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sua mochila está vazia

      Tag: flip

    • uma carta pra ana

      Já deu pra ver que a gente anda tomada pelo espírito delicado da poesia e inundada por uma brasilidade sem fim por aqui, né? E é por isso que lá estávamos na 14º FLIP, Festa Literária Internacional de Paraty, que rolou no início desse mês.  Todo ano, eles escolhem um escritor pra homenagear e a bola da vez dessa edição foi a poetisa Ana Cristina César. 

      A Ana é um dos nomes ligados ao movimento da poesia marginal do Rio da década de 70, que publicava suas poesias de forma independente por meio de mimeógrafos (que era uma espécie equipamento que permitia fazer cópias).

      Dona de uma história intensa, mas ao mesmo tempo cheia de suavidade e melancolia, ela tinha a mania de escrever cartas (dizia que as experiências que temos com as cartas e com os diários são as primeiras experimentações com a escrita que uma pessoa pode ter). Ela suicidou-se do apartamento dos pais em Copacabana, aos 31 anos, deixando algumas obras publicadas como Cenas de Abril, Correspondência completa, Luvas de Pelica e, o último, A teus pés, que  foi o segundo livro mais vendido da FLIP este ano.

      Esse é apenas a segunda edição do evento a homenagear uma escritora (alô, representatividade feminina). O primeiro deles foi em 2005, que teve como homenageada, Clarice Lispector. Aliás, uma das mesas mais disputadas lá em Paraty foi a mesa de número 14 “De Clarice à Ana C.” mediada por Benjamin Moser (o biógrafo de Clarice) e Heloísa Buarque de Hollanda (amiga de Ana C.), editora, e uma das maiores divulgadoras da obra de Ana, com quem a poetisa trocava diversas correspondências e que produzia os livros artesanais de Ana! 

      A mesa traçou um paralelo entre as duas escritoras. Entre as semelhanças, falaram sobre a timidez de ambas, os temas femininos, a intimidade e a fé inabalável na linguagem. Já as diferenças ficam por conta da cena literária. Ao compararem duas cartas escritas pelas autoras, os mediadores observaram como a Clarice era mais sincera, mais emocional e como Ana era mais performática e sempre impostava uma cena: "Ela fazia literatura o tempo inteiro, foi o lugar que ela escolheu, a roupa dela era literária. Ana não conseguia parar de significar, ela era um corpo literário”, contaram. 

      O feminino foi um tema bem presente nessa mesa e na FLIP como um todo. Segundo Heloísa, pra Ana C. a intimidade é uma coisa feminina. Ela definia intimidade como o feminino. O estar perto, o entrar no outro, essa intimidade, essa linha fina entre duas pessoas!

      Mas nem só de mesas e palestras vive uma FLIP, certo? Além das mesas, saraus e da programação oficial do evento — que inclui também a flipinha, uma miniflip pra crianças —  um dos grandes destaques foi a SACA: feirinha de publicações independentes (bem ao estilo ana Cristina césar de ser <3), que rolou no Madame Duranga, uma mistura de brechó/café/bar com comidinhas e que tem open-glitter!

      É só se servir com a cor que preferir! A SACA  aconteceu de quinta a domingo e teve direito a oficinas,  pocket show de Felipe Antunes e festinhas que duravam até tarde com o pessoal que estava expondo na feirinha e quem mais quisesse entrar, seja pra dançar no meio da sala do casarão ou pra degustar uma Gabriela, cachaça típica da cidade.

      E se você perdeu tudo isso, tá tudo bem também. Paraty é uma delícia até pra quem não tem a pegada literária. Lotada com shows a cada esquina, apresentações de teatro e os quitutes maravilhosos da cidade, só de tomar um sorvete na praça e ficar observando o movimento já tá valendo, quem disse que isso também não é poesia?

      A gente recomenda os sorvetes veganos delícia do ateliê Fábio Marqui! Ele também vende cerveja artesanal e sanduíche de carneiro por lá.

      O saldo da FLIP é positivíssimo, 5 dias pra inspirar, ver o que está rolando na cena literária e seguir em frente com esse visual super Brasil. 

      A gente aproveitou pra garantir uma coleção de poetisas: tem Ana Martins Marques, Alice Sant’Anna (que entrevistamos aqui), Matilde Campilho e claro, Ana C., que depois dessa flip está mais viva do que nunca.  Seja nos seus livros, na poesia, no cotidiano ou nas cartas. De uma forma ou de outra ela têm ajudado nessa tomada de consciência do feminino, que também é intimidade e vice-versa. 

      Pra ela que gostava tanto de cartas, um texto endereçado: obrigada Ana, onde quer que você esteja! 

      12.07.16
    • galeria – caminho do grafite

      Hoje, no Dia do Grafite, a nossa Galeria presta uma homenagem aos artistas do spray e ao poder transformador da arte urbana através do lindo projeto de Márcio SWK.O grafiteiro se reuniu aos projetos Santa Prazeres Tour e Galera.com, em ação patrocinada pela petroleira francesa TOTAL E&P, pra encher de arte os muros de 50 casas do Morro dos Prazeres.

      Um time de 45 feras daqui e da gringa foi escalado pra colorir a comunidade, num projeto que tem tudo pra virar referência e se espalhar por aí. Aqui um beijo e vai, um super obrigada a esses artistas, que nós passamos a admirar ainda mais!

      Marcelo Ment, MGA, Flip, Oreus (França), Does (SP), Dninja (SP), Rafael Hiran, MES (Alemanha), Phame (EUA), Dozetreze, Rafael Carvalho, Nitcho, Big, Anarkia, Bob, Life, BR, Toz, Villas, Blopa, Eco, Fins, Duim, Saile (Chile), Icone, Aira, Piá, Orion (Itália), akn, Meton, Chico21, Chivtz, Miau, Tarm, Ch2, Fame, plantio crew, Bella, Caze, Talitha, Rena, Bruto, Skoloct (Japão), Cove, Reiz, Vitor e Alander

      27.03.14
    • paraty, para todos!

      Todo ano rola a Flip, lá em Paraty, e a gente sempre acaba se programando em cima da hora e não consegue ir (quem nunca?). Então esse ano resolvemos nos adiantar! Os ingressos pra toda a programação principal da Feira começaram a vender essa semana, pela internet, telefone e nos pontos de venda.

      Além de Zuenir Ventura e Luis Fernando Veríssimo, a Flip ainda vai contar com as participações internacionais e muitos eventos paralelos. No site tem todas as informações!

      E já que é pra curtir uma viagem, Paraty ainda tem um circuito turístico lindo. A dica é curtir um passeio de barco de dia, onde dá pra comer um bom peixe, mergulhar (com snorkel ou tanque) e relaxar, e depois jantar em um dos restaurantes gostosos e cheios de charme pelo Centro Histórico. Em vários dias dá até pra curtir um bom jazz ou sambinha ao vivo.

      E, passeando por lá, olha quem a gente encontrou: a loja Cosmopolitan – multimarcas super caprichada que fica na rua Dr. Samuel Costa. Lá, além da decoração fofa, você acha sabe o que? FARM! Eba! 🙂

      Bom, o roteiro cultural, turístico e de comprinhas já tá pronto! Agora é só comprar a passagem, partiu?

      07.06.12
    • lendo em paraty

      Em meio às discussões sobre o fim do livro e o reinado do Kindle, acontece a 8ª edição da Feira Literária Internacional de Paraty (FLIP), de hoje até domingo.

      Nós indicamos o passeio até lá, não só pelas lindezas sem fim da cidade, mas também pela chance de ficar por dentro do que vários dos mais importantes formadores de opinião da atualidade estão achando do cenário cultural, e da produção literária.

      O autor homenageado desta edição é o brasileiríssimo Gilberto Freyre, que escreveu e pensou sobre as nossas origens como poucos.

      Aqui no site do evento tem a programação completa e dicas de onde ficar. A gente acrescenta a dica de dar um pulinho em alguma das praias e cachoeiras da região (se a chuva deixar!) e, se possível, uma escapada até Trindade pra um dia de relax 😉

      04.08.10