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sua mochila está vazia

      Tag: manu melo franco

    • em casa na natureza…

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      O Notas sobre uma escolha é um dos sites mais acolhedores da Internet. É feito um refúgio, um jardim secreto que você pode se aconchegar em qualquer momento da vida e mergulhar nas palavras doces e reveladoras da Manu Melo Franco.  Além de ser uma mulher inspiradora, ela também é fotógrafa e escreve deliciosamente. Vem saber mais! 🙂

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      No fim de 2013, ela e o Hugo, amor e companheiro, decidiram deixar Minas em busca de uma vida verde, na Chapada Diamantina. Eles queriam uma infância mais bonita, livre e sustentável pros filhos, Tomé e Nina –  e também ter a liberdade de viver com simplicidade e em absoluta harmonia com a natureza.

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      De lá para cá, foram infinitos os aprendizados e as transformações. Um ano depois da mudança, o terreno em que moravam na Chapada acabou sendo vendido e eles se viram, mais ama vez, com as portas abertas a uma nova aventura.

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      Depois de passar um tempo em Minas, o casal seguiu pra um ecocentro, perto de Pirenópolis, em Goiás, dispostos a descobrir os universos do viver em coletividade. A gente adorou essa história (cheia de amor pro dia dos namorados) e foi conversar com Manu sobre as flores do seu caminho verde. Emocionante descobrir um pouco mais sobre os processos profundos que ela tem vivido! ♥

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      Qual foi a maior e mais profunda motivação da sua mudança pra Chapada Diamantina?

      “Foram muitas mesmo, mas creio que a maior de todas foi a busca por uma infância mais bonita, livre e sustentável pro Tomé e pra Nina. Eu e Hugo acreditamos que nossos filhos precisam de espaço pra potencializar suas potências enquanto seres nesse mundo…

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      … A cidade grande não permite essa liberdade, são tantos condicionamentos e amarras sociais que a essência fica empoeirada lá no fundo. Optamos por uma vida com conceitos e valores baseados na simplicidade, na força da terra, nos cuidados com a natureza, na consciência da transformação de um mundo bem melhor que este!”.

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      O que de mais precioso você aprendeu neste tempo que passou por lá?

      “A ideia de coletividade. Talvez esse seja o caminho pra uma grande transformação: a força dos grupos, das trocas, de várias mãos dadas. Sentimos isso de forma muito forte na Chapada. Não se pode construir nada sólido e duradouro com duas únicas mãos, não se dá conta de ser uma ilha, tudo em conjunto é mais forte, ninguém é livre sozinho.

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      … O caminho, ao menos esse que escolhemos trilhar de forma verde e consciente, é a coletividade, a comunidade, o outro, o nós. As pessoas estão muito presas no singular, a vida rotineira das grandes cidades impõe isso a todo momento. A natureza oferece o oposto, nenhuma planta cresce e completa seu ciclo sem a ajuda de um bom solo+o sol+a água”.

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      Qual a memória mais arrebatadora?

      “O nascimento da Nina. Um pequeno hospital público sem água há dias, uma mulher recém-parida de um bebê morto, a outra sofrendo uma hemorragia perigosa. Nina dormia profundamente desde a hora que nasceu, meu corpo pronto pra limpar uma casa inteira e nós duas ajudando aquelas mulheres enquanto esperávamos a hora de ir pra casa…

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      … Foi tão forte, tão bonito receber a vida da Nina colaborando com duas pessoas que não tiveram a mesma sorte que a gente. Na volta pra casa, apertada na cabine de uma saveiro com Tomé, Hugo e Nina no colo, olhei pela janela e vi o sol da manhã enfeitando de alaranjado o mar de morros da paisagem. Nunca me esqueço do amor que senti ali, com certeza ele chegaria mais alto do que qualquer montanha daquelas.

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      Coisa linda, né? De inspirar pra toda vida. Continua lendo a história da Manu no The Summer Hunter.

      12.06.15