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      Tag: soul kitchens project

    • farm entrevista – soul kitchens project

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      Um grupo de apaixonados resolve pegar a estrada experimentando, comendo e filmando encontros com pessoas desconhecidas, todas com uma coisa em comum: o amor pela comida. Mas nada de gastronomia, estamos falando da comida de todos os dias, das receitas que passeiam por gerações. Comida com alma.

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      O Soul Kitchens Project é uma websérie que registra cozinhas cheias de pessoas que se gostam, onde a comida celebra trocas afetivas e é preparada com festa, mesa cheia e com aquela divisão de trabalho deliciosa: o cozinheiro, os amigos assistentes cortando legumes, enquanto uns escolhem músicas e outros colocam a cerveja para gelar.

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      Afinal, quanta coisa boa a gente vive em volta da comida! Conversamos com a equipe por trás da ideia pra saber mais dessa história:

      1- Qual é a alma de uma cozinha?

      Cissa: O afeto entre as pessoas. A comida fica mais gostosa se vai sendo preparada durante abraços e risadas, em encontros de amigos ou de família, né? Se o cozinheiro da vez capta essa alegria, ela sem dúvida vira tempero. O contrário, cozinhar num dia que a energia tá caída, é muito ruim e, se o santo não for forte, a comida dá até revertério (risos)!

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      2- O que inspirou a criação da websérie?

      Cissa: O SKP foi inspirado nas minhas próprias narrativas. Eu sou mineira; meu avô João e meu pai foram agricultores e minhas avós são cozinheiras de mão cheia. Fui criada por cozinheiras de mão cheia. Na minha vida sempre existiram várias Dona Fulana do (coloque aqui o nome de uma comida). A comida, principalmente no interior de Minas, é um endereçamento.

      Já há dez anos no Rio, minha casa é o lugar onde os amigos chegam para almoçar nos finais de semana e meus passeios preferidos pela cidade sempre foram em busca de comida boa. Foi assim que conheci a Luciana, a Luísa e reencontrei o Hudson que eu conheci em Minas… Eles passaram pela minha casa para beber e comer a convite de amigos em comum, reconhecemos que a paixão pela cozinha nos conectava, de repente tínhamos uma equipe!

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      3 – Quem faz o quê no projeto?

      Luísa: Eu sou a editora da websérie. Hudson é o tradutor dos vídeos e da fanpage, que é trilíngue, para falar com o máximo de gente possível. Luciana Baseggio é a diretora de fotografia e sócia da produtora que toca o projeto (a Mata Hari), e a Cissa é a roteirista. Estamos um pouco na contramão. Geralmente, se a gente liga a TV, vê chefs se matando para finalizar um prato no tempo da competição ou um chef solitário ensinando uma receita de quinze minutos que, por sinal, sempre fica óóótima.

      Claro que há algumas exceções e a gente sabe como é a vida prática, mas não há justificativas para tirarmos a magia da comida. Na fanpage, temos também colaboradores gerando conteúdo – a Paula escreve o “Chora, foodie”, sobre restaurantes que ela gostou; o Vagão divide com a gente as receitas que cria lá no Mato Grosso; e por aí vai.

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      4 – Quais lugares vocês já visitaram, quais estão nos planos?

      Luciana: Começamos a expedição pelo Peru no ano passado, onde fomos recebidos por uma família de Lima. Nancy Carreño, que aprendeu a cozinhar com a mãe, que esse ano completa 100 anos, e fez pra gente seis receitas da família.

      Nós não conhecíamos ninguém da casa, nem a Dona Nancy: apenas anunciamos pelo Facebook que estaríamos por lá e ela quis nos receber. Esse mês, fizemos uma roadtrip por Minas Gerais e passamos por dez cidades. Em Juiz de Fora, quatro amigos que dividem apartamento nos contataram, também pelo Facebook, e nos convidaram para almoçar com eles. Quem divide a mesa de casa, divide histórias, sentimentos, sonhos. Então saímos sempre com novos amigos!

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      5- Como essa afetividade salta das telas?

      Luciana: Pra começar, o público vai entender que somos simplesmente um grupo de amigos. Todos da equipe conversam com os anfitriões, comem e fazem perguntas, e não damos bola para continuidade. Essa verdade faz a galera esquecer que está sendo filmada, as emoções são naturais.

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      O que aparece é uma cozinha de verdade e não uma tentativa de forjar uma cozinha “de verdade”. Também vamos atrás de histórias verdadeiras nas quais a comida é o centro de mudanças, culturas, sentimentos. As pessoas vão conhecer a Dona Maria, que faz pão de canela em Ibitipoca/MG, produto que só existe lá e que sustenta muita gente; o Roninho, que está à frente da Mercearia Paraopeba, que desde o século XIX pratica escambo, vende fiado e gera renda pra muitos produtores locais (a Roberta Sudbrack é fã)… Ou seja, personagens da vida real que sabem o quanto a comida determina sua história.”

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      Já com alguns episódios filmados, a turma continua em busca de aventuras gastronômicas, boas histórias e novos amigos. Ah sim, e um patrocínio pra essa ideia tão bacana continuar a crescer.

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      A websérie estreia em Abril, mas enquanto isso, vamos ficar ligados na página do Soul Kitchens Project que tem sempre um texto divertido, uma receita nova e um lugar bacana pra gente se inspirar…

      a cozinhar com alma e a comer com amor!

      19.02.15