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      Tag: mateu velasco

    • hoje é o dia do grafite!

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      Desde os anos mais remotos o ser humano faz inscrições nas paredes. Como forma de comunicação ou arte, de pinturas rupestres à grandes painéis urbanos, o homem tem deixado a sua marca pelos muros. Hoje, o grafite já tem grandes representantes, grandes nomes e artistas e vai além de uma cultura de periferia, sem perder sua essência.

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      Ele ganhou as galerias, os museus e o reconhecimento como uma arte com técnica apurada e características específicas. E hoje é dia do grafite! E pra homenagear àqueles que transformam as ruas num museu, a gente entrevistou Mateu Velasco e Marcelo Ment:

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      Mateu é artista gráfico e ilustrador e já teve seu trabalho publicado pela TASCHEN, além de vários jornais pelo mundo e clientes importantes como Nike, Coca-Cola, Quicksilver, etc. Paralelamente, trabalha como artista plástico e já expôs em cidades como Nova York, Paris, Budapeste, Madrid, Los Angeles… e vem mais por aí!

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      Qual é o seu muro “preferido”, com mais história e representatividade?

      Existem vários muros que ficam na memória, mas os que mais gosto pela história são o da Lapa, em frente ao circo voador, feito com mais 12 artistas, e o que pintei junto do Leo Uzai no Arpoador, na altura do posto 8.

      A obra em espaço público. O que a rua traz de bom pro artista?

      A rua te ensina a improvisar. Se adaptar às situações que vão surgindo, a respeitar e interagir em painéis coletivos. Aproxima o trabalho com a realidade.

      A opinião das pessoas em relação ao grafite mudou positivamente nos últimos anos?

      Sem dúvida, a inserção do grafite no cotidiano das pessoas, não apenas no espaço urbano e nas galerias de arte e museus, mas também sob a forma de produtos de consumo – como roupas, jogos, vídeo clipes, programas de TV, filmes – ajudaram a tornar a cultura do grafite conhecida, reduzindo o preconceito. Mas infelizmente não são todos que pensam assim.

      Já Marcelo Ment colore o mundo ha mais de 10 anos e é visto como um dos principais artistas urbanos do país, além de ilustrador e educador, referência e inspiração para muitos jovens e adultos que admiram a arte de rua.

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      Quem são os artistas urbanos mais influentes do mundo pra você?

      No momento acho que o ingles Banksy, o americano Shepard Fairey, conhecido como Obey são os primeiros da lista, seguidos dos brasileiros OsGemeos, o fotógrafo frances JR e o italiano Blu.

      Qual a missão do grafite? Precisa existir uma? 

      Na minha opinião se existe uma missão, é levar um contato mais amplo e direto à arte para a população em geral. Não acredito que “precise” existir uma, não existe por exemplo a profissão “grafiteiro”, é estilo de vida, cada um levanta a bandeira que quiser e lhe convém, por amor ao que faz, ideologia,…

      A mentalidade das pessoas em relação ao grafite mudou positivamente nos últimos anos?

      O grafite é uma cultura das ruas, e hoje cada vez mais vemos grandes artistas surgindo, levando seus trabalhos a outras cidades e países, isso influencia diretamente na sua aceitação no mundo todo. Ainda existe muito preconceito e rótulos a serem quebrados, mas acho que faz parte do processo.

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      Pra fechar com chave de ouro, o vídeo Menorada, produzido pela Riot de Janeiro em homenagem a criançada que brinca junto do grafite. Estrelando Mateu Velasco, Marcelo Ment (eles mesmos!) e Thiago Tarm.

      http://vimeo.com/60970410

      27.03.13
    • o avesso do avesso

      Uma casinha de vila, as janelas abertas, uma escadinha receptiva e a gata Pura pra nos receber. Assim é o estúdio de Mateu Velasco, pintor, ilustrador e artista gráfico e urbano que abre a exposição Avesso do Avesso, amanhã na Galeria Movimento.

      Ao entrar, a cena é típica de um recanto de artista: telas espalhadas, esculturas que enchem a sala, gravuras, algumas de própria autoria e outras de amigos… praticamente uma exposição particular.

      Mateu, que desde a adolescência tinha a arte como certeza, começou nas ruas do Rio com seus grafites hoje reconhecidos facilmente. Com o tempo, a ilustração passou a ter o seu lugar de fé e as gravuras e telas começaram a dividir e, por pouco, substituir, o lugar dos muros.

      Os trabalhos que protagonizam a mostra foram resultado de um momento de introspecção.

      As imagens, que retratam momentos cotidianos como andar de skate, nadar e dançar, ganham um toque lúdico e abstrato, atributo novo nas suas obras. Diferente de quando definia um tema, dessa vez Mateu deixou fluir e a inspiração veio do trabalho e da reflexão.

      Se criar era um momento de silêncio e calma, hoje os dias são comandados pela rapidez e instantaneidade – a sociedade virou do avesso. Mas foi num momento de “parar e pensar” que Mateu conseguiu combustível pro processo criativo. E, por isso, o avesso foi virado do avesso.

      Com muito trabalho, Mateu também está participando da Multigrab Expo Shape e vai, mês que vem, pra Budapeste. Quem curtiu a prévia, vale conferir as telas, que vão estar à venda com direito a caixa de colecionador. E fica um beijo pra Juliana Rocha, responsável pelas imagens do post 😉

      Mateu inaugura no dia 2 de agosto a exposição, Avesso do Avesso, na Galeria Movimento, no Cassino Atlântico. Nos vemos lá!

      01.08.12