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sua mochila está vazia

      Tag: lane marinho

    • farm entrevista – lane marinho

      bola_lane

      Num mundo que anda cada vez mais veloz, a Lane parou no tempo. Ou melhor, voltou a um tempo que valoriza a simplicidade, o handmade, o contato com a natureza. Uma vida sem pressa, com toda beleza que vê quem para pra olhar.

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      Acostumada a trabalhar pra grandes marcas de calçados, a baiana um belo dia decidiu aprender o ofício artesanal da construção de um sapato. Teve aula com o sapateiro do bairro e começou suas experimentações em casa. Assim começaram a nascer pares perfeitamente imperfeitos, cheios de elementos naturais, pintados à mão e únicos, que vêm se espalhando como boa notícia entre as fashionistas. E não é?

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      Aqui ela conta mais pra gente sobre o trabalho que vem encantando por aí:

      O que mais te inspira? Onde você busca a sua natureza?

      Sou muito apaixonada por beleza natural. Acho que a gente se esforça tanto pra fazer coisas bonitas, criar belas peças, desenhar algo maravilhoso… E enquanto isso a natureza está ai, levemente linda, sem esforço, silenciosa e elegante. Isso me fascina muito e por isso as referências naturais de flores e plantas, conchas e corais, pedras naturais e gemas (preciosas ou não), pra mim são o grau máximo de beleza e elegância sem esforço.

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      Você também pinta quadros belíssimos, quando uma inspiração vira tela e quando ela vira sapato? Como separar os dois momentos de criação?

      Eu não separo, sabia? Acabei assumindo um estilo de vida em que a quase todo momento estou atenta, articulando idéias, pensando nas formas, cores. E quando estou nesse “estado de espírito” certo, acabo vendo beleza nas coisas mais simples. Isso pode me inspirar a fazer uma foto, um sapato, um quadro, ou o meio que eu tiver disponível na hora. Eu gosto de não separar as duas coisas. Acho que é esse encontro de meios muito distintos que faz surgir resultados interessantes.

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      E a paixão por elementos da natureza, flores, conchinhas e até as cordas, tem relação com a infância?

      Acho que pra todos nós tem um pouco. Quem nunca catou mil conchinhas na praia e levou pra casa querendo fazer um colar, quando criança? Eu sempre quis. Sou baiana, e a praia fazia parte do meu universo. A questão é que eu hoje eu levei a vontade de “montar um colar de conchinhas” mais adiante, e quis bordar as sandálias, pra ter perto de mim esses elementos de mar que tanto amo. E acho que as pessoas que gostaram do trabalho devem ter essa mesma sensação, se identificam com a vontade de ter esses elementos perto de si.

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      Conta um pouco do seu processo de criação pra gente?

      Eu tenho um processo bem experimental para criar. Tenho um caderno de desenho, onde anoto idéias, pensamentos, como se fosse um livro de registro. Ali escrevo de textos interessantes a sketches rápidos pros sapatos, ou pras pinturas. Nos sapatos, muitas vezes eu monto o tecido ou couro em cima do pé mesmo, e vou cortando e costurando aqui e ali até chegar numa forma interessante. Eu testo muito, duvido muito, até chegar numa coisa que eu goste, e que me convença, rs… Sou exigentíssima e perfeccionista. Por isso comecei a fazer os sapatos à mão, eu mesma. Só assim ia conseguir o resultado que esperava. Pras pinturas à óleo, sempre monto cenários, com objetos de casa mesmo e plantas, antes de pintar. E experimento muito as cores.

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      Lugar em Sampa pra fugir e clarear as ideias?

      Sou muito caseira (meus amigos até reclamam da minha reclusão, rs..), mas moro numa cobertura de prédio antigo que é muito agradável, com uma varanda cheia de plantas ao redor. Então é aqui mesmo que fico quando quero clarear as idéias. Do lado de fora, tirando fotos das plantas, ou tomando sol. Ou fugindo pro mar, que é sempre uma excelente ideia!

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      Da criação dos sapatos à arte final que apresenta as peças, passando pelas telas, seu trabalho valoriza uma vida mais simples e ligada à natureza. São valores avessos ao fast fashion, que ainda reluz, mas você acha que é um caminho sem volta na sociedade e na moda?

      Fico muito feliz em saber que é esta a leitura que você faz. Tenho mesmo vontade de passar uma mensagem de beleza, mas também de beleza nas coisas mais simples. Acho que falamos muito disso, que não precisamos de muito pra sermos felizes, mas na prática, é muito difícil pra muita gente.

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      E junto a isso, acredito que logo mais teremos um consumidor mais “humanizado” e ávido por – experiência -. Ele não vai mais querer só “acumular” e sim conhecer a qualidade. Ele vai querer sim saber de onde veio exatamente cada coisa, e como foi feito, e quem fez. Mas isso ainda vai demorar umas décadas. E é sem dúvida, um caminho sem volta.

      Um bom caminho, vamos seguir os passos (belamente calçados) da moça?

      24.03.14