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sua mochila está vazia

      Tag: ana luiza gomes

    • ei, já conhece o andarilha?

      A gente já entrevistou a pesquisadora Ana Luiza Gomes sobre o projeto Andarilha que procura traduzir o cotidiano em criatividade (vem reler a entrevista aqui). Em várias imersões pelo Brasil, ela conta histórias de quem busca inspiração em trajetórias de vida e nas andanças cotidianas.

      Recentemente, a Ana veio morar mais pertinho, aqui no Rio. Aliás, tão pertinho que trouxe algumas das suas pesquisas pra nossa equipe de comunicação aqui da FARM! Nessa mudança, o bureau de estilo da Rê Abranchs – que a gente adora – convidou a andarilha pra trazer sua oficina super especial para criativ@s aqui no Rio. \o/.

      É a segunda edição da Oficina Andarilha; a primeira aconteceu em Belém do Pará, no Sesc Boulevard, com 20 pessoas que durante dois dias criaram os mais diversos projetos autorais. Esta segunda edição acontece ao longo de uma noite de sexta e um sábado inteirinho com um grupo de até 15 pessoas que trabalham com design, moda, comunicação e cultura.

      O objetivo da Oficina é fazer uma investigação criativa pessoal para quem quer finalmente tirar as idéias da gaveta e criar um projeto autoral. 

      O mergulho andarilho acontece nos dias 25 e 26 de novembro, no QG da Kalimo, no Rio. Quer saber mais? Clica aqui  no site do Bureau, escreve pra contato@renataabranchs.com.br ou liga no 21 2552-2254/ 2553-0551. 

      A gente adorou que o Andarilha veio parar pelas bandas de cá e não quer perder essa. Bora?

      20.11.16
    • a arte dos encontros e da estrada

      bola_andarilha

      A Ana Luiza Gomes é dessas que coloca a alma em tudo o que faz. Ela é designer e quando sua avó Josélia estava perto de completar 90 anos, decidiu fazer um livro sobre sua vida e dar de presente-surpresa no dia do aniversário. As estampas que fez pro projeto inspiraram o blog “A Pattern A Day”, que ela criou em 2009. De lá pra cá, a inspiração só cresceu:

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      “Criei vários projetos autorais inspirados na minha avó. Entre eles, o “Vovó me Inspira”, onde recebi cartas de netos apaixonados de todo o Brasil”, conta. O mais novo projeto em homenagem a vovó é o Andarilha, plataforma que propõe traduzir o cotidiano em criatividade contando histórias de quem, assim como ela, busca inspiração em trajetórias de vida e família. Um cantinho de aconchego que uma vez por mês traz um novo encontro e um universo de possibilidades.

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      Mais do que tudo, o Andarilha é sobre a compreensão de que no fim, não importa o destino. É no caminho que a vida acontece. E feito uma colcha de retalhos, mergulha em um Brasil que é profundo em cada pequena sutileza e mostra que, como diria Mia Couto, “a viagem não começa quando se percorrem distâncias, mas quando se atravessam as nossas fronteiras interiores.” Conversamos um pouco com Ana sobre suas novas andanças e foi lindo! ♥

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      Em que momento da sua vida o andarilha nasceu?
      Depois de um encontro com duas primas, decidimos fazer um livro sobre a história de vida da minha avó Josélia, era uma surpresa no seu aniversário de 90 anos. Pra este trabalho, desenhei diversas estampas, que nasciam das minhas pesquisas sobre estamparia, moda, design e arte.

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      De lá para cá, criei vários projetos autorais inspirados na minha avó. Junto, veio a vontade do Brasil, que comecei a pesquisar, através das pessoas e seus cotidianos, como alguém que se inspira na história de sua família pra criar projetos de conteúdo e pesquisa. No Andarilha, vou em busca de conhecer pessoas que também têm como referencia sua própria cultura e suas trajetórias de vida e família…

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      Qual foi a sua maior motivação?
      Durante o ano passado, trabalhei entrevistando diversos artistas brasileiros e curadores, sempre questionando o processo criativo de cada um. Minha grande motivação é fazer um projeto que traduza o cotidiano criativamente. Por isso, continuo a investigar os processos, as andanças, a caminhada, as escolhas de rumos. Como apaixonada por arte e cultura, isso me move!

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      Meu mapa é o humano. No centro, estão os saberes: conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano. Como protagonistas, os criadores: atuantes na construção de uma memória afetiva comum. Minha língua, aliás, é o afeto. Meu tradutor são as diversas formas de expressão: arte, música, gastronomia, fotografia e audiovisual.

      Vem ler mais no The Summer Hunter! 🙂

      05.06.15
    • mais brasil, por favor!

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      O ‘O Brasil com S‘, que já esteve por aqui antes, é um daqueles projetos que faz a gente agradecer por ser brasileira. A Ana Luiza Gomes e a Mayra Fonseca, criadoras do movimento, viajam o país redescobrindo a pluralidade da nossa identidade e acabaram de visitar o Morro da Conceição, no Rio de Janeiro. Depois de passar uma tarde aqui na Fábrica, elas contam os detalhes da pesquisa que revelou um Rio mais brasileiro do que nunca. Vem ver!

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      “Um dos principais pontos do nosso trabalho é a escolha dos temas de pesquisa. Temos um interesse nato pelo cotidiano e pelas histórias locais e pesquisamos dois tipos de tema: lugares do país ou elementos culturais. Nosso tom é de inspiração, é descobrir o que há de trivial e encantador e, ao mesmo tempo, o que pode ser fonte de pesquisa. A próxima parada será Tapajós”, conta a Ana.

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      No momento, elas ainda estão sob efeito do Morro da Conceição. Durante a pesquisa, a ideia foi trazer um Rio de Janeiro além dos cartões postais: “passamos três dias subindo e descendo ladeiras. Usamos como base a sede da Goma e conhecemos muita coisa bacana, como o Viajantes do Território. Nosso obrigada à FARM, que contribuiu com os custos da viagem, viabilizando parte de tudo isso!”, conta Mayra.

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      A Má, que é antropóloga, e a Ana, que é designer, se conheceram através de uma amiga em comum e, entre uma conversa e outra, perceberam que tinham na alma a mesma inquietação. A partir daí, o  ‘O Brasil com S’ dialoga com públicos distintos, soma descobertas e reforça a ideia de que o Brasil é feito de vários “Brasis”. Vem da simpleza do país o ponto de partida das meninas.

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      “Procuramos o mercado do bairro, os pontos de ônibus, as estações de trem… Pessoas que são janela pra rua, memórias vivas da história. Aprendemos a nos encantar cada vez mais com os locais que são o cenário cotidiano das pessoas triviais de um local. No Rio, pra visitar, destacamos o Instituto Moreira Salles, a Casa Daros, o MAR e a Casa Porto, que é do ladinho da Pedra do Sal.”, contam.

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      É claro que a gente virou fã das meninas. Esse olhar pra dentro do nosso país também nos inspira a amar o que é feito em casa: “nós temos o hábito de contar que um grande desejo do O Brasil Com S é que, em uma mesa qualquer cheia de brasileiros, fale-se cada vez mais sobre o Brasil. Nossa missão é estimular a prosa com e do brasileiro sobre o país”, explicam.

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      A ideia de revelar cada cantinho do país por um viés humano e real é a forma das meninas reforçarem a importância de nos inspirarmos em nós mesmos: “há 500 anos fomos pressionados a copiar o padrão de vida europeu, nos últimos 50, o dos Estados Unidos. Esse caminho de cópia não respondeu. Acreditamos no olhar pro nosso próprio cotidiano e na busca de soluções aplicáveis”, finalizam.

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      Ah! Pela gente, o papo não acabava nunca. As meninas inspiram em cada vírgula e só aumentam nossa vontade de sair por aí desbravando as infinitas possibilidades do nosso Brasil brasileiro. Pra continuar a conversa, pula pro site (que tem imagens e textos sobre cada pesquisa, além de um soundclound viciante!) e pra fanpage.

      Ana e Má, que a gente se reencontre tão logo! ♥

      18.09.14