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sua mochila está vazia

      Tag: myanmar

    • pra amar, myanmar

      Que a gente ama a Ásia, não é novidade. Mas olhando só daqui, é difícil imaginar como são as coisas por lá e, por isso, convidamos a Laurinha, do blog Pra que lado (a gente ama! ) pra contar um pouquinho da sua experiência em dois lugares paradisíacos do outro lado do mundo: Myanmar e Filipinas. Também quer saber como foi essa aventura? Vem ver! 

      24 horas e vários quilômetros. É mais ou menos tudo isso que separa a gente da Ásia, o continente que ficou marcado pra mim como o mais mágico de todos.
      Depois de quase dois anos sem férias, eu precisava de um tempo longe de tudo pra mergulhar numa experiência completamente nova. Uma amiga deu a ideia: passar 35 dias pelo sudeste asiático, visitando 5 países e 11 cidades. Bora? Bora! 
      Nosso roteiro incluía a Tailândia (Bangkok, Ayutthaya e Chiang Mai), Myanmar (Mandalay e Bagan), Laos (Luang Prabang), Camboja (Siem Reap) e Filipinas (El Nido, Moalboal, Oslob e Boracay).
      Ir pra asia é uma doideira. Você sabe que lugares incríveis te esperam, mas ao mesmo tempo não sabe o que esperar. Você vai com a expectativa lá no alto, mas com um grande ponto de interrogação na cabeça do tipo "que que eu to indo fazer laaaa do outro lado do mundo?" Aí você chega lá, quase um dia depois, e entende porque foi. Encontra pessoas simples, sorridentes e bondosas que, mesmo tendo tão pouco, fazem questão de compartilhar o que possuem com todo mundo.

      Os lugares, os templos, a natureza… tudo encanta. Tudo marca. Tudo é tão diferente.

      De todos os países que visitei, quero falar de Myanmar e Filipinas. São dois países que estão longe de fazer parte do roteiro tradicional do sudeste asiático, mas que merecem ser olhados com muito carinho.

      Myanmar permaneceu num regime militar fechado por vários anos e abriu as portas pro turismo apenas em 2010. Então pensa só que, no momento em que o mundo mais se modernizou e se globalizou, lá eles viviam numa bolha alheia a isso tudo. Tudo é muito diferente pra nós turistas, mas é ainda mais diferente pra eles. Eu andava pelas ruas de Mandalay chamando atenção pelas minhas roupas, meu rosto e, principalmente, meu cabelo pintado. Me pararam na rua pra tirar foto comigo algumas vezes e perguntavam se meu cabelo era daquele jeito mesmo! 

      Mandalay não é a cidade mais tradicional de turismo por lá e, por isso, as diferenças ficam ainda mais evidentes. Já em Bagan, o turismo é mais comum. A cidade é uma grande zona arqueológica, com milhares de templos espalhados por caminhos de terra, e a vontade que dá é de se perder e sair desvendando a cidade, sem se preocupar com o tempo.

       
      Seguindo viagem, depois de passar três semanas energizando por templos, chegou o momento de energizar no mar. Quando pensamos em sudeste asiático logo ligamos às praias tailandesas e aquelas imagens paradisíacas. Mas umas amigas tinha recomendado deixar a Tailândia de lado e explorar as Filipinas… Que tiro certo! No próximo post, conto um pouquinho mais dessa aventura! 
      E por aqui, a gente mal pode esperar pra saber mais dessa viagem incrível! Obrigada, Laurinha! Até a próxima! 
      02.03.17
    • partiu ásia?

      BOLA

      Pra quem tá sonhando em viajar pra Asia e quer ir mais além da Tailândia, a gente dá a boa. A Maria Garcia, do @mariasmgarcia, esteve por lá há pouco tempo e passou pra gente altas dicas, como por exemplo, uma escapulida até o Myanmar, que faz fronteira com Tailândia, China, Laos, India e Bangladesh – um recanto de tons sobre tons, de templos, de oferendas pra Buda, de belos e gentis sorrisos… É o lugar do dourado açafrão da roupa dos monges que caminham, em silencio, por todos os lados do país! ♥

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      E se por aqui a fé move montanhas, no Myanmar ela move quase tudo: cerca de 85% da população é budista. É um país de orações e oferendas, onde basta levantar o olhar pra ver um pagode, com sua inconfundível cúpula em forma de sino – e quase sempre dourada. Ah! É também um país de artes, de pinturas, de joalheiros, de pedras preciosas como as das mil e uma noites, de sombrinhas de papel desenhadas à mão, de roupas de seda, do encanto e da perfeição do trabalho artesanal, feito um por um com dedicação e atenção!

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      E, embora tenha passado por uma forte ditadura militar, que começou em 1964, e só recentemente, em 2012, começar a se abrir pro mundo – celebrando eleições e iniciando um caminho em direção à democracia, é inegável a beleza de lá. Pra te dar uma força, a Maria escolheu uns roteiros imperdíveis. Anota aí e boa viagem! 🙂

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      Vá pra Yangon: uma das dicas é conhecer o pagode Shwedagon, o mais venerado, por ter, segundo as lendas, cabelo de Buda. Impressiona com sua gigantesca cúpula dourada (tem aproximadamente 98 metros de altura) e é coberto por placas de ouro e pedras preciosas, levando um diamante gigante na ponta. Ao chegar, se nota a relação da população com o local, presenciando meditações, orações, um lugar de silêncio, contemplação e oferendas, e, ao mesmo tempo, um local de encontros, convívio, de pessoas conversando, passeando com amigos e família. É lindo!

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      Vá pra Bagan: imagina uma paisagem infinita, dourada e com mil cúpulas no horizonte, com entardeceres fascinantes? Assim é Bagan. Pra chegar, pode pegar um ónibus desde Yangon ou Mandalay (ambas as cidades possuem aeroportos com vôos desde Bangkok) e existe também a possibilidade de pegar um trem, mas é menos confortável e mais demorado. O vilarejo, que é bem rústico, mas muito confortável, já possui uma ampla oferta de pousadas, hotéis, pensões e, claro, muitos albergues. O ideal pra explorar é alugar uma bicicleta, por 3 dólares todo o dia, e se perder pelos campos de pagodes. Aliás,  Bagan é a cidade dos mais de 2 mil pagodes!

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      Vá pra Inle Lake (Lago Inle): um lago de águas limpas, rodeado por montanhas e com mais de 200 aldeias e povoados flutuantes em casas de palafita, onde vivem os Intha, filhos do Lago. Ele é todo cultivado com pescadores que usam uma técnica curiosa de se equilibrar em uma perna na ponta dos barcos e a outra usam pra remar hehe. O Lago Inle se tornou um dos principais lugares buscados por viajantes que percorrem o Myanmar. Pra chegar até ele, há vários caminhos: desde Bagan, tem vans e ônibus que rodeiam as montanhas em uma viagem especial e os preços variam de 15 dólares, partindo de Bagan, até 30 ou 40 dólares, saindo de Yangon.

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      Vá pra Mandalay: a segunda maior cidade do Myanmar, por onde chegam muitos vôos e onde se pode vislumbrar um pouco da pobreza e do caos do país, mas também os sorrisos, as roupas tradicionais, a curiosidade dos habitantes e os grandes mercados de jóias, onde ouro e pedras preciosas são expostos pra fascinar qualquer olhar. Ah! De Mandalay é fácil ir pra todos os outros pontos do Myanmar! 😉

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      Ah, Maria! A gente adorou as dicas. Como lidar com essa vontade de viajar tipo… já? 🙂

      11.09.15
    • para ficar budista!

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      Você leu semana passada aqui sobre o aniversário de Buda, e ficou com vontade de viver essa cultura pra lá de linda mais de pertinho? Olha o que a Gabi Temer, do blog de viagens Juju na Trip, conta de lá!

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      Camboja, Laos, Vietnam. Se você busca um roteiro com cheiro de incenso, aromas exóticos e sabedoria oriental, a gente tem mais um lugarzinho pra lá de especial pra incluir nessa sua trip: Bagan, em Myanmar.

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      Bagan é o lugar com maior quantidade e concentração de templo budistas e pagodes do mundo. São mais de 2,2 mil, espalhados em um deserto com o mesmo tamanho da cidade de Manhanttan, nas franjas do rio Ayeyarwady. Lindo!

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      E que você pode explorar de bike, à pé, carro, balão e até barco. Um visual incrível, com uma energia fora do normal, do tipo pra ir e levar pro resto da vida ♥

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      Só pra contar um pouco de História, Bagan foi capital do império de Anawratha, que unificou Burma (hoje Myanmar) sob o Budismo Theravada, no século XI. Na época, o lugar tinha cerca de 13 mil (!!) templos, e foi descrita por Marco Pólo como “cidade dourada e viva, onde se ouve o tilintar dos sinos e barulho das vestes dos monges”.

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      E isso é até hoje… Bagan tem vida. Você ainda vai ver os monges, ainda vai ouvir os sinos, e vai entrar em toda essa atmosfera. Pode acreditar!

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      COMO CHEGAR: de avião, há voos das principais companhias saindo diariamente de Yangon (ex-capital de Myanmar, e o voo dura cerca de 1 hora), que por sua vez está conectada à Bangkok, Cingapura, Hanoi, Chiang Mai. Também de Yangon saem ônibus noturnos para Bagan. Outra opção é ir de barco (9 horas de viagem), saindo da cidade de Mandalay, em Myanmar.

      ONDE FICAR: Bagan tem algumas opções de hoteis. O Amazing Bagan Resort é uma delas. Mas o melhor é o Myanmar Treasure Resort, que fica dentro do parque arqueológico.

      COMO EXPLORAR: O passeio de balão custa US$ 295 por pessoa. Você pode também alugar uma charrete, cavalo, ir à pé ou alugar uma bike. A  bicicleta é uma opção super em conta: US$ 1 por dia, mais ou menos.

      ALIMENTANDO O CORPO: Não deixe de conhecer o Star Beam e o The Moon Vegetarian Restaurant, atrás do Templo Ananda, Velha Bagan. Tudo é fresco, delicioso e preparado com muito cuidado. Cozinha tradicional mesmo.

      E A ALMA: Todos os dias, às 7h, os monges saem em procissão. Há também os rituais de iniciação dos jovens, durante as férias escolares.

      29.05.13