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sua mochila está vazia

      Tag: design

    • FARM seleciona

      Hoje as vagas são especiais pra galera de moda e criação. Quer trabalhar com a gente? Se liga nos profissionais que a gente tá precisando!


      Assistente de estilo 
      Salário + benefícios
      – Operar o software de cad nas operações de digitalização, ampliação e encaixe.
      -Digitalizar moldes na mesa digitalizadora ou através de foto com precisão
      -Efetuar encaixes precisos de modo a termos um maior aproveitamento do tecido garantido a qualidade durante o corte de peças.
      Formação:  Superior completo em design de moda
      Necessário: Conhecimento no pacote adobe e software CAD
      Desejável: experiência na função e inglês avançado
      Local de trabalho: RJ

      Designer – COR
      Salário  + benefícios
      – Contribuir criativamente para o resultado proposto pela coordenadora da área.
      – Executar coloração para estampas corridas, localizadas e de peças lisas e bordadasPesquisar referências de cartelas de cores e tecidos lisos
      – Pesquisar referências de cartelas de cores e de tecidos lisos
      – Desenvolver cartela e harmonia de cores
      – Aprovar bandeira de estampas ou amostra de matéria-prima
      Formação: Design de moda ou design 
      Desejável: Experiência de 3 anos
      Domínio: Illustrator e photoshop, interesse em estampas e cores.

      Designer júnior, sênior e pleno
      Salário  + benefícios
      – Criar material gráfico e estampas para atender as demandas do departamento de estilo.
      – Contribuir criativamente para o resultado proposto pelo gerente da área e estilo.Executar desenhos para estampas corridas e localizadas
      – Pesquisar conceitos e linguagens gráficas inovadoras para o design de superfície Adaptar desenhos pré- existentes para outros formatos
      – Finalizar arquivosAtender demandas do departamento de estilo e garantir o cumprimento dos prazos
      Formação: Ensino superior completo em belas artes, comunicação visual, desenho industrial, moda e designer gráfico
      Necessários: Experiência mínima de 5 anos na função e conhecer estamparia para o desenvolvimento de uma linguagem gráfica aplicada ao design de superfície, conhecimento de técnicas de estamparia e combinação de cores. 
      Local de trabalho : RJ

      Designer Gráfico Sênior
      Salário  + benefícios
      Conceituação, criação, finalização de todo material gráfico e digital.
      Formação: Ensino superior em desenho industrial, publicidade , comunicação e design.
      Necessário : Experiência de 5 anos , dominar os programas de photoshop, ilustrator e indesign
      Local de trabalho: RJ

      Se encaixou em um ou mais dos perfis? Corre e manda seu currículo pra curriculos@somagrupo.com.br

      Farm Seleciona

      14.05.19
    • jogando verde

      Cor de grama molhada, salada fresca, maçã verde e natureza selvagem. Cor de cheirinho de mato, de orvalho pela manhã e de casa recheada de vasinhos com folhas, ervas e tempeiros. Reunindo muitos dos nosso desejos pro ano que virá, não é a toa que o verde "Greenery" foi eleito o tom de 2017.

      Todos os anos a Pantone define, de acordo com uma projeção internacional que capta o zeitgeist do momento, uma cor que carrega a energia do ano que está por vir. O verde folhagem, por exemplo, é a grande aposta pra 2017, e promete invadir as casas, as ruas e os looks com todo o seu frescor. 

      O tom remete a um lifestyle natureba, que combina com um desejo cada vez maior de contato com a natureza e de busca por uma vida mais simples, leve e natural. Por aqui, somos fãs não só desse estilo de vida, mas também da cor, que já aparece em várias peças que amamos 

      Não é que a Pantone acertou?

      29.12.16
    • FARM entrevista – uinverso

      Na semana passada, a gente trocou uma ideia com as gêmeas do Ibeyi e a inspiração por esse universo espelhado foi tanto que repetimos a dose com novidade. 

      O Uinverso é o mundo marticular das gêmeas Nadiuska e Priscila, que se dividem e se completam em mente e mãos na criação de peças íntimas, belas e potentes. São figuras, faces partidas, personagens e outras delicadezas de um mundo outro que é só delas. Mas a boa notícia é que elas compartilham com a gente!

      Inspiradas pelas cores e formas da infância, rica em folclore e arte de rua no Cariri, as meninas seguem olhando o lúdico e o banal ao redor pra compor o Uinverso que continua em expansão. Donas de uma assinatura autoral inconfundível, as gêmeas juntas ou separadas criam beleas que se complementam, como elas. Conversamos um pouquinho com as duas pra desvendar mais sobre esse universo invertido, ímpar e encantador:

      Como é o processo criativo, da concepcão a execução dos trabalhos, vocês se dividem (cada uma faz uma parte) ou é feito tudinho a quatro mãos?
      Geralmente ​nossos trabalhos autorais tem um processo constante, as duas alternam entre criação e produção. Isso é muito importante para nós, participar de qualquer projeto do começo ao fim. Na parte administrativa dividimos todas as tarefas​ e ​dependendo da demanda da semana assume a que estiver mais disposta ​para esses trabalhos práticos.

      Vocês criam juntas desde pequenas? Como foi o despertar artístico de vocês?
      Sempre compartilhamos​ com a outra​ tudo que achamos interessante, isso acabou influenciando no trabalho​​. Começamos a levar a sério na faculdade de design, quando tivemos que escolher o que fazer da vida​ ​e o desenho foi um fator importante logo no início da escolha da profissão. ​ No design multidisciplinar foi possível explorar várias áreas e por sermos duas conseguimos produzir e trabalhar em áreas complementares que acabou ajudando na hora de criar o Uinverso. Sim estudamos juntas, trabalhamos separadas e nos juntamos novamente (Ela me entende).

      As máscaras, as cerâmicas, os desenhos, todos parecem compor realmente um universo muito particular, como é o "uinverso" de vocês?
      Humm.. ​Diria que é misterioso e divertido! 

      Vocês encontram inspiracões nos mesmos lugares?
      Às vezes. Cada uma mostra sua perspectiva de algo e vemos se ​concordamos ser interessante para o Uinverso.

      O que mais as inspiram uma na outra?
      Priscila: Acho que a vontade de sempre criar uma linguagem nova e pessoal.
      Nadiuska: Pri tem uma curiosidade e determinação de aprender ferramentas novas. Ela não fica só na conversa.

      E nós estamos super inspiradas pelos mistérios e pela beleza desse uinverso tão plural e particular!

      17.10.16
    • design que avoa ou escola sem muros

      A gente sempre acaba falando um pouco de design por aqui, né? É que o design é uma das partes mais importantes da gente! É ele quem guia todos os mimos e detalhes, desde o conceito da coleção, passando pelas roupas, as miudezas em cada peça gráfica e digital, a surpresa das embalagens, enfim, um tantão de coisa que a galera do Design faz com tanto carinho! 

      A gente respira design por aqui e sempre quer te inspirar um pouquinho também. E aí, nessas andanças, esbarramos com a Escola Livre. Ela nasceu em São Paulo, no finzinho de 2014, fruto do desejo de dois designers gráficos, o Guilherme Falcão e a Tereza Bettinardi, de criar um espaço de experimentação entre ensino e design.  

      A proposta da escola é criar diálogos, oficinas, conversas abertas e palestras que partem do design gráfico, mas que dialogam com outras áreas que têm no projeto a premissa básica de existência, como a arquitetura, o design de objetos, ou  qualquer outra profissão que fale sob a ótica de uma estratégia projetual.

      A ideia nessas conversas e compartilhamentos é encontrar laços e provocar discussões também com outras áreas como a arte,a literatura e o cinema. Ou simplesmente com a vida prática mesmo, com o lado cotidiano do profissional, criando assim uma comunidade solidária de trocas e experiências.  

      E é exatamente atrás dessas trocas e experiências que a maioria das pessoas procuram a escola. São estudantes e profissionais recém-formados ou com pouco tempo de experiência que chegam até eles porque acabaram se frustrando com o mercado ou simplesmente porque querem aprender mais sobre as questões que são discutidas e desejam estabelecer essa conexão com outros profissionais.

      Depois de uma pequena amostra, em parceria com a Editora Bolha na Comuna em março deste ano, a Escola Livre chega com força total na semana que vem aqui no rio para um intensivão em design. Conversamos com o Guilherme Falcão, um dos fundadores, e ele explicou um pouquinho pra gente como vai funcionar esse intensivão:

      “Geralmente os ciclos — que são as atividades que realizamos — duram dois dias na semana, terças e quintas. Aqui no Rio vai ser diferente, vamos proporcionar um intensivo que vai durar a semana toda. De segunda a sexta (12.09 a 16.09), com oficinas como a oficina A forma do livro (ministrada por ele e pela Tereza), A tool kit (Cubículo, Thiago Lacaz, Arthur Chaves, Visorama) e a oficina Agile (Luiz Ludwig — Ambos), além da Entrevista aberta + happy hour.” 

      E tudo vai rolar em parceria com o Estudio Visorama, que fica ali na Fonte da Saudade. Lembrando que as oficinas são pagas, mas que a entrevista aberta e o happy hour são disponíveis para o público!

      Ah, e a Escola Livre não tem sede fixa, a maioria das suas atividades acontecem em São Paulo, mas ela é itinerante e flutuante dentro da própria cidade e as vezes (a)voa por aí, como a sorte que demos aqui pelo rio. Para seguir seus passos, ciclos e atividades, fica de olho na página deles aqui

      Vida longa à liberdade!
       

      12.09.16
    • farm visita – julia bueno

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      A Júlia não desenhava bem, e gostava mesmo era de colorir, suas linhas não eram perfeitas ou exatas, e nem de longe carregavam qualquer tipo de técnica ou regra. Sua mão seguia livre e seus traços insistiam em ser orgânicos, naturais.

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      E mesmo assim, corpo estranho no curso de design na PUC, ela seguiu em passos seguros de sua escolha até a School of Visual Arts em NY, onde descobriu toda beleza da imperfeição dos seus traços, onde descobriu uma cidade que exigia foco e pés no chão, que aliás, nunca lhe faltaram, onde se descobriu.

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      E a Júlia, seja aqui ou lá, tinha outra paixão, a comida, saudável, gostosa, de encher os olhos e o olfato. A boa comida, que inspira e convida, a que chamam de arte. Então teve o insight de juntar talento, paixão, dom e vontade, e claro que deu caldo!

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      Descobriu o trabalho delicioso da americana Louise Fili e não pensou duas vezes, na cara e na coragem conseguiu um estágio que além de garantir uma mestra e uma amizade eterna deram ainda mais certeza ao seu caminho já bem seguro.

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      E foi segura assim que depois de mais de quatro anos ela veio reencontrar o mar e a calmaria do Rio, e nesse outro tempo começaram a nascer desenhos saborosos que logo se espalharam por alguns dos cantinhos mais delí da cidade.

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      Tudo começou com a Bela Gil, amiga querida de NY, que confiou ao talento da moça a suculenta identidade visual do seu site. Assim o traço orgânico e natural da Júlia, encontrou a comida orgânica e natural da Bela, o resultado lindo, charmoso e apetitoso virou uma receita que deu super certo!

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      Então vieram toda a comunicação visual de duas das novas maravilhas da cidade (e tem mais no forno!), o restaurante Naturalie, o Pomar Orgânico, onde fomos tomar um suco e conversar com a Jú sobre seus traços, inspirações e outras delicadezas.

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      Fotos: Luiza Chataignier

      Como suas coleções de rótulos, brasões e outras mil pequenas delicadezas que lhe saltaram os olhos em viagens por todo o mundo, e que se transformam em referências pra trabalhos e ideias, como um maravilhoso pinterest analógico, cheio de afeto e história.

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      Referências que já renderam mil e uma lindezas (olha só!), trabalhos para a Hardcuore e hoje em dia também algumas aberturas da Globosat, pra onde a moça empresta o talento de designer e animadora, o bom gosto…

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      … e o sorriso aberto maravilhoso de quem sabe o que quer, e ama o que faz!

      06.05.15
    • farm entrevista – gabi monteiro

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      A Gabi não passa despercebida, é muito estilo pra um só corpinho. Gata que só e cheia de referências incríveis, essa carioquíssima já foi candidata a Carioca do ano pelo RIOetc, fez cliques pra gente e vive sacudindo sua beleza por aí. Mas seu lance mesmo é criar, e advinha? Ela também arrasa!

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      Na sua marca Exímia a moça combina técnica elaborada e material inusitado na confecção de jóias papel que se transformam e podem ser utilizada de mil maneiras diferentes. Além de sustentável, seu trabalho é a cara da nossa geração, que vive se reinventando: “A maleabilidade traz mais opções de consumo, ampliando as alternativas no vestir. Queremos que o cliente tenha diferentes experiências a cada uso e que esses momentos sejam únicos e especiais em sua vida. É pra isso que desenvolvemos as joias.”

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      Conta mais pra gente Gabi, como nasceu essa ideia?

      Exímia nasceu no 3º período do curso de Design de Moda da Puc-RJ. O briefing inicial era realizar acessórios pra turistas em blocos de carnaval no Rio de Janeiro, a ideia era produzir peças feitas de papel, que fossem planificadas e tivessem praticidade no armazenamento. Até aí os designers Anderson Diniz e Julia Mattos participaram na conceituação da ideia do produto, e depois a marca contou com o designer Vinícius Almeida.

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      Desde a conclusão do projeto em sala de aula, muitos conceitos mudaram e vimos a possibilidade de evoluir com o projeto pro uso no cotidiano e não somente num momento específico, como o carnaval. Pra isso, fizemos uma intensa pesquisa e aprofundamento sobre a técnica, e desenvolvemos uma tecnologia própria pra chegar em um material mais resistente e suficientemente durável.

      E como você descobriu todas as possibilidades do papel?

      A sugestão foi das professoras Irina Aragão e Gabriella Vaccari, a partir daí começamos a testar o que o papel podia nos proporcionar. As principais características das jóias desenvolvidas pela Exímia é o casamento perfeito de maleabilidade e durabilidade.

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      Através de uma tecnologia própria e de matéria-prima desenvolvida pela marca, nossa primeira coleção recebe uma combinação de materiais não convencionais, que ressignifica o uso do PAPEL como matéria-prima, o que confere à marca uma raiz inovadora e autêntica por excelência. A maleabilidade também é uma característica importante. Uma única joia Exímia pode ser pulseira, brinco, pendente e acessório de cabeça, por exemplo. A pessoa é que escolhe de qual maneira ela quer arrasar por aí!

      Que outros materiais não convencionais que vocês utilizam?

      Já foi desenvolvido em cocriação com o grupo de Artesãs Mulheres Guerreiras da Babilônia uma linha de adornos com PVC para a exposição na IV Mostra Jardim Suspenso que acontece anualmente na favela da Babilônia.

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      Como é o processo de criação e teste das peças?

      Inicialmente faço pesquisas gerais, como biônica, história da arte, observo o que está acontecendo nas semanas de moda, e fico ligada nas inspirações que surgem no cotidiano; depois é definido o caminho estético que será seguido e começam as experimentações em um papel que ainda não é o mesmo do material final. Com testes feitos é o momento de fazer o desenho técnico e testar a joia na matéria-prima final, assim é possível ver se é necessário ainda fazer alguma modificação referente a ergonomia da peça nos desenhos ou se já está pronta pro uso!

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      O que inspirou a coleção, o que te inspira na vida?

      Essa é a primeira coleção da Exímia, o desenho das joias combina exuberância carioca e racionalismo funcional, apresentando traços sintéticos, cores fortes e quentes. Temos 3 universos diversos porém complementares que inspiraram esta coleção: o modernismo funcionalista do ‘Art Déco’, a estilização geométrica abstrata do ‘Ballet Triádico da Bauhaus’, e também o Concretismo de Lygia Clark foi uma das influências, seu intuito como artista era acabar com a distinção entre forma e conteúdo e criar uma nova linguagem.

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      O editorial da coleção reflete o gosto pelo luxo cosmopolita em contraste com a beleza singular da favela da Babilônia (de maneira não óbvia), que fica no bairro Leme, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Assim como na coleção da Exímia, universos díspares me inspiram, sempre transitei por lugares diversos, sou nascida e criada nas favelas da Babilônia e Chapéu Mangueira, e isso fez com que muitos questionamentos surgissem em mim, o que inevitavelmente reflete na minha maneira de vestir, de me comportar e no meu trabalho. Sejam todos bem-vindos ao universo Exímia!

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      Corre aqui na lojinha online da Exímia pra ver o resultado de tanta inspiração. Ou dê um corre no festival BacktoBlack que vai ser incrí, e a Gabi vai estar lá com suas peças, seu talento e seu poder!

      19.03.15
    • farm visita – eurico humano

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      Assim que chegou à Santa Teresa Eurico Humano tratou de levar pro seu espaço, através de amarrações, a Bougainville que andava xôxa do outro lado do muro, pra que crescesse e tomasse conta, pra que enchesse o lugar como bem quisesse.

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      Assim como na natureza, seu trabalho segue a ordem do caos, suas formas se criam sozinhas, se apoderam, se sabem, vão preenchendo espaços como bem querem.

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      Parece complexo, e é, mas também é lindo, como a maioria das coisas que a gente não consegue explicar tão bem.

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      Através de seus emaranhados Eurico ilumina não só suas ideias, como as nossas, nossa casa e qualquer espaço, criando obras vivas, ao mesmo tempo esculturas, objetos de design e pontos de luz.

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      O designer gosta de desconstruir nossa ideia de objeto sólido, criando peças com movimento, mesmo quando concretas, extraindo beleza do defeito, dos erros, das imperfeições.

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      Foi numa noite dessas que corpo, mente e cama não se entendem bem que ele teve um insight, olhou as cordas que comprou sem saber bem o porquê e entendeu perfeitamente o que fazer com elas.

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      Assim nascia a primeira luminária, guardada até hoje dividindo espaço entre novos projetos, rascunhos e reinvenções, que vão transformando e formando, as vezes peças utilitárias, outras, obras de arte, que aqui no Rio podem ser encontradas na loja de design Poeira, no Leblon.

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      O processo é bonito que só. Artesanalmente Eurico reestrutura a corda através de seu interior, substituindo sua “alma” por uma estrutura moldável, ou na verdade, colocando um pouco de sua alma ali.

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      Um pouco dos países onde morou, de suas buscas e conflitos, do olhar treinado de sua experiência na moda e no design, das paisagens que encontrou pelos caminhos.

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      Eurico está se despedindo do espaço que dividia com outros artistas e músicos, da vista de tirar o ar e da Bougainville, que hoje cria uma sombra déli por alí.

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      Agora vai se inspirar na decadência de Copa, pegar a estrada de novo, de repente a Califórnia que recebeu seu trabalho super bem….

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      fotos: luiza chataignier

      Afinal, nada é fixo. Ainda bem!

      11.03.15
    • palavras que encantam

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      De vez em quando vemos uns projetos por aí que são de se apaixonar. E não foi diferente com o Criatipos, um coletivo de designers que mostra que trabalhar com tipografia pode ser colorido, divertido e muito inspirador. Vem saber!

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      Cansados de ficar só no escritório, Cristina Pagnoncelli, Cyla Costa, Eduílson Coan e Jackson Alves resolveram unir seus interesses e criar uma vida profissional paralela. Nascia então, em 2013 lá em Curitiba, o coletivo, que por meio de conversas informais foi criando letterings, conceitos e ideias que acabaram originando projetos incríveis dentro e fora do Brasil.

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      Um dos principais trabalhos internacionais foi o “perhappiness”, um projeto que homenageou os 70 anos do poeta Paulo Leminski em Bushwick, no  Brooklyn, NYC. No projeto, a ideia foi trazer um pouco da cultura brasileira pra um bairro que vive o contraste da velha indústria com a manifestação da arte de rua.

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      Pra quem não sabe, Perhappiness foi um trocadilho criado por Leminski que une as palavras inglesas “perhaps”(talvez) e “happiness”(felicidade) numa obra representativa do cenário cultural brasileiro, que quer dizer em poucas palavras sobre a “felicidade, quem sabe.” Legal né?

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      O Criatipos acredita que o que faz surgir toda a curiosidade e a vontade de criar são experimentos com habilidades incomuns.  E é por isso que técnicas que unem giz, colagem, tinta e caligrafia fazem parte das pinceladas. O grupo está sempre aberto a novas descobertas para diferenciar seus processos criativos e claro, trazer um resultado cada vez mais incrível né?

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      Para eles, o registro das artes é muito importante porque destaca todo o processo artístico, e não só o trabalho pronto. Nós amamos o do “Perhappiness”!

      http://vimeo.com/104358233

      Pra quem quiser ver de pertinho o trabalho deles, a próxima parada é na Bienal Brasileira de Design 2015, que acontece em Floripa. E também tem a página do Behance onde todos os processos são retratados, clica aqui pra ver.

      29.12.14
    • uma dose de drrrama

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      Quem nunca ouviu falar em serendipidade? A arte de encontrar o que não se está procurando.  A palavra vem do conto Os Três Príncipes de Serendip, que viviam fazendo descobertas inesperadas – e felizes – em suas aventuras.

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      Trata-se de um estado de espírito, um poder de percepção aberto à experiência, à curiosidade, ao acaso e à imaginação… Mais ou menos como os meninos do Drrrama, um estúdio de design, arte, graffiti,  tattoos, música e tudo mais que der na telha. Não tem um foco, é multifoco, como uma boa geração Y deve ser.

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      Bernardo, o Boni, e o Nicolas se conheceram na faculdade de design e se descobriram artistas em processo juntos, ainda pintando os calouros no trote. Na época formaram com mais dois amigos o coletivo La Selva e seguiram criando arte à oito mãos – tudo na parceria, uma composição pra quatro artistas. Daí, por motivos da vida, os amigos tiveram que pular fora, e Boni e Nicolas se viram uma dupla novamente. A dinâmica entre o duo é afinada e não demorou pra criarem o Drrrama, que começou sem pretensões na casa do Nicolas.

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      O que um não sabe o outro agrega e se não sabem eles fazem mesmo assim. A ideia é pensar fora da caixa, entregar além do briefing, sem restrições e, sempre que necessário, trazer de fora outros amigos que podem agregar ao trabalho – a ordem é se jogar e se divertir. O que faz toda diferença no fim das contas.

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      Já desenvolveram vídeos, estampas, sites, tatuagens e até uma mesa de 270 kg pra comportar um livro gigante do Sebastião Salgado pra casa de um conhecido (sem nem entenderem de marcenaria, tá?).

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      foto: reprodução

      Foi nessa, de parcerias com amigos aqui e jobs acolá, que se uniram ao Growp, coletivo de estúdios e artistas independentes que desenvolvem projetos em conjunto. No último que rolou, um trabalho pra Rider lançado domingo passado no Esquina 111, eles ganharam mais uma adição ao estúdio, o Thai, que, nessa onda de coincidências, já foi calouro deles lá atrás. É ou não é muita serendipidade nisso tudo?

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      Hoje o Drrrama tá instalado na casa Z 42, no Cosme Velho, um casarão antigo e todo incrível onde dividem espaço com nove outros ateliês e que vai funcionar como centro cultural, com exposições, filmes e etc.

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       fotos: Luiza Chataignier

      Tá com alguma ideia na cabeça e quer executar (qualquer uma vale)? Pode bater na porta que eles topam tudo – sem dramas.

      01.12.14
    • design na fábrica

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      Nesse último fim de semana rolou a Semana Design Rio e, por isso, a Antiga Fábrica da Bhering, nosso xodó, tava aberta ao público. Foi ótimo pra visitar alguns criadores que a gente adora e uma oportunidade e tanto de conhecer o que um monte de gente bacana anda fazendo. Vamos ver? 🙂

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      No terraço da fábrica, fica o pessoal da Bolha, editora independente bem legal que dá uma vasculhada na cultura aqui e acolá, e coloca artigos super interessantes à venda, como zines e livros com arte.

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      O ateliê da Vitória Frate é só amor! Suas ilustrações são fofíssimas e dá vontade de levar todos os quadrinhos pra casa – lembra que a gente visitou o antigo cantinho dela? Olha só a fachada do ateliê novo que lindo!

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      No térreo da Bhering, fica a M.O.O.C. – abreviação de móveis, objetos e outras coisas – nova empreitada dos nossos arquitetos queridos, a Bel Lobo e o Bob Neri. É de enlouquecer com tantas coisas bonitas pra casa, desde móveis até toalhas de mesa e picnic. Tudo de muito bom gosto!

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      O trabalho de Carolina Martinez foi uma ótima descoberta! Com telas pintadas em madeira, a artista questiona sobre o espaço construído.  Lindo e delicado.

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      Um imponente salão abriga a Trapiche Carioca, comandado por Jorge Garcia. Feitos com madeira de demolição, os móveis são fruto de um imenso trabalho de garimpo. Andando pela loja, podemos ver vários “cacarecos” espalhados por lá – câmeras antigas, bicicletas, caixas registradoras do tempo da vovó… Tudo faz parte de garimpos em mercados de pulgas, brechós e feiras.

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      Alguns alunos super talentosos da PUC-Rio também tiveram o privilégio de expor seus projetos por lá! O galpão estava lindo com projetos como DiMus, de Gerson Ribeiro, que converte uma música em uma forma tridimensional impressa em 3D; e Stille, de José Felipe Gasparian, que traz a experiência do silêncio dentro do espaço urbano através de uma instalação sonora.

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      E sabe quem estava estacionada toda linda por lá? A pop-up kombi do Studio Lily, especializada em design floral e em arrancar suspiros com tantos vasinhos fofos e suculentas que ficam à venda. A gente já bateu um papo delícia com a Gabi, criadora, aqui!

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      Fotos: Vanessa Mello

      A gente é fã e indica: não deixe de fazer uma visitinha na Bhering – vale super a pena! 🙂

      12.11.14
    • as flores da clau

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      A gente descobriu as estampas da designer Clau Cicala e foi amor à primeira vista. Como a gente, ela ama as cores do Rio e as flores. A sintonia já até deu samba em trabalhos da Clau pra FARM.  E já que talento e histórias inspiradoras sempre têm espaço por aqui, o adoro foi bater um papo com ela pra saber mais. Vem ler! 😉

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      “A minha vó materna é pintora de quadros e me lembro de quando ela me ensinou a desenhar flores e como misturas cores. Conviver com tintas, telas e pinceis era algo diário. Cheguei até a restaurar um quadro que minha mãe tinha pintado na juventude, foi incrível!”, conta Clau.

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      A Clau é de São Paulo e, desde que se mudou pro Rio, há sete anos, fez pós em estamparia e focou nos estudos, o que só reforçou o as práticas de menina. Daí, pra juntar o dom ao conhecimento foi mole: ela se aprofundou em técnicas, aprendeu a usar diferentes softwares e desenvolveu traços manuais pra criar a própria identidade.

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      “Um dos diferenciais é a técnica de desenhos com a Copic, canetinha japonesa. É uma caneta muito usada, mas não tão acessível. Ela tem duas pontas, uma em formato de pincel e outra de marcador, e são incríveis pra desenhar e criar texturas . Acabei desenvolvendo minha própria técnica, os ‘tracejados paralelos‘, pra usá-las. Deu certo!”

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      Depois dos traços definidos e cheios de personalidade e um estilo de criação bem aceito pelo público feminino, a Clau começou a transformar suas estampas em produtos. Surgiu assim a primeira linha de acessórios da artista formada por itens básicos e indispensáveis no dia a dia de toda mulher! 😉

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      “Decidi criar uma padronagem que traduzisse a junção do mar e os florais, que tanto amo fazer. Fui pra Angra dos Reis e de lá a inspiração veio. Criei mais de dez elementos manualmente com lápis aquarelável e Copi, montei dois tipos de rapport no Photoshop e assim surgiu a estampa chamada “Flowers in the Sea”.

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      A Clau diz que se rendeu às “carioquices” da gema e que o Rio de Janeiro influencia muito no processo criativo do seu trabalho: “A influência é visível pelas cores vibrantes e pelos florais. Aqui, desabrochei meu estilo de traço e técnica, amadureci profissionalmente”. E já que o assunto é inspiração, a gente também entrou no clima de tanta delicadeza e convidou a Clau pra fazer uma das estampas da coleção de verão 2015, é a “Floral Clau”. Ó que lindeza no e-FARM!

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      Pra conhecer mais sobre o trabalho da nossa paulista com jeito de carioca é só correr pra cá. Ela garante que as dificuldades na área de criação são muitas, mas foco é tudo: “Descubra o que realmente tem habilidade, se é com desenho manual, manipulação de imagens pra estampas fotográficas, coloração etc. Treine, estude, erre e aprenda“. Pegou a dica? Agora é só deixar a criatividade solta por aí e aproveitar!! 🙂

      31.10.14
    • pra visitar em são paulo

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      Tá com viagem marcada pra São Paulo? Fizemos uma seleção de alguns lugares que, se você ainda não conhece, precisa incluir no roteiro. Vem ver!

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      Arte pode ser encontrada em todo lugar. Foi com esse lema que os sócios Marcelo Tilkian e Priscilla Nasrallah criaram a Galeria Nacional, uma loja 100% dedicada ao design brasileiro. Ela fica na Rua Barão de Capanema, no Jardins, e conta com acessórios, cerâmicas, porcelanas, cestarias, móveis, jóias, papelaria e mais um monte de objetos de artistas que transitam entre arte e design. Difícil é não sair com uma sacola de lá! 😉

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      Ainda no Jardins, a Cotton Project, que a gente adora, está com uma novidade fresquinha! Faz pouco tempo que a marca inaugurou um café super bacana dentro da loja!

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      Na Oscar Freire, a dica é dar uma passadinha no pocket park que tem por ali! É um lugar compartilhado que conta sempre com algum food truck. Por ali mesmo tem a Prince Books, que vende livros e revistas, nacionais e importadas – incluindo Kinfolk, Cereal e outras queridinhas.

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      Por falar em revistas, se você se interessa pelo mundo dos impressos e curte publicações independentes, a boa é visitar a banca Tijuana que fica na Galeria Vermelho. Eles vendem zines de diversas editoras!

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      E que tal experimentar a gastronomia alternativa da terra da garoa? Os food trucks invadiram de vez a capital paulista e se reuniram no descolado Butantan Food Park, um estacionamento com vários trailers e opções culinárias – tem hambúrger, massas, sanduíches naturais, além das cervejas artesanais que são uma delícia. O lugar é super charmoso e espaçoso, com várias mesas espalhadas e muitas luzinhas! ♥

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      Fica a dica pra quem curte ilustração: até o dia 9 de novembro, rola a exposição do Leonilson: Truth, Fiction no Estação Pinacoteca, com mais de 150 obras de José Leonilson – pinturas, bordados, objetos e muitas ilustrações. Seus desenhos miúdos são alta voz para seus pensamentos. Vale visitar!

      leonilsonFotos: José Felipe Gasparian e Vanessa Mello

      Anotou tudo? Agora é só fazer as malas e curtir o passeio. Aproveita! 🙂

      01.10.14