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sua mochila está vazia

      Tag: bruno natal

    • FARM guia: Coachella

      O Bruno Natal fez uma cobertura incrível do Coachella no nosso Instagram Stories e contou nesse post aqui tudo o que rolou por lá. Foi lindo e a gente já tá super animadx pro próximo! E pra ajudar a gente a se preparar, ele fez um guia de dicas imperdíveis pra curtir muito o Coachella do ano que vem. Vem ver!  

      – O festival acontece anualmente em dois finais de semana seguidos em abril (com escalações idênticas), cada um com três dias (sexta, sábado e domingo) e atrai 120 mil pessoas. 

      – Os ingressos voam! É importante ficar ligado no site e no instagram para saber sobre o início das vendas e comprar com tranquilidade (depois de esgotado, os ingressos aparecem em sites como StubHub, por preços mais caros).

      – Pra ir ao Coachella, deve-se comprar uma passagem pra Los Angeles.

      – Se o tempo for curto (dá pra sair do Brasil numa quarta e voltar na segunda), voar direto pra pra Palm Springs é uma opção. O ideal é chegar nos EUA ainda na quinta, pra dar tempo de chegar no deserto com calma e não perder nenhum show.

      – A cidade do evento chama-se Indio e esse é o melhor lugar para buscar hotel. Palm Desert (20 minutos) e Palm Springs (35 minutos) são opções mais baratas, porém mais cansativas pra um evento que consome tanta energia.

      – Se for apenas pra dormir e acordar – e não tiver muitas frescuras – ficar num dos motéis de beira de estrada como o Motel 6 é uma boa opção. Eles lotam rápido, então é bom reservar com alguns meses de antecedência.

      Acampar no evento é roubada. O sol é cruel e fica impossível dormir quando amanhece – e os shows só começam às 13h.

      – Leve protetor solar! Muito!

      – É indispensável se hidratar ao longo do dia. Não é possível entrar com nada no festival, mas a garrafa d’água custa 2 dólares e há estações pra enchê-las gratuitamente por todo o festival.

      – Esqueça o desfile de moda em que algumas blogueiras transformaram o festival. Vista-se com roupas leves e carregue um casaco, porque a noite a temperatura cai.

      – Existem dois tipos de ingresso: General Admission (GA, 350 dólares) e o VIP (750 dólares). O VIP dá acesso a áreas de alimentação e banheiros mais organizados, com menos filas.

      – Uma cerveja custa 10 dólares e só pode ser consumida nos beer gardens, áreas reservadas pro consumo de álcool (nos EUA é proibido consumir álcool em público). Um mini combinado de sushi custa 20 dólares e uma fatia de pizza, 7 dólares, em média.

      – Não é permitida a entrada com câmeras profissionais (o que define isso é basicamente se as lentes podem ser trocadas ou não). 

      Obrigada, Bruno! A gente amou muito as dicas e só queremos saber: falta muito pra próxima edição? 
      05.05.17
    • a imensidão musical do deserto

      O anúncio da escalação do Coachella é uma das mais aguardadas do calendário mundial de festivais. Ainda que seja impossível agradar todas as expectativas, sempre altíssima, todos os anos a lista de artistas está caprichadíssima, dando oportunidade de conferir o que algumas das mais promissoras novidades, e também nomes já estabelecidos, andam fazendo.

      Não é sempre que se pode assistir num espaço de duas horas o Preservation Hall Jazz Band (grata surpresa!), o r&b modernista do Sampha, o rock piscodélico do King Gizzard & the Lizard Wizard, a eletrônica ao vivo do Bonobo e seguir noite adentro conferindo Glass Animals, Jaguar Ma, Father John Misty, The xx e Radiohead – e tudo isso só no primeiro dia!

      Com uma oferta tão grande do que assistir, é fácil bater o desespero de não poder conferir tudo. Normal. O que pode ser ainda pior é de fato tentar ver tudo. Ainda que em alguns casos valha a pena pular de um show pro outro, ver um pedacinho de um show aqui, outro ali, é muito mais importante conseguir abstrair do que está perdendo e focar no que está vendo. As vezes um show inesperado está tão bom que vale mais a pena conferir inteiro do que tentar correr pra ver o finalzinho daquela banda imperdível. Numa escalação dessas, conseguir decidir o que não ver é a verdadeira tarefa.


      Bruno Natal e Carol Perlingeiro

      E assim, no segundo dia, após o o transe eletrônico do Floating Points, os shows do Car Seat Headrest e Chicano Batman foram substituídos por uma visita à instalação com projeção de 360 graus e uma volta na roda gigante, respectivamente. A obra de arte mais comentada esse ano foi "The Lamp Beside The Golden Door", do brasileiro Gustavo Prado, uma torre de espelhos côncavos e convexos que gerava um efeito espetacular.

      Sem problemas, porque logo na sequência o Thundercat veio sacudindo tudo com seu free jazz pop (pode isso?) enlouquecedor. Conhecido pelos muito remixes que tocam em quase todas as festas, o Mura Masa fez um ótimo show, bem dançante, logo antes do Bon Iver ninar a plateia no palco principal. Nas tendas ao lado, os fãs de música eletrônica se dividiam entre idolatrar Nicolas Jaar e pular com o DJ Snake. No palco principal, Lady Gaga reuniu boa parte do público do festival pra um show que pareceu um tanto preocupado demais em agradar.

      No último dia, com as energia já mais baixas e com a moleira frita do sol de 40 graus do deserto, as coisas fluíram mais devagar. O soul do Lee Fields (a caminho do Brasil) e o indie folk do Whitney sofreram com isso, já que havia pouca gente pra vê-los na hora em que tocaram. No entardecer, Devendra Banhart (também com turnê marcada pelo Brasil) contou com o hermano Rodrigo Amarante no baixo, NAO conseguiu um dos coros mais altos do festival com sua “Firefly” e Jack Garrat fez uma festa sozinho, tocando bateria, sintetizador, guitarra e cantando – as vezes tudo ao mesmo tempo – numa tenda.

      Apontando pro final, Lorde serviu de abertura para a grande atração da noite, Kendrick Lamar. Com disco novo lançado dias antes, Kendrick mostrou porque é tido como o principal nome do rap atual, mostrando controle total do público através de suas letras poderosas. 

      Já era tarde da noite quando a fila de saída do estacionamento tomava mais de uma hora. Ninguém se importava. Todos riam de orelha a orelha, felizes com um dos mais divertidos finais de semana do ano. 

      Como é todo ano.

      Co-fundador e diretor criativo do Queremos! e WeDemand, Bruno Natal é documentarista e jornalista, com mestrado em Goldsmiths, University of London. Dirigiu e produziu filmes como "Dub Echoes", sobre a influência do dub jamaicano no surgimento do hip hop e da música eletrônica, além de ter registrado alguns dos maiores artistas brasileiros, de Chico Buarque a Jota Quest. É consultor do canal Multishow e colabora no desenvolvimento de projetos, como o Prêmio da Música Brasileira. Escreveu por 5 anos uma coluna semanal sobre música e cultura digital no jornal O Globo e edita o blog URBe há 14 anos.

      Ah! E o Bruno montou cinco playlists inspiradas no festival – vem ouvir aqui

      01.05.17
    • sons do deserto

      O festival Coachella começou no último fim de semana e fui convidado pela FARM pra fazer uma cobertura via Instagram Stories do que de melhor estiver acontecendo por lá nos próximos dias de festival, entre 21 e 23 de abril. Com um periscópio direto do deserto vou mostrar, fora os shows, todo o ambiente, bastidores, cenografia, comportamento e lifestyle, revelando a experiência além do que se vê no palco. 

      Por mais popular que tenha se tornado o Coachella, viajar pro deserto é sempre uma experiência que induz a introspecção. Seja olhando as montanhas na estrada ou em contato direto com os cactus num passeio pelo parque Joshua Tree, a energia do deserto de Sonora é inescapável. Vale muito reservar ao menos um dia na ida ou na volta de Los Angeles pra conhecer os arredores.

      Ainda que o entorno de Indio, cidade onde fica o Empire Polo Field, onde acontece o festival, seja bastante desenvolvido (a badalada Palm Springs fica a 25 minutos de lá) e o evento reúna 100 mil pessoas em cada um dos três dias de seus dois finais de semana, a atmosfera mística é amplificada por um dos mais potentes aditivos existentes: a música.

      E é a música o maior atrativo do Coachella. Não tem pool party, festinhas, desfile de moda, maravilhosas barracas de comida e nem visual que faça frente a uma escalação com shows de mais de 100 dos artistas mais desejados do momento. E só fechar os olhos, (quase) todo o resto some e o que resta é a música. 

      Com tanta oferta do que assistir, é bom se preparar pra ao menos se concentrar nos imperdíveis. Esse ano a lista tá caprichada: Kendrick Lamar, Father John Misty, Glass Animals, Bonobo, Chicano Batman, Sampha, SOHN, D.R.A.M., Bicep, King Gizzard & The Lizard Wizard, Nicolas Jaar, mura masa, Gucci Mane, Four Tet, Car Seat Headrest, Daphni aka Caribou, Thundercat, Future Islands, Real Estate, Lee Fields & The Expressions, NAO, Allah-Las, SOFI TUKKER e Whitney. 


      Programação do primeiro dia de festival

      Tudo muito bom, tudo muito bem, até você se dar conta que é quase impossível logisticamente conseguir assistir mais de oito shows no mesmo dia. E complica ainda mais quando saem os horários de todos os sete palcos oficiais (e ainda tem mais uns outros menores, patrocinados por marcas, espalhados)… É muito difícil escolher o que assistir quando há coincidência de não apenas dois, mas três nomes da lista de desejos original. Como escolher entre o soul eletrônico do Sampha, as produções do Bonobo e a psicodelia do King Gizzard & The Lizard Wizard? A melhor forma é deixar-se guiar pela música, ir no feeling e focar no que está assistindo, não no que está perdendo.

      Copo meio cheio, sempre.

      Co-fundador e diretor criativo do Queremos! e WeDemand, Bruno Natal é documentarista e jornalista, com mestrado em Goldsmiths, University of London. Dirigiu e produziu filmes como "Dub Echoes", sobre a influência do dub jamaicano no surgimento do hip hop e da música eletrônica, além de ter registrado alguns dos maiores artistas brasileiros, de Chico Buarque a Jota Quest. É consultor do canal Multishow e colabora no desenvolvimento de projetos, como o Prêmio da Música Brasileira. Escreveu por 5 anos uma coluna semanal sobre música e cultura digital no jornal O Globo e edita o blog URBe há 14 anos.

      Ah! E o Bruno montou cinco playlists inspiradas no festival pra gente ir entrando no clima. Vem ouvir aqui

      19.04.17
    • dia de amor!

      bola_bruno

      Pra comemorar o domingo especial de dia dos pais, a gente bateu um super papo com quem entende do assunto, o Bruno Natal, pai do Nicolas. Ele também é jornalista, documentarista, um dos fundadores do Queremos (que a gente adora), criador do portal URBe e defensor das bikes como transporte alternativo no Rio. Ufa! Será que ser pai também é padecer no paraíso?

      Sem título

      Os dois são parceiros, se reconhecem no olhar e compartilham momentos em comum que são pra lá de especiais. Apesar de muito pequenininho, com apenas dois anos, o Nicolas já mostra que é apaixonado por música, assim como o pai, e passa horas curtindo um bom som. Esse é o programa preferido dos dois:

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      “O Nicolas identifica sons e sabe mais nome de banda do que muito amigo meu. Entre as favoritas estão ‘Around The World’, Daft Punk, que ele conhece como a música dos robôs descendo a escada, por causa do clipe, a ‘W/Brasil’, do Jorge Ben, que virou a música da escada e jacarezinho e a dos círculos, que é a Different Days, do The Men”, brinca Bruno.

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      Desde 2007, quando foi pra Londres fazer um mestrado em documentário, Bruno adotou a bike como transporte oficial. Ele vai e volta do trabalho com ela e já inclui o Nicolas na rotina. Pra ele, mais que um exercício físico, andar de bike oferece um benefício mental:

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      “Estudos apontam que a maior parte dos trajetos dentro da cidade são de até 5km, distância é ideal pra ser percorrida de bike. É quando a bicicleta bate o carro até em termos de duração do percurso”, disse o Bruno. A gente é suspeita: nosso amor pelas magrelinhas ganhou até respiro novo com o Rio de Bike, nossa web série lançada essa semana aqui no adoro!

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      Em casa, a divisão é justa: o Nicolas vai pra escola de bike com a mãe e o Bruno aproveita o final de semana pros passeios na orla: “a bicicleta é uma maneira de evitar o trânsito. Espero ensinar o Nicolas sobre isso, o respeito pelo outro e pelo espaço público. Estamos na fase de ensinar a agradecer, pedir por favor, licença e dividir as coisas com os amigos, no que ele vai muito bem, haha!”, conta o Bruno.

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      Mesmo a frente de tantos projetos, a paternidade é o assunto que deixa o coração do Bruno derretido (e o nosso também): “Ser pai é a melhor coisa do mundo. Muita responsabilidade, mas também muito aprendizado. O importante é estar sempre presente. Nunca gostei de acordar cedo, mas hoje durmo mais cedo pra poder aproveitar o dia com ele. É maravilhoso”, finalizou!

      A gente deseja um dia dos pais especial pro Bruno e pra todos os pais que fazem parte da nossa vida. Aproveitem o dia! ♥

      10.08.14