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      Tag: grafiteira

    • galeria – criola

      Potência, orgulho e beleza talvez sejam os principais temas da artista mineira Criola. Pelo menos, é o que nos salta num primeiro olhar sobre suas artes que se espalham pelos muros de BH. Potência feminina, orgulho negro, a beleza da raça, a potência da arte, o orgulho feminino, a beleza negra… as palavras podem se misturar infinitamente, assim como as cores que Tainá usa pra se expressar, e pra expressar sentimentos de tantas mulheres que se identificam com sua força, com sua beleza, com seu orgulho

      http://youtu.be/IjlEljbPK40

      Assim como nós nos inspiramos, e vamos acompanhar cada vez mais de perto 😉

      05.02.15
    • farm entrevista: di couto

      bola_dicouto

      Foi numa manhã ensolarada de inverno carioca, que a gente foi conhecer (e acordar) a grafiteira Di Couto. Fofa demais, ela foi só sorrisos e deixou a gente bem à vontade pra fotografar o cantinho que ela divide com os dois irmãos. Gal Costa tocava “falsa baiana” ao fundo.

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      Ela cresceu em Itaipava com a família – os pais queriam um lugar onde os filhos pudessem brincar, soltar a criatividade, ficar perto da natureza e virar amigos do peito. Essa vibe meio roots tá espalhada pela casa, nas figuras de Ganeshas (ela é hinduísta), na irmã desencanada que tem uma banda de MPB e canta num coral africano, e no irmão, com pinta de menino do Rio e que trabalha no Tablado e cursa cinema. Mas vamos à Di:

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      Como você começou a desenhar?

      Comecei fazendo arte desde criança, meu avô é artista plástico, cresci na serra com ele. Podia passar o dia inteiro no ateliê vendo-o pintar. O trabalho dele é com aquarela, bem diferente do meu, mas eu amava cheiro de tinta e isso me atraía. Dessas coisas que não tem porquês, sabe?

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      E no seu trabalho você usa o quê?

      Tinta spray, pincel, rolinho e lambe-lambe. Na última expo eu resolvi criar composições usando fios de lã e papéis tingidos de café.

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      Conta dos seus pais…

      Meu pai é capoeirista e minha mãe é literauta, especializada em literatura criminal – ela estuda literatura de presidiários, raps… pessoas excluídas do sistema acadêmico. Com o tempo foi aprendendo que rap também é poesia. A influência do grafite veio muito por causa dela, desse meio dela. Eu comecei a conhecer a arte dentro desse contexto também.

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      Foi assim que rolou a transição pro grafite?

      Eu vim pro Rio fazer publicidade e não rolou. Daí, tentei desenho industrial, que foi mais minha praia. Comecei a fazer amigos, a entender melhor o grafite, o que era, quem era quem.  A primeira vez que saí pra pintar na rua foi com um amigo que é rapper, o Coé, e já levei pedrada. Mas me encantei e tenho infinitas histórias nesses últimos sete anos.

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      E as mulheres que estão espalhadas pelos muros do cidade, da onde vieram?

      Eu sempre fui obcecada pelo rosto feminino, olhares… É natural meu. Quando vi que nesse meio do grafite não tinha isso, não fiz muito esforço pra mudar ou adaptar minha identidade.

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      E seus últimos trabalhos?

      Esse ano fiz minha primeira exposição sobre tela, “Sobre outro olhar”, onde usei fios de lã, galhos, café… Uma experiência muito boa, onde eu fico mais tempo digerindo o trabalho – ao contrário da rua, que tem mais adrenalina, né? Foi minha primeira exposição solo. To começando a desenvolver meu trabalho pra esse lado de artes plásticas.

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      Fotos: Luiza Chataignier

      Participei também do Art Rua e do Art Basel, em Miami, no ano passado. Esse último também vou participar esse ano. Fora o lado comercial, desde pintar um painel pro Fashion Rio, até à participação na coleção Hanging Five, da FYI, e à parceria com o Spoleto, entre outras.

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      Quem quiser conhecer mais sobre a grafiteira de traços delicados, pode seguir o insta da moça, o flickr ou dar um rolé pela Praça General Osório, Hípica, Jardim Botânico, Arpoador, Fundição Progresso… e admirar os muros coloridos da Di. São lindos de ver!

      21.08.14