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sua mochila está vazia

      Tag: clarice lispector

    • 40 anos sem Clarice(s)

      Quantas mulheres cabem numa pessoa, numa vida, numa folha de papel? Quantas mulheres você já foi hoje, ao mesmo tempo, desde que acordou, e o quão inteira você vai estar amanhã de manhã?


       
      Como tantas, Clarice Lispector era muitas, a escritora misteriosa que se rasgava em textos intensos que falam (e calam) cada uma de nós, mãe, esposa de um diplomata se dividindo em uma vida nômade e luxuosa, e depois, divorciada e prazerosamente solitária no Rio de Janeiro, aonde trabalhou como repórter, tradutora, entrevistadora e colunista pra completar a renda do mês.


       
      A escritora que nos deixou há 40 anos, recém completos esse mês, também era Tereza Quadros, Helen Palmer e Ika Soares, como assinava nas colunas sobre casamento, maternidade, beleza e moda, com dicas que podem parecer pra lá de frívolas se comparadas aos livros da mulher do coração selvagem.


       
      “Sejam vocês mesmas! Estudem cuidadosamente o que há de positivo ou negativo na sua pessoa e tirem partido disso. A mulher inteligente tira partido até dos pontos negativos. Uma boca demasiadamente rasgada, uns olhos pequenos, um nariz não muito correto podem servir para marcar o seu tipo e torná-lo mais atraente. Desde que seja seu mesmo.”, escreveu Helen Palmer em 1959 na sua coluna Correio Feminino: Feira de Utilidades.


       
      "A mulher inteligente não é escrava dos caprichos dos costureiros, dos cabeleireiros e dos fabricantes de cosméticos. Antes de adotar a última palavra da moda, ela estuda o efeito da mesma sobre seu tipo.".“Não saber parar de se enfeitar é como não saber parar de comer. Só que, na elegância, a indigestão é dos olhos”, disse Tereza Quadros entre outras tiradas que destilavam uma certa ironia e humor, que iam sutilmente liberando a mulher dos anos 50 e 60 pra uma vida mais independente, segura e livre.


       
      Como todas as Clarices que habitavam Clarice, essa mulher misteriosa, bela, brilhante e única, que merece ser celebrada mais do que nunca e sempre, por todas que foi e tudo que é!
       

      13.12.17
    • a paixão segundo mariana

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      A Clarice Lispector é uma das mulheres mais fortes e profundas da nossa literatura. A novidade é que o livro icônico dela ‘A Paixão Segundo G.H‘, publicado em 64, acaba de ganhar vida – ou quase isso: virou objeto de decoração pela Vista Alegre Atlantis, tradicional marca de porcelanas portuguesa, e foi ilustrado pela Mari Valente, artista plástica que a gente adora – e neta da Clarice.

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      O lançamento faz parte da coleção ‘1+1=1‘, da Vista Alegre, onde a marca convida um autor e um artista pra interpretar sua obra. É a primeira vez que uma autora brasileira é retratada (a Clarice nasceu na Ucrânia, mas adotou nacionalidade brasileira! ♥) e a Mari trocou uma ideia com a gente sobre o processo criativo e o mergulho na intensidade literária da avó:

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      “Viajei pra Portugal no ano passado e criei as peças por lá durante quatro meses. O meu processo foi bastante solitário. Esse é um livro que fala de um horror simbólico, tal como os nossos, de uma forma muita bonita. É muito difícil não se tocar, não se abalar com ele. É um fluxo de consciência, por isso não precisa entendê-lo linha por linha. Você vai sentindo ele, é uma experiência que permanece. O livro é vivo!”, conta a Mari.

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      E aí, a Mari dividiu a obra em três momentos: o primeiro em preto e branco, que representa a vida comum organizada através de elementos do cotidiano; o segundo, já com a inserção de cor e com a própria imagem da Clarice apoiada por uma mão (como se, no livro, a autora buscasse a mão do leitor!); e, por fim, um terceiro momento representado por uma mulher nua tomada por uma vegetação bem primitiva e selvagem. Isso simboliza a feminilidade!

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      “Desde o convite, já estava toda carne viva. Pra mim, o mais bacana foi traduzir a Clarice graficamente. Ela tem uma capacidade de ressignificar a palavra na própria palavra e pra mim a colagem faz o mesmo com a imagem. Minha vó me ensinou isso, além da influência direta sobre as questões subjetivas e femininas. Esse laço familiar… Foi tudo muito revelador pra mim, quase uma experiência de morte. Foi muito emocionante e ainda está sendo!”, conta.

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      Animou com a história e quer trocar uma ideia com a Mari pessoalmente? Então aproveita que hoje rola o lançamento do projeto no Rio de Janeiro. É a partir das 20h, na Livraria Travessa, com a participação do poeta Eucanaã Ferraz. Haja coração!

      26.08.15