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      Tag: ibeyi

    • IBEYI, mais uma vez

      Que a gente é apaixonada pelo som do duo franco-cubano Ibeyi não é novidade. Em 2016, quando elas vieram para o primeiro show no Rio, nós até entrevistamos as irmãs gêmeas Lisa e Naomi.

      Esse show não deu pra quem quis, deixou um gostinho de quero mais, e aí o pessoal do Queremos!, sempre atento, trouxe as moças de volta para um bis, que acontece hoje, dia 01/01, no nosso queridinho Circo Voador.

      Do primeiro show pra cá, as moças lançaram um elogiadíssimo segundo disco, chamado “Ash”, no qual colaboram com muita gente incrível. Rola uma parceria de arrepiar a nuca com o Kamasi Washington, que resultou numa das músicas mais elogiadas do trabalho novo, “Deathless” (estamos loucas pra ver ao vivo!).
       

      Tem também a primeira canção em espanhol do duo, “Me Voy”, que elas cantam com a espanhola super linda e estourada Mala Rodriguez. E tem ainda, preparem-se, um trecho de um discurso de ninguém menos que Michele Obama, na música “No man is big enough for my arms”. Lindo, lindo, lindo.
       

      E sabe o que também deixa a gente babando? A estética das moças. Tudo parece milimetricamente calculado. O minimalismo, as cores (predominantemente branco e vermelho, principalmente nos clipes mais recentes). O show também vai nessa linha, com looks monocromáticos nas duas e um fundo bem vermelhão. Muito chic, estamos ansiosas pra ver ao vivo!
       

      Vale lembrar que o Ibeyi estourou mundo afora quando Lisa e Naomi cantaram ao vivo no desfile da Chanel em Cuba, em 2016. Aliás, elas ainda colaboram com a marca, e repetiram a dose na Colette, no finalzinho do ano passado.

      Já pode estar muito empolagada pro show de logo mais? Nos vemos lá!
       

      01.02.18
    • FARM entrevista: ibeyi

      Não dá pra começar diferente esse texto: a gente ama as gêmeas franco-cubanas Lisa e Naomi, a dupla Ibeyi (lembra que há mais de um ano já falavamos do duo por aqui?). A boníssima notícia número 1 é que elas vêm ao Brasil nesse fds pra duas apresentações pra lá de esperadas (quinta em São Paulo, no Audio Club; e sábado na nossa segunda casa, o Circo Voador, no Rio).

      A número 2 é que fomos conversar com elas e voltamos ainda mais fãs!  

      Na verdade, a paixão não é sentimento exclusivo nosso. Até a Beyonce já caiu nas graças das meninas (sim, lê aqui). Pudera – logo no primeiro álbum, o pé na porta é dado com afinação e uma mistura inusitada de jazz, black music e cânticos iorubás (Ibeyi, na mitologia iorubá, são divindades gêmeas).  Tem sentido se pensar que elas são filhas do Miguel “Angá” Díaz, falecido percussionista da Buena Vista Social Club, têm Cuba e toda herança africana – rica e implacável – na alma.

      Energia e consciência: é assim que elas exnergam uma a outra. 

      Meninas, é a primeira vez que vocês tocam aqui no Brasil. Topam começar a conversa falando dessa expectativa?
      Sim, estamos muito animadas pra tocar aqui. A gente recebe muitas mensagens de fãs brasileiros nas redes sociais e sentimos que tem uma ligação especial entre Brasil e Cuba. Ah! E quanto ao Rio de Janeiro e o Circo? Temos ouvido que é um lugar muito especial, então mal podemos esperar pra estar lá e sentir essa energia!

      O pai de vocês era músico. A mãe é cantora. Agora, vocês têm a música como arte, assim como eles. Como sentem isso? 
      A música sempre foi muito importante e motivo de alegria na nossa vida e na dos nossos pais, mas nunca imaginamos fazer música como um modo de vida. A gente ama música. Vivíamos indo a shows, vendo clipes, assistindo nosso pai tocar. A música foi e sempre vai ser uma parte essencial da nossa vida, mas estar no palco não era um desejo nosso consciente durante nossa adolescência, nosso crescimento.

      Algumas músicas são cantadas em yorubá e fazem menção aos orixás. Como vocês lidam com a espiritualidade? (Ah! E antes que a gente esqueça: vocês já foram à Bahia? Se não, pre-ci-sam ir! ). 
      Cantar em yorubá é um jeito de celebrar nossa herança afrocubana. Vocês sabem que Santeria e Candomblé são os filhos da mãe África, né? Isso é parte da nossa raiz. Nosso pai era negro e cubano, nossos ancestrais eram yorubás. Cantar em yorubá é um jeito de estar perto do nosso pai também… Ah! A gente quer muuuuito ir à Bahia!"


       
      Vocês são irmãs. Como isso beneficia o fazer de vocês, a relação nos bastidores etc., os processos de criação musical… 
      Mais do que irmãs: somos irmãs gêmeas. No dia-a-dia,  é realmente difícil. Somos simplesmente opostas, não vemos as coisas da mesma maneira, discutimos muito, mas, por outro lado, é muito interessante esse oposto criar junto, sabe? O Yin precisa do yang e vice-versa.

      Uau! Como foi a infância de vocês desse jeito? 
      Nosso pai faleceu quando a gente tinha 11 anos. Isso mudou nossa vida. A adolescência foi difícil. Realmente difícil. A música nos ajudou muito a transmutar a dor em algo que nos fizesse sentir bem… Ela transformou a violência em beleza!

      Vocês curtem música brasileira, conhecem nossa música? 
      A gente não conhece muito de música brasileira ainda. Esperamos conhecer novos artistas por aqui, mas já conhecemos e amamos a Elis Regina, as gravações do Seu Jorge com a Ana Carolina e algumas canções antigas do Lenine… 

      Hm, boa. E o que vocês têm ouvido ultimamente? 
      Muitas coisas diferentes… James Blake, Kendrick Lamar , Bon Iver, Nina Simone, Amy Winehouse, Kamasi Washington, Lauryn Hill, Sampha, Beyonce… 

      Pra fechar: Lisa, conta pra gente como você define a Naomi? Naomi, faça o mesmo! 
      A Naomi é ritmo, dança, fogo… energia pura!
      A Lisa é melodia, vulnerabilidade, água… consciência! 

      A gente entrou na contagem pros shows de Sampa e do Rio e já dá a dica: ouve aqui no Spotify o album das gêmeas pra entrar no clima. O show no Circo (ó o evento aqui) vai ter ainda abertura de ninguém menos que Jaloo. Prepara que vai ser enérgico, vai ser de guardar na história, já tá sendo imperdível!  

      11.10.16
    • rádio farm apresenta: Ibeyi

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      A mitologia e a cultura iorubá, o jazz de Cuba e a sinergia de duas gêmeas: descobrir o som das irmãs Lisa-Kaindé e Naomi Díaz, que formam a dupla Ibeyi, deixou a gente agradecida. Vem conhecer mais e se apaixonar junto! 😉

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      A ancestralidade está presente na arte e na vida das meninas. O dom da música, legado do pai – o já falecido percussionista cubano Miguel ‘Angra’ Díaz que integrava o Buena Vista Social Club passeia ao lado da herança cultural: elas nasceram em Paris, cantam em inglês, em iorubá (um dos maiores grupos étnico-linguísticos da África Ocidental), em francês e em castelhano. Tudo com fluidez.

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      Segundo o Publico, renomado jornal de Portugal, a dupla acontece como uma espécie de Bjork cubana e promete as melhores canções que ouviremos esse ano. O som das francesas é minimalista e cheio de memórias afetivas, quase uma reverência, coisa que encanta.

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      Pra deixar o papo de lado e partir pro som, sente a energia de ‘River’, single das gêmeas de tirar o fôlego! 😉

      https://www.youtube.com/watch?v=lHRAPIwsS5I

      Descobrir música boa sempre faz a gente se sentir em pleno ‘ano novo’ e pra somar com esse amor todo, tem novidade: nova linha de silks inspirada nos grandes nomes da música que a gente ama. Já viu?

      Corre pra aproveitar e aumenta o volume que tem playlist de Black Retrô aqui.

      01.03.15