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      Tag: mulheres yawanawa

    • Dia da Mulher



      Neste dia da mulher, homenageamos mulheres que tem nos apoiado na bonita jornada em direção a uma conexão cada vez mais profunda com a natureza. A nossa e a do mundo!

      Chiara Gadaleta

      Chiara Gadaleta foi a mulher inspiradora que escolhemos pra nos ajudar a entender a pegada ambiental da @adorofarm. Especialista em moda sustentável e grande comunicadora de hábitos e ideias mais sustentáveis, foi ela quem nos incentivou a transformar a linha RE-FARM em nossa plataforma de sustentabilidade, deixando RE-FARM ainda mais potente. Repensar, reduzir, reutilizar, reciclar para transformar!

      Bia e Romina

      Bia Saldanha e Romina Lindemann são as mulheres maravilhosas por trás da nossa parceria com as mulheres yawanawa. Podemos dizer que graças à amizade em comum delas com o povo yawanawa e com a gente, conseguimos realizar este sonho tão lindo de apoiar e valorizar a arte dos nossos povos ancestrais. é lindo ter elas pertinho!

      Marcia Hirota

      Marcia Hirota é a força feminina que nos conectou à Fundação SOS Mata Atl, parceira do qual nos enchemos de orgulho e que vem nos ensinando a cuidar desta nossa floresta tão linda e especial. A Mata Atlântica abriga mais de 70% da população brasileira e sete das nove maiores bacias hidrográficas do país. O fato triste é que hoje restam apenas 12,4% da floresta original. No entanto, Marcinha nos ensina a ser otimistas vislumbrando o desmatamento ilegal zero e a regeneração da floresta através da ação humana. Vamos juntos com ela abraçar a Mata Atlântica?

      Mariazinha Yawanawa

      Mariazinha Yawanawa é a primeira mulher a liderar seu povo. foi ela também que nos ensinou que o espírito de liderança feminino, cuidador e integrador por natureza, é o que a leva e pode também nos levar a criar pequenas revoluções capazes de transformar nossas famílias, nossa comunidade e o mundo a nossa volta. ihuuuuuuu, mulher querida, amada e admirada que tanto nos ensina a viver em harmonia com a energia suprema da vida!

      Bebel, Carol e Van

      No ano passado tivemos a honra de contar com o apoio, inspiração e paixão de três mulheres muito especiais na nossa coleção natureza feminina. Com Bebel Clark aprendemos a valorizar o nosso feminino mais íntimo. Nossos corpos, nossos ventres, nossa força criadora. Bebel nos ensinou a olharmos umas para as outras com amor, empatia e sororidade. Este olhar generoso e cuidadoso transbordou a FARM e esperamos ter chegado até você. Junto com ela, estava Carol Bergier, que nos trouxe a importância de reconhecermos a potência que existe em cada uma de nós. Nosso propósito e nossa vocação, que vira esta força criativa coletiva que tem muito orgulho de ser brasileira, e a Vanessa Moutinho, que nos estimula a honrar nossas ancestralidades, a reconhecer nossos privilégios e a abrir nossos braços, mentes e corações pra todas as cores, corpos, jeitos e sabores que a nossa natureza tem. juntas, esta trinca nos despertou o olhar de admiração para cada uma de nós mulheres!
      Honramos com esta homenagem todas as mulheres e homens que elas nos ajudaram a reunir e que fizeram tanta diferença em nosso trabalho de conexão e reconexão com nossas diversas naturezas femininas: Malu Lobo, Karina Miotto, Surian dos Santos, Alline Cipriano, Fernanda Sol, Vanessa Cruz, Adriana Ocelot, Nat Muguet, Bel Saíde, Maína mello, Gil Santanna, Nath lima verde, Renata Diehl e Nath Tupinambá. ❤

      Luana Genot

      Luana Genot é a incrível fundadora e diretora executiva do ID_BR- Instituto Identidades do Brasil, que este ano, começa oficialmente um trabalho lindo e profundo de promoção da igualdade racial dentro da FARM. Hoje, homenageamos ela, assim como todas as mulheres que fazem parte do time ID_BR e todas as mulheres negras que vem nos ensinando a compreender as diferenças, respeitar e admirar cada vez mais a natureza rica, resistente e forte que nos cerca.

      Gabi Loran

      Pra que ser uma só se você pode ser várias? A Gabriela Loran é mulher trans, atriz, poetisa, dj e muito mais! Ela foi a primeira atriz trans de Malhação, após quase 25 temporadas da novela adolescente. aqui na FARM, já foi modelo e fez um texto incrível aqui no adoro pro dia da visibilidade trans. Gabi também faz parte do nosso comitê da diversidade, inclusão pra que tenhamos cada vez mais inclusão LGBTQ+

      Julia Yawanawa

      Julia Yawanawa foi a primeira mulher de seu povo a aprender a falar português e também a primeira professora da língua na sua aldeia. com julia aprendemos a potência do diálogo entre povos diferentes, o respeito às diferenças, a admiração aos diversos saberes e a mistura boa que isso traz. com julia também aprendemos sobre a força transformadora das redes de mulheres e tudo que mulheres unidas são capazes de gestar, gerir e gerar!

      Fernanda Satty

      Fernanda Satty é ginecologista e uma das potentes mulheres por trás da rede Equipe Parto Ecológico, que apoia as nossas mulheres e muitas outras em seus processos de autoconhecimento e renascimento enquanto mães. A Fê e a equipe do parto estão conosco em reuniões periódicas para promover o conhecimento da maternidade não idealizada, os tabus que envolvem a sexualidade feminina e também a saúde da mulher. É lindo e é essencial!

      Marina Reia

      A Marina Reia é uma paulistana, nascida e criada na maior cidade da América Latina que largou tudo para trabalhar com extensão rural na Amazônia. Curiosa, carinhosa e determinada, viu na Amazônia a oportunidade de estar mais próxima das pessoas para as quais o equilíbrio entre o ambiental, social e econômico é uma questão de sobrevivência. E ali nesse ambiente, contribui para que sigamos por formato de desenvolvimento de fato sustentável.

      Bernadette Silva

      Amante da natureza, produtora rural por opção e empreendedora por instinto, Dona Bernadette Silva migrou para Apuí atrás de espaço de terra para produzir. A sua curiosidade, vontade de aprender e amor à natureza fizeram com que encontrasse no IDESAM o parceiro perfeito para atingir seus objetivos e aumentar a floresta a sua volta! Trabalha na terra com tanto carinho e fé que influenciou seu filho a seguir pelo mesmo caminho. Não tem dúvidas de que está no lugar certo e dali não tem vontade de sair. Com muita garra e força, essa mulher resiste! Constrói sozinha sua rede de apoio, com vizinhos, amigos e o IDESAM, para seguir fazendo o que mais ama: cuidar da terra, das plantas, dos bichos e das pessoas em plena a Amazônia.

      08.03.19
    • FARM ♥ Yawanawa

      “Natureza Feminina” despertou a energia feminina em todos. Pra mergulhar mais fundo na ideia, nos juntamos novamente às mulheres do povo Yawanawa, parceiras na coleção passada pra uma criação ainda mais especial. Lideradas por Mariazinha Yawanawa, primeira cacique mulher do seu povo, a nova coleção traz em forma de estampa imagens das visões da espiritualidade Yawanawa, em um coletivo de peças que inclui quimonos, calças e vestidos. O lançamento é hoje no site e nas lojas!

      Tudo começou com uma visita das mulheres Yawanawa ao nosso escritório, em 2016. De lá pra cá, lançamos RAUTI, com peças e acessórios feitos artesanalmente de miçangas Yawanawa, e coletivos de brincos, colares e pulseiras.  No comecinho desse ano, parte da nossa equipe criativa visitou as aldeias Yawanawa no Acre onde a relação se fortaleceu ainda mais. A nova fase da nossa parceria é protagonizada por duas irmãs muito especiais, mulheres empoderadas que abriram o caminho espiritual e posições de liderança às mulheres, antes restritas aos homens. Quem assina a parceria desta vez é a cacique Mariazinha Yawanawa, que transformou em pinturas sobre tecidos as visões da irmã, Pajé Kátia Hushahu.

      “Quando levamos nossos desenhos pra FARM, levamos a força e a sabedoria desse conhecimento. A espiritualidade é a responsável por segurar a ponte entre esses dois universos, por resgatar e manter a essência e a cultura nativa, e é a responsável por despertar níveis de entendimento até então ocultos!”, comenta Mariazinha.

      A pedido da cacique e junto com ela, nosso time criativo trabalhou pra transformar o desenho em estampas e nas peças que chegam agora às lojas. A coleção é símbolo da revolução feminina e reafirma o pioneirismo e liderança das mulheres por todo o país, simbolizadas aqui pela liderança desbravadora e feminina das indígenas.

      “Ter a possibilidade de estar perto da Mariazinha e das mulheres yawanawa é um presente. Reconhecemos o quão emocionante é poder criarmos juntas, e trazer parte dessa força para as nossas peças e para a nossa vida. o feminino é força. Ela é mulher forte, poderosa, guerreira, que desenhou uma coleção super feminina. Me identifiquei muito com essa obra que é muito delicada”,  conta Katia Barros, nossa diretora criativa.

      Os desenhos da coleção trazem para as peças visões da espiritualidade que representam o sagrado em suas diferentes formas: a jibóia e a borboleta são símbolos espirituais importantíssimos na cultura Yawanawa. Trazem força e proteção. Além delas, estão presentes também deusas índigenas que apareceram nas visões do povo – uma saindo de uma rosa, bem feminina; outra, voa junto com as folhas da floresta. São esses os símbolos que protagonizam as novas peças.

      A parceria entre a FARM e elas é um sonho real. Juntas, há aprendizado, respeito, conhecimento e criação.
      Do Rio Gregorio, no Acre. Com amor, para você.

      19.09.18
    • FARM + YAWANAWA

      Para criar a nova coleção RAUTI, "adornos de beleza e proteção" na língua Yawanawa – batizado pelas próprias mulheres das aldeias -, abraçamos, nos conectamos e criamos a muitas mãos uma história entre a FARM e o povo Yawanawa, habitantes da região do Acre. Uma das pessoas super importantes do nosso time, a Ana Regal, da nossa equipe de estilo, contou a Revista ELA sobre a intensidade dessa viagem. Pra todo mundo seguir junto com a gente, também postamos por aqui o depoimento na íntegra da Ana ao jornalista Eduardo Vanini com fotos da Lara Dias, que está sempre presente em momentos super importantes da nossa vida e também esteve por lá!

      As índias empoderadas

      A estilista de calçados e acessórios da FARM, Ana regal, conta como foi viver uma imersão de 5 dias na aldeia dos yawanawa, no acre, uma experiência que a mudou pra sempre.

      “Quando embarcamos nas canoas que nos levariam até os yawanawa, no extremo do acre, descobrimos que a possibilidade da embarcação virar era rotineira aos olhos de quem está acostumado a cruzar o Rio Gregório. Naquele momento, minha maior preocupação passou a ser os meus óculos de grau. Não poderia os perder. É como se pressentisse que estava prestes a ver – e sentir – uma das experiências mais poderosas da minha vida: uma imersão de 5 dias na Aldeia Mutum como parte do processo criativo do inverno 2018 da grife para a qual trabalho, a FARM.

      Essa história começou há cerca de uma ano, quando adotamos “O coração é o norte” como tema da nossa coleção. A ideia era trabalhar um conceito de uma olhar para o interior e, ao mesmo tempo, reverenciar essa região do país. Logo nas primeiras discussões de como abordaríamos o assunto, entendemos que falar do Norte sem tocar na questão indígena estava fora de cogitação.

      Acostumada a trabalhar com cores, desenvolvemos, inicialmente, uma narrativa que girava em torno de uma tribo imaginária que se chamava “arco-íris”. Em seguida, buscamos orientação de pessoas envolvidas com os povos indígenas e descobrimos que a etnia que mais se encaixava nessa narrativa era a Yawanawa.

      Diante da sugestão, saímos em pesquisa e descobrimos que ela não poderia traduzir melhor o nosso espírito. Dentro da aldeia, as mulheres iniciaram, há alguns anos, um profundo e revolucionário processo de empoderamento. Para assumir posições que anteriormente só os homens conseguiriam alcançar, como pajé e cacique, elas passaram por todos os procedimentos espirituais e ritualísticos que esses postos exigem. Nesse caso, leiam-se isolamento, dietas rigorosas, e experiências com ayahuasca.

      Durante essa preparações, as índias tinham visões que, posteriormente, foram traduzidas nos símbolos que aparecem nas pulseiras e colares confeccionados por elas. É o caso de animais, como a jiboia e a borboleta, essa última símbolo da feminilidade e que guarda a doce coincidência de ser um dos símbolos da nossa marca.

      Segundo as autoras das peças, o poder dos desenhos reproduzidos é tão forte, que são os próprios acessórios que nos escolhem, ao chamar nossa atenção. Assim, entendemos que foi exatamente o que aconteceu conosco. Foram elas e suas histórias que nos escolheram.

      Para estreitar os laços com essas mulheres, nosso primeiro passo foi trazer duas delas para nossa fábrica, em São Cristóvão. Uma era Júlia Yawanawa, primeira mulher a ser enviada da aldeia à cidade, anos atrás, guardando uma importante missão: ela tinha que dominar o português, a matemática e “o preço das coisas”, para facilitar as negociações e diálogos com o  homem branco. Missão dada, missão cumprida. Quando retornou, assumiu o posto de professora e começou a disseminar o conhecimento ao restante da aldeia.

      Mas esse processo também acabou criando um certo distanciamento das raízes e da cultura do grupo. Júlia, então fez um resgate por meio dos rituais espirituais e da produção de pulseiras e colares. Hoje, ela é responsável por organizar as artesãs yawanawa de nove aldeias que margeiam o Rio Gregório.

      No dia em que as índias mostraram seus trabalhos na nossa fábrica, nós nos vimos diante de um colorido e um degradê muito peculiares, pelos quais nos apaixonamos. Mas não era só isso; aqueles adornos carregavam muitas histórias. Entendemos, por exemplo, que mulheres de aldeias distantes umas das outras trabalham juntas na produção dessas peças, ou seja, a fabricação dos acessórios fortalece uma linda confraria feminina. Decidimos, então, incorporar o trabalho delas ao nosso. Parte do que elas produziriam, seria adicionado a sandálias, mochilas, pochetes e camisetas.

      Interessadas em conhecer ainda mais os Yawanawa, uma semana depois, eu e parte da equipe de criação fomos a uma cerimônia feita por eles no Itanhangá, embaixo de uma pedra, no alto de uma floresta. Foi uma tarde de cantos, e a força das vozes deles era algo impressionante. Não restavam dúvidas: estávamos lidando com algo realmente poderoso.

      No dia 3 de janeiro deste ano, era chegado o momento de visitarmos a aldeia. Eu e um time de quase dez profissionais, incluindo equipe de vídeo e fotografia, iniciamos uma odisseia até lá. Cada um estava em um ponto do Brasil, em função do feriado de Ano Novo. Nos encontramos em Brasília, fomos para Rio Branco e, posteriormente, para Cruzeiro do Sul, onde nos encontramos com Mariazinha Yawanawa, a primeira cacique mulher do Brasil. Ela nos disse que os índios costumam pedir, em ritual com o vento, que boas pessoas cheguem até o grupo. Ficamos felizes em saber que a nossa visita poderia fazer parte disso.

      No dia seguinte, começamos a nossa viagem pelo Rio Gregório, a bordo das canoas. Na bagagem, havia equipamentos, tecidos, combustíveis e comida, o que deixou as embarcações muito pesadas. Por causa disso, o trajeto, que era para ser feito em sete horas, acabou levando doze, frustrando os nossos planos de chegar à aldeia ainda sob a luz do dia.

      O rio não é muito fundo e é cheio de troncos de árvores que desabam sobre ele. Por isso, as embarcações navegam desviando desses obstáculos naturais. Foi nesse momento que descobrimos que é normal os barcos virarem. Por sorte, isso não aconteceu. Mas a verdade é que, até anoitecer, não sentimos o tempo passar. As enormes árvores e os tucanos que cercavam nosso caminho prendiam a nossa atenção como imã.

      Quando nos estabelecemos na aldeia, observamos como a produção com miçangas dá, de fato, independência às mulheres. Elas compram a matéria-prima em uma espécie de mercado que chamam de “cantina”. As peças finalizadas valem dinheiro e podem ser trocadas ali mesmo por alimento, por exemplo.

      Mas, até para produzi-las, elas precisam revindicar sua liberdade. Conhecemos a história de uma índia cujo marido não a deixava trabalhar com as miçangas. Ela, então, começou a fazer às escondidas e, quando conseguiu finalmente juntar dinheiro com a produção, comprou uma espingarda para ele usar na caça. Com esse ato, mostrou como todo o trabalho é em prol da família inteira.

      Na nossa bagagem, também estavam peças-piloto, para que elas pudessem ver como suas criações seriam aplicadas na coleção. Cada trabalho reconhecido era devidamente comemorado e, desse encontro, já surgiram ideias para parcerias futuras.  Todas estavam muito felizes com as trocas que estávamos fazendo. Elas também querem experimentar o novo.

      Dizem que ninguém volta igual da floresta. Não mesmo. No retorno pelo Rio Gregório, perdemos a hélice do barco duas vezes, ficamos à deriva, mas nada nos abalou. A vida tinha ganhado um outro sentido ali.”

      Incrível, né? Um beijo enorme pra Ana, Lara, Carlos Mach, Taci Abreu e tanta gente querida do nosso time que passou por essa experiência única pra dar vida a essa história tão linda! E claro, nosso eterno amor as mulheres Yawanawa, segue elas pra acompanhar todas as coisas incríveis que elas criam e dão vida. 
       

      05.03.18