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      Tag: cinema brasileiro

    • cinema nosso

      Hoje, 19 de junho, é o dia do cinema brasileiro e, pra celebrá-lo, a gente resgata os premiados na última edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, enquanto a edição 2017 não acontece. Organizado pela Academia Brasileira de Cinema, o Grande Prêmio homenageia grandes nomes da cinematografia nacional, arte que vem crescendo cada vez mais no nosso país e que merece muito ser festejada! Então já sabe, né? É só preparar a pipoca e escolher seu filme favorito

       

      Premiado como melhor longa-metragem de ficção, além de melhor atriz pra Regina Casé, melhor atriz coadjuvante pra Camila Márdila, melhor roteiro original pra Anna Muylaert e melhor montagem de ficção pra Karen Harley, o filme conta a história da pernambucana Val, que se mudou pra São Paulo pra proporcionar uma vida melhor pra sua filha, Jéssica. Quando a menina decide ir morar com a mãe pra prestar vestibular, no entanto, a relação entre mãe e filha e até mesmo entre Val e seus chefes se complica. Pra refletir muito!
       

      A gente entende porque a trilha sonora de Chico – artista brasileiro foi eleita a melhor da premiação. Só que além disso, o documentário também foi premiado nas categorias melhor longa-metragem documentário, melhor montagem documentário e melhor som, o que já ajuda a entender porque ele é mesmo imperdível. O filme conta a história, a vida e a rotina de Chico Buarque, um dos maiores nomes da música nacional, a partir da memória do próprio artista. Coisa linda de se ver – e de se ouvir, sempre!
       

      Eleito o melhor longa-metragem de comédia de 2016, o filme Infância traz Fernanda Montenegro no papel de Dona Mocinha, a matriarca de uma família tradicional, mas cheia de problemas: o neto Rodriguinho tá triste porque seu cachorro morreu, o genro Henrique vendeu dois terrenos seus sem permissão e seu filho trai a esposa. A forma como esses conflitos são apresentados, com muito humor e em plena década de 50, é pra fazer todo mundo cair na gargalhada! 
       

      Melhor ator pra Marco Ricca, melhor roteiro adaptado pra Guilherme Fontes, João Emanuel Carneiro e Matthew Robbins, melhor direção de arte pra Gualter Pupo, melhor figurino pra Rita Murtinho e melhor maquiagem pra Maria Lucia Mattos e Martín Macias Trujillo. Ufa! Esses já são motivos suficientes pra assistir o longa Chatô – o Rei do Brasil? Contando a história do magnata das comunicações, Assis chateaubriand, o filme faz uma releitura do best seller homônimo, de Fernando Morais, e promete boas risadas e reflexões. Fundamental pra entender um pouquinho da história da TV brasileira! 
       

      Falar sobre a vida do sociólogo Hebert de Souza, conhecido como Betinho, não é fácil. Além de super engajado politicamente, Betinho também foi ativista, sofreu as consequências da Ditadura Militar e defendeu campanhas contra a AIDs e a fome até sua morte, em 1997. Premiado como melhor longa-metragem documentário por voto popular, o filme faz valer o título. Pra ver já!

      Difícil é escolher só um pra assistir, né? angel  Aproveita e vê todos! O cinema brasileiro só cresce – e a gente vibra de orgulho!  

       

      19.06.17
    • farm entrevista – julia rezende

      bola_juliaO Rio de Janeiro não é só mar, São Paulo não é só concreto. As duas cidades se fundem e se complementam no sorriso solar da paulista workaholic, no olhar melancólico do carioca que flutua na vida. No filme “Ponte Aérea”, que acaba de ser lançado, as cidades opostas flertam, se enamoram, escancaram suas diferenças, seguem distintas e apaixonantes, como Amanda e Bruno, o casal protagonizado por Leticia Colin e Caio Blat.

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      O longa da carioca (diga-se de passagem!) Julia Rezende é dicotômico como a relação entre as cidades: leve e pesado, frio e caloroso, óbvio e surpreendente. O que torna a história possível, real, provoca uma identificação crescente, cutuca memória, enche de esperança, tira a gente do lugar.

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      Conversamos um pouco com a Julia, diretora também do sucesso Meu passado me condena, pra saber mais sobre esse filme delicado e sensível que balança o coração de paulistas e cariocas, gregos e troianos, homens e mulheres… e até marcianos, desconfio!

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      Seu pai é o diretor Sergio Rezende, sua mãe a produtora Marisa Leão, sua irmã a editora e poeta Maria Rezende, ter nascido praticamente numa equipe de cinema ajuda ou se torna uma grande pressão?

      Cresci nos sets dos filmes do meu pai e via a filmagem como um universo meio mágico, um lugar em que as histórias inventadas ganhavam vida. Costumava passar as férias nas filmagens e me divertia bastante. Depois fui crescendo e enxergando o cinema como uma possibilidade de expressão. E aí comecei a fazer meus próprios projetos e com isso pude experimentar essa sensação de escrever algumas páginas e presenciar aquilo se tornando real. Adoro trabalhar em família, a gente se dá muito bem, somos superunidos. Cada um faz os seus projetos, eventualmente separados, mas quando temos a possibilidade de compartilhar a experiência que é um filme, é sempre muito prazeroso.

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      Você já viveu um romance na ponte aérea? Como nasceu a ideia original?

      Já vivi alguns romances na ponte aérea. Sempre achei que ia casar com um paulista! Mas acabei casando com um carioca que ama SP tanto quanto eu. A ideia do filme surgiu a partir da leitura do livro Amor Líquido, do sociólogo polonês Zigmunt Bauman. Nesse livro ele fala da fragilidade das relações afetivas hoje e do quanto a nossa geração sofre uma dicotomia de buscar enlouquecidamente um amor e ao mesmo tempo morrer de medo de amar e fazer escolhas. Juntando esse conceito com a ideia da relação a distância, construímos os personagens do Ponte Aérea.

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      Qual a diferença fundamental entre cariocas e paulistas?

      Os paulistas têm uma coisa incrível de serem muito focados no trabalho, quando eu passo na Av. Paulista sinto essa vibração de uma cidade acelerada, de uma competitividade enorme. Claro que não dá pra generalizar porque se não vamos cair nos estereótipos. Mas acho que SP tem uma pulsação bem diferente do Rio. Aqui sinto o tempo mais largo, o contato com a natureza modifica a relação com o espaço urbano.

      A gente (carioca) dá um mergulho na praia na hora do almoço, a gente prioriza outras coisas. Tô falando isso mas eu sou uma carioca que vai super pouco à praia..  então de novo digo que não dá pra generalizar. Talvez a principal diferença da Amanda pro Bruno é que ela vive num ritmo acelerado que faz ele se sentir atropelado. E isso não tem a ver apenas com as cidades em que eles moram, mas com a personalidade de cada um.

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      Num dos momentos finais do filme a Amanda despeja um “sincericídio” maravilhoso, desses que nos faz pensar “eu devia ter dito isso aquela vez!”. A personagem de alguma maneira deu voz a angustias pessoais?

      Super! Quem nunca teve uma DR como aquela?! A Amanda despeja no Bruno um monte de sentimentos que todos que já viveram uma relação intensa se identificam. Ele é imaturo, não dá conta de virar adulto e ter que assumir responsabilidades.

      Aos 29 anos você já tem uma currículo de veterana. Depois de sucessos de público e crítica, alguma pista do que vem por aí?

      Imagina! Eu tô ralando, trabalhando pacas. E adoro a ideia de circular pelos gêneros. Cada filme é um aprendizado e um desafio. Em julho vou lançar o Meu Passado Me Condena 2 e estou desenvolvendo outros projetos pra cinema e tv.

      https://www.youtube.com/watch?v=LqRMjyCdbvw

      Agora corre pra ver o filme e se apaixonar pelo Rio, por Sampa…. e pelo olhar da Julia!

      03.04.15