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      Tag: ladrilha

    • Novidadinhas da semana

      A programação do fds tá cheia de eventos bacanas pra convidar a galera e curtir as boas pela cidade! Tem música, arte, cinema e muito mais. Olha só as boas que a gente selecionou pra você 😉

      Feira de Vinil em Niterói

      Para os apaixonados pelos tempos nostálgicos do vinil, acontece neste domingo, de 10h às 18h, a 2ª Feira de Vinil no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno no Campo de São Bento.

      O passeio perfeito pra ver de perto clássicos da música e ainda curtir um dia de arte, natureza e moda!

      Ah, e se você quiser expor os seus discos, é só entrar em contato com a organização do evento 😉

      Vamos?

      Estação Rio | Vanessa da Mata e Letrux

      A boa de sábado é curtir o show gratuito de Vanessa da Mata e Letrux na maravilhosa Praça Mauá, a partir das 18h.

      As apresentações fazem parte do #EstaçãoRio, projeto musical da Globo que leva shows gratuitos e de grandes artistas a diferentes bairros e municípios do Rio.

      Curtiu? Então bora lá!

      Oficina do Ladrilha

      Sempre teve vontade de se aventurar pelo universo da escrita mas rola aquela dúvida de como começar? A nossa editora de conteúdo, Fernanda Moreira, fará uma oficina de escrita através do Ladrilha, projeto autoral que ela criou para espalhar poesia por aí.

      Quem lembra dos ladrilhas que fizeram parte do VM das nossas lojas por todo Brasil? A Fe criou 3 ladrilhas exclusivos pra nossa coleção Natureza Feminina e foi um sucesso! Agora chegou a hora de aprender e se inspirar com essas criações tão potentes.

      “Serão exercícios práticos, facilitações e trocas que vão ajudar a desamarrar a crença de que a escrita tá longe e que a inspiração é quem dita a regra. Ao contrário: tá é dentro, é só começar”. Demais, né?

      Pra saber mais sobre o curso dá uma olhada no PDF que ela criou pra explicar tudinho e pra se inscrever, manda um e-mail pra contatoladrilha@gmail.com

      Nos vemos lá! 😉

      B|co.ficina de Fotografia Analógica com Guilherme Durão

      E, continuando a vibe boas das oficinas, esse domingo rola a B|co.ficina de Fotografia Analógica com o fotógrafo experimental Guilherme Durão.

      A oficina será no BCo. Space Makers, um espaço colaborativo criativo, que tem como pressuposto a sustentabilidade e a valorização do mercado local com foco na acessibilidade e na transformação do conhecimento.

      Curtiu? Então garante sua inscrição e boas fotos!

      CIGA 2019

      Que tal dar um passeio por diferentes galerias de arte na próxima semana? Dias 16 e 17 de setembro, acontece a tradicional CIGA – Circuito Integrado de Galerias de Arte, promovido pela ArtRio.

      As casas abrem as portas nesses 2 dias com uma programação especial que conta com bate-papos com artistas, abertura de exposições, visitas guiadas e muito mais!

      Confere a programação completa e aproveita!

      Shell Open Air – SP

      Se você estiver por Sampa entre 12 e 29 de setembro, a boa é aproveitar a programação pra lá de especial do Shell Open Air, que leva para o Jockey Club de São Paulo, clássicos e novidades do cinema internacional e nacional em um espaço ao ar livre super aconchegante.

      Entre os filmes imperdíveis, a lista conta com “Nós”, “Bacurau”, “Infiltrado na Klan” e muito outros. Não vai perder, né? Corre pra garantir os ingressos!

      12.09.19
    • Ladrilha na FARM

      Olhar pra dentro e perceber nossas potências é um movimento que a gente ama fazer e tem sido um guia pra coleção nova, Natureza Feminina. Foi através desse processo sensível que a gente trouxe pro VM – visual mershandisng, das nossas lojas, o Ladrilha. É o projeto autoral e feito à mão e coração pela Fernanda Moreira.

      Sim! Você já viu e ouviu esse nome por aqui… A Fe, além de ser a luz por trás do Ladrilha, também nos inspira no nosso dia a dia, fazendo parte da nossa equipe de comunicação. Ela dá vida a textos e conteúdos mil, e cuida do nosso endomarketing. Já imagina a emoção que é fazer essa matéria com ela, né? <3

      Em 30 das nossas lojas desse brasilzão estão os ladrilhos com as frases “respeita a sua natureza”, “tenho um sol em mim” e “minha beleza é linda”, criadas pela Fe especialmente pra FARM.

      “A ideia era trazer afetividade e poesia pra uma coleção que celebra o feminino em todos nós. Reconhecer esse feminino também através da poesia, da literatura e da fala”, explica ela.

      De cara, talvez você se pergunte… Por que Ladrilha no feminino?
      O Ladrilha é um projeto muito íntimo, totalmente autoral, mas que nasceu para me representar e me expor em um ambiente plural e, a meu ver, extremamente hostil e machista, que é a rua. Colocar o nome no feminino – o feminino de ladrilho, que é a matéria-prima que trabalho, é fincar a resistência de ser mulher e estar na rua, de ser mulher e estar na rua fazendo arte. A resistência de só ser mulher. Além disso, ladrilha está no indicativo do presente e no imperativo afirmativo do verbo ladrilhar. Todo verbo é ação. Ladrilha é a ação que escolhi pra mim.

      Apesar de estar fazendo parte do vm da FARM, o Ladrilha é um projeto que conversa com as ruas… E eu pergunto, como surgiu essa ideia de ocupar os ambientes públicos, que muitas vezes são machistas, com poesia e força feminina?
      O ladrilha é um projeto de intervenção da poesia nos espaços públicos. Sempre quis levar as frentes da poesia para as ruas, para ambientes públicos, onde o acesso a ela não fosse limitado. A poesia tem subjetividade feminina e também sabe ser direta, cortante, estruturante. O ambiente público é sedento de energia, de gente, de afeto, de observação… Justamente porque transborda esses sentimentos e seus atravessamentos diante de invisibilidades, de carências…

      Entre tantas ruas possíveis de serem ocupadas pelo Ladrilha, onde tudo começou?
      O primeiro foi “Saber doer antes de saber doar”, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Ainda está por lá, porém ilegível. Ganhou a intervenção de outro artista de rua e eu acho ótimo quando isso acontece. Significa que a possibilidade de interagir com sua própria expressão está viva.

      Por falar nessa interação entre a rua e os ladrilhos, o Ladrilha é feito em azulejos, um material frágil. E é colado nas ruas, um ambiente onde muitas vezes falta cuidado, respeito… Como você vê esse encontro?
      A escolha pelo material foi estética. Acho que os azulejos contribuem visualmente para a cidade. E sobre a relação entre a fragilidade do objeto, a durabilidade e o risco do que se expõe nas ruas, eu adoro essa negociação permanente. Gosto quando interagem com os ladrilhos, quando o riscam, quando o fotografam… Indo além, o risco é a negociação também de ser mulher e ser um corpo estatístico nas ruas, de sempre estarmos expostas a olhares perversos de homens machistas. O risco acontece para nós, diante dessa falta de cuidado e respeito, diariamente.

      Essa energia poética que enfrenta com sensibilidade os riscos da rua, agora potencializa a força feminina nas nossas lojas. Pela primeira vez em uma marca e sendo logo a FARM, qual é a sensação de trazer o Ladrilha pra cá?
      Nossa! É emoção demais! Há quatro anos eu faço parte dessa família, construindo conteúdos, projetos e sonhos no marketing. Há quatro anos, dedico minha energia de vida pra esse lugar que eu considero a minha segunda casa. A FARM me realiza sonhos. Quando fui convidada pela equipe de Visual Merchandising para participar do visual das lojas com um projeto meu, foi um presente. Ir às lojas da FARM já é uma experiência de amor porque reconheço cada criação que ali está e sei o tanto que cuidamos e estudamos pra que ela chegue até ali. Ir às lojas e me reconhecer junto é um espelhamento de gratidão. Desde que entrei pra FARM, tenho acreditado mais em mim. A FARM me potencializa como ser humano, como profissional e como mulher.

      Por fim, uma dúvida pessoal de uma aprendiz que sou pra minha mestre nas palavras… Fe, qual o seu ladrilha favorito?
      Tenho dois. O “Saber doer antes de saber doar” porque foi o primeiro e “Mar é sempre beira pra quem tem medo de fundo”. O dia que escrever um livro, esse será o nome, ela ri, finalizando.

      A gente não precisa nem dizer que já tá na torcida pra esse livro sair logo, né? Enquanto isso, que esse tanto de emoção que existe dentro de uma pessoa só continue inspirando mais e mais através das palavras, dos ladrilhos, da vida.

      Brilha, Fe! 

      21.07.18
    • ladrilha: construindo afeto nas ruas do Rio

      “Saber doer antes de saber doar.”
      “O amor é TUDO isso mesmo!”

      Você já cruzou com uma dessas frases pelas ruas do rio? Escondidas em delicados azulejos escritos à mão e espalhados pela cidade, as frases da jornalista Fernanda Moreira andam aquecendo o coração de quem esbarra com elas. Os nossos inclusive. Por isso fomos atrás da moça (aqui na mesa ao lado, risos, porque a Fê é redatora-chefe do Adoro e a gente morre de orgulho) pra saber como ela criou o projeto @ladrilha e de onde ela tira inspiração


      Foto: RIOetc

      Fernanda tem 29 anos e estudou jornalismo, mas quase fez letras. As palavras sempre foram suas amigas (um dos ladrilhos avisa: “Poesia é casa”), e ela conta que escreve intuitivamente desde os 16 anos. Conversando com a Fê a gente entende por que ela produz tanto: parece que a cabeça da moça já funciona num estado permanente de poesia. Essa saiu no meio da entrevista:

      “A poesia me permeia. Me consola. Me cura. Me ajuda. Me falta. Me castiga, por vezes. E é minha companheira, às vezes distante, às vezes inseparável. Desde que a conheci, cá estamos.”


      Foto: RIOetc

      A gente também queria saber como surgiu a ideia de passar os textos do papel pros azulejos, e ela contou que estava andando à tarde com o namorado por Santa Teresa quando mencionou que queria dar um jeito de levar mais afeto pras ruas, e ele respondeu que uma vez tinha colado um adesivo do bonde num azulejo e pregado num muro. Nessa hora a Fê teve o estalo: “vou escrever meus textos em ladrilhos!” Fazia todo sentido, ainda mais com o histórico colonial da cidade. É um trabalho duplo de ocupação por afeto: da cidade e dela mesma.

      “A política tá no amor, em me trazer de dentro pra fora. A ocupação, na verdade, é minha mesmo.”


      Foto: @ladrilha

      No início a Fê pinçava as frases de seus poemas, agora já está criando coisas específicas pro Ladrilha. As frases são escolhidas ou escritas intuitivamente, de acordo com o momento e o que ela deseja comunicar. Um perrengue inicial que ela teve que superar foi o fato de não curtir a própria letra, mas no fim das contas ela percebeu que algo tão pessoal não poderia ser concretizado de outro jeito. Além disso, em tempos de teclados e touchscreens, que delícia que é conhecer a letra de alguém, né? 


      Fotos: @ladrilha

      Mas e como é essa coisa de parir um trabalho e depois “abandonar” ele na rua? Será que não dá uma aflição? Perguntamos pra Fê se ela tinha histórias interessantes pra compartilhar sobre essa interação do público com a sua arte. 

      “Dia desses, recebi um direct carinhosíssimo de um rapaz que topou com um ladrilho em Botafogo, o "Saber doer antes de Saber Doar", e estava super grato pelo bem que a mensagem tinha feito naquele momento da vida dele. Recebo várias imagens compartilhadas no Instagram, pessoas que me marcam, que começam a me seguir elogiando o projeto. Certa vez, estava colando na São Salvador, que estava cheia, e rolou uma interação muito legal com a galera que estava em volta. Mas também rola muito ladrilho arrancado, e tudo bem. Ainda é curioso passar por um muro ocupado por mim, observar as pessoas fotografando ou lendo, e é engraçado passar e ver que o ladrilho não está mais lá. A rua é viva e esse é o barato!”


      Foto: @ladrilha

      A Fê também contou que gosta muito da sensação de trazer o afeto poético e o feminino pra rua, que infelizmente ainda é um ambiente muito machista e hostil. Aproveitamos pra finalizar perguntando se ela curtia trabalhos de outras minas que fazem arte de rua, e ela indicou a grafiteira Di Couto, e o Coletivo Transverso.

      Arte e afeto de sobra nas ruas do Rio

      02.06.17