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sua mochila está vazia

      Tag: alander especie

    • tecendo caminhos…

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      Tecer caminhos com as próprias mãos: é essa a metáfora do macramê na vida do artista plástico Alander Especie. Foi no Sana, numa viagem em busca de autoconhecimento, há 12 anos, que o carioca descobriu a técnica – e se descobriu. A gente trocou uma ideia sobre vida e arte e aproveita a terça-feira pra lançar o ‘Arte em Espécie‘, documentário que ele produziu e que passeia por entre todos esses temas. É coisa linda de se ver!

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      ‘Vejo minha arte como a única maneira de poder viver de dentro pra fora, pois até então isso não era possível, tudo era de fora pra dentro.  Quando essa ordem mudou, logo percebi que naturalmente tudo começou a mudar também. Sabia exatamente o que queria e aonde quero chegar.’- conta.

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      O macramê surgiu por volta de 3000 a.C. como forma de permuta e tinha valores hierárquicos e afetivos. Alander resignifica a técnica no melhor estilo ‘O futuro será feito a mão’ – não usa nenhuma outra ferramenta, é 100% artesanal – tornando-a poesia, tornando-a troca, tornando-a viva.

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      Pro artista, a onda é você ir descobrindo caminhos, escolhendo de forma orgânica o que virá a seguir, e assim inventando uma construção, criando arte. Mas não para por aí. O resultado final não é a peça pronta. Aliás, de acordo ele, ela sempre está em transformação, nunca está concluída.

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      O papo tá ótimo, né? Mas a boa é dar play pra entender – e sentir – como isso ganha ainda mais vida na voz dele. O documentário ‘Arte em Espécie‘ foi produzido pela Do Rio Filmes. O Alander contou que o processo de criação do filme durou dois anos e tudo rolou de forma bem consciente e despretensiosa: “Íamos gravando as intervenções, instalações e as próprias entrevistas na minha casa e na rua”. Clica abaixo! 😉

      https://vimeo.com/135395140

      O mais importante pro Alander continua sendo o valor afetivo da troca. É a partir das exposições e intervenções que faz – rolou expô no Museu Histórico Nacional e um balanço lindão na Lagoa! – ou seja, a partir da troca com o outro que o artista concebe sua arte. É aí que ele pode demonstrar o que sentiu e consegue absorver o impacto do seu trabalho no mundo.

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      Pra quem quer se jogar no macramê, o carioca dá a dica: ‘pratique até dominar a técnica, só assim poderá fazer o que tem em mente e acreditar que é possível chegar onde quiser. Por mais impossível que pareça, você chegará aonde deseja estar. Pra todo sacrifício existirá uma recompensa’.

      E não é assim mesmo a vida? Realmente, Alander e seu macramê são pura metáfora e poesia!

      11.08.15
    • farm entrevista: alander espécie

      bola_alander

      Hoje é dia de conhecer mais um pouco do trabalho de um artista que a gente adora e vai inaugurar mostra imperdível amanhã. Com vocês, Alander Espécie!

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      Conta um pouco da sua trajetória como artista?

      Minha formação foi em moda na UCAM, em 2001, sou formado em Moda. Mas depois de 3 anos lutando pelos sonhos de ser estilista de uma grande empresa e aprender sobre o macramê, decidi fazer uma viagem pro Sana. Chegando lá encontrei com 4 uruguaios que logo de cara simpatizaram comigo e dominavam o macramê. Foi aí que tive a coragem de pedir pra um deles me ensinar algo que vinha buscando espiritualmente sem saber o porquê. Aprendi e depois tive a certeza de que era capaz de fazer o que eu quisesse, só dependeria do meu querer e da minha dedicação.

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      Voltei pro mercado de varejo de moda dominando a técnica e tive a oportunidade de assinar uma coleção pra Reserva no SPFW outono-inverno 2009, fiz alguns desenvolvimentos pra marcas femininas, como Shop 126, Q-guai, Patricia Vieira e Gilson Martins. Meus últimos trabalhos na moda foram na Bintang como coordenador de estilo e depois o na HOMEGROWN como fornecimento e estilo, além de ser um colaborador direto da marca.

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      Minha trajetória na arte é bem recente, já participei de diversos coletivos e ações. Ano passado ganhei um prêmio muito legal do Salão de Design com o balanço bilanx, que foi uma surpresa para mim! Acredito que handmade é o futuro. (OBS: a gente falou do bilanx aqui, lembra? E a foto aí de cima é o Alander fazendo a intervenção no muro da nossa Casa de Verão.)

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      Por que você escolheu o macramê como técnica principal?

      No mesmo dia em que aprendi essa técnica ancestral de tecelagem manual, tive a certeza de que era com a mesma que iria um dia ser o meu trabalho principal.

      Onde busca inspiração pra sua arte?

      Minha inspiração com certeza é o cotidiano, minha família, meus amigos, a vida, o universo e todos outros artistas e artesões que usam suas próprias mãos e vivem da arte.

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      Como o Rio influencia seu trabalho? 

      Com certeza toda influência que recebo do Rio vem da natureza, das ruas e da sua beleza natural sem contar a cultura riquíssima de todas as favelas e Morros. Toda essa diversidade me influencia o tempo todo, da hora que acordo até dormir. Estou de olho em tudo, nada passa despercebido! Quase todas as cores e pantones que uso têm como referência natureza, insetos, animais, assim como tudo que está na rua.

      Por onde você anda por aqui?

      Moro no Humaitá e os lugares onde intervenho ou ocupo são aleatórios, não existe uma regra pra isso e nem um local definido, tudo depende do momento ou do suporte a ser trabalhado. Posso estar onde eu quiser, meu trabalho é muito livre e sou eu quem determino onde estarei sempre.

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      Quais outros nomes da arte brasileira contemporânea você admira?

      Fernando De La Rocque, Maria Nepomuceno e Mozart Guerra.

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      E amanhã é dia de ir ver a mostra Herdeiro de Tradição – objetos do cotidiano: Ícones do Design, que entra em cartaz no Museu Histórico Nacional. Com curadoria do designer Zanini de Zanine e do entusiasta Marcelo Vasconcellos, ela apresenta 5 peças inéditas feitas com cadeiras assinadas por Michael Thonet, Joaquim Tenreiro, Flavio Carvalho, Zanini Caldas e Sergio Rodrigues.

      Nos vemos lá?

      19.03.14
    • máquina do tempo

      Todo mundo sabe que os momentos mais divertidos da vida são quando a gente dá uma de criança e se liberta, sem vergonha! E foi nesse clima que Alander Especie criou o projeto Balanço.

      A ideia é espalhar vários balanços pela cidade pra que, no meio do frenesi urbano, a gente consiga resgatar um pouquinho da infância e, quem sabe, parar um momento pra uma balançada, pensar, relaxar e interagir com esse minutinho de calma.

      A primeira intervenção foi instalada na Lagoa e criada por Alander junto com Marcelo Macedo, o Mack. Mas, pra tristeza geral, foi roubada depois de 5 dias. 🙁 A atual, agora na Praça Nossa Senhora da Paz, é de Alander com Felipe Bardy.

      Os balanços são todos coloridos, de madeira reutilizada e macramê. Pra quem quiser aproveitar, é só dar um pulo lá e ainda curtir a praça, cheia de árvores!

      04.08.12