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sua mochila está vazia

      Tag: literatura

    • livro escaldante

      O verão chegou sem nenhuma dúvida tem algumas semanas, mas agora a gente já pode dizer oficialmente que é verão, não tirar mais o biquíni da bolsa pra um eventual mergulho, andar de bicicleta rindo a toa pela Lagoa e vale até aplaudir o pôr-do-sol.

      E o que mais a gente pode querer no verão? Um bom livro. Sim, além de tudo, vale ter oficialmente "o livro do verão", aquele que vai embalar seus dias na praia, seus pés pra cima na beira da piscina, do rio, da lagoa ou onde quer que você esteja pra relaxar e se refrescar. E claro, já temos alguns eleitos, que prometem se encher de areia e nos encher de inspiração.

      Pra começar estamos encantadas com o livro do Lázaro Ramos, ator e ativista por instinto e vocação, que escreve com o mesmo carisma com o qual atua no livro "Na Minha Pele", no qual discorre sobre sua trajetória profissional, história pessoal e os efeitos do racismo em ambos, delicioso e importante.

      Falando em livro delicioso, "As Garotas" da americana Emma Cline é daqueles de deixar vidrada, de não querer desgrudar. O livro narra de maneira hipnótica a história de Evie, uma menina de 14 anos que se envolve com uma seita de hippies liderada por um homem enigmático no final da década de 60. Claramente inspirado na história de Charlie Manson, o livro fala sobre o despertar da liberdade e os perigos que se escondem no caminho.

      O livro da Djamila Ribeiro "O que é lugar de fala" acabou de ser lançado e já entrou pra nossa lista de desejos. A obra é essencial pra entender o conceito de lugar de fala sobre a perspectiva do feminismo negro, explicando o conceito e ao mesmo tempo trazendo ao conhecimento produções intelectuais de mulheres negras ao longo da história.

      Se feminismo é um interesse crescente, como estudo e modo de viver, também é importante passar pelo livro "Mulheres que correm com os lobos", que merecia se tornar um rito de passagem pra toda mulher. O livro mergulha nos arquétipos femininos através de lendas, contos e mitos, trazendo a tona o lado selvagem de todas nós.

      Pras apaixonadas por romances que devoraram até a última linha da tetralogia "A Amiga Genial" de Elena Ferrante, vale conhecer mais a fundo a obra da escritora anônima italiana com "Um Amor Incômodo", que dessa embarca na misteriosa busca de uma filha pelo passado de sua mãe.

      E você, tem alguma outra sugestão escaldante? Boa leitura… e um ótimo verão! 
       

      10.01.18
    • escreve e vai

      Um curso sobre fazer e pensar literatura hoje. Sobre não querer um caminho, mas encontrar o seu caminho e a sua voz. A gente é fã da Perestroika e tá animação pura pro novo curso que eles começam amanhã, o TXT. 

      O curso mescla pensamento e exercício sobre as mais variadas técnicas narrativas, com as diferentes visões de grandes escritores. Pra você misturar tudo isso e criar o seu próprio texto. Em formato de workshop, a ideia é termos um espaço criativo livre para todos que querem aprender ou aprimorar sua técnica.

      A ideia é ter um espaço livre pra todo mundo aprender ou aprimorar colocando a mão na massa, mas o mais irado é o grupo de professores incrível que a Peres escalou. Uma turma de peso, sente só: 
      Marcelino Freire, vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura;  Daniel Galera, escritor, tradutor e autor dos romances "Barba ensopada de sangue" e "Mãos de Cavalo"; José Luís Peixoto um dos nomes mais importantes da literatura portuguesa surgida no século 21; Marília Garcia tradutora e autora… e outros. 

      O curso vai ser dividido em dois módulos: produção e inspiração. E se é importante discurtir o processo literário? Sim. Isso nos leva a falar da vida, das subjetividades diárias e o curso é aberto pra quem vive ou não da escrita, mas está a fim de mergulhar nos aspectos da Literatura Contemporânea. 

      A gente vai – e já tá na contagem regressiva. Anima? Então entra em contagem com eles, ó: thamyra@perestroika.com.br ou aqui no site. E o mais legal é que quem não puder fazer o curso inteiro, não tem problema: rola de fazer aulas avulsas, que são especiais com autores convidados. É só falar com a galera de lá e escolher as aulas! 

      Nos vemos na Peres! 

      03.07.17
    • [catarina escreve]


       

      (…)
      “eu sempre espero 
      você chorar
      quando a voluntários passa rápido
      pela janela do ônibus e os nossos olhos
      apreensivos
      com as mudanças
      que você nota na cidade e eu noto
      em você
      a cidade suja
      e eu noto em você
      o resultado de uma bela tática —
      a gente pode marcar um encontro.”
      (…)
       
      poema “como uma louca abraçada a um ramalhete de rosas que ela pensou ser um paraquedas”, do livro Parvo Orifício.
       
      Rupi Kaur, Matilde Campilho, Ana Cristina César, Ana Martins Marques. Nunca se falou tanto sobre a poesia feita por mulheres. A possibilidade e a facilidade de se publicar na internet, a multiplicação de revistas digitais e os encontros fora da rede, como o sempre bem sucedido Mulheres que escrevem () e o Slam das minas, com certeza são fatores que têm ajudado muito na divulgação do olhar feminino diante do mundo. Com o objetivo de fazer parte desse movimento lindo e divulgar essa mulherada que anda escrevendo coisas incríveis, a gente apresenta a vocês a jovem poeta Catarina Lins.

      Cata é um desses novos nomes que traz, em sua poesia, um passeio delicioso por diversas situações, lugares e minúcias do cotidiano de uma jovem escritora. O adoro! foi bater um papo com ela pra contar um pouco sobre como é esse processo de tornar-se poeta e sobre o seu terceiro livro que já está no forno — O teatro do mundo.

      Catarina Lins tem 26 anos e é capricorniana. Nasceu em Florianópolis e veio para o Rio com 19. Queria estudar cinema mas, por um desvio de caminho, acabou optando pelo curso de formação de escritor na PUC-Rio. O interesse pela poesia veio só no último ano da graduação, quando ela entrou numa oficina de poesia. “Era basicamente um curso que ensinava as pessoas a ler poesia, e não a escrever. Todo mundo chega na Universidade sabendo como ler prosa, mas com a poesia é um pouco diferente. Não acho que seja mais ‘difícil’, mas ler em voz alta, reler quantas vezes forem necessárias, percebendo o ritmo, as pausas, são coisas que ajudam. O poema pede um outro tempo.”, contou.

      E foi em meio a essas oficinas que Cata percebeu que queria ser poeta. Além de se dedicar à poesia, ela também segue sua vida acadêmica, pesquisando as gravações de voz realizadas por poetas, no mestrado na PUC. Na sua pesquisa, Cata pensa o poema nessas gravações e observa o papel da voz como um trabalho de criação, pra além do arquivo.

      Aliás, sonoridade é um dos pontos altos da poesia da Cata. Os poemas têm um ritmo único e, conversando com ela, descobrimos que talvez muito desse ritmo tenha vindo porque a Cata já foi baterista. “De uma certa forma, as coisas acabam se misturando. Pode ser que eu tenha encontrado, na escrita, um outro modo de trabalhar essa questão do ritmo", revelou. 

      O processo criativo da escritora varia de acordo com cada projeto, mas a base são as anotações em caderninhos (). “Varia pra cada trabalho, claro, mas eu costumo ir anotando coisas ao longo do dia, ao andar pela cidade, viver situações ou, às vezes, algum amigo fala uma coisa também, enfim.”

      Sobre as suas referências, elas não ficam só nos livros. Na casa da Cata as referências ganham as paredes, as prateleiras, murais, pequenos desenhos e colagens. Tudo parece ser inspiração para os seus poemas, e Frank O’Hara segue sendo um de seus maiores ídolo: “Uma ideia importante pra ele, e também pra mim, é a de que o poema está entre duas pessoas, e não entre duas páginas”. Roberto Bolaño, Lawrence Ferlinghetti e William Carlos William, e as mulheres, claro, como Angélica Freitas, Matilde Campilho e Adília Lopes são outras inspirações.

      Falando em mulheres, conversamos sobre como ainda é difícil ser mulher e escritora. Foi de uma percepção como essa que Cata se aproximou de Julia Klien, criando com ela a revista virtual vera k: “A Julia foi minha primeira editora e tivemos primeiro a relação de editora/poeta pra depois virarmos amigas. Foi justamente depois de uma ida à FLIP que ficamos refletindo sobre como precisávamos ter um espaço pra alojar o trabalho de certas poetas mulheres, que não enxergávamos nas publicações usuais. Foi daí que tivemos a ideia de criar a vera k.”

      Afirmar-se como escritora e poeta, e divulgar a produção de outras mulheres, é um trabalho essencial pra que a gente cresça. “Às vezes tenho a sensação que parece meio errado você dizer que é escritora, poeta, talvez pela imagem que eu acho que vai aparecer na cabeças das pessoas. Só que é isso: meu ofício, pelo menos por agora, é escrever. No fim, acho que precisamos falar mesmo: sou poeta. Como os homens sempre falaram, sem duvidar. Só assim vai parar de soar estranho.”

      Com o seu terceiro livro, O Teatro do Mundo, prestes a sair pela editora 7letras, que é praticamente um livro-poema — uma encenação do mundo em forma de poema, que ocupa 140 páginas —, além de uma participação no livro "É agora como nunca" (Antologia de poetas da nova geração), publicado pela Companhia das Letras e editado por Adriana Calcanhoto, e após o lançamentos de seus dois primeiros livros, Músculo pela 7letras e Parvo Orifício pela Editora Garupa, nós do adoro! podemos afirmar em todos os sentidos e com toda a certeza que Catarina Lins é sim, uma poeta. Jovem e promissora, pronta pra inspirar várias outras meninas que escrevem por aí. Vida longa à poesia feminina

       

      21.05.17
    • todo dia é dia… de ler!


      Dia 23 foi dia de São Jorge (Salve Jorge!), mas também foi dia do livro, o que nos lembrou de um outro grande Jorge, o Amado, tradutor absoluto das cores e tempeiros da Bahia. Pai de Tieta, Thereza Batista, Gabriela e tantas outras mulheres míticas, Jorge merece ser reverenciado em qualquer época, como literatura deliciosa e imprescindível pra amar ainda mais o nosso país 

      E como não existe um só Brasil, entre tantos diferentes Estados e estados de graça, a sociedade carioca também teve suas histórias contadas por Machado de Assis. O criador de Capitu e "seus olhos de cigana oblíqua e dissimulada" é considerado um dos mais importantes escritores do mundo e até Wood Allen já se declarou fã!

      O Rio também vivia no coração selvagem de Clarice Lispector. Judia nascida na Ucrânia, mas brasileira de corpo e alma, a escritora será pra sempre referência na tradução de sentimentos inomináveis e de uma intensidade que não se mede. Toda mulher precisa ter ao menos um livro de Clarice ao alcance das mãos.

      Já São Paulo emprestou sua energia pra Lygia Faguntes Telles, mais uma autora indispensável, contar algumas de suas grandes histórias: As Meninas, um retrato belo, feminino e denso do Brasil nos tempos de ditadura, é uma dessas, entre tantas outras histórias maravilhosas contadas pela autora.

      O escritor João Felício dos Santos pode não ser lembrado, mas basta chamar a lista de seus grandes personagens, que contam histórias que ajudaram a definir e formar o povo brasileiro, pra você reconhecer. Ganga-Zumba, Carlota Joaquina e Anita Garibaldi são alguns dos nomes que permeiam seus romances históricos, sendo o maior deles, a fabulosa Xica da Silva.

      Personagem e escritora se misturam na obra de outra grande autora brasileira: Carolina Maria de Jesus, a catadora de lixo que foi descoberta, nos anos 60, guardando em seu barracão mais de vinte cadernos-diários, entre eles "Quarto de Despejo". Traduzido pra mais de 13 idiomas, o livro narra com dor e poesia o dia-a-dia em uma favela e se tornou um marco da literatura no Brasil.

      Nossa listinha cresce com o vencedor do prêmio Camões desse ano, Raduan Nassar, com a poesia de Drummond, Ana Cristina César e Hilda Hilst, com o Nordeste encantado de Ariano Suassuna, o sertão de Raquel de Queiroz e Guimarães Rosa e tantos outros…

      São tantas outras histórias maravilhosas que moram nos livros brasileiros e tantos encantos, mares e sotaques que moram no Brasil! 

      26.04.17
    • encontro às cegas com a literatura

      Depois de ostentar durante décadas o título de livraria mais cult do Rio de Janeiro, a Leonardo da Vinci passou por maus bocados. Fundada em 1952 por Romeno Andrei Duchiade e gerida nas últimas décadas por sua esposa, dona Vanna, e pela filha do casal, Milena, a Da Vinci anunciou em meados de 2015 que estava fazendo um saldão e iria fechar as portas 
      Os frequentadores assíduos e apaixonados de seus intermináveis labirintos fizeram barulho nas redes sociais e o empresário Daniel Louzada veio ao resgate, colocando em curso um plano pra modernizar o espaço sem perder a essência do negócio. E foi assim que, em setembro do ano passado, a emblemática da Vinci reabriu as portas: menos labiríntica, mas ainda detentora de todo o charme que aquele subsolo na Avenida Rio Branco pode trazer.

      Mas não foi só a arquitetura. Daniel também inventou algumas novidades, e uma delas chamou a nossa atenção: o “Encontro às cegas Da Vinci”. Peraí, seria isso um tinder versão cult? Não, não é encontro romântico entre pessoas. É pra unir, na verdade, pessoas e livros. O próprio Daniel explica:

      “Temos uma mesa com livros embalados em papel pardo, com desenhos e informações escritas à mão na embalagem. O cliente compra apenas com base no que está escrito no pacote. Algumas indicações são mais descritivas, outras buscam o espírito do livro, mas são mais enigmáticas, como charadas. Só colocamos no ‘Encontro às Cegas’ livros que pelo menos uma pessoa da nossa equipe leu e gostou. O projeto é como um símbolo das nossas características e do que acreditamos: uma livraria que desafia o leitor, que tem uma extensa lista de editoras expostas, das grandes às independentes. E é também, em um cenário em que cada vez mais você recebe soluções prontas e promessas de satisfação imediata, o resgate do espírito do livro, da literatura, do pensamento, que é a aventura e não uma fórmula. Daí que dizemos: se você não confiar no seu livreiro, em quem confiará?”

      E não é? Enviamos a Lu, nossa especialista em literatura do adoro!, pra explorar a tal mesa, e ela contou que dá uma vontade danada de ficar ali horas tentando adivinhar cada um. Fora que é um convite ao bate papo, porque sempre chega mais algum curioso enquanto você está escolhendo e decifrando os enigmas dos embrulhos. Conversando com os livreiros, ela descobriu que já foram vendidos cerca de 500 exemplares “às cegas”, e que só quatro pessoas optaram por trocar. Parece que sai muito pra presente também, o que faz todo sentido. É meio que duas surpresas em uma, né?
      A gente não resistiu e pediu pra Lu escolher um livro pra testar a iniciativa. Foram muitos minutos de debate interno, algumas adivinhações, alguma meditação, mas ela finalmente escolheu um livrinho.

      Depois foi só sentar no café e aproveitar a surpresa. Veredito? Casou certinho com o gosto dela!  

      14.02.17
    • encontro às cegas com a literatura

      Depois de ostentar durante décadas o título de livraria mais cult do Rio de Janeiro, a Leonardo da Vinci passou por maus bocados. Fundada em 1952 por Romeno Andrei Duchiade e gerida nas últimas décadas por sua esposa, dona Vanna, e pela filha do casal, Milena, a Da Vinci anunciou em meados de 2015 que estava fazendo um saldão e iria fechar as portas 
       
      Os frequentadores assíduos e apaixonados de seus intermináveis labirintos fizeram barulho nas redes sociais e o empresário Daniel Louzada veio ao resgate, colocando em curso um plano pra modernizar o espaço sem perder a essência do negócio. E foi assim que, em setembro do ano passado, a emblemática da Vinci reabriu as portas: menos labiríntica, mas ainda detentora de todo o charme que aquele subsolo na Avenida Rio Branco pode trazer.
       

      Mas não foi só a arquitetura. Daniel também inventou algumas novidades, e uma delas chamou a nossa atenção: o "Encontro às cegas Da Vinci". Peraí, seria isso um tinder versão cult? Não, não é encontro romântico entre pessoas. É pra unir, na verdade, pessoas e livros. O próprio Daniel explica:
       
      “Temos uma mesa com livros embalados em papel pardo, com desenhos e informações escritas à mão na embalagem. O cliente compra apenas com base no que está escrito no pacote. Algumas indicações são mais descritivas, outras buscam o espírito do livro, mas são mais enigmáticas, como charadas. Só colocamos no ‘Encontro às Cegas’ livros que pelo menos uma pessoa da nossa equipe leu e gostou. O projeto é como um símbolo das nossas características e do que acreditamos: uma livraria que desafia o leitor, que tem uma extensa lista de editoras expostas, das grandes às independentes. E é também, em um cenário em que cada vez mais você recebe soluções prontas e promessas de satisfação imediata, o resgate do espírito do livro, da literatura, do pensamento, que é a aventura e não uma fórmula. Daí que dizemos: se você não confiar no seu livreiro, em quem confiará?”

      E não é? Enviamos a Lu, nossa especialista em literatura do adoro!, pra explorar a tal mesa, e ela contou que dá uma vontade danada de ficar ali horas tentando adivinhar cada um. Fora que é um convite ao bate papo, porque sempre chega mais algum curioso enquanto você está escolhendo e decifrando os enigmas dos embrulhos. Conversando com os livreiros, ela descobriu que já foram vendidos cerca de 500 exemplares “às cegas”, e que só quatro pessoas optaram por trocar. Parece que sai muito pra presente também, o que faz todo sentido. É meio que duas surpresas em uma, né?
      A gente não resistiu e pediu pra Lu escolher um livro pra testar a iniciativa. Foram muitos minutos de debate interno, algumas adivinhações, alguma meditação, mas ela finalmente escolheu um livrinho.
       
      Depois foi só sentar no café e aproveitar a surpresa. Veredito? Casou certinho com o gosto dela!  
      14.02.17
    • procura-se elena

      Quem é Elena Ferrante é o que se perguntam curiosos, o mercado editorial em peso e uma infinidade de fãs-leitores apaixonados pelo mundo. Mas afinal, quem é essa mulher?

      A escritora italiana, provavelmente de Nápoles, que descreve como uma amiga antiga a vida no Norte da Itália e as entranhas das relações humanas, e que permanece anônima apesar do mega sucesso.

      É impossível não sentir o coração bater rápido de raiva, empatia e surpresa em cada página. E acabar virando mais uma devota de Elena Ferrante. 

      São histórias banais, casamentos desfeitos, amizades de infância e o dia-a-dia sob o ponto de vista de mulheres que poderiam ser um pouco de todas nós.

      Experiências universalmente femininas, mas sobretudo humanas, que se passam no microcosmo de uma vila italiana, como na tetrologia best-seller A Amiga Genial, mas se passam sobretudo dentro de toda mulher.

      E tudo que ela quer é continuar passando desapercebida pelo mundo. A escritora concede entrevistas escolhidas a dedo, nunca revelou seu rosto ou nome, e seguia anônima há mais de 20 anos.

      Até Outubro, quando um jornalista revelou que Elena na verdade é Anita Raja, e o mundo veio abaixo entre especulações, teorias e críticas.

      Afinal, pras suas fãs importante mesmo é seguir lendo suas obras, e que poxa vida, deixem ela em paz!

      24.10.16
    • páginas de verão

      bola

      Não resistimos e preparamos uma listinha pra esse ano novinho em folha. Sim, porque férias, sol e água fresca pra gente também são sinônimos de um bom livro, e nós escolhemos algumas novidades que estamos doidas pra ter como cia nessa estação.

      Screen shot 2016-01-08 at 1.32.14 AM

      Gostamos tanto do maravilhoso “Só Garotos“, a biografia da cantora e lenda punk americana Patti Smith, que vamos ler em inglês mesmo “M Train”, a recém lançada continuação de sua incrível história, que já já ganha versão em português e aporta por aqui.

      Screen shot 2016-01-07 at 1.45.58 AM

      E tem emoção garantida com “Gratidão”, conjunto de ensaios sobre a singularidade de cada ser humano e livro despedida do neurologista e psiquiatra (e boa praça) inglês Oliver Sacks, autor de preciosidades como “Tempo de Despertar”.

      1.1

      Também queremos ler o belo ensaio “Sejamos Todos Feministas”, de Chimamanda Ngozi Adichie, uma adaptação do discurso feito no TEDxEuston e musicado por Beyoncé, na faixa “Flawless”, em que a autora nigeriana fala sobre o que ainda precisa ser feito pela igualdade de gêneros.

      chimamanda

      Pra quem gosta de um bom romance, nossa dica é “O Amante Japones” da chilena Isabel Allende, craque em nos fazer cair em lágrimas, dessa vez contando a história de amor entre uma refugiada judia e um garoto japonês que se encontram e desencontram ao longo da história.

      2.1

      Já que o Japão entrou no assunto, também queremos conhecer ” Homens sem Mulheres”, o novo livro de contos de Haruki Muramaki, que giram sobre um único tema: a solidão de homens abandonados por mulheres. Um sentimento de girl power envolvido na linguagem pop do escritor japonês, promete!

      capa_murakami2-1

      Ah sim, e como girl power nunca é suficiente, também queremos ler nas férias “Capitolina: o poder das garotas”, compilação de textos e ilustras lindas do excelente site feminista escrito por meninas e pra meninas, que nós acompanhamos e curtimos demais.

      lunettes-bienal-2015-6

      Bom… agora estamos prontas pro verão (e pro Outono, Primavera e Inverno, por que não?)! 🙂

      09.01.16
    • farm entrevista – antonia pellegrino

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      Você olha pra essa morena gata, equilibrada no salto com a Iolanda pelas mãos e o Lorenço nos braços e já fica admirada. Aí então recorre ao currículo e a primeira pergunta dessa entrevista se torna inevitável.

      antonia1

      Aos 35 anos ela parece ter tudo. Escritora e roteirista de novelas da Globo, séries de TV e filme incríveis como Bruna Surfistinha e Vale Tudo sobre Tim Maia (que vem por aí!), mãe de duas fofuras e cronista da revista TPM, Antonia acaba de lançar seu livro pela editora Foz Cem ideias que deram em nada.

      antonia2

      Algumas ideias parecem reais, planos que partilhamos diariamente (meditar todos os dias por 15 minutos!), algumas lúdicas e tristes, engraçadas, outras concretas como uma lista de compras. O impossível é não se identificar, e não devorar essas ideias que deram um delicioso livro.

      Como você consegue?

      Aprendi a tocar as coisas em paralelo, com disciplina, mas sobretudo, preservando o que eu estou fazendo de possível invasões, como telefone, sms, whatsapp, email, etc. Ouço muita reclamação por não responder imediatamente aos diversos chamados do mundo, mas é o meu jeito de me conectar ao que estou fazendo.

      antonia3

      Como foi pra uma mulher de 1000 sucessos escolher, e encontrar!, essas 100 ideias que não deram em nada?

      Imagina quantos chutes a gol o Pelé não deu para chegar aos 1000 gols marcados? Provavalmente uns 100.000. Pra emplacar uma ideia, é preciso passar por 100 ideias até encontrá-la. Só que a sacada deste livro é perceber a beleza do treino, do chute que ninguém viu, do gol fora do jogo.

      O livro foi definido pelo novelista João Emanuel Carneiro como uma autocrítica da “geração-projeto”, a nossa, que sonha mais que realiza, afinal, o consumo interminável de conteúdo ao mesmo tempo que nos instiga, nos desconcentra, como manter o foco?

      Meditando 15 minutos por dia! Pra quem consegue. E pra quem não consegue, como eu, tentando parar e se ouvir. Acho que não é o excesso de consumo que atrapalha. Mas a falta de conexão com alguma coisa que realmente mobiliza, a ponto de nos fazer consumir menos, desacelerar para realizar com calma, tempo, sem a ansiedade ingênua de quem quer abraçar o mundo. Estamos sempre perdendo muito, o tempo inteiro, então melhor assumir o prejuízo e tentar ganhar o próprio presente.

      antonia3

      Como você acha que as mídias sociais reforçam a nossa fome de sucesso imediato, logo, a proliferação de ideias “geniais” que acabam antes mesmo de alcançarmos a caneta?

      O que mais se vê hoje é artista plástico sem obra, escritor sem livro, cineasta sem filme. É como colocar a carroça na frente do boi. O grande problema desta aceleração da vida é que pra fazer uma obra, um livro ou filme, é necessário tempo e lentidão. E aí dá curto circuito com o desejo, que não sustenta este tempo nem esta lentidão.

      antonia5

      A gente se emociona lendo o livro, mas também ri de nervoso, ri de verdade, é de alguma maneira uma sugestão de como lidar com nossos fracassos?

      Acho que se emociona e faz rir é porque cria identificação. Ou seja, não sou a única a ser acometida pelos sintomas da geração projeto! Então, a melhor sugestão que o livro pode dar é a de iluminar este mecanismo nos leitores.

      Qual a próxima ideia a sair do papel?

      Tenho um documentário em fase de captação e termino nos próximos meses um outro livro.

      E bem, a gente não tem mais desculpa nenhuma pra não tirar (ou colocar) aquela ideia do papel!

      04.09.14
    • (d)escrevendo a moda

      A moda ainda é um fenômeno muito recente, e de vez em quando surgem novas maneiras de enxergar não só o seu processo criativo, como também sua relação com outras linguagens.

      Pensando nisso, as figurinistas Beth Filipecki e Clarisse Fukelman, dupla responsável por vários trabalhos no cinema, tv e teatro que nos deixaram de queixo caído, como Capitu e Lavoura Arcaica, criaram o curso “A Escrita da Roupa”.


      a minissérie Capitu

      Vai rolar no Pop, no Jardim Botânico, do dia 13/09 até o dia 4/10. Serão 4 aulas, abordando assuntos como moda e literatura, os vários significados do luxo, imaginários femininos e pesquisa de moda.

      Pra saber como se inscrever, clica aqui.

      24.08.10