• Tire suas dúvidas sobre pedidos, trocas e devoluções.
    Atendimento nos dias úteis das 9h as 18h.
  • Receba dicas de estilo, via Whatsapp, para realizar uma compra personalizada!

sua mochila está vazia

      Tag: brasília

    • natureza de Brasília

      Brasília é a rainha das cachoeiras escondidas e dos córregos que você nem sabia que existiam! E pra comemorar o Dia do Meio Ambiente, nada melhor do que passar umas horinhas do dia com os pés na água e a cabeça em paz, né? 

      Saindo pelo Lago Norte, a gente tem o Córrego do Urubu, que fica a 14km da Rodoviária. Se você puder andar mais um pouquinho, vale chegar no Poço azul, que fica ali na saída pra Brazilândia. 
       

      Já no caminho da saída pra Unaí, no Lago Sul, tem o Tororó, cachoeira delícia com trinta minutinhos de caminhada no meio da mata.

      E se o dia tiver corrido demais pra um banho de cachu, ainda tem o Lago Paranoá, que é uma delícia nessa época do ano, e o conjunto de piscinas naturais do Parque da Água Mineral, onde a entrada custa R$13! 

      Num dia tão importante de conexão com a Terra, você não tem desculpa pra não dar um pulinho na natureza aqui da capital do país! 

      10.06.17
    • mãe em dobro, com Carolina Nogueira

      Num mundo em transformação, me pergunto se a maternidade também tem tomando outras formas. Pra me aproximar desse universo — tão abstrato pra quem, como eu, não sonha em ter filhos — tentei olhar mais de perto pra mães que me inspiram e, nesse processo, enxerguei melhor uma das mães com quem mais convivo: a Carolina Nogueira.

      Carol é mãe do João e do Pedro, de 10 anos, mas também é jornalista, escritora, ilustradora e autora de dois livros infantis publicados de forma independente. Ela também é cocriadora de um blog sobre Brasília, o Quadrado, que destrincha a cidade e promove rodas de discussão, feiras e eventos sobre a produção cultural daqui. Se já não bastasse tudo isso, ela também é minha irmãangel
       

      Carol sonhava em ser mãe, mas sempre foi muito atenta as suas buscas individuais. O primeiro desafio veio com a oportunidade de remoção a trabalho do marido, Alberto, pra Paris. A menos de um ano da mudança, ela ficou grávida e a novidade se tornou uma aventura emocionante, mas também cheia de questionamentos. “Na véspera da mudança, o Beto falou: se a gente vai virar pai e mãe desistindo dos nossos sonhos por causa de duas crianças que ainda nem nasceram, estamos começando mal”.

      Desde então essa continua sendo a base pras decisões da vida: “Na minha visão, a maternidade não deve ser limitante. A gente deve tentar arrumar esquemas pra viver o melhor possível, pra que a maternidade seja agregadora. No caso, ter um companheiro massa dentro desse projeto ajudou MUITO; mas, independente disso, sinto que as mães precisam ser incentivadas a não desistirem de si, de seus projetos individuais, em função da maternidade — isso é um norte, mas na prática, não é fácil”.

      Mesmo com esse foco, a maternidade muda tudo: a disponibilidade, a necessidade de planejamento e a forma de ver o mundo são só alguns exemplos. Pra brasiliense, ter dois meninos influenciou inclusive sua percepção de gênero: “Venho de uma família superfeminina e, de repente, tenho dois meninos dentro de casa. São indivíduos que vão entrando numa caixinha e é evidente o peso dos papéis que a sociedade impõe. Percebi o quanto é importante não limitá-los nessa construção do que é ser homem. Até em nome da saúde psíquica deles, fazê-los reconhecer que eles precisam de afeto, que podem sentir dúvida, expressar medo e desempenhar papéis que vão surgindo naturalmente ao longo da infância.”

      Carol acha importante estar atenta e trazer as crianças pras discussões, ouvindo, questionando, formando conceitos juntos e diminuindo a carga que é tão pesada no momento de construção. Essa troca traz o que de mais significativo a maternidade tem: possibilidade de aprender junto. “Eles me fazem pensar sobre a vida. Elaborar com eles é muito bom. O mundo é um lugar meio árido, os espaços de afeto são raros. Nesse aspecto, ser mãe é preenchedor.”

      Foi nesse espaço de troca que a jornalista reuniu seu desejo infantil pelo desenho e a paixão pela profissão: “Escrevi dois livros infantis que surgiram de processos racionais, eles parecem que já nasceram prontos. Um deles, Rua de Todo Mundo, por exemplo, nasceu de uma viagem à Praga com os meninos. Mesmo com 3 anos e sem falar o idioma, as crianças começaram a interagir com as outras, sem papéis, nem palavras, simplesmente brincando. A elaboração desse encantamento por um sentimento que não tem nome, dessa brincadeira infantil sem palavras e supra-cultural, que inspirou o livro.” 

      “Sempre tive a consciência da busca por um espaço meu, mas era uma coisa não-autorizada. Só recentemente que venho trazendo isso pra uma reflexão mais séria. Pessoalmente, sinto que se eu não me permitir essa autonomia, eles também não vão chegar a uma autonomia.”

      Carol ensina os meninos a sentirem segurança mesmo nas mudanças e abraçarem o mundo, sempre que ele se mostra novo: “Esse momento de transição é muito rico na maternidade: a hora de experimentar o mundo com essas crianças que estão se tornando indivíduos, ao mesmo tempo que você vai experimentando esse mundo de novo também”.

      * Agradecimentos à querida Taís Valença que fotografou tanto amor com tanta gentileza

      13.05.17
    • um dia em brasília

      O sol é um convite que eu tenho a incapacidade inata de recusar. Crescer num lugar que tem bem definidas as estações de seca e de chuva faz amar loucamente os dias de sol, especialmente quando eles aparecem em janeiro — época em que Brasília vira a capital da Arca de Noé.  
       

      Apesar das distâncias que os setores da cidade impõem, brasiliense é bom em usar o vazio pra criar e, não por acaso, criamos o Eixão do Lazer. Aos domingos, uma das vias do coração da cidade, com seis pistas cercadas de sol e árvores, fecha pros carros e abre pra gente. Incapaz de ficar em casa num domingo de sol, resolvi usar o Eixão pra reencontrar a cidade, que vivo perdendo na correria da janela do carro.

       

      A melhor parte é, sem dúvida, conseguir ver tudo por uma perspectiva diferente, com o ritmo que só nosso andar tem e que nos faz enxergar com olhos novos o que se vê todo dia. Parece que o ventinho no rosto te acorda pros detalhes e andar por Brasília vira uma cadência de descobertas.
       

       

      Atravessando a batalha naval que são os endereços da cidade, pude ver de perto os pés de manga, jaca e jabuticaba que me acompanharam pelos quase 14km do Eixão. O cheiro da cidade muda conforme a fruta que nasce ali, e o que não falta é gente querendo comer manga do pé no fim de semana. A poesia da descoberta mora também em esbarrar com os muros das tesourinhas e das passagens subterrâneas, que viram tela pros muitos artistas que descobriram a Brasília viva das ruas.
       

      Os graffitis e cartazes fazem a cidade pulsar nas palavras do Coletivo Transverso, que nasceu em Brasília há seis anos e já ocupa todo canto do Brasil com seu Terrorismo Poético. Não conheço brasiliense que não se sinta representado quando lê “Brasília é um deserto de rostos conhecidos” — nem ser humano que não se enxergue no cartaz “Se não fosse o amanhã, que dia agitado hoje seria”. Junto com eles, Gurulinos, POMBs e tantos outros artistas colorem o caminho de uma cidade que só quem tem fome de rua, de sol e da vida que nasce do concreto consegue conhecer.
       

      Pelas ciclovias, e contando com a gentileza dos motoristas que dividem espaço com os camelos (sotaque de Brasília que quer dizer "bicicleta" — especialmente pra quem nunca entendeu aquele trecho de Eduardo e Mônica, do Legião Urbana),  dá pra se refrescar no Lago Paranoá, no fim do Eixão Norte. Se o centro da cidade já é feito de pé de fruta, sombra e ventinho na cara, o lago é a certeza da presença do cerrado em cada canto do Plano Piloto. Nas margens, as florzinhas pequenas e exuberantes do cerrado se misturam com cristais e conchinhas na beira da água. Andar mais um pouco e sentar no Parque das Garças pra assistir o pôr do sol é lembrar da poesia que a correria faz a gente esquecer, e ter a certeza de que o Coletivo Transverso tá certo quando diz que “De Brasília só não é quem nunca esteve lá”.
       

      Esse texto foi escrito pela Deborah Nogueira, (Ela já se apresentou por aqui angel) nossa colaboradora da rede Sotaques.
      11.02.17
    • pra brasília

      bola_brasilia

      Opa! Tem novidade na área, é a nossa loja do Brasília Shopping que acaba de receber um espaço todinho off pra você aproveitar as boas das coleções passadas com desconto especial e naquele preço que a gente adora! ♥

      1

      O esquema é o seguinte: na loja, rolam as novidadinhas da coleção atual, ‘O Futuro será feito à mão’, e também os atemporais de coleções passadas num bazar fixo. É a chance de garimpar aquela peça que você amou mas não garantiu, sabe? hehe

      2

      Então aproveita e passa lá! 🙂

      14.07.15