sua mochila está vazia

    • mulheres com sotaque: Péo

      De repente me vi ali de novo, rodeada de crianças, observando com espanto aquela casa que mais parecia um barco cheio de janelinhas, ou quem sabe uma nave espacial, pelo formato arredondado. Esse lugar é a Casa Redonda, escola onde meu irmão estudou 13 anos atrás. Fui lá entrevistar a fundadora, Péo.
       
      Maria Amélia Pinho Pereira é uma mulher que me inspira – e muito! Ela criou uma escola onde o brincar é levado a sério e as crianças se desenvolvem num ambiente lúdico e com muito contato com a natureza. Também fundou um projeto social pros migrantes que vem tentar a vida do lado de cá, a Oca: uma escola de cultura popular onde as raízes de cada um são honradas e fortalecidas e se aprende dançando e tocando. Como se fosse pouco, ela é também vice presidente do Instituto Brincante aqui em Sampa.
       
      No dia da minha visita, subimos uma escada em espiral e entramos em uma salinha pra conversar. Havia ali uma das muitas janelinhas azuis e vermelhas espalhadas pela casa redonda: “Em cada janela que eu olho vejo uma vista diferente, um novo recorte do verde lá de fora. Daí eu penso: meu Deus, é isso, o mundo são várias janelinhas, não uma só”, me contou Péo.

      Ju: Péo, me conta um pouco da sua história?
       
      Nasci defronte do mar, sou de Salvador e o fato de ter convivido com um horizonte mais aberto determinou muito a minha maneira de ser. Eu não esqueço que o mundo é infinito. Vim pra São Paulo como muitos nordestinos, aos 22 anos, achando que no sul estava o conhecimento maior das coisas. Esse horizonte aberto começou a ser constelado de outra forma e o mantive dentro de mim como um pulsão dos sonhos e idealismos no âmbito da educação.

      Cheguei aqui e entrei em uma escola experimental, onde fui sócia e professora durante 20 anos. Apesar de ser experimental, era uma instituição com sala de aula, horários fixos, aquela coisa toda e convivendo com os meninos aprendi muito com eles. Ao dar ouvido à eles vi que a escola tinha que ter outro formato. Eu via que o planejamento, que era feito pelos professores, chegava na sala de aula, com aqueles 20 meninos vivos, e não dava certo. Passei a ouvi-los mais. E ouvindo, vi que a escola tinha que ter um outro formato. Percebi que não dá pra deixar as crianças de 3, 4, 5 anos numa sala, quando no recreioacontecia o momento mais vivo, onde você via as crianças alegres, brincando entre si, os maiores e os menores. Por que não fazer disso uma constante da escola?

      Na escola tradicional se diz muito “não” às crianças. “Não” pra um começo de vida, que está ali com uma pulsão física, emocional, mental, querendo conhecer, explorar. Assim não dá. Também fui percebendo o ritmo das crianças. Notei que a mesma aula que era programada pras 8h, quando os alunos estavam cheios de energia, não podia ser programada pras 13h, logo depois do almoço, quando o corpo deles pedia outra coisa. O nível de concentração era outro. E os planejadores do nosso sistema de educação, quena sua maioria são mentes masculinas, e distantes de um contato direto com as crianças, não percebiam isso.
       
      A mulher tem uma percepção mais aguçada pros ritmos. O fato da gente menstruar, ter uma relação com a lua, ficar com o filho nove meses na barriga, nos dá outra sensibilidade. Não é que o homem não seja sensível, é que a nossa cultura poda o desenvolvimento dessa sensibilidade.

      Ju: e como você decidiu criar a sua própria escola (a Casa Redonda)?

       A Casa Redonda nasceu quando eu compreendi que a gente é um ser cósmico, que estamos dentro de um planeta que pulsa vida e que somos parte de um todo. Nesse momento entrei em desacordo com o sistema patriarcal, focado mais na racionalidade e que há milhares de anos domina o planeta, e me permiti não corresponder mais ao padrão cultural pré-estabelecido. Se você não presta atenção, vai se adequando à ele e, quando vê, tá precisando brincar de novo na vida.
       
      O nosso atual sistema é muito baseado no controle, num controle de produção, mas eu acho que a vida é muito mais inteligente do que a matemática. Queremos um mundo que nos controle ou um mundo onde a gente possa fluir com a vida? Nesse sentido, o feminino (não a mulher, mas o feminino em si) traz essa fluidez.
       
      A evolução é teimosa e a gente vai chegar lá porque ninguém quer ficar no lugar onde está. Queremos ter tempo pra conversar, brincar, sentir, ter mais tempo livre. Não nascemos pro trabalho, é um engano isso. Nascemos pra fazer aquilo que gostamos, e acho que 80% da humanidade trabalha com o que não gosta.

      Trabalhando dentro de uma escola fechada eu sentia falta do contato com o verde. Acho que o descolamento com a natureza é um dos fatores fundamentais pras crises existenciais que a gente tá vivendo. Porque na natureza você vê os ciclos, a mudança das estações, o crescimento das plantas, vê que a vida não é linear. E o contato com ela é um elemento fundamental pra descoberta do que é o feminino. Sinto que o universo pede à mulher que não abra mão da sua sensibilidade em relação à natureza externa e a dela própria.
       
      Escolhi uma chácara bem verde pra fundar a escola e pedi ao meu marido, que era arquiteto, pra construir uma casa onde entrasse muita luz do sol e da lua.
      Ju: Péo, vejo você como uma grande observadora do universo infantil. Me diz, como você observa a mulher nos seus primeiros anos de vida?
       
      Olha, vejo que as meninas assumem uma identificação muito grande com o papel da mãe e, nesse papel, elas são as poderosas. Uma das brincadeiras mais presentes na infância é a de construir a própria casa, porque a casa, pras crianças, é o materno.  Outra brincadeira é a de ser mãe. Como aqui temos crianças de várias idades, as meninas de 5 anos brincam que são mães dos meninos de 2, 3 anos.

      A Casa Redonda existe desde 1982 e eu tenho observado uma mudança nas meninas, que é um reflexo da mudança na maneira de ser das mães. Na década de 80, muitas delas optavam por deixar o trabalho pra ficar com os filhos durante os primeiros anos e isso vem acontecendo muito pouco agora. Hoje, elas deixam as crianças na escola pra irem trabalhar e, quando chegam em casa, precisam garantir os cuidados dos filhos, se tomaram banho, comeram, escovaram os dentes – não sobra tempo pra brincar. Isso se reflete nas brincadeiras de casinha, que na década de 80, 90 tinham um ritmo mais harmonioso e muito mais tranquilo. A criança fazia comidinha e cuidava do bebê com toda a calma do mundo. Hoje esse cuidar se transformou em mandar, elas vivem dizendo: “é hora de dormir, é hora de ir pra escola, é hora disso, é hora daquilo”. E o pequeno que está ali brincando aceita isso em um primeiro momento, mas rapidamente reage a esse comportamento autoritário e diz que não quer mais ser o bebê. E então, quando elas perdem os seus bebês, transformam meninos um pouco maiores em cachorros de estimação, amarrando uma corda na cintura deles e andando pra lá e pra cá, controlando-os. Isso me preocupa.

      As crianças chegam a verbalizar que querem duas mães, uma mãe que manda e outra que brinca. E essa mãe que manda tem sido incorporada cada vez mais pelas meninas, que muito cedo assumem uma postura determinada e autoritária. Vejo isso como um reflexo do estatuo social feminino de hoje: as mães já não se sentem realizadas somente com o seu lado materno, precisam ter o seu lado profissional também desenvolvido. Acontece que, nesse sistema econômico terrível, o lado materno acaba completamente suprimido. O desequilibro é evidente. A mulher é impedida de viver a sua gravidez com tranquilidade e a comunhão maior entre ela e a sua cria é conspurcada. E o tempo feminino, aquele tempo sem tempo, aberto, fluido, acaba se perdendo.
       
      Acho que a mulher entrou no universo profissional, patriarcal e se adequou ao raciocínio que já estava ali, deixando o modo de pensar feminino de lado. Pra poder competir, ela aceitou esse sistema mais racional, em detrimento de um caminho onde a dimensão sensível esteja presente. As crianças dizem que não querem aprender a ler porque, quando aprenderem, a mãe vai deixar de contar história. Na Hungria, descobriram que se pagassem a uma mãe um valor pra que ela mantivesse os seus filhos de até 3 anos em casa, seria economicamente melhor do que manter as creches.

      Ju: na Oca você tem muito contato com mulheres nordestinas e migrantes de várias partes do país. Que saberes elas trazem consigo?

      Essas mulheres são guerreiras e sobreviventes. Abriram mão de tudo que tinham, deixando pai, mãe, roça, identidade e cultura pra atrás, e vieram pra São Paulo em busca de trabalho pro marido, com 3, 4, 5 filhos. Hoje elas mantêm a casa, além de terem que trabalhar, de modo que os filhos vão sendo entregues aos irmãos mais velhos. A maioria delas é analfabeta.
       
      Me lembro de uma contando que, quando o marido arranjou outra mulher e a deixou com 5 filhos, disse assim “você vai continuar analfabeta a vida inteira”. E ela foi pra Oca pedindo pra aprender a ler, pra um dia dizer ao ex-marido tudo o que ela pensava. Essa moça tinha dentro dela uma força tão grande que aprendeu rapidamente. Como ela era mineira, foi lendo trechinhos do livro Miguilim de Guimarães Rosa queela aprendeu a ler na Oca. E ela se identificava muito. Quando lia sobre as frutas daquele lugar, as festas, a vida vinha de novo pra ela.

      São as mulheres aqui da periferia, onde fica a Oca, que sustentam as famílias, porque os maridos em geral são alcoólatras, drogados ou estão presos. Na hora que elas se alfabetizam, ganham uma nova consciência da sua situação e começam a se posicionar, não aceitando mais ter sexo só para descarregar tensões de um marido bêbado, por exemplo.
       
      O que acontece com esses migrantes, que aqui chegam deixando sua terra natal por questões econômicas, é de uma violência profunda: é o desenraizamento da sua cultura, de sua identidade – e com esse desligamento, eles e elas se desconectam da vida. No momento em que você faz uma ponte com a sua cultura de origem, esta vem com uma riqueza profunda. Hoje, as mulheres da Oca se transformaram em bordadeiras de renascença e criaram um grupo de mães, e você precisa ver essas mulheres falando: há um saber, que não é o saber da escrita, um saber de vida, que elas não tem onde expressar. Elas sabem se virar num mundo de escassez e são muito solidárias, o saber delas vem das situações corajosas de sobrevivência. Quando morre uma mãe ou um pai é preso por causa de drogas, a vizinhança assume aquelas crianças. Nessas situações a generosidade é exposta imediatamente. Isso é de uma riqueza humana extraordinária.
       
      Quero redigir a vida dessas mulheres. Um dia chamamos uma delas pra contar sua história e ela descreveu como era cortar cana no canavial apanhando do pai, tendo que estar na roça todos os dias as 5 horas da manhã. Os próprios filhos, que estavam ali ouvindo, não sabiam disso e ao ouvir passaram a respeitar muito mais a mãe. Os meninos da Oca, qualquer menino, dos 4 aos 15 anos, nos finais de festa pedem, sempre, pra levar comida pras mães.
      Eu me lembro de uma outra mulher, em um projeto que eu estava fazendo na Bahia, me dizendo assim: “Olha, eu tomo conta de 5 filhos, não tenho tempo de botar eles no colo, de contar histórias. Mas eu sei e eles sabem que a sopa que eu boto de noite pra eles tomarem é o meu abraço neles”. Eu fiquei arrepiada, ela era lavadeira e os clientes dela doavam peles de frango que sobravam pra ela fazer a sopa da noite. Ela dizia “Não me sinto culpada não, eu faço o que posso”. "Esse é o amor que dou à eles". Poxa, essa consciência é fantástica, e os meninos dela eram alegres, com uma capacidade criativa muito grande.
       
      Eu vejo que a gente menospreza uma população brasileira que tem saberes extraordinários guardados, e que a gente não utiliza esses saberes pra enriquecer a nossa cultura e a nossa visão de ser humano. Reverencio essas mulheres que com muito pouco sobrevivem, com um espítiro comunitário aberto ao sorriso, prontas pra ajudar quem precisar.  Essa disponibilidade para a comunhão com a vida está ali presente em uma força que, sinceramente, não é muito comum em outras classes sociais, onde o individualismo parece ser a regra do convívio entre as pessoas. A vida confortável e cheia das facilidades parece criar um empobrecimento, anestesiando os sentimentos que podem conduzir a uma fluência mais humana, mais solidária e mais fraternal entre as pessoas.

      Super obrigada especial para Maria Amélia Pereira e Rinaldo Martinucci, que nos cederam as fotos dos arquivos da Casa Redonda.

       
      09.03.17 5 anos atrás

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    • Diversity & Inclusion: our complete action plan

      Today, June 22nd, 2021, we publish our Action Plan for Accelerating Diversity & Inclusion at FARM. This plan was built from active collective listening carried out in 14 meetings, with more than 800 employees. Working as a team, we created a long-term action plan with five major commitments and goals to accelerate our social responsibility, effectively transforming our organizational structure.  We’ve elected as our priority focus in this plan: self-declared Black people (Black and Brown) + Indigenous people considering that they can also be LGBTQIA+ people. When we expanded the goal to other underrepresented groups, we included PWDs and LGBTQIA+ people regardless of their ethnic-racial self-declaration. It’s noteworthy that women are the majority at FARM hierarchical structure and will be considered as an underrepresented group where representation still needs to be improved. Below, you can read more about our 5 commitments, their respective goals and deadlines: Transform FARM’s culture through Diversity & Inclusion, placing these priorities at the center of our decisions;Reformulate the Gente & Gestão (Human Resource department), expanding diversity actions;Include and accelerate the career of Black and Indigenous people, respecting the intersectionality with other underrepresented groups, at all levels and areas of the company;Expand and deepen literacy on Diversity & Inclusion;Invest actively in social responsibility actions in Rio de Janeiro. Short-term actions: Include at least one goal per quarter related to Diversity & Inclusion for all departments, ensuring transparency of the goals’ progress as of Jul/21.Include diversity in the 2022 brand strategic plan, which will take place in Sep/21.Hire a Black or Indigenous person as Head of Communication by Dec/21.Develop and communicate a zero-tolerance policy for racism in stores and offices by Dec/21.   Short-term actions: Hire a Black woman as head of the department by Dec/21.Fill 4 diversity area positions with current employees by Dec/21. Mid-term actions: Design and implement a new structure for the Gente & Gestão HR department, focusing on matters such as career and succession, recruitment, employee support, professional development, internal communication, benefits, remuneration, and diversity between Jul/21 and Dec/22. Short-term actions: Prioritize the internal recruitment, starting with the sales department and moving on to the office and operational areas as of Jul/21. Mid-term actions: Launch the 2022 trainee program with priority for Black and Indigenous people to fill 10 positions in different areas.Relaunch the Apprenticeship Program, including a development and mentoring plan, by 2022.Create an internal talent database for recruitment and selection with an understanding of race and ethnicity, gender, PWDs and LGBTQIA+ people by Dec/23.Plan and execute mentoring for accelerating Black people within FARM by Dec/23. Long-term actions: Having at least 20% of the FARM leadership formed by Black and Indigenous people, and 10% of people from underrepresented groups by Dec/26.Having, in our workforce, at least 30% of Black and Indigenous employees by Dec/26.Having at least 30% of the HR department formed by Black and Indigenous people, and 20% of people from underrepresented groups by Dec/26. Short-term actions: Having DI&I literacy as an essential step in the onboarding program for new employees as of Jul/21.Create exclusive annual literacy programs (advanced level) for FARM leadership ensuring 100% adherence throughout the program by Sep/21.Reformulate the calendar and format of our literacy actions, in partnership with the Diversity Committee and Affinity Groups, by Dec/21.Engage and encourage 100% of employees in the conclusion of the basic literacy cycle by Dec/21. Immediate actions: Create the Social Impact Plan by Sep/21, initiating effective actions in Oct/21.Double the 2021 Sustainability budget, allocating 50% of it to concrete social actions in Rio de Janeiro by Dec/21.
      29.06.21 7 meses atrás
    • Diversidade e Inclusão – nosso plano de ação.

      Hoje, 22 de junho de 2021, publicamos nosso plano de ação para a aceleração de diversidade e inclusão na FARM. Este plano foi construído a partir de escutas ativas coletivas feitas em 14 encontros com mais de 800 colaboradores.A muitas mãos, construímos um plano de ação com o objetivo de impactar efetivamente nossas estruturas, trazendo cinco grandes compromissos com desdobramentos e metas. Elegemos como públicos prioritários para nossas ações: pessoas auto-declaradas negras (pretas e pardas) + indígenas considerando que podem também ser LGBTQIA+. Quando ampliamos a meta para outros grupos sub-representados, incluímos pessoas LGBTQIA+ e PCDs independente de sua auto-declaração étnico-racial. Vale ressaltar que mulheres são maioria em diversos níveis hierárquicos da FARM e serão contempladas como grupo sub-representado onde ainda faltar representatividade.A seguir, apresentamos nossos 5 compromissos e seus respectivos objetivos e metas: - Transformar a cultura da FARM através da diversidade e inclusão, colocando-as no centro das decisões;- Reformular a Área de Gente & Gestão, ampliando o olhar para diversidade; - Incluir e acelerar a carreira de pessoas negras e indígenas em todos os níveis e áreas da empresa; - Ampliar e aprofundar letramento sobre diversidade & inclusão; - Investir ativamente em ações de responsabilidade social no Rio de Janeiro. AÇÕES DE CURTO PRAZO- Incluir pelo menos um objetivo por trimestre relacionado à diversidade e inclusão para todos os heads, garantindo transparência do andamento dos objetivos a partir de jul/21. - Incluir a diversidade no planejamento estratégico de 2022, que acontecerá em set/21. - Contratar uma pessoa negra ou indígena como head de comunicação até dez/21. - Elaborar e comunicar uma política de tolerância zero para racismo em loja e escritório até dez/21. AÇÕES DE CURTO PRAZO- Contratação de uma mulher negra como head da área de Gente&Gestão até dez/21. - Preencher internamente 4 vagas para área de diversidade até dez/21.AÇÕES DE MÉDIO PRAZO- Desenhar e implantar uma nova estrutura para a área de Gente&Gestão, investindo em temas como carreira e sucessão, recrutamento, acolhimento, desenvolvimento, comunicação interna, benefícios, remuneração e diversidade, começando em jul/21 e finalizando até dez/22. AÇÕES DE CURTO PRAZO - Priorizar o recrutamento interno, começando pela área comercial e seguindo para o escritório e área operacional, a partir de jul/21.AÇÕES DE MÉDIO PRAZO - Lançar o programa de trainee 2022 com prioridade para pessoas negras e indígenas, com 10 vagas para diversas áreas.- Relançar o projeto jovem aprendiz, incluindo plano de desenvolvimento e mentoria, até 2022. - Criar um banco de talentos interno para recrutamento e seleção com entendimento de raça e etnia, gênero, LGBTQIA+, PCDs, até dez/23. - Planejamento e execução de mentoria para aceleração de pessoas negras que já estão na FARM até dez/23.AÇÕES DE LONGO PRAZO- Ter ao menos 20% da liderança composta de pessoas negras e indígenas e 10% de pessoas de grupos sub-representados até dez/26.- No quadro geral de colaboradores, ter ao menos 30% de pessoas negras e indígenas até dez/26. - Ter ao menos 30% da área de Gente&Gestão composta de pessoas negras e indígenas e 20% de pessoas de grupos sub-representados até dez/26. AÇÕES DE CURTO PRAZO- Ter letramento como etapa essencial na ambientação de novos profissionais a partir de jul/21. - Criar programas anuais de letramento exclusivos (nível avançado) para a liderança garantindo 100% de adesão ao longo do programa, até set/21. - Reformular o calendário e formato das ações de letramento em parceria com o Comitê de Diversidade em diálogo com Grupos de Afinidade até dez/21. - Engajar e estimular 100% dos funcionários na formação do ciclo básico do letramento até dez/21. AÇÕES IMEDIATAS - Desenhar o plano de impacto social até set/21 e iniciar ações a partir de out/21. - Dobrar o orçamento de Sustentabilidade de 2021 e destinar 50% para ações sociais concretas no Rio de Janeiro até dez/21. Há muito trabalho a ser feito e nos comprometemos a dar transparência à comunicação deste processo por aqui, no @adorofarm e em outros canais, transformando de dentro para fora. 
      22.06.21 7 meses atrás
    • FARM é 100% carbono neutro!

      chegou a green friday da FARM! e dessa vez com um marco e tanto, agora somos 100% carbono neutro! há menos de dois anos mergulhamos no desafio de reduzir as emissões de CO2 de nossas coleções, e agora anunciamos com orgulho que toda a nossa operação - da criação da sua peça preferida até a chegada dela na sua casa - é totalmente carbono neutro. essa notícia incrível só é possível graças ao projeto de reflorestamento 1000 árvores por dia, todos os dias. além de neutralizar o CO2 também estamos compensando toda emissão da nossa operação (brasil e global), através do plantio de árvores nativas. e como explica a Taciana Abreu, nossa head de sustentabilidade do Grupo SOMA, esse é só o começo!“estamos absolutamente comprometidos em evitar o aquecimento global e sabemos que há muito a ser feito. na FARM o foco da nossa estratégia climática é o 1000 árvores por dia, todos os dias  que vem plantando centenas de milhares de árvores em diferentes biomas brasileiros, regenerando solos degradados, ativando economias locais e recuperando nossa tão importante biodiversidade”. dentro do projeto 1000 árvores por dia, todos os dias - que em dezembro atinge a meta de meio milhão! - plantamos 64 mil mudas com nosso parceiro Iniciativa Verde. essas árvores terão suas emissões monitoradas por 30 anos, garantindo um futuro todinho carbono neutro. “apoiar a recuperação de biomas, como a FARM tem feito, é de fato ajudar a combater as mudanças climáticas. os projetos de reflorestamento são capazes de remover carbono da atmosfera, criando novos estoques naturais e recuperando a saúde dos solos, o que é fundamental para a recuperação da biodiversidade” conta Lucas Pereira, consultor da Iniciativa Verde pois a gente entende que cuidar da natureza é regenerar e compensar, mas também reduzir. por isso estamos trabalhando em ações combinadas, garantindo um olhar responsável em toda a nossa cadeia produtiva. “regenerar é preciso, mas reduzir as emissões  também é fundamental. para isso, temos uma série de ações em curso como a reorganização da gestão de resíduo, a redução do consumo de plásticos e embalagens, o aumento de matérias-primas certificadas - incluindo a viscose ecovero da lenzing, que já reduz 50% das emissões em relação a uma viscose normal - e, em breve, a migração da nossa matriz energética para 100% fontes renováveis” explica o Marcello Bastos, sócio-fundador da FARM.  esse é o nosso compromisso, o nosso presente para o futuro.com amor, por natureza!
      12.11.21 2 meses atrás
    • FARM <3 Fábula, um sonho colorido!

      Tá no ar uma das parceria mais pedidas: FARM <3 Fábula, uma coleção feita pra viver todos os nossos sonhos de criança!  Demos a mão a nossa irmã mais nova pra criar essa história pra lá de colorida. São 18 estampas clássicas do acervo de arte da Fábula com elementos lúdicos como dinossauros, alienígenas, frutas e grafismos que trazem a sensibilidade do pintato à mão, com a coloração divertida e única, super característica da marca.  É pra se jogar na liberdade do movimento!  As modelagens pra gente grande são feitas com shapes mais amplos e caimentos mais limpos, pensados justamente pra gente se reconectar com a nossa criança interior e se permitir dançar no meio do dia, correr na praia e pular de alegria.  Ah, destaque para a escolha das matérias-primas pensadas especialmente para a coleção como sarja estampada, algodão certificado e o nylon, que ainda tem proteção UV. Perfeito pros dias de sol :)  Se liga nesse desejo!  Uma das peças mais especiais tem uma história super fofa! O vestido com os bordados estampados, criado a partir de desenhos feitos à mão pelos filhos de duas integrantes do time de estilo da FARM: o Martin, filho da Tati Vianna e a Maria, filha da Dani Moritz. Demais, né?  Uma parceria que faz o coração bater mais forte e resgata o que existe de mais leve dentro da gente: boas risadas, sonhos lúdicos e a vontade de colorir o mundo! <3  E por falar em sonhos…  Através da coleção estamos apoiando o espetáculo “Gigantes Sonhadores”, da Raquel Potí, presença tradicional do carnaval carioca e nossa parceira de longa data, junto com uma equipe pra lá de criativa.  “Gigantes Sonhadores” é sobre celebrar os Encantados, espíritos ancestrais de festas populares do mundo todo, em um cortejo mágico e colorido, dando asas à nossa imaginação. Como uma história contada pra sonhar!  No espetáculo, pernaltas, acrobatas e monociclos contam as histórias lúdicas simbolizando energias como o Movimento, presente na nossa campanha, o Som, o Profano, o Sagrado e o Nada.  https://www.youtube.com/watch?v=wOnct6Bcc_Y Toda a criação de figurinos e máscaras foi feita com materiais reutilizados, através de uma parceria com a Cooperativa Bandeirantes, de reciclagem e serviço ambiental. As máscaras são criadas artesanalmente a partir de potes plásticos de detergentes e alvejantes, canudos e descartáveis em geral.  E olha que importante, além dos artistas, o projeto beneficia e remunera profissionais que foram diretamente impactados pela pandemia. Ao todo, são 27 profissionais, entre as áreas de artística, produção e comunicação, beneficiados pelo projeto. É sobre celebrar a cultura popular brasileira com consciência socioambiental!  Alegria em apoiar essa ideia!  A FARM vai custear a gravação, produção e finalização de uma das canções do Gigantes Sonhadores, além de realizar a doação de sobra de tecido para a confecção das indumentárias dos espetáculos e de oficinas.  Solta o som e vem pra roda :)  https://www.youtube.com/watch?v=a5eq_R-YeBo A trilha sonora da campanha foi produzida por Jonas Sá, Pedro Sá e por Thiago Nassif. A banda ainda conta com a participação de Davi Moraes, filho de Morais Moreira, nas guitarras e cavaquinho, e Thomas Harres na bateria.   A canção foi composta em parceria e gravada por Clara Anastácia que, além de roteirista e escritora, faz parte da mais nova geração de cantoras baianas e do lookbook da coleção.   Na letra da música e no cantar de Clara, puxamos um fio que fala de sol, de vento, sementes que crescem e também de como dançar é uma das melhores maneiras de brincar e se reconectar com a nossa alma brincante. ♥  Vem conhecer a coleção! 
      19.07.21 6 meses atrás
    • 1000 árvores por dia, todos os dias, tá ainda maior!

      a gente veste natureza pra sentir a liberdade. e não dá pra falar de natureza sem falar de compromisso, não é mesmo?foi pensando nisso que junto ao \"mil árvores por dia, todos os dias\", nosso principal projeto de reflorestamento, conseguimos plantar até agora 330 mil árvores; e até o final do ano chegaremos a marca de MEIO MILHÃO de árvores plantadas entre a Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Caatinga.é uma meta ousada, a gente sabe, mas pequena perto do que já perdemos de florestas nativas brasileiras. afinal, esse é o caminho que queremos continuar trilhando, um movimento que começa de dentro pra fora, todos os dias! e que se depender de nós: é pra sempre! mas não para por aí, nosso projeto ganhou força e temos o orgulho de anunciar que também estaremos atuando na área da Grande Reserva da Mata Atlântica, o maior contínuo de Mata Atlântica do mundo! uma parceria que veio pra gerar ainda mais frutos. uma área de preservação e conservação da biodiversidade nativa e de manutenção da cultura conterrânea presente. afinal, natureza preservada é a garantia de desenvolvimento econômico, geração de renda e alimentos e, ao mesmo tempo, empregos para as comunidades locais.a Grande Reserva da Mata Atlântica possui uma extensão de 2,2 milhões de hectares - o equivalente a 117.875 campos de futebol (Maracanã) - e 1,8 milhões de hectares de área marinha. sua exuberante biodiversidade é o habitat de espécies em extinção como: mico-leão-da-cara-preta, papagaio-da-cara-roxa, lar do maior número de onças-pintadas dentro da Mata Atlântica e de 7 cidades históricas.quer saber mais? assiste o vídeo abaixo pra conhecer um pouco mais desse paraíso natural https://www.youtube.com/watch?v=lXnya_mIE_c&t=68s e, claro, nada disso seria possível sem a ajuda dos amigos&parceiros da FARM @sosmatatlantica , @idesam, @campanhacura, @anjosdosertaoo, @onetreeplanted , @spvsbrasil, @renature e tedescoecopark. a vocês, nosso eterno obrigada! é sobre proteger, juntos, nossa maior inspiração, é devolver toda a beleza que ela nos dá!vamos juntos plantar, no agora, o futuro?
      09.07.21 6 meses atrás
    • reflorestar é restaurar a mata atlântica!

      na semana da mata atlântica, convidamos a Aretha Medina, integrante do time de restauração do @sosmataatlantica, pra contar um pouco sobre a nossa parceria junto a eles no programa de reflorestamento mil árvores por dia, todos os dias. atualmente a mata atlântica representa 15% do território nacional, é casa de 72% dos brasileiros e já teve quase 90% de sua área original devastada. regenerar esse bioma é manter a floresta em pé! confira a seguir o nosso papo com a Aretha e vamos, juntos, plantar o futuro!Em 2018, a gente se juntava pela primeira vez pra reflorestar com o clube FARM. Hoje, o SOS é um dos parceiros de um projeto muito especial nosso, o mil árvores por dia. Conta pra gente um pouco sobre como funciona ele funciona e acontece.através do programa floresta do futuro voluntário, o sos mata atlântica, após o fechamento da parceira - como essa junto a FARM, atua diretamente na área técnica e operacional do projeto. ou seja, do lado de cá, a gente faz a escolha do local, onde na maioria das vezes são áreas degradadas e sem nenhum vegetação. nesse processo, o sos mata atlântica também entra de forma ativa na conscientização do proprietário rural sobre a importância de recuperação de suas terras. Por que reflorestar esse bioma é tão importante?restaurar a mata atlântica é garantir a manutenção da qualidade de vida de 72% da polução brasileira. além, claro, desse benefício também ter uma relevância em escala global. restaurar o bioma é garantir a proteção e conservação da biodiversidade, produção de água, e controle também dos efeitos das mudanças climáticas. vale reforçar que, hoje, restam apenas 12,4% de mata atlântica. por isso, é tão importante a criação de parcerias como essa que o SOS Mata Atlântica vem construindo junto a FARM. Em que tipo de área estamos plantando essas árvores? Qual era o estado da vegetação local antes e por que ela foi escolhida pro plantio?o principal ponto de partida para a escolha das áreas é a sua relevância no contexto da paissagem e o objetivo é recuperar as áreas de mata auxiliar. junto a FARM, a gente vem recuperando as áreas dos municípios de Piranguçu (MG) e Aparecida (SP), que não tinham praticamente nenhuma vegetação. Partindo pra ação, como é feito reflorestamento? Quais são as etapas? o primeiro passo passo é o engajamento do proprietário rural e, claro, vale ressaltar que essa restauração é realizada sem nenhum custo para o proprietário. dessa forma, a gente consegue partir pra escolha das espécies que serão plantadas após o estudo da reunião. em seguida, os \"berços de plantio\" começam a ser criados e as mudas são plantantas e acompanhadas ao longo de 3 a 5 anos. o que é fundamental para garantir que essas mudas estejam tendo todo o cuidado para, assim, se tornarem as nossas \"florestas do futuro\"Que tipo de árvore estamos plantando? Como isso impacta socialmente a vida da comunidade local?estamos plantando algumas espécies como embaúbas, jequitibás, jatobás, perobas, louro-pardo e também espécies frutíferas como: pitanga, uvaia, grumixama, goiaba, palmito-jussara, esse mix de espécies proporcionam alimentos para fauna, flora e para as comunidades locais. além de também plantios com fins comerciais, movimento o capital das comunidades locais. é preciso termos em mente que não é somente restaurar a floresta, mas também preservar esses 12.4% de mata originária ainda presente. Quantas árvores nós já plantamos juntos?Hoje nós estamos com 10 mil árvores já sendo plantadas nas áreas de Piranguçu (MG) e dentro do programa 1000 árvores por dia, todos os dias, junto com a FARM e outros parceiros a gente já chegou na marca de 140 mil árvores e a meta é de meio milhão de árvores plantandas até o final de 2021. agora falando apenas da SOS Mata Atlântica, ao longo desses 30 anos, a ONG já chegou a plantar 40 milhões de árvores. e vamos continuar, precisamos de muito mais e é por isso que essa parceria com a FARM é tão importante. Pra você reflorestar é…? reustaurar a Mata Atlântica é garantir a qualidade de vida das gerações atuais e futuras. uma ação fundamental pra gente possibilitar nossa existência em harmonia com a natureza. são parcerias como essas que nos ajudam a caminharmos, juntos, em prol de um futuro melhor. é qualidade de vida para nós e toda a humanidade! é restaurar todos os biomas, é criarmos juntos um futuro verde!reflorestar é devolver para a natureza toda a inspiração que elas nos dá. 1000 árvores por dia, todos os dias, é um movimento diário de reflorestamento e nós agradecemos à Aretha, ao SOS Mata Atlântica e todos os parceiros amigos de plantio da FARM por fazer nosso sonho de um futuro verde se tornar, a cada dia, uma realidade possível.ah, e pra fechar, a gente criou uma playlist pra lá de especial trazendo a conexão com a natureza através da música feita com todo carinho pra você. vem se inspirar! https://open.spotify.com/playlist/4E9oWtLM5s2VSXDj57hzyK?si=d0ad3636cc524477
      27.05.21 8 meses atrás