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sua mochila está vazia

      Tag: vidigal

    • o sitiê

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      Semana passada falamos da Brooklyn Grange, uma fazenda urbana que fica numa cobertura gigante em plena Nova York. Nessa mesma onda, fomos visitar um projeto igualmente verde e bacana, só que mais pertinho de casa, no morro do Vidigal.

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      Há alguns anos, ali perto do famoso bar Biroscão, funcionava um conhecido lixão. Seu Mauro Quintanilha, músico, morador e paisagista apaixonado, lembra com carinho quando, ainda criança, antes de virar depósito, brincava e colhia fruta do pé por lá – “ah, lar doce lar”!

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      Insatisfeito com a degradação, decretou que já era hora de mudar aquela situação. Ligou pra Comlurb, falou com a associação de moradores, mas a burocracia nunca deu uma mãozinha. Resolveu ele mesmo, mais o amigo Paulinho, colocar a mão na massa e lá foram os dois ‘na raça’.

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      O tempo foi passando e a ajuda foi aumentando. Voluntários e doações foram aparecendo e um parque ecológico começou a florescer (até uma horta cultivam por ali!). Dos pneus e das garrafas pet encontrados, a criatividade transformou em mesas, cadeiras e todo tipo de objetos reciclados.

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      Os animais também voltaram a aparecer e na mistura de ‘sítio’, apelido dado pelos moradores, com o pássaro habitué Tiê-sangue, nasceu o Parque Ecológico Sitiê.

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      Da Rio+20,  Seu Mauro ganhou a parceria do Pedro Henrique de Cristo e sua esposa Carol. Formado em Harvard e morador do Vidigal, o moço uniu forças com ex-alunos da universidade e juntos projetaram o futuro do espaço: um parque ecológico e de educação voltado para aprendizado e sustentabilidade.

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      Vai ter música, salas interativas com computadores, obras de arte, oficina de cozinha viva e tudo mais. O lugar, aliás, abre todos os dias pra visitação, das 10h às 18h, mas quem quiser saber mais um pouquinho pode entrar em contato pelo telefone (anota aí, ó 21- 97460-1000).  O Seu Mauro ou o Pedro atendem com o maior amor do mundo.

      Projeto lindo! 😉

      08.09.14
    • farm entrevista – pearls negras

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      Combine a história da Cinderela, com um tanto de “Girl Power” e altas doses de borogodó brazuca. O resultado é bem previsível: o mundo inteiro está de olho nas Pearls Negras!

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      Cantando rimas sobre poder feminino, amor adolescente e a vida na favela, as meninas foram das ruelas do Vidigal direto pros clubes mais exclusivos da Europa (passando pelo lançamento da coleção adidas Originals + FARM em SP) na velocidade da luz!

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      Descobertas pelo selo inglês Bolabo Records num show no Alemão, as três viraram notícia em revistas bacanudas (como a Dazed and Confused e a Rolling Stones) e pá, ganharam o mundo. Aqui, Mariana, Alice e Jennifer, que acabam de lançar o segundo clipe, contam um pouco mais sobre esse conto de fadas contemporâneo:

      https://www.youtube.com/watch?v=Dl76sGuxH78

      Como vocês se encontraram, como começou essa história?

      Mariana: Eu e Alice nos conhecíamos do Nós do Morro, na verdade, nós três começamos as aulas de teatro em 2005. Mas as Pearls Negras nasceram quando a Jeckie Brown quis montar uma oficina de rap por lá. No primeiro ensaio só eu, Alice e sua irmã mais nova (que acabou saíndo) aparecemos. Eu trouxe duas músicas do meu pai, que também é compositor e Alice tinha algumas letras escritas por ela e a Jeckie nos ensinou a melhorar nosso estilo de rima e pôr mais sabedoria nas nossas letras. Em um de nossos ensaios Jennifer apareceu cantando Panteras Negras MC e nós votamos para que ela fizesse parte do grupo!

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      Foto: Aline Belfort/Noisey Blog

      A primeira mixtape de vocês Biggie Apple vai do hip hop ao novíssimo “trap” (apresentado pelos produtores da bolabo), mas quais suas referências musicais, o que vocês ouvem?

      Mariana: A minha referência musical além da Jeckie, é a Flora Matos e o Mc Marechal!

      Alice: Pra mim o Drake e Nicki Minaj, e no Brasil a Jeckie Brown, Flora Matos e Start Rap.

      Jennifer: A Ciara é minha inspiração internacional, e no Brasil alem da Jeckie Brown, a Flora Matos tem um flow incrível e muita atitude, ela definitivamente representa rappers nacionais femininas!

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      E pra montar os looks poderosos, em quem vocês se inspiram?

      Mariana: Minha inspiração é a Beyoncé, admiro ela como mulher e personalidade, sem contar que o estilo dela é demais!

      Alice: Me inspiro demais na Nicki Minaj, curto muito a ousadia que ela tem.. e a presença com as roupas! A moda é personalidade, é mostrar quem você é através da roupa e mostramos muito da nossa ousadia e sensualidade através do nosso look!

      Jennifer: Bem, eu realmente gosto da Ciara, desde que eu era pequena, meu tio me mostrou alguns vídeos dela, é traxx, ne? O jeito que ela canta e dança, como mistura feminilidade e masculinidade ao mesmo tempo em seu estilo! Eu adorava copiar seus passos de dança, assim como a minha irmãzinha Buti está fazendo agora em nossos ensaios!

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       Há 5 meses vocês nunca tinham andado de avião, agora estão com turnê marcada na gringa (tudo antes dos 18 anos!). E agora, quais sonhos faltam realizar?

      Jennifer: falta realizar o sonho de se manter no topo, passar a nossa mensagem e revolucionar com o nosso talento!

      Mari: graças a Deus já pudemos conquistar muitas coisas, queremos agora conseguir ainda mais nosso espaço, nosso público e… levar a nossa mensagem pra cada lugar nesse mundo!

      Alice: o meu sonho é que as Pearls cantem em todos os países e lugares.. E que todos cantem com a gente em nossos shows! 6 Voltando ao Brasil pra onde vocês vão correr, quais são os picos preferidos no Vidigal, e na cidade?

      Jennifer: No Vidigal é o Arvrão, no rio a Lapa!

      Mari: Meu lugar preferido no Vidigal e no Rio é o Cantão… acho a vista de lá linda e é um lugar calmo e bonito!

      Alice: Lugar preferido do Vidigal é a Prainha (Praia do Vidigal) e do Rio é a Lapa (Febarj).

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      São ou não umas pérolas?

      19.05.14
    • morro acima

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      Você ou seus amigos cariocas, provavelmente já viram em alguma rede social por aí aquela foto noturna, vista do alto, que mostra o contorno das praias Leblon-Ipanema e um pedacinho da encosta do Dois Irmãos.

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      E a não ser que você esteja morando fora faz tempo, logo sabe que se trata de mais uma balada no Arvrão, no Vidigal. O lugar não para de atrair empreendedores. Há alguns meses abriu por aquelas bandas o bar Belmonte, embaixo do hostel Mirante do Arvrão, nova Meca da turma da curtição.

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      E se o Belmonte você já está careca de conhecer, o hostel não é só pra gringo ver – todo mundo deveria ao menos fazer uma visitinha. Dos sócios Antonio Rodrigues, Conrado Denton e Hélio Pelegrino (visionário e dono do terreno há anos), o hostel anda dando o que falar – e clicar.

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      Não é pra menos, com conceito sustentável único por lá, o espaço tem dois decks-mirantes feitos de PET reutilizados, assim como parte dos móveis, além de outras tantas peças criadas a partir de materiais de demolição. Além disso tem tratamento de esgoto próprio, captação de chuva e painéis solares. São 10 quartos, onde 6 são suites privativas e 4 são coletivos. A suíte principal já tem reservas até o fim do próximo mês.

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      A cereja do bolo são os funcionários, todos moradores do Vidigal e superqueridos. O Luís, que fica na recepção, dá algumas dicas badaladas nas redondezas: a tapioca de carne seca da Casa da Tapioca que fica em frente ao hostel; as pizzas artesanais e caipirinhas do Quiosque do Mirante; o hip hop do Bar do Rafa na Rua 3; e o pagode na Rua 9 onde moradores e turistas vão curtir toda sexta. Top!

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      Logo ali mais à frente, ainda no Arvrão, a gente acabou esbarrando com outro hostel que tá às vésperas de abrir as portas. É o Da Laje, projeto do empresário e surfista nas horas vagas Marcos Brandão. Marcos, que é paulista, já foi advogado, passou pelo mercado financeiro e hoje agencia artistas, sempre foi apaixonado pelo Rio de Janeiro e em especial pelo Vidigal: “gosto da energia do lugar“, diz ele.

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      De tanto frequentar, era adepto do antigo Bar Zeppelin, acabou se envolvendo com o morro e a comunidade – se sentia em casa. Cismou que queria um lugarzinho por ali, só não sabia exatamente pra quê. Um belo dia, decidiu subir ao topo do morro e se encantou. Comprou três casas, a do Seu Josué da tapioca, da Dona Ivete e a da Dona Maria e começou a elaborar o que queria: um albergue.

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      Logo de cara a fachada pintada pelo artista Rafael Uzai chama atenção (lembra do programa dele, o Custo Zero, que falamos por aqui?). Por dentro, são 6 quartos e uma sala de TV comum distribuídos em dois andares, além do Bar Da Laje no terceiro andar. Tem wifi, locker e vista estonteante como manda o be-a-bá de um hostel por aquelas terras.

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      A diferença é o clima meio descolex familiar, onde amigos e família contribuem cada um com seu cada qual pra deixar o espaço com cara de ‘lar doce lar’. Seu Roberto, pai do Marcos, foi quem deu força pra colocar o projeto em ação. Já a Dona Gilda, mãe e cozinheira de mão cheia, ficou responsável pela ‘Feijoada da Gilda’, que vai rolar todo sábado no bar, com direito a roda de samba da comunidade.

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      Aliás, foi o primo dele quem ajudou a elaborar o cardápio de petiscos brazucas e cervejas, que serão servidos de sexta à domingo. O restante da semana, Marcos disse que vai ser de eventos em geral: noite de pizza, noite de sushi, casórios, aniversários… e tudo mais que quiserem fazer por lá. Tipo, a casa é sua.

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      Fotos: Luiza Chataignier

      No Da Laje tá tudo tão novinho que o site ainda não está pronto, mas pra entrar em contato e reservar a vista pode ligar pra (21) 3323-5807 ou entrar em contato pelo facebook que eles te atendem na maior boa vontade.

      Acordar vendo o Rio de cima… é tudo de bom!

      30.04.14
    • a nova geração

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      A moda rompe barreiras. E esse lema é tão forte que explica o sucesso da ainda recente Casa Geração, no coração do Vidigal. O espaço é um ateliê da Moda Fusion que se dedica a descobrir talentos escondidos Rio afora ou até mesmo despertar um dom antes desconhecido.

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      Vinte alunos de diferentes áreas do Rio já fazem parte dessa história. Vidigal, Rocinha, Cidade de Deus e Pavão-Pavãozinho são algumas das comunidades que logo, logo vão formar os mais novos estilistas da área até o fim do ano. Vem coisa boa por aí!

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      A Casa é um espaço dedicado a ensinar tudo sobre o universo da moda de forma totalmente gratuita, com oficinas desde corte e costura até noções de empreendimento, produção e comercialização. E claro que não fica só na teoria, né? No final do curso é criada uma coleção, unindo inovação de materiais, sustentabilidade e sofisticação!

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      A primeira turma já tá caprichando nos detalhes finais da coleção pra apresentá-la em novembro. Responsa! E como olha pra fora é legal também, a casa tem parceria com escolas conceituadas como a Esmod e o Institut Français de la Mode – amizade conquistada por uma das fundadoras, a francesa e diretora do projeto Nadine Gonzalez.

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      Além disso, o projeto também ganha a simpatia de nomes pra lá de respeitados como a sempre inspiradora Iris Apfel, que veio pela primeira vez ao Rio este mês, e no auge dos seus 93 anos fez questão de visitar o ateliê. Fofa!

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      A parte que enche a gente ainda mais de orgulho é saber que a FARM foi a marca preferida entre as referências nacionais citadas pelos os alunos. Com um projeto tão bacana como esse, a gente garante que o que não falta é elogio da nossa parte também! \o/

      01.10.13