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      Tag: mestres do fazer

    • mestres do fazer – estevão conceição

      bola_estevao
      Pra finalizar as apresentações dos nossos Mestres do Fazer, com vocês: Estevão Conceição.
      O gambiarrista é baiano e trabalhou 20 anos como jardineiro num prédio. Quando se mudou pra Paraisópolis, em São Paulo, plantou uma roseira no seu quintal e, junto com ela, nasceu o artista.

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      É que a roseira virou uma instalação, um jardim suspenso. Daí, o Estevão foi descobrindo o prazer de visitar museus, de reinventar coisas antigas e assim, por acidente, ou obra do destino, virou o Gaudí brasileiro.

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      A gente explica: Estevão começou a juntar ladrilhos, pastilhas, pratos, chocalhos, enfim, cacarecos sem uso que ele encontrava em bazar de escolas e Igrejas e passou a dar uso na decoração do seu lar. Em 2001 saiu em uma revista espanhola e depois, foi chamado pra fazer um documentário do Gaudí e pronto, o apelido pegou!

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      ‘Agora que o conheço (o Gaudí), sinto de fato que minha obra se parece com a dele em alguns aspectos, mas, claro, meu trabalho é uma pequena raiz.’- conta Estevão.

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      O fato é que a casa do nosso artista brasileiro também virou um museu e hoje, tá aberta pra visitações. Nela, encontramos todos os materiais que Estevão encontra, resignificados, criando um mundo de fantasia e encantamento. Vasos, telas, louças, correntes, tudo convive em harmonia e de obsoletos, viram beleza e arte.

      estevao
      Assim vive o Estevão, com sua mulher e dois filhos, nesse castelo de fantasia de quem sabe enxergar com arte, a beleza onde ela tá: em tudo ao seu redor. ♥

      01.10.15
    • mestres do fazer – selma maria

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      Semana passada nós falamos sobre a Dona Efigênia e o Getúlio, dois gambiarristas que inspiraram a nossa coleção Mestres do Fazer. Hoje é a vez de contar a história da Selma Maria, uma gambiarrista com jeito ambulante de viver em poesia, pode-se assim dizer.

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      Selma tem a alma tridimensional, é uma mistura de artista plástica, escritora e pesquisadora da infância. Seus olhos estão sempre voltados pro chão a procura do que a natureza caprichosamente a oferece. Gosta de catar pedrinhas, folhas e sementes que se escondem perto de bueiros, que ela colhe, recolhe, reinventa. Nas mãos dela, folhas se transformam num barquinho no rio, pedrinhas numa montanha.

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      Nascida em São Paulo, herdou do pai a mania de colecionar ‘cacarecos’, como gosta de dizer, que sempre garimpou tudo que encontrava pela frente, e do abandono desses, Selma encontrou um lar, o de inventar e fazer objetos poéticos para brincar. Neta de pipoqueiro, desconfia que venha daí a ideia de criar carrinhos-engenhocas, onde guarda todas as preciosidades que encontra.

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      O eixo de todo o seu trabalho e pesquisa são as viagens que faz pelo Brasil pra desbravar a infância dos meninos que vivem em aldeias e vilarejos sertanejos e identifica, em nossa literatura, quais obras retratam essas crianças. Numa dessas viagens ao sertão mineiro, saiu em busca de peças criadas por crianças que inspiraram os personagens infantis dos contos de Guimarães Rosa. Acabou ministrando várias oficinas de brinquedos por lá e lançou seu primeiro livro de poesias “Um pequeno tratado de brinquedos para meninos quietos”, inspirado numa das descrições do escritor sobre a própria meninice.

      selma

      De lá para cá são vários livros de poesias inspirados na arte de brincar. Participou de exposições e hoje trabalha como educadora no Museu da Casa Brasileira. Para Selma, subir na vida é subir em árvores. A cada viagem, sobe e tira uma foto. Vira fruto. É flor. “Não pertenço a lugar algum, o meu território sou eu e percorrê-lo já é uma caminhada infinita”. Linda. né?

      29.09.15
    • mestres do fazer – getúlio damado

      bola_getulio

      Nosso segundo Mestre do Fazer é mineiro da cidade de Espera Feliz, mas vive aqui pertinho, em Santa Teresa, num lugar que ele próprio apelidou carinhosamente de Cantinho do Céu.

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      Criado em um ambiente familiar artístico eminente (o pai era marceneiro e a mãe fazia bordado, tecelagem, peneira e mais um monte de coisas), ainda na infância Getúlio fazia os próprios brinquedos, pequenas previsões de seu futuro como artista. Tentou de um tudo: foi catador de lixo, vendedor de balas ambulante, trabalhou em rede de supermercados… Até que, inspirado pelo sobe e desce do bondinho de Santa Teresa, resolveu replicá-lo, quase sem querer, e não parou mais.

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      O primeiro, feito de sucata “na mão e na faca”, como ele diz, ainda está ‘guardado à chave’ e desse ele não abre mão: “Já rejeitei uma dinherama por ele, é a única peça que não está à venda, o resto fica tudo aberto aqui”, conta apontando pras várias miniaturas que viraram sua marca registrada, além de outros mil bonecos e objetos feitos de tampinhas de garrafa, embalagens de plástico e ripas de madeira, que ele cata pela cidade. Tudo guardado no seu bonde, o Bonzolândia, uma cópia do famoso bondinho em tamanho real e que faz vezes de ateliê, loja, depósito e obra de arte, claro.

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      Aliás, os bonecos são uma história à parte: a ideia de criá-los veio depois que um amigo eletricista montou uma oficina na rua e pediu a ele que o indicasse à clientela. O artista resolveu fazer propaganda à sua moda. Pegou madeira, garrafas e tampinhas, transformou em cabeça, tronco e olhos e, concluído o boneco, fez uma seta apontando pra oficina: “Conserta-se televisão”. Virou sucesso. Cada um têm seu nome e história: Maria Rita, Cheroso, Peixoto, Carlito, Chico Muricó, até Pelé e Dilma.

      getulio

      Já participou de várias exposições e, apesar da fama (inclusive lá fora), continua fazendo seus trabalhos todos os dias. Pra conhecer o universo colorido do Getúlio pessoalmente, passa lá na Rua Leopoldo Fróes, número 15, que ele recebe com muito carinho clientes e curiosos. 🙂

      26.09.15
    • mestres do fazer – dona efigênia

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      Essa semana a gente falou por aqui de como nasceu a coleção Mestres do Fazer, inspirada nas histórias de quatro gambiarristas do nosso país. Hoje, nós vamos apresentar nossa primeira personagem, a carismática Dona Efigênia, mais conhecida como ‘A Rainha do papel de bala’.

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      Mineira de Abre Campos, se mudou pra Curitiba nos anos 60, passando de lavradora a moradora de rua. Lá pros seus 60 e poucos anos, já viúva e trabalhando na Feira do Poeta (ah, ela também faz vezes de poetisa), encontrou um papel de bala brilhante, que, na hora, pensou se tratar de uma joia. Quando percebeu que era apenas um papel ouviu um vozinha no coração dizendo: ‘é muito mais que uma joia‘.  Logo depois achou um chinelinho de dedo, uns palitos de dente… Foi catando tudo, amarrou com os fios da própria roupa e fez sua primeira obra de arte: a árvore dos sonhos.

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      Desde então, não parou mais. Foram mais de duas mil peças: cria roupas, chapéus, sapatos, bonecas, peças lúdicas e todo um universo poético e cheio de cores do que acha pelas ruas.“Tudo o que respira tem vida. Sempre procuro passar uma mensagem educativa nas minhas obras, a educação no ambiente. As pessoas não tem discernimento sobre a vida ecológica. Eu catei aquele papel e isso pode ser algo grande. Se fizer isso todo dia, são 365 papéis a menos. Posso plantar uma semente no lugar de onde tiro o papel, se eu cuidar do planeta, cuido de mim”. Linda, né?

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      Já foi tema de documentários premiados, participou de uma exposição no Museu Oscar Niemeyer e sempre participa de encontros de cultura popular Brasil afora. Além de ter criado em seu ateliê o museu A Vida do Papel de Bala.

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      Dona Efigênia é do tipo que tem o espírito jovem e diz que o segredo, aos 82 anos, é não parar de trabalhar. Ama contar histórias e falar em versos: “Pelas ruas isoladas/ ninguém me conhecia/ sentei lá na calçada/ e declamei poesia”. Não é de se apaixonar? ♥

      24.09.15
    • mestres do fazer ♥

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      A gente ama contar histórias. Cada peça e coleção criada por nós é pensada com muito carinho e se transforma em versos e capítulos desse enredo que queremos passar pra frente… E no meio desse caminho, conhecemos pessoas que são histórias em si, que desejamos traduzir, em peças, toda a inspiração que eles trazem. Assim nasceu nossa coleção ‘Mestres do Fazer’.

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      É que a Dani Moritz, nossa coordenadora de estilo se juntou com a Ana Luiza Gomes, do Projeto Andarilha, com o desejo de falar, desenhar e homenagear os gambiarristas do nosso país. Ou seja, elas queriam contar sobre a galera que através da criatividade e da improvisação transforma o que é problema em solução, modifica o que já estava esquecido, resultando em arte, em beleza…em poesia criada do chão.

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      Essa coleção une passado e futuro, sucata e arte pra mostrar o orgulho que sentimos de quem cria do nada, com as próprias mãos, alternativas pro cotidiano, pra uma vida melhor e mais bonita. Orgulho dos nossos inventores que criam milagres com as próprias mãos ♥

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      O resultado de tanto sentimento e vontade de fazer, são as quatro silks criadas a partir desses artistas da gambiarra, desses mestres que fazem a diferença e deixam o mundo mais completo. Na frente, o rosto de cada um deles, desenhado a mão e atrás, a arte de cada um deles, trazendo o complemento perfeito entre criador e criatura. ‘É uma forma de vestir a camisa deles. Carregá-los no peito!’ – conta a Dani.

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      E pra continuar espalhando essa história de amor, vem conferir nossa coleção… nossa e da Efigênia, do Estevão, da Selma e do Getúlio. O futuro vai ser feito a mão, mas eles já sabiam disso há muito tempo 🙂

      22.09.15