilha, nenhum de grande porte. Essa é uma ilha pra se visitar com calma e comungar a união com a natureza, apreciando os mais 200 templos polinésios que existem espalhados por lá. 

      Uma coisa muito legal de se fazer por lá é tirar um dia pro passeio de 4X4 + barco, explorando a ilha. O tour (que fizemos com o Poe Island Tour) começa com a visita a uma fazenda flutuante de pérolas e segue pra um motu isolado e sua lagoa (como eles chamam as piscinas naturais que se formam entre corais), onde um picnic é armado sob acordes de ukulelê e ocorrem rápidas aulas de dança e culinária.

      De Huahine, pegamos outro voo, de 15 minutos, para Raiatea. A ilha tem uma  geografia poderosa: é formada por uma rocha gigantesca que emerge do mar com toda sua potência, coberta de densas florestas. E no entorno dessa ilha-mãe, estão as as pequenas ilhotas, chamadas Motus, cheias de coqueiros. 

      A maior parte desses motus ainda é virgem e sem construção, e apenas na formosa Tau Tau existe um resort que nada deixa a desejar aos de Bora Bora: o Le Tahaa, um relais chateau com bangalôs sobre o mar. 

      Pra quem gosta de mergulho autônomo, tem mais de 20 spots em Raiatea e Tahaa, incluindo um naufrágio (mais infos em Dive Tahiti Blue). Outra diversão é descer as corredeiras que se formam entre os motus, observando os jardins de corais ao fundo. Não deixe de fazer – e apreciar! 

      Onde ficar em Raiatea/Tahaa: pra uma experiência paradisíaca, com bangalôs sobre o mar num motu pra chamar de seu, aponte a bússola pro Le Tahaa Resort & Spa. É um hotel exclusivo e kidsfriendly, que faz parte da coleção Relais&Chateau. Conta com piscina, apoio a atividades marítimas, spa, clube de mergulho, e tem tarifas a partir de +/_ US$800.
      Pra quem tiver um orçamento menor, há outros hoteis aqui no booking, e você também pode achar hoteis familiares fazendo a busca por “pension de famille a tahaa” no Google.

      Onde ficar em Huahine: nosso hotel foi o Maitai Lapita, que tem um perfil mais rústico e bangalôs espaçosos voltados pro rio e pra floresta. O hotel fica numa faixa entre a praia e as montanhas, e conta com um restaurante ótimo e piscina. Não é um hotel de luxo, mas é muito agradável e integrado com a natureza.   

      Como chegar em Tahaa e Huahine: quem voa é a Air Tahiti! 

      Como chegar em Papeete: nós voamos pra Los Angeles e, de lá, pegamos um voo da Tahiti Nui. Uma dica pra baratear a viagem em família: na Tahiti Nui, até duas crianças de 11 anos viajando com a família não pagam passagem, apenas as taxas.  

      18.03.17
    • o azul de filipinas

      Lembra que a Laurinha, do blog Pra que lado, contou aqui um pouquinho da sua experiência em Myanmar, no sudeste asiático? Então! Hoje ela volta pra falar um pouco sobre Filipinas e todos os lugares paradisíacos que conheceu por lá. Vem ver! 

      Filipinas é um país formado por várias ilhas, praias paradisíacas e, claro, um certo agito. Ficamos duas semanas por lá, começando pela ilha de Palawan, e no topo da ilha fica a cidadezinha de El Nido. Guardem esse nome! Grandes chances desse lugar fazer muito sucesso nos próximos anos 

      Em El Nido existem quatro passeios de barco bem tradicionais pra conhecer todas as mini ilhazinhas que existem por lá. As formações rochosas são de deixar todo mundo de queixo caído! Quando o barco vai se aproximando de uma ilha, tudo parece muito bonito, mas ai ele vai contornando mais, revelando mais pedras e lagoas escondidas e você só fica pensando “isso é real?? Não é possível!” 


       
      Minhas paradas preferidas de todos os passeios foram a Small Lagoon e a Cadlao Lagoon. Além delas, há também paradas pra almoço, sempre numa praiazinha pequena onde os funcionários do barco montam um baita banquete no meio do paraíso. É surreal!
      A noite de El Nido é basicamente começar com um drink no Sava, conhecer pessoas e seguir pro reggae no Pukka Bar. É onde todo mundo se encontra. O mais legal de El Nido é que, depois de alguns dias por lá, você já conhece todo mundo que tá na cidade, virou amigo dos locais e já tem um guia de passeio de barco preferido. Cidade pequena e linda. Só amor 
      Outra ilha que visitamos por lá foi Cebu, onde ficam algumas cachoeiras lindas como a Kawasan, em Moalboal.
       
      E em Oslob, também em Cebu, você pode até mergulhar com tubarões-baleia!
      Pra encerrar a viagem e passar o Reveillón, escolhemos a ilha de Boracay. Foi o único lugar lotado que vimos no país todo. Lá sim convivemos com muitos turistas, MUITOS chineses, mas, inacreditavelmente, quase nenhum brasileiro.
      A principal praia de lá (White Beach) é daquelas que tem a água azul azul azul, mas, depois de El Nido, poucas coisas vão te surpreender em Boracay. Lá o foco é a noite mesmo. Muitas festas e bares! Nosso preferido era o Exit Bar (que também era onde todo mundo ficava a noite toda, até resolver ir pra outro canto).
      Um lugar que não dá pra deixar de ir por lá é o Spider House, um bar no canto da Diniwid Beach (praia pequenininha com a água calminha calminha), com um ângulo perfeito pra assistir o pôr do sol, tomando um Mojito ou uma San Miguel (cerveja filipina MUITO boa) e ouvindo música boa também 
      Viajar pra Ásia te faz pensar na vida, em como tudo pode ser mais simples. Te conecta com a natureza, com as pessoas, com culturas mega interessantes. Te faz querer voltar o quanto antes e só querer viajar pra lá, pra sempre dar um refresh nessas sensações.
      E por falar nisso… Bora? 
      13.03.17
    • pra amar, myanmar

      Que a gente ama a Ásia, não é novidade. Mas olhando só daqui, é difícil imaginar como são as coisas por lá e, por isso, convidamos a Laurinha, do blog Pra que lado (a gente ama! ) pra contar um pouquinho da sua experiência em dois lugares paradisíacos do outro lado do mundo: Myanmar e Filipinas. Também quer saber como foi essa aventura? Vem ver! 

      24 horas e vários quilômetros. É mais ou menos tudo isso que separa a gente da Ásia, o continente que ficou marcado pra mim como o mais mágico de todos.
      Depois de quase dois anos sem férias, eu precisava de um tempo longe de tudo pra mergulhar numa experiência completamente nova. Uma amiga deu a ideia: passar 35 dias pelo sudeste asiático, visitando 5 países e 11 cidades. Bora? Bora! 
      Nosso roteiro incluía a Tailândia (Bangkok, Ayutthaya e Chiang Mai), Myanmar (Mandalay e Bagan), Laos (Luang Prabang), Camboja (Siem Reap) e Filipinas (El Nido, Moalboal, Oslob e Boracay).
      Ir pra asia é uma doideira. Você sabe que lugares incríveis te esperam, mas ao mesmo tempo não sabe o que esperar. Você vai com a expectativa lá no alto, mas com um grande ponto de interrogação na cabeça do tipo "que que eu to indo fazer laaaa do outro lado do mundo?" Aí você chega lá, quase um dia depois, e entende porque foi. Encontra pessoas simples, sorridentes e bondosas que, mesmo tendo tão pouco, fazem questão de compartilhar o que possuem com todo mundo.

      Os lugares, os templos, a natureza… tudo encanta. Tudo marca. Tudo é tão diferente.

      De todos os países que visitei, quero falar de Myanmar e Filipinas. São dois países que estão longe de fazer parte do roteiro tradicional do sudeste asiático, mas que merecem ser olhados com muito carinho.

      Myanmar permaneceu num regime militar fechado por vários anos e abriu as portas pro turismo apenas em 2010. Então pensa só que, no momento em que o mundo mais se modernizou e se globalizou, lá eles viviam numa bolha alheia a isso tudo. Tudo é muito diferente pra nós turistas, mas é ainda mais diferente pra eles. Eu andava pelas ruas de Mandalay chamando atenção pelas minhas roupas, meu rosto e, principalmente, meu cabelo pintado. Me pararam na rua pra tirar foto comigo algumas vezes e perguntavam se meu cabelo era daquele jeito mesmo! 

      Mandalay não é a cidade mais tradicional de turismo por lá e, por isso, as diferenças ficam ainda mais evidentes. Já em Bagan, o turismo é mais comum. A cidade é uma grande zona arqueológica, com milhares de templos espalhados por caminhos de terra, e a vontade que dá é de se perder e sair desvendando a cidade, sem se preocupar com o tempo.

       
      Seguindo viagem, depois de passar três semanas energizando por templos, chegou o momento de energizar no mar. Quando pensamos em sudeste asiático logo ligamos às praias tailandesas e aquelas imagens paradisíacas. Mas umas amigas tinha recomendado deixar a Tailândia de lado e explorar as Filipinas… Que tiro certo! No próximo post, conto um pouquinho mais dessa aventura! 
      E por aqui, a gente mal pode esperar pra saber mais dessa viagem incrível! Obrigada, Laurinha! Até a próxima! 
      02.03.17