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      Tag: anavitória

    • FARM entrevista: anavitória

      A gente tá amando muito o som da Anavitória e ficamos super felizes em vestí-las pro festival Queremos Tropical no Rio (lembra que a gente falou dele aqui?). A música – e a energia – das meninas é incrível! Não perdemos a oportunidade e descolamos um bate papo sobre música, inspirações e parcerias com elas, que vieram lá do interior do Tocantins pra encantar o Brasil – e o mundo – com o seu "pop rural"! Vem ver! 

       

      – Como foi tocar no Rio? Cês curtiram?

      Foi a terceira vez que voltamos ao Rio e a receptividade é sempre incrível. O público carioca sempre faz a gente voltar pra casa meio aérea, meio besta. Todo mundo cantando tudo e se fazendo presente ali. Quem tava lá sentiu a energia boa daquele canto.

      – A gente sentiu sim!  Mas vem cá, como surgiu essa relação de vocês com a música? É tão natural…

      Vitória: Nossa relação com a música não tem um tempo, é bem desde sempre. Ana tem uma família super musical, o irmão toca violão, mãe também, a irmã canta, e sempre teve influência por aí. Meu pai tocava bateria e sempre foi um apaixonado por música, quando eu era pequenina já andava pelos cantos vendo ensaios, shows, e ouvindo muita música, então sempre tive isso muito presente em mim.

      – Que lindo! Mas como as músicas surgem? Existe um processo criativo e tal?

      Ana: Não existe um processo. As músicas favoritas sempre vieram do nada, não sei como funciona isso em mim. Acho que quando tu vive o que a música conta, é mais fácil o desenrolar dela. Prefiro escrever sobre as minhas histórias, mas amo imaginar outras também.

      – Ah, sim! E o som de vocês é chamado de "pop rural", coisa que a gente não conhecia. O que vocês entendem por isso?

      Esse nome nasceu da necessidade de classificar nosso som. É popular por ser de quem quiser e de fácil compreensão; rural pelas nossas origens e por todas as influências que passeiam na nossa música. No fim das contas, a gente só quer uma casa no campo pra ouvir muitos pops rurais, rs! 

      – E ao longo desse tempo, vocês migraram dos covers do Tiago Iorc pra parcerias. Conta um pouco dessa relação pra gente?

      Temos uma conexão bonita com ele. O carinho e a admiração que temos uns pelos outros torna o projeto bem especial e de verdade. Tiago sabe das coisas, tem uma vivência enorme nesse universo e uma musicalidade massa.

      – Vocês são novinhas! Como tá sendo conciliar esse sucesso repentino com a juventude?

      A gente conversa muito sobre isso. E tem tanto dentro da gente que pulsa e fala sobre onde se deve estar. E é muito claro isso! Seu lugar no mundo é seu, a vida te prepara pra isso, com suas anormalidades se tornando amigas. Tem uma parada que vai além da gente, que não se explica, então você recebe. E quem é que nega presente?

      – Aproveitando, há quanto tempo se conhecem? Como tudo começou, como se conheceram e se juntaram?

      Ana: Nos conhecemos de verdade em 2012. Antes disso, só nos conhecíamos de vista porque estudávamos na mesma escola. Tudo se deu por conta da música. Eu tinha um canal no YouTube, onde colocava minhas composições e um dia chamei a Vitória pra gravar alguma coisa comigo, porque tinha visto, pelos feeds a fora, que ela cantava. Ela topou e gravamos um primeiro vídeo. O terceiro foi uma canção do Tiago e, como Vitória é bem fã do trabalho dele e  tinha o contato do Felipe Simas (empresário dele e, agora, nosso), enviou pro Fe, na intenção do Tiago só assistir. No fim das contas, ele não só assistiu, como quis trabalhar com a gente. Os dois nos convidaram pra gravar um EP em São Paulo, viemos e o Anavitória nasceu.

      – E como é viver na casa dos 20 anos? O que isso significa pra vocês?

      É um brilho doido nesse tempo, muitas certezas e muitas dúvidas, auge das coisas lindas, talvez. Eu ia falar de descoberta, mas a vida sempre é. Acho que o cotidiano impede um pouco essa distância pra se ter consciência "do que é viver os 20", e vai ser assim quando estivermos nos 30 e nos 80. Eu tentei pontuar algumas coisas e desisti, porque o tempo é um. Agora. Ou pelo menos deve ser. A gente vive essa tentativa, de viver o que se tem, né?

      – Vocês já conheciam a FARM? O que acham da marca?

      Conhecíamos e somos encantadas por todo universo de estampas e cores das roupas. Nós tentamos consumir cada vez menos fast fashion, por todas as coisas ruins que isso camufla. A gente acredita que a FARM é do bem por causa das estampas exclusivas e etc. Mas temos essa curiosidade, a linha de produção de vocês se inicia na própria empresa? Vocês detém todas as etapas de produção? Porque se vocês forem do bem, a gente é mais encantada ainda por tudo! Cheiro em tu! 

      E depois desse presente de entrevista, não podíamos deixar as minas sem resposta. E sabe, a gente tem pensado muito em tudo isso…

      Acabamos de fazer a avaliação de impacto socio-ambiental do sistema b (vocês conhecem? aqui tá o site, ó). Eles usam “b", de benefício, e mapeiam no mundo as empresas que buscam não apenas gerar lucro, mas gerar benefícios pros funcionários, comunidade e meio-ambiente. Temos muito a evoluir, é verdade, mas ficamos felizes de perceber que temos bons resultados em alguns índices importantes. 
       
      A gente trabalha com reaproveitamento de matéria-prima, por exemplo, com uma linha que é feita só de sobras da nossa produção, a re-FARM (já falamos sobre ela aqui!). Além disso, somos uma empresa com grande número de mulheres, muitas em cargos de liderança, e cuidamos bem delas. Isso é lindo! Aqui no escritório, oferecemos aulas de yoga, manicure e shiatsu. Apoiamos projetos como o "Menos um lixo", e usamos copos reutilizáveis, buscando sempre diminuir nosso descarte. 
        
      Quanto a nossa cadeia, por ser muito grande e pulverizada, não é totalmente própria, mas valorizamos fornecedores locais, principalmente do Rio e São Paulo, nossos dois maiores pólos de consumo. Temos pensado muito sobre como sermos ainda mais sustentáveis e estamos sempre abertos a mais trocas 
       

      Apaixonantes, né? Se você ainda não conhecia a dupla, é só dar um play no vídeo acima e ser feliz! É tão singular… 

      23.02.17