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sua mochila está vazia

      Tag: paris fashion week

    • aconteceu em paris

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      Se NY apostou na sobriedade, Londres desfilou coleções bem pessoais e Milão mostrou que o verdadeiro luxo mora na simplicidade, a semana de Paris foi marcada pela virada comercial de marcas cada vez mais focadas em criar peças usáveis e sucesso de vendas.

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      Ao invés de coleções autorais e arrebatadoras, o que vimos foi uma sucessão de looks sóbrios, mais simples e com poucos tons, um aviso claro de que os tempos mudaram. E a principal cara dessa nova moda mais casual e wearable é a Louis Vuitton guiada por Ghuesquière.

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      Até a Chanel abriu mão da extravagância em looks formais, com mix de texturas pesadas e tons escuros, desfiladas em um cenário incrível, como sempre, dessa vez reproduzindo uma brasserie bem francesa. Bem mais Coco do que Karl!

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      Outra que apostou em mix de estampas e texturas foi Miuccia Prada em versão mais leve e fun pra sua marca mais jovem, a queridinha Miu Miu, que desfilou recheada de contraste de cores sóbrias e tons primários, e xadrez, muito xadrez!

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      Dries Van Noten também concentrou energia na mistura, mas isso não é nenhuma novidade, pelo contrário, uma especialidade do belga que dessa vez combinou jacquard (estrela da temporada!) e caqui em peças utilitárias e ao mesmo tempo sofisticadérrimas. Jogo de mestre!

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      A sobriedade também marcou o desfile da Givenchy, mas numa subversão superinteressante que combinava tecidos rígidos e pesados como veludo e jacquard (olha ele de novo aqui!) à modelagem ora vitoriana, ora bem latina e milhas distante de qualquer clichê. Um olé no tédio!

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      O tédio também passou longe do desfile da Balmain, que seguiu a risca o desejo da mulher que veste a marca em coleção sexy, forte, cheia da combinação de preto com tons vibrantes e curvas. Pra ser a rainha do baile, da boate, da festa…

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      Looks noturnos também foram tema da Lanvin, que combinou o Marrocos do estilista Alber Elbaz com a França de Jeanne Lanvin, que acaba de ser homenageada com uma super expô que relembra a bela trajetória da fundadora da mais antiga Maison do país, em atividade desde 1989. E pelo visto, cheia de fôlego!

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      Já Alexander Wang surpreendeu por se descolar completamente da Balenciaga de Ghesquière, ex-estilista da marca, e criar a primeira coleção que combina seu olhar moderno às formas criadas pelo espanhol Cristóbal Balenciaga, fundador da Maison.

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      E se a Balenciaga olha pra sua história, Raf Simons corta abruptamente o legado do new look da Dior, sempre revisitado, em coleção que segue sua visão pessoal, mais moderna, arrojada e repleta de tecidos tecnológicos em ótima releitura da Op Art dos anos 60.

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      A cota de leveza e “frufru” foi mais uma vez preenchida por Giambattista Valli, em coleção repleta de, voilà, mistura de estampas, mas que por aqui apareceram mais femininas e suaves, porém em modelagens… voilà, mais sóbrias que o usual!

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      E se o frufru é assinatura de Valli, ela passa longe da Céline, a marca mais minimal, chique e atemporal a desfilar em Paris, certo? Quase certo! Entre os looks desconstruídos, simples e chiquérrimos de sempre a marca também apresentou pompons e até estampinhas bem humoradas.

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      A desconstrução também foi mote de Stella McCartney que apresentou tricots molengas em contraste com alfaiataria assimétrica e recortes femininos.

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      A austeridade invadiu até a romântica Valentino em profusão de looks em preto e branco, como uma procissão de viúvas carolas, porém podres de chique, salvo um toque de grafismos Op Art e bordados incríveis.

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      A semana se encerrou com os dois dos maiores modelos da história do… cinema! Ben Stiller e Owen Wilson fecharam o desfile da Valentino com duas mensagens maravilhosas:

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      vai rolar Zoolander 2 (uhuuul) e no final das contas, a moda é feita mesmo pra gente se divertir!

      13.03.15
    • sempre teremos paris…

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      Não se fala em outra coisa. E esse é sem dúvidas o maior talento de Karl Lagerfeld, mais do que a eterna reinvenção dos ícones de Gabrielle (estão sempre lá os conjuntinhos em tweed, camélias e pérolas), o que nos lembramos, ano após ano, é do circo apoteótico armado pelo Kaiser nos desfiles da Chanel.

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      E nesse ano Karl transformou o desfile da marca mais luxuosa do planeta num grande supermercado. Do luxo ao lixo, o que se viu foi uma grande miscelânea do mundo pop e a clara obsessão do estilista em rejuvenecer a marca. Vestidos com legging, tênis, rasgos, correntes. E não, não se fala em outra coisa!

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      Num grande contraponto, Nicolas Ghesquière estrea tranquilo e infalível na Louis Vuitton, com desfile enxuto, clássico como pede a essência da marca, mas recheado de tecnologia, modelagem A (aposta certa da temporada!), casacos indefectíveis, e as bolsas com as quais vamos sonhar noite e dia!

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      A elegância discreta e impecável também são marca da Céline, que ano após ano não abre mão do repertório que permeia armários de mulheres perfeitas, que passeiam pelo mundo chamando pouca atenção, e reinando em absoluto justamente por isso!

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      Já a passarela da Balmain foi dominada por belas amazonas de uma selva de concreto, armadas de couro, ombros largos e poder. A novidade fica por conta da calça cargo, que apareceu em desfiles o suficiente pra aceitarmos de vez a sua volta triunfal. Vai encarar?

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      As últimas românticas por sua vez sempre terão na Valentino seu porto-seguro. Podem dormir seu sono encantado confiantes de que a Maison vai a cada temporada encantar com vestidos deslumbrantes e ultrafemininos que povoam os sonhos de qualquer mortal. E seremos felizes pra sempre!

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      Poder, luxo, romance, a marca jovem da Prada não pensa em nada disso, as meninas Miu Miu só querem é se divertir! Pra isso nada melhor que tons apastelados, comprimentos curtíssimos, brilhos, tricots, pegada esportiva e ela, a onipresente modelagem A (… de Amamos!).

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      Isabel Marant fez das ruas sua selva onde mulheres sexies e superurbanas seguem seguras desfilando referências street-confort em maxitricots (também muito vistos por aí!), calças pijama, cargos (é, aceitemos!), mas sem perder o apelo rocker, marca da estilista.

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      Com uma restrospectiva da carreira atraíndo filas durante a semana de moda, o mestre do Antwerp Six Dries Van Noten nunca decepciona. Segue com coleções visionárias que apontam sem nenhum estardalhaço o caminho que todos os outros irão seguir.

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      Raf Simons descobriu uma fórmula que parecia impossível, ao contrário de Galliano, que imprimiu na Dior seu estilo marcante e escandaloso, o estilista belga consegue manter sua mistura de cores e seu corte perfeito, fazendo tudo o que se espera da Maison Dior: beleza eterna!

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      Anotou? Vestidos com legging, calça cargo, sapatos masculinos, vestidos com modelagem A… mas por favor, nada de saques no supermercado! 😉

      07.03.14