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sua mochila está vazia

      Tag: São Paulo

    • a festa do boi

      Há uma qualidade de tempo que vem se perdendo em meio ao caos urbano, esquecida entre notificações de WhatsApp, esmagada nos metrôs lotados, chutada por passos apressados de quem anda com a mente em outro lugar. Mas, como disse a designer Paula Dib, existem pequenos portais pra um tempo mais amplo, e um deles pode ser encontrado no contato com as crianças. Quero apresentar a vocês agora um outro portal: aquele que é oferecido pela Cultura Popular

      Vivi um tempo precioso na última festa do Bumba meu Boi, manifestação da Cultura Popular maranhense, que acontece aqui em Sampa, em um bairro chamado Morro do Querosene. Por doze horas, a rua foi minha! As batidas do pandeirão ressoaram no meu corpo e pra onde olhei, vi tecidos e fitas de cetim em movimento. Dancei ao lado de gente pequena e gente grande e no cair da noite vi uma multidão se ajoelhar e ficar bem quietinha observando o batizado do Boi.

      “Quando chega a época da festa sinto nostalgia da infância. Não consigo me ver sem o Boi, sem o Cupuaçu, eles me trazem uma alegria muito grande. Entro num estado de transe do começo da festa até o final, e nos ensaios também. Quando canto uma toada, ou danço, deixo transparecer aquilo que estou sentido no momento, é quase uma sessão de terapia. O boi me mantem sã nessa sociedade cruel.", me contou Juliana Carvalho, integrante do Cupuaçu, grupo de estudo de danças populares brasileiras que organiza a festa há mais de 25 anos. Assim como outros integrantes do grupo, ela nasceu no Morro do Querosene e brinca de Boi desde pequenininha. 

      Também conversei com Ana Flor, filha do Tião Carvalho, fundador do grupo e da festa do Morro. Seu pai veio do Maranhão e seus avós estão lá até hoje. Ela me fala de um tempo onde as manifestações culturais eram algo natural, o brincar estava inserido no dia a dia e cada comunidade tinha suas próprias brincadeiras. Hoje isso vem se perdendo, engolido pela globalização. "É preciso resgatar e preservar. Me preocupo com as pessoas da minha idade que não tem contato nenhum com a Cultura Popular. Aqui no Morro somos uma comunidade de resistência. Minha luta é a manutenção dessas brincadeiras!”.

      A Flor é uma das poucas mulheres que toca o pandeirão durante a festa: “É muito novo isso da mulher tocar no Boi, até dançar se você for pensar, coisa de um século pra cá. As comunidades tradicionais são muito machistas e nelas se crê que a mulher não pode segurar um instrumento pesado. Várias vezes fui tocar em alguma comunidade e tomaram o instrumento da minha mão pra dar pra algum homem. O machismo está muito arraigado, mas aqui no Grupo tem uma galera disposta a desconstruir.”


       

      A Festa do Boi deixou uma marca permanente no Morro do Querosene. Nas últimas décadas,  pessoas com interesses parecidos foram sendo atraídas pro bairro, de modo que hoje ele pulsa arte e cultura e tem um senso de comunidade muito forte. Agradeço ao universo por morar perto e poder fazer parte dessa grande festa. 

      Agradeço às mãos que batem forte no couro do pandeiro.
      Aos cuidadores do fogo que o mantêm aceso a noite toda.
      Aos adultos que viram crianças por um dia.
      E às crianças que correm e dançam em liberdade amaciando o tempo rígido das metrópoles. 
      E especialmente ao Boi por abrir a portinha do brincar.

      Fotos do Boi Mirim, na Festa do Boi, no dia 18 de Junho de 2017. Clicks de Julia Vargas.

      27.06.17
    • natureza de Sampa

      Pra celebrar o dia do meio ambiente (é hoje!), que tal passar a tarde no Jardim Botânico de São Paulo? Lá é perfeito pra fazer um piquenique, uma trilha e observar a beleza da nossa mata nativa. 


       

      Já pros amantes de cinema, recomendo ir ao festival de curtas socio-ambientais que vai rolar essa segunda-feira na USP, ao 12h30, atividade que faz parte da Semana do Meio Ambiente da Universidade.

      E pra quem tem menos tempo livre, recomendo dar um pulinho no Instituto Chão ou na Casa Orgânica, lugares superdescolados que trabalham com comércio sustentável e produtos orgânicos, e semeiam uma relação melhor com o meio ambiente. 

      Dicas anotadas? Amanhã tem mais natureza de outro cantinho desse Brasil-il-il! 

      05.06.17
    • galeria – sp arte

      Considerada uma das 10 cidades mais importantes do mundo quando o assunto é arte, a partir de hoje, SP faz juz ao título apresentando uma programação redonda que envolve toda a cidade ao redor do tema. E o ponto de partida é a 13º edição da Feira Internacional SP-Arte, que reúne cerca de 120 galerias de arte moderna e contemporânea do Brasil e do mundo, na terra da garoa.

      Entre as galerias que sempre valem a visita, fique de olho no que apresentam a Casa Triângulo, Fortes D’Aloia & Gabriel, Luisa Strina, Mendes Wood DM, Millan e Vermelho, além das gringas David Zwirner, White Cube e a Cheim&Read, de Nova York, que estreia na feira com 3 mulheres incríveis na manga: Louise Bourgeois, Lynda Benglis e Joan Mitchell.

      O evento rola no Pavilhão da Bienal até domingo, e é certeza de novas inspirações daquelas que fazem o mundo rodar. Vamos?

      06.04.17
    • trovão em terra de garoa

      O sax do Thiago França entrou na minha vida quando escutei Metá Metá pela primeira vez e me arrepiei toda. Tem uma música em especial, a Obatalá, que desperta sentimentos que eu nem lembrava que estavam ali guardados. É como se ela tocasse as cordinhas da minha alma.

      É ele, saxofonista do momento, o Criador do bloco “A espetacular charanga do França". Integrante do grupo Metá Metá e do MarginalS, o cara tem vários projetos próprios e andou fazendo participações no disco Nó na Orelha do Criolo, e no disco Dancê da Tulipa Ruiz. Com ele, o papel do saxofone ganhou outro significado e deixou de ser um instrumento que só faz uns solos de vez em quando pra assumir um protagonismo importante na música brasileira.

      Em época de Carnaval, pedi a ele uma entrevista e a resposta afirmativa veio dois minutos depois. No dia seguinte, uma manhã quente de sexta feira, lá estava eu, de mochila preta nas costas, pegando o metrô rumo ao centro de São Paulo. Desci na estação República e fui caminhando até um café bem charmoso, onde iria me encontrar com o músico. E não é que o papo foi muito bom? Manso e profundo. Ideias que se cruzavam no ar, rodopiavam e seguiam confiantes pelas estradinhas invisíveis que conectavam nossas mentes. 
      Ju: Thiago, e o sax?
      França: Algo que não tem resposta é de onde vem o meu interesse pelo sax. Comecei aos onze e desde os oito eu falava pros meus pais que queria tocar. Não tenho lembrança de ter visto esse instrumento em lugar algum ou de saber o que era, mas eu tenho a memória forte de querer tocar. Depois que eu comecei, nunca mais quis fazer outra coisa. O candomblé me ajudou a dar sentido a isso e a um monte de coisas na minha vida.
       
      Ju: Ouvindo Metá Metá eu realmente percebo essa influência do candomblé. Me conta mais sobre isso?
      França: A minha avó era beata de igreja e a gente tinha um amigo padre que frequentava a casa, ele batizou meu pai, minhas tias, meus primos, todo mundo. Eu estudava no São Luiz, colégio de padres em São Paulo, e tocava na missa de domingo, até porque, na época, eu tocava em qualquer lugar.

      O Candomblé veio mais tarde, quando um cara que tocava comigo me levou pra conhecer um terreiro que ficava no morro onde ele morava. Era tudo muito colorido, alegre e rolava muita comida e bebida. Nesse lugar, me veio uma sobreposição de imagens muito forte: a missa de domingo do São Luiz, lá no Jardins, que oferecia uma garrafa térmica de café com bolacha maizena e aquela fartura toda ali. Isso me pegou muito forte, o candomblé me remeteu muito mais ao almoço de sábado da minha avó mineira.

      Em 2006, quando comecei a frequentar um terreiro lá em Guarapiranga, eu estava me preparando pra gravar o meu primeiro disco, Gafieira. Eu via os caras lá tocando percussão e eles mandavam muito. Caras que não eram músicos de formação e não tinham nenhuma pretensão em ser. E que, muitas vezes, soavam muito melhor que muitos grupos profissionais. Por que será?

      Acho que é porque, às vezes,alguns músicos tocam como estudo, estão ali só executando os exercícios do método que aprenderam, enquanto os do Candomblé tocam pela conexão com a espiritualidade, com a comunidade.
       

      Ju: E o carnaval? 
      França: O Carnaval é uma espécie de laboratório de auto gestão social. As pessoas se organizando por um bem coletivo, ocupando as ruas. Tem um lance de você usufruir do espaço público pra que a cidade se torne mais humana. E isso é só uma faísca, o importante é levar essa prática pro resto do ano.
      Ju: Me conta mais sobre o bloco?
      França: Eu estava a fim de criar um bloco de Carnaval e fiz uma convocação aberta nas redes sociais. Quando chegou o dia, eu saí de casa me preparando pra tocar sozinho se não aparecesse ninguém. O grande lance é que a gente nunca tem real noção do nosso poder em agregar, em mobilizar as pessoas. Eu tinha passado a estimativa de público pra Prefeitura de 400 pessoas. E olha que eu não ponho 400 nem em um show. Chegando lá, tinham duas mil! 
      Teve um ano que fez um calor desgraçado. O cara da Tuba começou a passar mal carregando aquele peso todo. Eu fiquei na dúvida se íamos conseguir terminar o percurso, estava todo mundo muito cansado. Dai o céu começou a ficar preto e começaram a vir raios e trovões. Eu sou filho de Xangô e o trovão é Xangô quem manda. Naquele momento, a gente estava tocando uma música e toda hora que dava o breque, vinha um raio, vinham os trovões e a galera gritava. Aquilo deu uma injeção de ânimo e a banda começou a andar naquela puta chuva. Aquela energia, as pessoas brincando na água… Foi uma experiência muito forte.
      Ju: E como é fazer carnaval nessa cidade?
      França: Eu sou de Belo Horizonte e minha mudança pra São Paulo, te digo, foi um pouco traumática. Fomos morar em um prédio de doze andares e me lembro que a minha mãe escreveu um bilhetinho pros moradores se apresentando: “Olá, nós somos a família que acabou de se mudar de BH, queremos fazer parte da vida comunitária do prédio”. Ela foi de andar a andar jogando a carta por debaixo da porta. Duas pessoas devolveram a carta sem responder e a única que respondeu escreveu assim: “Não perguntei, não quero saber e trata de trancar essa porta do elevador aí por questão de segurança”. Daí que eu penso hoje: numa cidade onde as pessoas devolvem cartinhas de apresentação é de bagunçar a cabeça fazer um bloco de carnaval colaborativo, aberto. Chamar pra conviver, em um lugar onde as pessoas tem a solidão como refúgio da falta de traquejo social, é mexer com muita coisa, com a inércia, com a zona de conforto…

      Ju: Mudando de assunto, eu aprecio a sua opinião sobre a musica informal, feita de forma mais intuitiva. Me fala um pouco mais sobre isso?
      Quando entrei na Universidade, percebi que na Academia a música era trabalhada de um ponto de vista muito técnico e o “idioma” falado entre os músicos era tão complexo que pouca gente entendia ou podia participar. Já na música mais intuitiva é outra história, as características de cada um são assimiladas e as imperfeições abraçadas. O importante é a expressão de cada músico e o encontro das suas peculiaridades pra criação de algo novo.

      Resolvi fugir dessa frieza da Academia e do discurso elitista que acha que o povo não sabe nada de música e que o funk tira espaço do jazz. As pessoas criam essa dicotomia entre música boa e ruim, sabe? Uma falta de sensibilidade. O jazz acontece num espaço e num contexto e o funk em outro. São experiências completamente diferentes, uma jamais vai anular a outra.

      Você pode ir comer uma feijoada com samba num sábado a tarde e escutar a Osesp à noite. Mas na minha opinião, a roda de samba é mais legal. Não estou falando de ser ruim ou bom. Mas você vai na roda de samba e aquelas pessoas te abraçam, te recebem. Enquanto na Sala São Paulo ou no Municipal o ambiente é austero e você não se sente recebido. O seu dia a dia não passa por aquilo ali e você sai com a sensação de que é um peixe fora d’água, de que tá invadindo aquele espaço.

      Ju: Me fala sobre o Marginals, o trio de Free Jazz.
      O Free Jazz é uma das experiências musicais com maior dificuldade de assimilação do público, frequentemente classificada como algo chato e absurdo. Eu comecei a fazer esse som na Matilha (um espaço cultural no centro de São Paulo), com o MarginalS, em um contexto que abraçava a Street Art, a galera do skate, do rap, do grafite, do pixo, e fazer isso ali fazia com que as pessoas se sentissem bem vindas, sabe? Tocamos lá toda semana por dois anos e depois de um ano a gente já tinha toda terça lotada. E era isso, lotado de skatista, de gente que anda pela cidade, que chega sem carro…Sinto que a gente ressignificou o Free Jazz pra aquelas pessoas.

      Fotos e ilustração por Julia Vargas.

       
      06.03.17
    • partiu dekmantel em sampa?

      O verão não para, e o nosso corpo de baile já sabe onde vai estar dançando no início de fevereiro: no Festival Dekmantel, em Sampa. Mas vale trocar as praias cariocas pelo asfalto paulistano? Vale muito, e a gente te explica o porquê! 
       
      O Dekmantel é um selo holandês de música eletrônica experimental, criado em 2009, e que desde 2013 se transformou num dos festivais mais concorridos e elogiados da Europa. São Paulo vai ser a primeira experiência fora de casa do festival, e promete muitas surpresas.
       
       
      O local escolhido pra abrigar o evento, que acontece hoje e amahã, é o já conhecido Jockey Clube, mas a organização avisou que o público não perde por esperar. A cenografia é uma das grandes apostas do evento, e será assinada por um time de peso: SuperLimão Studio, Atelier Marko Brajovic, Estúdio Guto Requena e Felipe Morozini são os nomes convidados pra dar vida às estruturas do evento. O vídeo de anúncio do festival já dá uma ideia do quanto a galera é preocupada com a questão visual.
       

       

      O festival rola de dia e à noite, com uma seleção do que há de melhor na música experimental hoje em dia. Estamos ansiosas pra ver o veterano do techno Jeff Mills, o queridinho Nicholas Jaar e os brasileiríssimos Hermeto Paschoal e 40% Foda/Maneiríssimo.
      Ah, e quem estiver com viagem marcada pra Amsterdã em Agosto deste ano já pode ir pensando em dar pinta no Dekmantel de lá, que acontece entre os dias 2 e 6. 

      Nos vemos na pista! 

      04.02.17
    • time stylists- sp

      A gente já apresentou aqui, aqui e aqui as nossas stylists do , do Rio. Agora é a vez de São Paulo! Com vocês nosso time paulista que é pura inspiração e amor!

      A Flávia Ribeiro, nossa stylist do JK é de Bauru, fez Rádio e TV e lá foi trabalhar com produção musical. Mas a Fla começou a sentir que curtia era ficar ligada na harmonia do palco, no figurino da galera e começou fazer Produção de Moda no SENAC. De lá pra cá ela já trabalhou com moda na Trip e fez até uma capa September Issue da Elle! Claro que a gente quis ela com a gente, né? Nas horas vagas ela curte dar uma fugidinha pra praia e cachoeira e ainda por cima tem um blog que é uma delícia, o  A Vida de Amora! Corre pra acompanhar os passos dela !

      A Thay Girão, da Harmonia, também é multifacetada nos talentos! É que além de deixar nossas lojas e nossas clientes (mais) lindas, ela também ataca de DJ e até tocou no lançamento da nossa nova coleção ! Ela já foi nossa vendedora e contou que adorava montar paredes e looks com inspirações pras clientes. Por exemplo, se tivesse um festival, lá ia a Thay montar produs pra galera se jogar. Juntando essa criatividade + curso de VM e de stylist, é claro que a Thay virou inspiração pra gente também!

      A Amanda Munhoz é nossa mais nova stylist, no Higienópolis e começou a trabalhar com a gente em pleno furacão, no Natal! Ela estuda moda e estagiava numa empresa no ramo, onde ela fazia de tudo um pouco! Aí foi ver nossa vaga e pronto, entrou pro nosso time! A Mandi contou que a-ma sair de casa pra trabalhar e é disposição pura! Apesar de morar em SP, ela contou que adora ir pra praia e deu a dica pro próximo evento: Lollapallooza! Passa lá no Higi que ela dá a dica da produ!

      A visita das meninas aqui na fábrica foi demais e já deixou saudade! E ainda teve mais: elas foram nossas modelos por um dia e desfilaram na nossa convenção! Lindas de viver, né? Quem tiver por Sampa tem-que visitar as meninas nas lojas e se cercar dessa energia maravi delas! 

      19.02.16
    • farm visita: chocolatria

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      Interrompemos nossa programação pra avisar que as próximas fotos não são recomendadas pra quem estiver em semana detox pós-festas. Visitamos a Chocolatria, escola e loja de chocolates por onde já passaram várias figurinhas conhecidas da confeitaria brasileira e saímos com aquele gostinho de quero (muito) mais.

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      Simone Izumi é autodidata em tudo que se refere a chocolate e ao mundo da confeitaria. Ela é arquiteta por formação, trabalhava supervisionando obras, como secretária e, por fim, fazia trufas pra vender nos fins de semana. A carreira que menos esperava deu certo – fundou em 2004 a Chocolatria, mas não antes de “muitas pedras rolarem até chegar aqui“.

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      Logo na entrada da casa que fica no Campo Belo, em São Paulo, pode-se sentir o cheiro de chocolate no ar. E o sorriso da professora é a prova de que o chocolate traz sim muita felicidade, mas só depois de muito trabalho e perseverança. “Tome uma dose caprichada de automotivação no seu café da manhã diário”: é a recomendação pra quem quer mudar de carreira.

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      “Muitos associam o chocolate a um ingrediente místico, que tem vida própria e que dá certo no dia que bem entender. E não é bem assim! Pra se trabalhar com chocolate, basta ter metodologia e saber administrá-lo”. Além de claro, frequentar as suas aulas. Mais de 2 mil pessoas já passaram por seus cursos.

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      Fotos: Girl Etc

      Seu doce preferido é o carro-chefe da Chocolatria, o querido pão de mel em formato de presente com recheio generoso de doce de leite. Ela diz que “virou sinônimo de doce pra um momento especial, único e feliz”.

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      A parte mais gratificante de ter o próprio negócio? “Sensação de vitória e conquista diária. Depois do negócio consolidado, observo que todos os dias tenho um motivo pra celebrar. Seja por um feedback positivo de um cliente ou aluno, seja por uma surpresa inesperada, como esta entrevista! 🙂 “

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      Pra saber mais sobre a carreira chocolatística da Simone, incluindo o dia perfeito em São Paulo – gastronomicamente falando – é só clicar aqui.

      12.01.16
    • sampa secreta

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      Que tal começar o ano descobrindo um lugar novo na própria cidade? Pois quem está de visita marcada pra Sampa, e até mesmo os moradores de lá já podem se surpreender com lugares escondidos, pouco conhecidos ou secretos que vão te fazer viajar sem sair do lugar.

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      Casa Bola: projeto inovador idealizado pelo arquiteto Eduardo Longo na década de 70, a Casa Bola sugeria um estilo de vida mais simples, em casas modulares divididas em 3 andares, com ar futurista e clima aconchegante. A ideia não vingou, mas a casa é pra lá de interessante e merece a sua visita.

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      Fundação Ema Klabin: antiga residência de Ema Klabin, herdeira, colecionadora e filantropa paulista, a casa foi transformada em fundação cultural onde a gente pode não só curtir as atrações, como também o lindo jardim e as inúmeras obras de arte que ornam o maravilhoso casarão.

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      Parque do Carmo: não só de concreto vive São Paulo, a cidade guarda lindas áreas verdes, e algumas pouco conhecidas e aproveitadas como o belíssimo Parque do Carmo, que sedia há 35 anos a Festa das Cerejeiras, que comemora o florir encantador da árvore símbolo do Japão.

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      Ilú Obá De Min: o Ilú Obá De Min é uma associação paulistana fundada em 2004 que promove as culturas africana e afro-brasileira e a mulher. Além do Bloco Afro Ilú Oba De Min, eles dão palestras, oficinas de dança e música, bazares e outros mil eventos concorridos e animados com muito axé!

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      Museu da Diversidade Sexual: um dos únicos do mundo a tratar da temática LGBT, o museu tem como objetivo valorizar a diversidade sexual no país, a partir da história da população LGBT, do ativismo político e do legado sociocultural, como papel importante na nossa cultura, vale conhecer.

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      Terraço Itália: não tão desconhecido, mas ainda assim imperdível, o terraço do Edifício Itália, um dos mais altos da cidade, guarda uma das vistas mais impressionantes da terra da garoa. A bela visão da selva de prédios pode ser admirada do mirante ou do restaurante do terraço, enquanto você curte uns bons drinks.

      Porque não só de praia vive o verão… e ano novo pede novos roles, afinal!

      06.01.16
    • da Má da Lê

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      Pra quem passa pela rua Dep. Lacerda Franco na Vila Madalena, em São Paulo, essa é uma das esquinas mais charmosas do bairro. Uma casinha de vila, que foi toda restaurada pra seguir tudo o que a Da Má da Lê representa: aconchego de casa.

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      Isso porque o local não é um restaurante comum, e você logo percebe quando entra. As irmãs Maria Regina (Má) e Lelena César (Lê) cresceram comendo comida deliciosa da mãe e da vovó. Com carreiras diferentes no passado, elas vieram a se juntar pra montar um conceito de gastronomia bem diferente: por lá, todos os produtos são feitos pra levar pra casa, com ingredientes frescos, embalados à vácuo, sem desperdício.

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      As irmãs mostram que manter uma alimentação saudável com o comforto da comida de casa no dia-a-dia é possível, mesmo sendo mãe, trabalhando fora de casa, tendo mil tarefas pra realizar durante o dia. O mais bacana é que cada porção é individual, ou seja, pros solteiros também é perfeito. Nada de comer a mesma coisa todos os dias pois não tem sobras!

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      A Lê já tem quase 20 anos de bagagem como chef, e a Má trabalhava com mídia e tecnologia, mas é daquelas que adora bater um papo ao redor da mesa nos almoços de família. Cada uma cuida da sua área, e isso é a receita de sucesso de trabalhar com a irmã.

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      A ideia é que a cozinha seja inclusiva, e não exclusiva. Com uma leitura um pouco mais leve dos pratos típicos de casa e das receitas de família, o sal é moderado principalmente porque o vácuo assenta o sal da comida. O prato preferido delas? O cozido da Vó Cida.

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      O local é uma loja conceito que também serve de restaurante pra quem quiser passar uma tarde por lá, o cliente pode viver a experiência do que é comer a comida da Da Má da Lê em casa. Elas também prepararam videos fofos e bem simples mostrando o passo-a-passo pra montar cada prato.

      https://www.youtube.com/watch?v=oOrpFzqVbs8

      É praticamente como ter um chef em casa, mas você mesma que monta o prato. O cardápio muda levemente a cada 3 meses com ingredientes sasonais. Cada prato é feito com o maior cuidado nos temperos, pra não esconder o verdadeiro sabor dos ingredientes.

      farm-visita-damadale-9Fotos: Girl Etc

      E o café coado vem como na casa da vovó! Perfeito acompanhamento das opções de sobremesas, como o brigadeirão e o pudim de tapioca. A atenção aos detalhes são tão cativantes, que faz a gente querer comer lá todos os dias ao invés de levar a comida pra casa.

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      A loja conceito fica na rua Dep. Lacerda Franco, 452, e fica aberta de Segunda a sábado pro café, almoço e jantar. Pra conhecer mais sobre a carreira de cada uma, é só clicar aqui.

      03.12.15
    • farm visita: amapá atelier e flowershop

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      Por trás de um portão amarelo em uma rua calma da Vila Madalena, em São Paulo, existe um jardim secreto chamado Amapá. Desde 2014, a Amapá vem conquistando os paulistanos com seus terrários, arranjos e vasos feitos à mão.

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      Kika e Nina Levy, mãe e filha, cuidam de tudo, desde as escolhas das flores e produtos que oferecem na loja até os detalhes do jardim que faz da entrada do atelier um charme. Lá tudo é feito à mão com muito carinho e cuidado.

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      A loja e atelier encanta a qualquer um logo de cara. São detalhes como luzes que enfeitam as estantes, fotos de polaroid antigas coladas na parede e claro, muitas flores e principalmente plantas pra escolher e levar pra casa.

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      Elas começaram no ramo das flores por acaso. Faziam vasinhos e davam pros amigos, e dos amigos dos amigos foram aparecendo encomendas. Ficaram um tempo trabalhando de casa, mas logo depois, as plantas e flores não cabiam mais dentro do apartamento. Era a hora da expansão!

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      Encontraram essa casinha de vila e logo viram todo o potencial que o jardim oferecia. Além das plantas e das flores, você encontra por lá os móveis da Marcenaria Goitacá e prints da Folk Ink.

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      A dupla seleciona sempre flores da estação, compram em quantidades menores várias vezes pra manter a durabilidade das flores. E não são só aquelas flores que todo mundo já conhece. Cada arranjo é feito de forma tão artesanal que nenhum sai igual ao outro.

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      Falando em durabilidade, vale fazer uma visitinha pra ver todos os cactos e suculentas do atelier. Plantados em copos de Becker, daqueles de laboratório de química mesmo, os cactos e suculentas ficam ainda mais especiais.

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      A simplicidade e a forma orgânica que Nina e Kika possuem ao fazer um arranjo ou montar um terrário é o maior forte da Amapá, mas o mais interessante é ver os vasos feitos por elas. Seja de cerâmica, madeira, ou barro, igual você não encontra em lugar algum.

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      Fotos: Love2Love Fotografia

      E é essa singularidade que a Amapá pretende espalhar através de arranjos e vasinhos, resgantando sorrisos e gentileza entre as pessoas no meio de uma cidade com tanto caos urbano como São Paulo.

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      Para ver mais fotos e conhecer um pouco mais da história da Nina, é só clicar aqui no Girl Etc.

      11.11.15
    • farm visita: instituto chão

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      Imagina um local onde você pode comprar alimentos sustentáveis e orgânicos, sem margem de lucro cobrada em cima do preço? Oi? Isso mesmo, esse local existe e fica em São Paulo, na Vila Madalena. Vem com a gente conhecer o Instituto Chão!

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      Sendo uma associação sem fins lucrativos, os preços de todos os produtos são equivalentes aos preços que você encontraria por um produtor, como se a gente tivesse indo direto na fonte, sem intermediários. Mas fica a pergunta: como um negócio sobrevive sem lucro?

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      Todos os custos do Chão estão claramente expostos pro mundo ver e assim você começa a entender melhor o quanto as grandes redes de supermercados lucram com o poder de barganha. Essa transparência na empresa faz com que as pessoas se sintam mais livres em querer participar fazendo uma contribuição monetária na hora da compra ou aliando-se ao projeto por R$60/mês. Assim, o Instituto pretende fechar a conta todo mês!

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      A ideia veio dos amigos Thiago Guardia e Fabio Mendes, que trabalhavam em uma clínica e começaram a plantar a sementinha (que hoje virou o Instituto Chão) na ideia de promover práticas da Economia Social com o ser humano em primeiro lugar. Logo, outros amigos se interessaram e a ideia se tornou realidade (depois de muito trabalho!).

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      Quando um negócio não tem o lucro como foco e objetivo, outros detalhes como o cooperativismo, a produção honesta, e o consumo sustentável e local se tornam mais importantes. Lá você também encontra um café, uma mercearia, plantas e vasos de cerâmica artesanais.

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      Os produtores que abastecem o hortifruti são pequenos produtores da região de São Paulo e por lá a gente encontra também encontra produtos orgânicos como doce de leite de Minas, queijo da Paraíba e pães do Rio.

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      O objetivo do Chão é promover o consumo consciente, trabalhar pra uma sociedade mais livre, e familiarizar as pessoas com o conceito de redistribuição de renda e igualdade na comunidade.

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      Fotos: Ju Kang/Girl Etc

      O Instituto Chão fica na Rua Harmonia (quase do ladinho da FARM Harmonia) e fica aberto das 10h às 20h, de quarta-feira a sábado. Só não pode esquecer de levar a eco bag, tá? 🙂

      21.07.15
    • somos eatalyanos

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      A Itália é aqui! Aliás, é em São Paulo. O tão esperado Eataly, mega mercado de produtos italianos conhecido mundo afora, finalmente chegou em terras tupiniquins há menos de 1 mês, vem conhecer:

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      Com direito a filas e mais filas, é de se esperar que os paulistanos que frequentam as unidades de Milão e Nova York queiram conhecer a versão brasileira, que, aliás, tá especial!

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      O que tem nesse empório? Frutas, verduras, produtos italianos, restaurantes agregados, padaria, gelato, cantina de sucos frescos, e o primeiro Nutella Bar do Brasil (que faz crepes e brioches com uma quantidade de Nutella considerativa). Ai, ai!

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      Dos restaurantes, sete são temáticos, indo da pizza e massas, carnes, peixes, verduras – assim como os das outras unidades lá fora. O de São Paulo tem um diferencial, que é o Brace Bar e Griglia (na foto acima), especializado em grelhados comandado pela chef Ligia Karazawa.

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      Se preferir, você pode ter aulas de culinária italiana, ou quem sabe levar massa fresca pra cozinhar em casa, escolher um bom vinho italiano, pegar uma focaccia na padaria e pronto. Afinal, o foco do mercado está nos produtos artesanais.

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      O local conta com três andares de produtos da Itália, como molhos, azeites, pastas, além de alguns produtos brasileiros. Olha a tapioca de cada dia aí gente. Ah! E vale dizer que pra a abertura da versão brasileira, muitos profissionais da Itália vieram para treinar todo o time, inclusive na arte de fazer a mussarela artesanal.

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      O Eataly fica na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 1489, e abre logo cedo, às 8h, pra quem quiser comprar um pãozinho italiano fresquinho todos os dias. Mas a gente já avisa: feriados e fim de semanas precisam de uma dose extra de paciência pelas esperas. 🙂

      18.06.15