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sua mochila está vazia

      Tag: fotografia

    • clara mazini e o ver além

      Que sensações uma fotografia desperta em você? Pra Clara Mazini, fotógrafa que tem uma conexão especial com tudo que vê, suas fotografias despertam um olhar além do óbvio. Possibilidades mil de ver o que está na nossa frente e ao nosso redor. Afinal, a própria vida é isso, né? Perceber, sentir, notar, pensar, guardar em uma fotografia tudo que vai além e nos mostra novos olhares.

      O trabalho da Clara envolve muito a questão do reflexo e da sombra – a geometria também tem uma super importância nas composições. “O meu interesse pela fotografia é um reflexo no meu interesse pelas coisas ao redor”, conta ela.

      E essa conexão começou assim, olhando, observando, percebendo…

      “Quando olhamos algo atentamente descobrimos novas perspectivas e isso é uma das coisas mais bonitas que existe. Se dedicar a olhar o outro e tudo aquilo que vai além de nós mesmos torna a gente muito melhor. Gosto de foto porque gosto de cinema, de arte, da natureza, das pequenas coisas, das pessoas. A vida me emociona“

      E por falar em emoção, uma das séries fotográficas da Clara é “Mar Adentro”, que registra momentos em que muitas pessoas simplesmente param e sentem o poder do mar em cada um.

      “Essa série vem sendo feita em uma praia urbana, no fim da tarde. Notei que a essa hora muitas pessoas vão pra beira da água pra ter um momento de pausa – não se trata de banhistas, mas de pessoas que optam por uma breve quebra na rotina corrida para um momento de contemplação. Essa mistura do urbano com o natural, da realidade com a fantastia me interessou, e daí surgiu a série. Optei pelas imagens dos reflexos porque a mistura das pessoas com o espelho da água reflete esse ponto de encontro e de contraste entre a cidade e a natureza que me encanta. Também foi uma forma de não apontar a câmera diretamente para as pessoas – queria interferir o mínimo naquele instante, registrar sem ser notada.”

      E claro, a gente não poderia deixar de perguntar: o que o mar representa pra você?

      O mar é um mundo de mistério e imprevisibilidade. Gosto do fato de ele ser um ambiente que jamais será domesticado pelo ser humano.

      Além de ‘mar adentro’ suas outras fotografias também falam muito sobre natureza, sensibilidade…

      Minhas fotos exploram muito a relação entre a natureza e a cidade. Essa coexistência por vezes dolorosa guarda também muitas belezas. Me interessam os céus urbanos, a luz do sol recortada pelas janelas, as flores e folhas que bóiam nas piscinas dos prédios. Os assuntos são infinitos, assim como a minha busca. Sempre vai ter algo novo pra ver e se espantar quando a gente desacostuma o olhar.

      E existe aquele dia especial pra fotografar?

      Todo dia. No trânsito, nos grandes centros urbanos, nos dias fechados, nos finais de tarde bonitos… A realidade tá aí pra ser constantemente redescoberta.

      Sentiu vontade de sair por aí descobrindo realidades? A gente também! Câmera ou celular na mão, olhos bem abertos e bora olhar além por esse mundão afora. 

      18.06.18
    • VISAR – novos olhares pro mundo

      Desenvolver o olhar fotográfico, onde cada um pode ter sua própria linguagem visual através de dinâmicas, exercícios e teorias em busca do estímulo sensorial da Fotografia. Essa é ideia por trás do Visar, projeto lindão aqui no Rio que a gente conheceu e agora compartilha pra todo mundo! 

      “Criamos o primeiro curso do Visar em 2013, eu e mais 3 fotógrafos, cada um com uma especialidade diferente. Bruno Girão, Alonso Martinez, Patrícia Staggi e eu, Soraya Albuquerque. Nos juntamos pra oferecer para as pessoas um curso que não fosse fadado ao formato tradicional. Amamos fotografia e queríamos falar e ensinar com essa vontade, esse olhar mais lúdico, mais autoral e mais pessoal. Buscamos ensinar fotografia através dessa forma mais delicada e sensível e então nasceu o Visar.” conta, a Soraya.

      Hoje, o projeto vem se reformulando e Soraya, junto com a Patrícia, trazem uma nova formatação que une fotografia e arte, de uma forma mais leve e adaptada ao dia a dia corrido, pra quem já tem o pezinho nesse mundo incrível da fotografia. É o módulo Fotografia + Arte.

      “Quando criamos o Visar em 2013, criamos um formato extenso, que durava por volta de 5 meses e recebíamos alunos iniciantes e quem já tava mais por dentro. A gente discutia mais a questão do olhar do que da técnica, apesar de também passearmos por esse caminho. Nossa ideia agora é modular o curso, porque nem todo mundo tem esse tempo de 5 meses. A ideia é que mais pessoas possam vivenciar essas experiências em períodos mais pontuais.”

      A ideia é fazer experimentações e buscar caminhos possíveis no desenvolvimento do olhar fotográfico e sensível.

      A primeira edição do Foto + Arte já começa esse fim de semana e tem time FARM por lá! A Vivi Oliveira da nossa equipe de Marketing participou da primeira edição lá em 2013 e tá super dentro desse novo módulo.

      “Acho que é uma proposta totalmente diferente dos cursos que já vi de fotografia. Ele alia a técnica com o sensorial e isso faz diferença! Quando participei, sai de lá encontrando mais o meu próprio olhar fotográfico, pq muitas vezes a gente fotografa várias formas e coisas e não nos encontramos naquele olhar, sabe? Quando vi teria essa edição de Fotografia + Arte topei na hora!” conta ela.

      E aí, ficou super na vontade de participar também? É só entrar em contato com essas fotógrafas incríveis e aproveitar essa boa!

      “As pessoas não precisam ser artistas só precisam ter o próprio material fotográfico e o interesse se desenvolver e desenvolver junto! Nossos cursos não são baseados na formação teórica e técnica, são baseados na vontade genuína da pessoa desenvolver mais aquilo que ela já produz.” Completa Soraya.

      Serão 4 sábados de muita fotografia e arte e as inscrições já terminam amanhã, então não perde, ein! Ah, no próximo semestre o Visar vai abrir vários módulos diferentes, também pra iniciantes, workshops e outra edição do Fotografia + Arte. Bora colocar nosso olhar sensível no mundo? 
       

      23.05.18
    • #forçafeminina: poesia com elos

      O corpo é uma extensão de nós mesmos e através dele sentimos, falamos, dançamos, agimos e somos. É essencial nunca esquecer que o nosso corpo é nosso. Vai além do sensual, sexual, além do que o outro vê. Através do corpo colocamos pra fora o que vem de dentro, o que a alma pede e precisa. Nos relacionamos com outros corpos, com o ambiente, com a vida e com o tempo.

      A partir dessa reflexão sobre a imagem do corpo nu e só, principalmente o feminino, tão objetificado, a fotógrafa Pamela Facco criou a série de fotografias “Poesia com Elos” que pra ela é “O corpo como verso em um diálogo orgânico com a alma”.

      O projeto começou como Poesia com Elas, uma forma de artística de explor a nudez feminina como uma ferramenta de autoconhecimento, empoderamento da mulher e quebra do círculo vicioso no qual o corpo feminino sempre acaba como uma mercadoria sexual para o universo masculino.

      “Os ensaios aconteciam em grupo e a energia e troca positiva que acontecia entre todas nos era absurda. Ensaio pós ensaio o projeto foi ganhando uma identidade mais forte e foi se descolando das poses habituais. Entendi que a alma é orgânica e que o que busco é um verso. Que cada modelo tem uma força e que essa força se apresenta numa forma própria e única. Ela surge no meio da imersão do ensaio, ela salta aos meus olhos como num passe de mágica, num clic (duplamente)”, conta ela em seu Instagram.

      A ideia transbordou e o Poesia com elas chegou para eles, para todos, e em união desses laços nasceu o POESIA COM ELOS. A gente bateu um papo com a Pamela pra conhecer melhor as inspirações por trás dessa força feminina e poética, ó.

      Como começou sua história com a fotografia?

      Ser fotógrafa nunca foi um objetivo de vida, um sonho. Tudo aconteceu como a fluidez da água de um rio que corre num sentido único, sem muita escolha ou a possibilidade de voltar atrás.
      Eu sou extremamente sensível sobre as dores do mundo e aprendi a transformar em arte o tanto que sentia. Comecei ainda adolescente, ao colocar minhas vivências em ilustração e pintura, depois para a escrita. Logo depois, comecei a faculdade de design gráfico e uma inquietação me levou a viajar muito e também a procurar trabalhos sociais. Para registrar essas experiências, cai no mundo da fotografia. E foi através dela que amadureci e me reconheci como um ser possuidor de voz por meio do silêncio ambíguo de uma imagem. É uma história da qual me orgulho muito porque sinto que através das minhas criações fotográficas não só encontrei minha profissão, como nasci como mulher e artista, ao perceber que minha fala e alma tinha um espaço no mundo.

      Ultimamente a imagem do corpo nu é um tema ainda bastante discutido. Como surgiu seu interesse por fotografar as pessoas nessa situação, ao mesmo tempo, simples e única?

      Você já reparou que a maioria do material sobre o corpo da mulher é produzido por homens e para homens? Percebia que a maioria do material sobre o corpo da mulher era produzido por homens e para homens, então fiquei motivada a dar para a mulher o protagonismo de sua própria imagem: o corpo da mulher registrado pela lente de uma fotógrafa mulher e tendo como público final principalmente o feminino. Queria atropelar a ideia do nu como algo apenas sensual, sexual e que serve para agradar ao homem. É trabalho plástico sim, mas é ativismo feminista também. Os ensaios são coletivos para derrubar esse tabu do nu como algo envergonhado. É uma libertação, uma possibilidade de se ver despido dos preconceitos e do peso do julgamento constante de ser mulher em uma sociedade tão machista e aprisionadora. Em grupo, existe um desligamento do ego, um rompimento das inseguranças pessoais em troca de pertencer a um processo maior, uma luta coletiva pela essência feminina na qual todas as mulheres estão de corpo e alma desconstruindo-se mutuamente e apoiando-se umas nas outras. No final do processo as mulheres saem da minha sala com o dobro de tamanho, tudo por causa da troca. O coletivo de mulher é amor.

      Ao fotografar mulheres e seus corpos você empodera cada uma delas, dando força e auto-estima, né? E a sua força femina, de onde vem?

      Acho que a minha força feminina vem por obrigação. Parece estranho, mas não tem muita saída, ou se luta ou te enterram. Sendo uma artista mulher você passa por muitos silenciamentos, quanto maior a ruptura, maior a censura. Recentemente, abri meu trabalho de nus femininos para ensaios masculinos, para mostrar um olhar mais sensível sobre a dureza do corpo do homem. Assim que publiquei minha primeira foto, fui denunciada e tive meu instagram banido do sistema. Tive que recomeçar e contei com a ajuda de muitos amigos e conhecidos que abraçaram a causa, mas também tive a noção do tamanho da hipocrisia da nossa sociedade, do machismo cotidiano. A nudez feminina foi tão objetificada pelo olhar masculino, que pode ser vista em qualquer lugar, já a masculina é um choque, tem que ser banida. Foi uma censura que revela diversas questões: a visão do que pode ou não ditada pelos preconceitos masculinos, o medo em colocar o homem em um lugar mais poético, exposto, e o ataque pessoal por ser uma fotógrafa mulher que decide virar o jogo de alguma forma, afinal existem diversas galerias de nudez de fotógrafos homens que não são denunciadas. Então minha força feminina vem para derrubar absurdos como esse, mostrar que tenho o que expor e ainda para ajudar mais mulheres a encontrarem sua força e colocarem sua voz no mundo, afinal se enfrento isso sendo uma mulher branca de classe média, como fica o lugar de fala de uma mulher negra e pobre no Brasil?

      A reflexão é mais do que atual e necessária. E a gente convida você a pensar junto e principalmente, agir junto. Pela nossa liberdade de ser o que somos, ter o corpo que temos e garantir essa liberdade ao outro. Vamos juntas e juntos?

       

      22.03.18
    • arte acessível na Magnum

      Atenção que a dica é boa: a Agência Magnum, uma cooperativa de fotógrafos francesa que tem entre seus fundadores ninguém menos que Henri Cartier-Bresson, tá realizando entre 5 e 9 de junho uma venda de prints de alta qualidade, assinados e numerados, pelo preço quase módico de 100 dólares cada. Ficamos sabendo via Jorge Bispo e Lucas Bori, dois amigos fotógrafos incríveis, então cola aqui que o investimento é bom!

      Os prints são quadrados, 16x16cm, e tratam do tema proximidade. A coleção foi batizada de Closer, e o texto de apresentação explica: “Inspirada na famosa máxima de Robert Capa: "Se suas fotos não são boas o suficiente é porque você não está perto o suficiente", Closer explora os legados de seus co-fundadores na fotografia."

      Dentre as pérolas que você pode levar pra casa, estão várias imagens que Robert Capa fez do desembarque na Normadia, o famigerado Dia-D, que pôs fim à Segunda Guerra Mundial. Tem também um retrato lindo de Marylin Monroe, feito em 1960 pela americana Eve Arnold, e que vem com uma história ótima de brinde: Eve conta que havia cercado a cama com uma estrutura de papelão, pra que as duas tivessem privacidade, e só foi perceber no final da sessão que vários membros da equipe haviam recortado buracos nessa proteção, e que a Marylin não só havia percebido tudo, como estava posando pra eles, motivo pelo qual ela aparece tão sedutora nos cliques. 
       


      Foto 1: Eve Arnold | Foto 2: Robert Capa

      Estão por lá também nomes consagrados como Martin Parr e Miguel Rio Branco, ao lado de jovens como a inglesa Olivia Arthur. São 78 imagens ao todo, e quem quiser ainda pode comprar o conjunto todo, por apenas (risos) 5.500 dólares. Seguem abaixo algumas das nossas favoritas!
       


      Foto 1: Mark Power | Foto 2: Martin Parr | Foto 3: Miguel Rio Branco | Foto 4: Olivia Arthur

      Aproveita!
       

      06.06.17
    • galeria – a nova cara da África

      Uma belíssima exposição acaba de reunir em NY alguns nomes pra lá de quentes da nova geração de fotógrafos da África, e nós estamos de caderninho na mão anotando cada um deles. A segunda edição de New African Photography exibiu imagens que mostram toda a multiplicidade africana, entre revelações e artistas já exaltados pelo mundo, e suas fotografias que vibram a riqueza cultural do continente. A exibição multimídia apresentou fotografias documentais, assim como imagens de moda e arte, e nós babamos por todas. 

      Pra seguir de perto: Girma Berta, Kadara Enyeasi, Cyndia Harvey, Nadine Ijewere, Mimi Cherono Ng’ok, Nobukho Nqaba, Wura-Natasha Ogunji, William Ukoh, Kyle Weeks.

      18.05.17
    • foi um carnaval que passou…

      Pode confessar que tá sendo até esquisito sair sem fantasia, né não? O corpo já sente falta das perucas, do brilho, das plumas, dos quilos de glitter e da batucada em ritmo de marchinha. O que fica mesmo são as lembranças de mais uma semana de folia anual que promete ficar pra história.

      Pra que essas lembranças não se apaguem com o tempo, todos os anos uma grande ala de foliões trabalham noite e dia (literalmente) usando câmeras como adereço de destaque. Dividindo e somando trabalho com o amor ao Carnaval, dezenas de fotógrafos registram a maratona momesca em seus mais maravilhosos e mínimos detalhes 
      Há 7 anos os Fotógrafos Foliões encabeçam essa lista como o primeiro coletivo de fotógrafos que registra o Carnaval de rua do Rio. Formado pelos amigos de profissão Angelo Nery, Camila Camacho, Dandarah Jordão, Lauro Alonso, Marcelle Manacés e Michelle Castilho, o grupo já soma mais de 10.000 flagras carnavalescos feitos em blocos como Céu na Terra, Minha Luz é de Led, Gigantes da Lira, Vamo ET, Pérola da Guanabara, Orquestra Voadora, Agytoê, Boi Tolo e Cordão do Boitatá. Você pode conferir tudo isso e mais um tanto de outros blocos publicados na página do coletivo no Facebook.
      Esse ano a galera quer ir além do virtual e levar todas as emoções registradas nessa ofegante epidemia, que se chama Carnaval, pra estampar também as páginas de um livro. Como muita gente estrela esses registros, nada mais justo do que a realização e concretização da ideia seja feita de forma coletiva, não é mesmo? Então se você tiver afinzaçx de contribuir com a publicação, é só dar uma sacada na campanha deles no Benfeitoria. Tem um monte de recompensa bacana que vai de adesivo até ensaio fotógráfico 0800! Ó a campanha deles no youtube! 
      Mas se você quer continuar matando as saudades da folia e até tentar se achar pulando por aí, a gente separou aqui outros fotógrafos foliões que não deixam por menos: o também coletivo Folia de Imagens; as manas Ana Carvalho, Pamela Perez e Paula Dutra e os manos Rapha Silva, Micael Hocherman, Pedro Esteban (Lambe Lambe), Olhos de Cigano, Humans of Carnaval, PH de Noronha e Lucas Bori.

      E aí – deu pra matar um tico da saudade? 

      06.03.17
    • pode me chamar de feminista

      A luta pelos direitos das mulheres no Brasil não é de hoje. Desde a época do Brasil Colônia (1500-1822), vivia-se uma cultura enraizada de patriarcado, onde as mulheres eram propriedade de seus pais, maridos, irmãos ou quaisquer que fossem os chefes da família. Nesse período, a luta das manas era focada em algumas carências extremamente importantes na época: direito à vida política, educação, direito ao divórcio e livre acesso ao mercado de trabalho.
       

      Bastante tempo se passou de lá pra cá e algumas dessas conquistas foram alcançadas, mas sem dúvida o feminismo ainda tem uma grande estrada pra percorrer. Um delas, por exemplo, é arrancar de vez o estigma que essa palavra ainda carrega, já que muita gente compartilha dos mesmos ideais, mas tem resistência em se reconhecer como feminista, ou como alguém que apoia.

       

      Foi assim que surgiu o projeto “Pode me chamar de feminista”, que pretende registrar, em forma de retratos, minas de hoje, além de um depoimento sobre como cada uma se descobriu feminista e como praticam o feminismo em suas vidas.

      O girl power por trás das lentes é todo da fotógrafa, pernambucana de nascimento e carioca de DDD,  Manuela Galindo, que também faz parte do coletivo feminista Deixa Ela Em Paz. O grupo pratica intervenções urbanas sobre temas ligados ao feminismo, combate ao machismo e à discriminação de gênero, liberdade e autonomia das mulheres

      Os retratos, sempre feitos nas ruas do Rio, são acompanhados de um papo bom sobre o movimento, que acaba se transformando em legendas que revelam a infinidade e diversidade de mulheres, suas vivências e pautas.
      O projeto é daqueles que está sempre em construção e, por isso, a ideia da fotógrafa é ir compartilhando o resultado pelo Tumblr e pelo perfil do Instagram.

      Vamos todas que juntas somos muitas! 

      06.03.17
    • a história dela

      Pense em todos os estereótipos que você conhece sobre as mulheres do Oriente Médio. Uma coleção de clichês que combinam um tanto do nosso imaginário, o que a gente acha que é e o que a gente sabe da mídia oriental, certo?

      Que tal então ter acesso a um mundo até então misterioso, tecido por preconceitos e desinformação, pelo ponto de vista delas mesmas? Isso é possível através de algumas mulheres corajosas, talentosas e apaixonadas, que se arriscam pra ir a campo mostrar a verdade sobre a história e os conflitos dos países onde vivem.

      As mulheres do coletivo Rawiya, que significa "ela que conta a história" em árabe, são fotógrafas experientes e inspiradas que se dividem entre países como Líbano, Egito, Palestina, kwait e Irã, clicando imagens que correspondem aos estereótipos, mas ao mesmo tempo vibrantes e delicadas, de momentos de intimidade, prazer e diversão.

      Existem sorrisos, homens bonitos e dias na praia, mulheres fortes e guerreiras, uma juventude que insiste e resiste, música, esporte e arte. Imagens poéticas, fortes e bonitas são reveladas através da enorme sensibilidade dessas mulheres não só em clicar, mas também em descobrir histórias únicas.

      Através do Rawiya, conhecemos um grupo de mulheres que são piloto de fórmula 1 na Palestina, algumas drag queens de Jerusalém, mulheres felizes, inteligentes e viajadas, homens que lutam pelos direitos das mulheres e uma sociedade que luta pra florecer em tempos tão áridos.

      Enquanto isso, as fotos do coletivo já passearam por galerias na Inglaterra e nos Estados Unidos, as meninas já apareceram na Vogue Itália e veem seu trabalho circulando entre alguns dos melhores jornais do mundo…

      e nós seguimos acreditando num mundo mais leve, pacífico e igualitário pra todos nós!

      16.01.17
    • reflexo feminino

      Quando o assunto é universo feminino, as distâncias entre os lugares parecem encolher. Encolhem porque é no íntimo – sobre o que é ser mulher— que as questões se esbarram em níveis de identificação, de dúvida, de amor e de cumplicidade. O que é longe fica perto. É um pouco disso que sentimos quando vemos o trabalho da fotógrafa turca Eylül Aslam.

      Apesar de hoje em dia morar em Berlim, a Eylül carrega consigo a história de uma cultura muito diferente da que vivenciamos por aqui. E nem por isso as imagens nos soam estranhas/estrangeiras. Muito pelo contrário: é nesse momento que a imagem se valida como linguagem universal.

      As cenas capturadas por Eylül registram uma delicadeza sem igual, um cuidado com as cores, com as formas femininas, o íntimo e o brilho desse cosmo tão especial que nos une até mesmo sem palavras. A fotógrafa, que foi criada por uma mãe liberal e feminista dentro dessa sociedade tão fechada e patriarcal que é a Turca, ganhou dela sua primeira máquina fotográfica, aos 17 anos.

      No começo, a câmera ficava meio guardada, quase como um objeto de decoração, mas foi a partir do momento que Eylül passou a experimentar a vida como mulher dentro da Turquia que ela sentiu a necessidade e o poder subjetivo que a fotografia tinha pra ajudá-la a lidar com a sua própria imagem e com essa imagem do feminino. Assim, a câmera saiu da estante e ganhou o mundo de Eylül.

      Um dos principais motivos que fez a Eylül começar a fotografar foi porque ela queria se livrar dessa escuridão interna que permeava as experiências e as dores de se tornar mulher.  E um lugar como a Turquia parece ter aflorado ainda mais essa vontade. Quanto maior a repressão, mais doce a poesia.

      Ao querer livrar-se desse sentimento, a fotógrafa abriu um espaço infinito que traduz em cores e feminilidade — e muitas vezes flores e glitter — essa vontade de querer usar um vestido colorido no meio da rua e se sentir livre por isso. A arte da turca também perpassa por outros temas como a sexualidade feminina. Fotografias de corpos, de espelhos, das amigas. Foi por meio delas que ela também foi descobrindo a sua sexualidade.

      Além de todo esse trabalho, tecido no auge da intimidade invisível feminina, a Eylül começou a fotografar também parte de suas viagens, a gente por aqui tá encantada com a última volta que ela deu por Tóquio, onde ela leva a gente pra passear por um Japão adocicado em tons pastéis. É poesia pura o diário de viagem dela.

      Se você quiser acompanhar o trabalho da Eylüle e se aventurar nesse mundo cintilante, passa aqui  ou na fanpage. Ela também escreve sobre seu processo criativo e seu mundo visual aqui no dailybreadmag. A gente indica muito a leitura desse aqui, que fala sobre como todos nós somos seres capazes de criar quando amamos algo ou alguém! 

      29.09.16
    • de ontem pra hoje

      A gente entrou no túnel do tempo pra mostrar que as décadas de 60 e 70 dizem muito sobre a moda que veste e inspira as meninas pelo mundo afora. Nessa época, com o fim da  Segunda Guerra Mundial, a sociedade e a moda (que também é voz da transformação) experimentavam uma liberdade que até então ficava escondida por baixo de mangas longas, golas, babados e camadas de tecidos.

      "The cool kids" começavam a caminhar rumo à liberdade. As ruas se tornaram passarelas e alguns nomes da alta-costura de hoje se lançavam no mercado fashion com peças revolucionárias e cheias de atitude. André Courrèges com a minissaia, Oscar de la Renta com estampas geométricas e Yves Saint Laurent, que deu força à moda unissex, com os jeans e as camisas sem gola. Pela primeira vez, a mulher ousava se vestir com roupas tradicionalmente masculinas, como o smoking, lançado pra elas por Saint Laurent, em 1966.

      Pra encher a gente de nostalgia e inspiração, escolhemos quatro ícones da época que se destacavam por vestirem a moda descontraída, jovem e revolucionária. Jane Birkin, a inglesa "multiartista" – atriz, cantora, escritora e que dá nome a uma bolsa da Hermés -, tinha um um estilo "libertino-cool" inconfundível (que a gente adora).

      Brigitte Bardot, a ex-atriz francesa era um cometa fashion. Por onde passava atraia olhares não só pela beleza, mas pela expressão que vestia.

      Marianne Faithfull, atriz e cantora britânica, pegou carona no sucesso dos Beatles pra entrar no mundo musical. Marianne teve um romance com Mick Jagger e seu estilo tem uma pegada rock-chic.

      Até hoje a franja da Françoise Hardy é referência de estilo. A cantora francesa combinava estilo e elegância a lá Françoise. Ao lado de Jacques Dutronc tinha o amor como plano de fundo para os cliques que mais parecem um editorial de moda, coisa linda de ver!

      12.09.16
    • brésil

      Não tem que resista ao sotaque brasil. 

      Marcel Gautherot deixou Paris, onde viveu durante os anos 20, para desbravar e registrar a riqueza cultural do nosso país.

      Gautherot é francês e chegou por aqui em 1939, morou no Rio de Janeiro e frequentou o círculo de intelectuais ligados ao modernismo, ao lado de Drummond, Mário de Andrade, Lúcio Costa e Burle Marx…  Durante um tempo trabalhou para a revista O Cruzeiro e nos anos seguintes percorreu inúmeras cidades captando a sensibilidade e a magia do povo brasileiro.


      A literatura de Jorge Amado teria sido um dos motivos para atravessar o Atlântico, atraído pelos mistérios e costumes “entre-trópicos”. Instigado pela efervescência cultural do nosso Brasil, o fotógrafo, que já tinha uma formação voltada pra arquitetura, enquadrou muito mais que um simples clique instantâneo.

      Ele olhou para o mosaico cultural brasileiro para compor verdadeiras narrativas visuais, carregadas de sombras, misticismos, manifestações religiosas e antropológicas. “A fotografia surgiu antes de tudo do meu desejo de viajar”, disse Gautherot.

      O fotógrafo morreu aos 86 anos, no Rio, em 1996, deixando uma enciclopédia visual que foi exposta mundo afora. Sua coleção pertence ao Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro.

      Fotografia, arte, arquitetura, cultura… Isso é Sotaque Brasil!

      03.09.16
    • nu.an.ce, feminino, singular


       
      Se a gente pudesse escolher um mundo pra viver, sem dúvida aquele que está por trás das lentes da Petra Collins seria escolhido. A fotógrafa e filmmaker canadense (que vive em NY) clica a juventude nua e crua com sua lente 35mm.
       

       
      Sua fotografia em tons pasteis é capaz de revelar e desnudar a intimidade feminina com beleza, frescor e brilho. O trabalho da jovem de 23 anos nada mais é do que um retrato de si mesma, focado na representatividade feminista, no poder da juventude e na beleza da diversidade.
       


      Collins é uma fonte inesgotável de talento e inspiração. Assim como toda 90’s girl, ela tem sua paixão por moda e pela música. De carona na decolagem da Gucci sob a direção criativa do Alessandro Michele, ela fez parte da campanha de Outono/Inverno16 – Rhizomatic Scores – da grife italiana, que tem trabalhado a estética youthful, bohemian e gender fluid. Dá uma olhada nos cliques para a marca:
       

       
      Na música, Petra filmou o clipe Boy Problems, da Carly Rae Jepsen e a gente foi correndo assistir. O clipe tem Jepsen com lágrimas nos olhos e seus amigos também, rasgados em seus quartos, no escritório e em um funeral e no final todos se encontram numa grande festa, um retrato fiel – ou melhor, um filme autêntico – dos dilemas e mistérios daquela que todos dizem ser a melhor fase da vida, a juventude. Babe é mais um dos seus trabalhos que merece destaque (e aplausos de pé).

      A palavra é re-definidapor Petra como "Forte, Independente, Poderosa – e pronta para enfrentar o mundo" e é o título da sua publicação mais recente, que pretende, entre outras questões, provar que feminismo e sexualidade não são mutuamente exclusivos. O livro conta com uma série de imagens explorando noções de alienação, nostalgia e mídias sociais, todas filtradas através de um brilho rosa pastel.


       
      É fascinante ver que Petra parece conversar com ela mesma em tudo o que faz e produz! É identidade, é personalidade, é verdade. A gente acredita que a arte, a moda e a juventude precisam disso: representatividade, empoderamento e inspiração.

      02.08.16