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sua mochila está vazia

      Tag: karl lagerfeld

    • la (nova) revolución

      Conectado a todas as coisas, Karl Lagerfeld rastreia novos zines e revistas, é consumidor voraz de qualquer novo conteúdo criativo e sabe de tudo que circula na internet. O Kaiser é conhecido por "sugar" as influências mais importantes em circulação, soma-las aos códigos tradicionas da Chanel, e assim manter a Maison como grife mais potente do mundo.

      Ele sabe o que faz. Coleção à coleção, a Chanel se mostra mais jovem e antenada, causando sempre um grande reboliço, seja pelos cenários faraônicos dos desfiles ou pelas estrelas que circulam pela primeira fila. A verdade é que todos os anos, a Chanel "zera" a internet durante a Fashion Week.

      E sim, se você está vivo, já deve saber que a última estripulia do Kaiser foi transformar o Paseo del Prado, em Havana, em palco pro desfile de sua coleção Resort, aquela que todo ano escolhe um novo país e cultura pra homenagear. E se levar a Chanel à India ou Dubai já parecia incrível, o que dizer de um desfile de moda na capital de Cuba?

      Pois foi antes de tudo uma gigante demonstração de poder, Karl Lagerfeld levou toda opulência da moda e sua horda de fashionistas pra ilha comunista, recém aberta aos Estados Unidos, depois de anos de isolamento cultural.

      Mas antes que a gente cogite criticar a combinação da boina de Che Guevara com o luxo capitalista, não conseguimos conter a empolgação com o que foi visto por lá. A Chanel conseguiu transformar em desejo absoluto os ícones da ilha caribenha, dos cadillacs aos tons pastéis, passando pelo kitsch com perfume latino, impossível não se apaixonar pelo que se viu no desfile.

      E como se não bastasse, a trilha com a dupla Ibeyi arrepiou todos os pelinhos do nosso corpo e encheu a passarela com a energia caribenha:
       

      Não dá pra negar: o Karl é imbatível!

      11.05.16
    • no meio do caminho

      bola_leticia

      Uma coisa todo mundo sabe, as marcas de fast fashion revolucionaram o prêt-àporter e o mundo da moda como conhecemos. Lojas como Zara e H&M começaram a despejar semanalmente novidadades irresistíveis por um precinho camarada, deixando os grandes estilistas comendo poeira fashion!

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      Com esse sacode, as grandes maisons criaram a linha Resort ou cruise, nada menos que uma brisa de ar fresco com peças mais comerciais entre as principais coleções. E num é que a estratégia funcionou? A maioria das marcas aderiu e vem apresentando cada vez mais minicoleções de babar, vem ver:

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      Foi o caso da Gucci, que mostrou o desenrolar da primeira coleção feminina de Alessandro Michele nas ruas de NY. O estilista fez valer mais uma vez todo frenesi em torno de seu nome, renovando a marca com seu estilo nerd-chic que virou desejo imediato.

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      Outra coleção divina foi apresentada pela Fendi de Karl Lagerfeld, repleta de couro e aves do paraíso estampando vestidos fresquíssimos, numa versão mais jovem e moderna do que a marca italiana costuma apresentar. Bateu MUITA vontade por aí também?

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      A italiana MSGM também arrebentou com sua alfaiataria gráfica, assimétrica e jovial. Amamos o contraste do estilo clássico com os acessórios modernosos, as pantacourts e a combinação de cores que é a cara da marca. Bem, amamos tudo!

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      Entre nossos preferidos, o também italiano Giambattista Valli, mostrou na Giamba minivestidos apaixonantes com boquinhas, babados e muito vermelho, além das tradicionais flores que estampam a marca em qualquer estação.

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      O americano Michael Kors também fez bonito em tons neutros, com clima de safari gráfico, repleto de wrap dresses com estampas de lenço, práticos e desencanados – além daquela atitude easy-chic que a gente adora:

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      A estilista Rosie Assoulin, que acabou de abocanhar o prêmio de estilista do ano pela CFDA (lembra que a gente contou aqui?), também reafirmou seu talento em vestidos arquitetônicos, desconstruídos e deslumbrantes. Estamos cada vez mais fãs!

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      Conclusão? Amamos mais essa oportunidade de ver tanta lindeza no calendário fashion!

      19.06.15
    • a la chanel

      bola_chanel
      Hoje, a Paris Fashion Week terminou debaixo de protesto… a la Chanel! Isso mesmo, a Maison françesa, comandada por Karl Lagerfeld, terminou seu desfile com um protesto feminista feito pelas modelos, contando com Cara Delavigne e Gisele Bundchen puxando a galera no megafone.

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      E de todas as marcas que participam da semana de moda mundial, a Chanel definitivamente é uma das que mais tem autonomia para falar sobre esse assunto, não é mesmo?

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      Gabrielle Chanel, fundadora da marca, é de fato um dos símbolos feministas mais fortes da história. Nascida em 1883, na França, de uma mãe solteira (os pais só se casaram em 1884), Gabrielle ficou órfã aos 12 anos – e foi abandonada pelo pai em um orfanato.

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      Tendo tudo pra dar errado, aos 18 anos ela caiu no mundo sem nem saber que um dia o mundo cairia por ela. Conheceu Etienne Balsan, de quem virou amante, e com o apoio dele, abriu uma chapelaria. Enquanto todo mundo usava o estilo Belle Epoque, todo cheio de frufrus, Coco, apelido que virou praticamente seu nome, lançou o chapéu “flapper” – nada exuberante e quase masculino. Ousadia e já uma pitada da volta que ela deu no vestuário masculino.

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      Afiada que só, ela costumava se perguntar “como um cérebro consegue funcionar embaixo daquelas coisas?” – se referindo aos chapéus com penas enormes que eram moda na época. Em um período em que a mulher existia basicamente pra ser mãe e esposa, Chanel ia muito além.

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      Enquanto andava a cavalo com Balsan, Coco observava as mulheres com vestidos volumosos tentando fazer passeios com os animais. Em pouquíssimo tempo, ela começou a “roubar” a calça dele para ficar mais confortável, se tornando mais tarde uma das criadoras das calças femininas.

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      A incursão no guarda roupa masculino não parou por aí. Em um mundo dominado por rendas e babados, Chanel usou o tweed, material que era visto somente nas roupas dos homens, para lançar suas coleções, mostrando de novo que não existe barreira para a criação feminina.

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      Apesar de ter contado com uma ajuda masculina no início da carreira, a estilista, que prezava como ninguém a liberdade, devolveu cada centavo que foi emprestado. Talvez por ser tão apegada ao livre-arbítrio, em vez de se casar, como mandava a cartilha, Chanel nunca foi de homem nenhum. Colecionou amantes, mas não se prendeu a nenhum deles.

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      Quebrar regras em um mundo onde a mulher não tinha vez foi com certeza um dos seus maiores legados. A gente só espera que esse movimento no mundo da moda não se torne nunca assunto da coleção passada 😉

      30.09.14