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sua mochila está vazia

      Tag: feminismo

    • pode me chamar de feminista

      A luta pelos direitos das mulheres no Brasil não é de hoje. Desde a época do Brasil Colônia (1500-1822), vivia-se uma cultura enraizada de patriarcado, onde as mulheres eram propriedade de seus pais, maridos, irmãos ou quaisquer que fossem os chefes da família. Nesse período, a luta das manas era focada em algumas carências extremamente importantes na época: direito à vida política, educação, direito ao divórcio e livre acesso ao mercado de trabalho.
       

      Bastante tempo se passou de lá pra cá e algumas dessas conquistas foram alcançadas, mas sem dúvida o feminismo ainda tem uma grande estrada pra percorrer. Um delas, por exemplo, é arrancar de vez o estigma que essa palavra ainda carrega, já que muita gente compartilha dos mesmos ideais, mas tem resistência em se reconhecer como feminista, ou como alguém que apoia.

       

      Foi assim que surgiu o projeto “Pode me chamar de feminista”, que pretende registrar, em forma de retratos, minas de hoje, além de um depoimento sobre como cada uma se descobriu feminista e como praticam o feminismo em suas vidas.

      O girl power por trás das lentes é todo da fotógrafa, pernambucana de nascimento e carioca de DDD,  Manuela Galindo, que também faz parte do coletivo feminista Deixa Ela Em Paz. O grupo pratica intervenções urbanas sobre temas ligados ao feminismo, combate ao machismo e à discriminação de gênero, liberdade e autonomia das mulheres

      Os retratos, sempre feitos nas ruas do Rio, são acompanhados de um papo bom sobre o movimento, que acaba se transformando em legendas que revelam a infinidade e diversidade de mulheres, suas vivências e pautas.
      O projeto é daqueles que está sempre em construção e, por isso, a ideia da fotógrafa é ir compartilhando o resultado pelo Tumblr e pelo perfil do Instagram.

      Vamos todas que juntas somos muitas! 

      06.03.17
    • por todas nós

      Somos muitas, somos fortes e estamos juntas. Uma por todas e todas unidas, por todos os lados, de todos os tipos, de todos os jeitos e nada, nada vai nos fazer parar de lutar.

      Essa foi a mensagem de quase 3 milhões de mulheres que se deram as mãos numa marcha histórica que ocupou Washington e outras cidades americanas inteiras nesse sábado, levando ao mundo uma mensagem forte e pacífica de amor e união.

      Como o movimento das sufragistas que lutaram pelo voto feminino no começo do século passado, ou como a onda feminista que ampliou ainda mais nossas vontades e direitos nos anos 60, a Marcha de 2017 não vai poder ser esquecida, como símbolo de resistência de milhares de mulheres do mundo todo, mostrando que pra frente é que se anda.

      A Women's March foi organizada como reação à posse de Donald Trump, que aconteceu nessa sexta, mas acabou dando voz a mulheres de todos os continentes, de todas as cores, credos e idades, cada uma com sua luta e com sua história, mas unidas por um ideal.

      E não faltaram cartazes brilhantes, hilários e emblemáticos representando um pouquinho de tudo que cada uma de nós gostaríamos de dizer.

      De musas históricas como Angela Davis e Gloria Steinem, que lutam pelos nossos direitos há muitos carnavais, até celebs cheias de atitude como Scarlett Johansson, Alicia Keys, Ashley Judd e Madonna, muitas mulheres incríveis subiram nos palcos pra entoar discursos pra lá de emocionantes.

      E ficamos todas ainda mais empoderadas, cheias de vontade, afeto e coragem pra fazer daqui também a nossa parte, nesse discurso universal:

      Pelos nossos direitos, pelos direitos humanos, pela nossa liberdade e pela igualdade, por nós e por nossas irmãs, sempre!

      24.01.17
    • tudo sobre ele

      Um elemento secreto, escondido, obscuro, cujo nome mal se pronuncia. Pouco se sabe, ou melhor, se sabia sobre o pequeno órgão que floresce com tanta força e tantas possibilidades num simples toque.

      Vale repetir em voz alta, vale olhar com atenção, vale descobrir sozinha todo potencial do pequeno e imenso botão de acesso ao prazer feminino que mora no seu corpo. Muito prazer, Clitóris.

      E enquanto dicas infalíveis de "toques" andam circulando por aí (vale ler o guia da socióloga Emily Nagoski na Revista Nin), sua imagem ainda passeava pela sombra até ser revelada pela artista Sophia Wallace, de muitas maneiras. 

      A criadora do projeto-manifesto "Cliteracy: 100 natural laws" desmitifica o clitóris em frases, ilustras e até instalações que celebram em inspirações e dados científicos o poder da nossa sexualidade misteriosa. E singular!

      E você pode ficar de boca aberta sobre o que pode descobrir sobre você mesma.“Ninguém sabe que forma tem um clitóris e, ao mesmo tempo, vemos desenhos de pintos por todos os lados”, disse a americana a revista TPM desse mês.

      Parece de verdade uma flor que nos olha por dentro, e não é uma metáfora boba pedir delicadeza, mas a primeira imagem 3D que acaba de ganhar forma esse mês na França revela que ele é bem maior do que poderíamos imaginar. 

      A nova concepção vai transformar o ensino de educação sexual, e viva! revolucionar o feminino, ajudando um monte de mulheres a descobrir, sozinhas e bem acompanhadas, o próprio prazer

      É ou não é o poder?

      23.09.16
    • documentários empoderados

      O show que as minas vêm dando recentemente nos inspirou a fazer uma listinha de documentários que contam histórias de mulheres fortes, obstinadas e inesquecíveis. Vamos combinar que não há nada que motive mais a gente que um bom exemplo, que uma emocionante história de superação.

      As Rafaelas e Martas de 2016 têm enchido nossos olhos de lágrimas e nossos peitos de força e vontade de gritar, torcer, ser melhor. Daí que a gente começou a lembrar de outras mulheres que fizeram história, e em como essas histórias já renderam alguns incríveis documentários. Segue então uma listinha pra gente segurar essa onda emocionada e motivada por um bom tempo, e pra lembrar que nós podemos o que quisermos:
       

      She’s beautiful when she’s angry” (2014, dirigido por Mary Dore, disponível na Netlfix). 
      Contem pra gente depois, mas a reação geral a esse doc geralmente é um nó na garganta enorme e um sentimento de gratidão profunda. O filme é basicamente um aulão sobre os primórdios do movimento feminista nos EUA, e um aulão que pode elucidar muuitas dúvidas e mitos sobre o movimento. Tipo obrigatório.
       

      Girl Rising” (2013, dirigido por Richard Robbins, disponível na Netlfix)
      Correndo o risco de quase todo mundo já ter visto, colocamos este na lista pra que quem ainda não viu saia correndo e veja hoje. O filme conta a história de como o acesso à educação mudou a vida de nove meninas em zonas de pobreza e/ou conflito pelo mundo. Cada capítulo foi escrito por uma menina local, e é narrado por uma celebridade – dentre elas Meryl Streep e Alicia Keys. É de acabar com uma caixa de lencinhos inteira, e realmente te deixa com vontade de fazer uma revolução das minas no mundo.
       

      Amy” (2015, dirigido por Asif Kapadia, disponível na Netlfix)
      O diretor desse doc é um mestre em contar histórias de personagens trágicos, então já fica também a dica pra quem nunca viu “Senna”. É o mesmo cidadão, e o jeito de levar a narrativa é parecido, até porque conhecemos muito bem o desfecho. O que é incrível nessa biografia cinematográfica não autorizada da Amy (o pai dela tentou barrar o lançamento) é o quanto que fica claro que ela foi bastante vítima da mídia e do desejo dos outros de se aproveitar de sua fama. Ainda assim, Amy se recusou até o fim a ser quem ela não era, então são muitas lições numa história só.
       

       
      Cassie Eller” (2015, dirigido por Paulo Fontenelle, disponível no NET Now)
      Sucessão no cinema nacional, o doc que conta a história de uma das figuras femininas mais marcantes da história da música brasileira é uma porrada, como era a Cássia. É incrível ouvir as pessoas falando dela, de suas mil facetas, de seu lado louco e de seu lado doce. É um doc inesperado, de surpresas, muito triste e ao mesmo tempo extremamente encorajador. Fora o tanto que é incrível escutar de novo todas músicas. Imperdível mesmo.
       

       
      What happened Miss Simone” (2015, dirigido por Liz Garbus, disponível na Netlfix)
      A grande força desse doc talvez seja a contextualização perfeita do momento histórico que ele faz pra contar a história pessoal da própria Nina. E o fato dele tocar em diversos assuntos muito tabus, como violência doméstica, abuso e drogas. Pra gente lembrar que nossas heroínas não são invencíveis, não são perfeitas, não são retocadas – são apenas mulheres que acreditaram seus potenciais e não tiveram medo de enfrentar as consequências.
       

      Em três atos” (2015, dirigido por Lucia Murat, disponível no Telecine Play)
      Baseado nos textos sobre envelhecimento da brilhante Simone de Beauvoir, o filme fica no meio do caminho entre documentário e ensaio poético, e traz duas bailarinas – Angel Beltrão, aos 85 anos, e Maria Alice Poppe, no auge de sua forma física – interpretando coregrafias de João Saldanha. Em paralelo, Nathalia Timberg e Andrea Beltrão declamam os textos de Beauvoir. É inclusive uma excelente porta de entrada pro trabalho da escritora, e imperdível pra quem ama dança.

       
      Anotados? De volta pro sofá então, porque o que não faltam são exemplos de minas incríveis e empoderadas pra te motivar a seguir na luta.

      16.08.16
    • bela, engraxada e da pixta

      “Andar de bicicleta fez mais pela emancipação da mulher do que qualquer outra coisa no mundo”, já dizia a feminista americana Susan Anthony, no final do século XIX.


       
      A magrela tem muita história pra contar e uma delas é ter se tornado símbolo de libertação feminino, pois assim que a mulherada da virada do século XX aprendeu a se equilibrar em duas rodas e saiu pedalando por ai, horizontes foram abertos pra além de sua vizinhança e assim foram conquistando cada vez mais espaço nesse mundão.

      E foi em um esbarrão de pneus, guidons e ideias que Michelle Chevrand, Mônica Bentes (Anouk Bags), Michelle Castilho (Ciclovias Invisíveis), Carolina Queiroz e Thais Lima (Ciclicas) colocaram todo esse Girl Power e graxa na mesa e criaram o Engraxadas: coletivo de mulheres ciclistas que promove a bicicleta como ferramenta de autonomia e empoderamento feminino.

      “Todas nós queríamos fazer uma atividade voltada exclusivamente pro público feminino. Nos colocaram em contato, sentamos, conversamos, criamos um primeiro evento com oficina de reparos mecânicos para mulheres e deu tão certo que oficializamos o Engraxadas”, contam.

      Do Match do primeiro encontro no Bike Rio Café na Lapa, as minas e as bicis já passaram pelo MAM, O Cluster e também pelo Bicicultura SP (maior encontro nacional de bicicletas de São Paulo ) sempre com a ideia de reunir ciclistas interessadas em ter mais autonomia no uso da bike como meio de transporte e também em compartilhar experiências do dia-a-dia. 

      Os encontros e bate-papos que são promovidos pelo grupo têm a função de dar voz à mulher na mobilidade, além de também oferecer oficinas. Uma delas é a de reparo das bikes – exclusiva pras mulheres, claro –  onde o foco é dar autonomia e independência pra elas e também a de customização, pois pro coletivo a personalização cria uma identificação e uma relação de carinho tanto da ciclista com sua própria bici, assim como faz com que terceiros tenham uma maior percepção das bikes no trânsito. Respeite, um carro a menos.

      No próximo mês o Engraxadas pedala pro V Fórum de Bicicletas de Manaus convidadas pelo Pedala Manaus, que vai aproveitar o momento de eleições municipais do país e levantar questões para melhorar as condições de quem usa a bicicleta, fomentando o debate e incluindo o tema na pauta do poder público. 

      A cada pedalada, uma revolução.  Ponto pra cidade, ponto pras minas! 😉

      29.07.16
    • agora é que somos!

      Precisamos falar sobre o Mapa do Acolhimento, uma plataforma online pra conectar mulheres vítimas de violência sexual a atendimentos especializados neste tipo de situação, criado pelo Nossas Cidades. A ideia começou pensando na enorme dificuldade que as vítimas enfrentam com a falta de acesso e de informação sobre esses serviços. É sobre trazer pra perto, sobre acolher. É sobre o humano! 

      Como funciona? Terapeutas se inscrevem pra oferecer serviços gratuitamente a algumas destas vítimas e, pra quem não é terapeuta e quer apoiar, rola um espaço pra se inscrever no grupo de #MulheresMobilizadas que se dispõe a ajudar a avaliar serviços públicos especializados neste tipo de atendimento. 

      Nenhum mulher merece sofrer. Nenhuma mulher merece sofrer sozinha. Quer fazer parte da mobilização, ajudar ou ser ajudada? Acessa aqui o link do Mapa do Acolhimento e compartilha essa mensagem.

      A cada 11 minutos, uma mulher é estuprada no Brasil. De acordo com uma pesquisa feita pelo IPEA, cerca de 527 mil pessoas são estupradas por ano no país, sendo que 89% das vítimas destes atos violentos são mulheres. Vem ver mais aqui

      A mobilicação é uma iniciativa Nossas Cidades (organização ativista que reúne mais de 250 mil pessoas pelo país) em parceria com  #AgoraÉQueSãoElas

      Estamos juntas! 

      24.06.16
    • mulheres em pauta

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      A gente já declarou por aqui e por aqui nosso apoio à luta das mulheres. Sabemos e sentimos como o abuso físico e psicológico da mulher é real, cotidiano e violento.

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      Nessa semana, vivenciamos momentos históricos ao sermos tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM – 'a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira' – e ao irmos às rua, expressivamente, contra a aprovação da (PL) 5069/13, que modifica a lei de atendimento às vítimas de violência sexual e criminaliza propaganda, fornecimento e indução ao aborto e métodos abortivos.

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      Junto a isso, presenciamos projetos na internet que empoderam a mulher através de apenas uma coisa: nossa própria voz. Campanhas como ‘Chega de Fiu Fiu’ e o super recente #meuprimeiroassedio, lançadas pelo Think Olga, possibilitam que a mulher possa dizer ‘não’ e isso modifica toda a forma de funcionamento da sociedade. A youtuber Jout Jout também entrou nessa com o vídeo 'Vamos fazer um escândalo'.

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      Outras páginas como Lugar de Mulher, Moça, você é machista, As Minas na História, Arquivos Feministas, Não me Khalo e Empodere duas Mulheres também lançam luz às questões pelas quais a mulher passa, propondo reflexões sobre violência, sociedade, empoderamento feminino, diversidade e todos os assuntos que se resumem em: libertação da mulher e a necessidade de uma mudança estrutural e cultural na nossa sociedade diante das discussões de gênero.

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      O que importa por aqui é ter poder de escolha seja sobre roupas, sexo, trabalho, política ou qualquer assunto que faça parte da nossa vida. Bora incluir o assunto no dia-a-dia, refletir sobre o que tantas moças bacanas têm a dizer e engrossar a voz desse coro? Não calar é prosseguir! 🙂

      29.10.15
    • a hora e a vez das mulheres

      BOLA

      Quem se esquece o discurso inflamado de Patricia Arquette no Oscar desse ano? Endossada por outras incríveis, a vencedora do prêmio de melhor atriz fez um discurso belo e caloroso pela igualdade das mulheres em Hollywood.

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      E eis que depois de muito movimento, como o maravilhoso #AskHerMore, a indústria resolveu abrir os olhos e especialistas já juram de pés juntos: o próximo grande prêmio do cinema vai ser dominado por mulheres protagonistas e grandes histórias femininas.

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      Entre essas histórias, algumas já andam dando o que falar, são romances entre mulheres, histórias de liderança e força, começando pela história real que ajudou a formar o pensamento feminista e mudou o lugar da mulher no mundo.

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      Estrelado por Meryl Streep, Carrey Mulligan e Helena Bonham Carter, Suffragette conta a história da luta feminina pré-primeira guerra, quando as ativistas inglesas conquistaram o inédito direito ao voto, que iniciou mudanças que ecoam até os dias atuais.

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      Mas não só de luta, também de amor vivem as mulheres que vão dominar a cena no ano que vem. Carol conta a delicada história de amor entre duas mulheres nos anos 40, interpretadas pelas maravilhosas Cate Blanchett e Rooney Mara.

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      As poderosas também têm vez e quem é mais “gata-poder” que Jennifer Lawrence pra interpretar uma mulher que assume os negócios da família em Joy: o nome do sucesso, protagonizando o que dizem ser a versão feminina de O Poderoso Chefão com o auxilio luxuoso de Robert de Niro entre os coadjuvantes.

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      Anote também os títulos Freeheld, protagonizado por Julianne Moore e Ellen Page, contando a história real de amor e luta pelos direitos iguais, no casamento entre duas mulheres.

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      Mulheres protagonistas, mulheres diretoras, produtoras, histórias de grandes mulheres… Esse é só começo de algo que já devia ter começado há muito tempo! 😉

      18.08.15
    • o novo bordado

      bola_bordado

      Parece que o mundo tá mesmo na onda de valorizar o feito à mão (ainda bem) e retomar antigos hábitos que ajudavam as pessoas a relaxar, ao mesmo tempo em que criavam algo pra si. A gente tá de olho na galera que anda bordando por aí, reinventando símbolos, indo além das florzinhas e bichinhos, ou misturando isso tudo pra fazer do bordado uma ferramenta a favor do feminismo. Se liga:

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      O comportamento foi detectado primeiro lá fora, com o nome de riot embroidery, com mulheres usando desenhos de corpos femininos e outros ‘tabus’ pra fortalecer a luta de quem não dorme no ponto e tá reivindicando mudanças em todos os níveis da sociedade. Como pode, algo tão simples como o bordado voltar à cena com tom político?

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      Pois além de carregar mensagens preciosas, o bordado também faz com que as pessoas retomem contatos e se agrupem pra praticar, trocar ideias, fazerem algo diferente no dia-a-dia. Afinal, nada melhor do que se sentir investindo tempo, energia e criatividade em algo feito com as próprias mãos.

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      Quer se juntar com esse pessoal? As meninas do blog Girl With Style já se reuniram uma vez pra uma oficina de bordado (a última foi na casa Catete 92, no Rio), e em SP a gente tá sabendo que existe o Clube do Bordado.

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      fotos: reprodução

      Em grupo ou sozinha, o importante é pegar agulha, linha e bastidor pra criar, refletir, questionar. Bora?

      03.08.15
    • who run the world?

      bola_fightlikeagirlNa vibe do Dia Internacional da Mulher (♥) nada mais justo do que dar cartaz pra quem é pura inspiração e só reforça o nosso emponderamento e as mudanças que vêm acontecendo há tempos nas relações patriarcais. Trocando em miúdos, Who run the world?

      E se Queen Bee canta à plenos pulmões que quem domina o mundo somos nós, a ilustradora gaúcha, desenvolvedora de jogos e gamer Kaol Porfírio achou um meio mais delicado de manifestar essa força feminina através da série de ilustrações “Fight like a girl“.

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      A ideia é relembrar heroínas famosas da ficção pra provar que mulheres também podem ser guerreiras confiantes, protagonistas e, sobretudo, inspiradoras, como Beatrix Kiddo, de Kill Bill; Sarah Connor, de Exterminador do Futuro; Xena; Mulan; Buffy, a caça vampiros e etc. E a convite do site Think Olga, ela fez uma série só com feministas famosas, olha só.

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      Foi uma forma que a Kaol achou pra desabafar (especialmente porque como game developer vive num meio onde 95% são homens), desconstruir o antigo conceito de que se você estiver fazendo tal coisa igual a uma menina, estaria fazendo com menos poder, com uma vulnerabilidade, falta de técnica ou fraqueza – é aquele papo de “parece uma menina lutando”, sabe?

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      Quem quiser acompanhar updates da série, podem dar uma olhada no face da moça, onde a cada desenho ela descreve um pouco o perfil das personagens.

      Se identificou? Bora nessa!

      07.03.15
    • farm entrevista – jules de faria

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      Feminismo. Quantas vezes você viu essa palavra circular pela sua timeline pelos últimos meses? Do show da Beyoncé ao desfile da Chanel, o movimento feminista ocupa cada vez mais espaço no nosso dia a dia.

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      E naturalmente, cada vez mais meninas se engajam na causa, que muito além de modismos, nos garantiu direitos que hoje nem conseguimos imaginar que nos eram negados (começando com as lindas sufragistas, que lutaram pelo nosso voto no começo do século XX!).

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       ilustra: Vanessa Kinoshita

      E se o movimento volta a pauta do dia, é graças a mulheres como a atriz Emma Watson, à mais jovem vencedora do Nobel Malala Yousafza e à jornalista Juliana de Faria. Conversamos com a mente fervilhante por traz do Olga, site que leva o assunto a sério, mas sem perder a leveza e o humor.

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      Escrevendo pra sites e revistas de moda, a Jules sentia falta de falar com as mulheres de forma mais humana, real, quebrando estereótipos. E na falta de um meio onde pudesse emplacar o conteúdo que lhe fazia falta, ela mesma criou um portal onde pode compartilhar textos, histórias e ideias. E o seu desdobramento natural, o Talk Olga, onde pode dar voz e poder a meninas de todo o Brasil.

      O feminismo está na moda, o que você está achando disso?

      O movimento tem que sair da bolha, então é ótimo que esteja na moda, que cada vez mais pessoas conheçam, desde que a mensagem não se desvirtue. É importante que se fale cada vez mais sobre o feminismo, mas passando a mensagem certa, de diversidade e igualdade, sem colocar as feministas em um padrão.

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       ilustra: Mag Barbosa

      Você consegue ver alguma diferença essencial entre o movimento de sua fundação aos dias de hoje?

      O feministo é um movimento em transformação porque é feito por pessoas, e as pessoas estão sempre em transformação. Continuamos lutando pela mesmas coisas, a grande diferença é que hoje temos mais ferramentas pra comunicar. Contamos com a internet, que é um grande portal de minorias. Na internet todas têm voz. O feminismo é tão plural como nós, mulheres.

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      Mas tem alguma queixa que pode ser considerada mais contemporânea, algo que marque essa nova geração de feministas?

      Hoje o padrão de beleza está muito em pauta, como a mídia retrata as mulheres, essa representatividade torta e às vezes até violenta da imagem feminina, relacionada a padrões irreais e estereotipados.

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      Qual a próxima conquista mais importante na sua opinião?

      O corpo é nosso, mas ainda precisamos pensar em como nos vestir pra sair de casa. O assédio sexual limita o acesso da mulher nas cidades, por isso criamos a campanha Chega de Fiu-Fiu e o site com um mapa onde as mulheres podem dizer onde foram assediadas e denunciar assédios. Assim podemos mapear os lugares problemáticos da cidade, pra entender porque eles são perigosos, como uma rua mal iluminada por exemplo, e cobrar mudanças. Até hoje já somamos cerca de mil e cem denúncias.

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      ilustras: Gabriela Shigihara

      Ficou com vontade de entender melhor o feminismo pra encontrar a sua maneira de se engajar nessa luta? Aqui uma lista bacana de livros pra você entender melhor o assunto. Da essencial Simone de Beauvoir a Virgínia Woolf, pra se garantir… e ir muito além da moda 😉

      14.10.14