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sua mochila está vazia

    • amor canino

      Pra quem vê os olhinhos da Mell brilhando quando ela fala sobre a sua "profissão", não restam dúvidas: ela é completamente apaixonada pelo que faz. Também, pudera: ela passa o dia em contato com uma das suas maiores paixões, os animais   E fazer o que a gente ama torna tudo mais especial, né? 

      Quando percebeu isso, Mell largou emprego, estabilidade e sucesso profissional pra se arriscar em uma coisa completamente diferente, e até inexistente até então: a Mell se tornou – sim, acreditem!  – personal-trainer de cães

      – Sua profissão é um tanto quanto… inusitada, rs. Você pode explicar melhor pra gente?
      (Risos) Então, eu tenho um peludinho (super marrento, que anda balançando o ombrinho), chamado Pep. Eu adorava levar ele pra todas as atividades físicas que eu fazia: ver ele aprendendo a andar de skate, subir trilha, entrar no mar…. era super gratificante! Quando saí da casa dos meus pais, o Pep ficou e eu comecei a hospedar cachorros por um aplicativo. Ensinava essas coisas pra todos os meus hóspedes e me divertia muito fazendo, mesmo que nenhum dono tivesse me pagando por isso. Foi quando surgiu a ideia de "Personal Trainer de Cachorro". Eu ensino pros cachorros coisas mais divertidas do que sentar e dar a pata e, ao mesmo tempo, eles gastam toda aquela energia acumulada dentro de um apartamento. 

      – E como foi "largar tudo" pra viver daquilo que ama? 
      Foi a melhor e mais natural decisão que já tomei na minha vida. Eu era "Personal Trainer" só aos finais de semana, e uma vez tirei férias de 15 dias do escritório e trabalhei como personal durante todo esse período. Não voltei pro escritório depois disso. Pedi demissão no meu primeiro dia de volta. Claro que as vezes dá um medão, rebolo pra pagar as contas, mas parece que o dinheiro vem; ele aparece. Eu faço a coisa com amor REAL, trabalho literalmente da hora que acordo a hora que vou dormir e nem percebo que trabalhei.

      – Você sempre foi apaixonada por animais, né? Tem alguma história legal pra compartilhar?
      Eu sempre fui louca por animais, desde criancinha me comovia com qualquer cachorro que via na rua e o primeiro filme que chorei assistindo foi Free Willy no cinema (eu tinha 5 anos e minha mãe sempre conta essa história, rs). 

      Cara, a primeira coisa que ensinei ao Pep foi a me acompanhar no skate, eu não sabia muito bem o que tava fazendo, era na intuição mesmo. Como não ensinei bem os comandos, ele danou a correr atrás de uns pombos que estavam no calçadão, me arrastando pra cima daquelas pedras portuguesas. E, eu lá, fazendo o estilão carioca, loira, de óculos de sol e tal, me estabaquei (cai) no meio das mesas do quiosque! Foi mesa pra um lado, skate pro outro, Pep me embolando na coleira, eu toda ralada…. uma beleza! Mas fiquei determinada a ensinar aquilo direito. Fui estudar mais comportamento canino, entender que comandos eu tinha que dar antes e minha profissão começou a nascer ali.

      – E sempre praticou atividades físicas? Por qual atividade é mais apaixonada?
      Sempre. Eu sou aquela pessoa que completa o time de qualquer coisa, mas não é muito boa em nada! rs Ultimamente eu tô numa vibe futevolei. Jogo altinha razoavelmente bem, completo uma quadra de futevolei, mas nada do tipo "nossa, chama a Mell que ela carrega o time". Isso nunca, rs. Nesse ritmo já joguei volei, handball, fiz kitesurf, peguei onda e até do circo eu já fui. Eu gosto da curva de aprendizagem, depois desanimo e quero aprender outra coisa. 

      – Como é feito o treinamento dos cãezinhos? Isso é: como é a sua rotina de treino com eles? 
      Eu pego os peludos por no mínimo 3h e no máximo 6h. Eles levam um tempinho até virar a chave de comportamento (cães são bem diferentes longe do dono), por isso o tempo mínimo. O máximo é porque as vezes o dog tem muita energia, e aí passa o dia comigo enquanto o dono trabalha.

      No primeiro encontro, eu levo num parque de cachorros, pra ver o comportamento dele sem coleira e longe do dono, e aproveito pra ganhar um pouco da sua confiança. Pra conseguir entrar no mar, por exemplo, precisamos ser melhores amigos. O bichinho tem de confiar em mim e acreditar que vai dar tudo certo na água. Nunca obrigo ele, de alguma forma só convenço.

      Depois disso, vai mais na preferência do dono e dos limites do cachorro. Algumas raças simplesmente não são aquáticas. Eu até tento, mas se eu perceber que realmente não é pra ele, peço desculpas pro dono e digo que ele não vai nadar. SEMPRE respeito os limites do peludo. Alguns donos amam andar de bike, outros querem subir trilha, outro gostam daquela voltinha de skate no calçadão, ai eu ajudo os dois a serem mais parceiros na vida.

      – Os cãezinhos geralmente levam quanto tempo pra "aprender" alguma atividade nova?
      Isso varia bastante. Tem uns prodígios, que se jogam em tudo e são superatentos aos comandos, geralmente já recebem bastantes comandos em casa e no mesmo dia aprendem a acompanhar o skate, a bike e ainda a andar na cestinha dela. Isso tudo em 3 horas! Mas tem uns que levam mais tempo. Vai da personalidade do filhote (chamo todos de filhote, independente de não serem, rs), da criação que ele tem em casa e também do nível de confiança que já tem em mim.
       

      – Mell, você me contou que se tornou vegetariana há um tempo. Queria saber mais sobre esse processo, como foi a transição e o que mais te motivou! 
      Acho vegetarianismo uma atitude linda pro mundo, sempre me interessei, mas não tinha muita força de vontade pra começar. Os médicos me desencorajavam por eu ser magra; diziam que poderia ficar doente e perder muito peso. Quando comecei a trabalhar com animais foi simplesmente impossível viver a felicidade que eles me proporcionam e logo em seguida comer um bichinho. Mas é claro que mudei aos poucos… procurei a minha nutricionista e ela entendeu, na hora, minha motivação maior. Quando me questionam, não dou grandes estatísticas do meio ambiente, da soja ou da pecuária. Simplesmente digo que a gente não precisa comer um bichinho pra ser bem nutrido. Detalhe: não perdi um só quilo nessa transição. Fiquei com uma fome louca e com um pouco menos de energia, mas em poucas semanas tudo se adaptou e to me sentindo bem melhor comigo mesma agora. 
       
      – Cachorros, esportes, vegetarianismo… Mell, conta pra gente: que outras paixões você tem? 
      Pareço ser uma pessoa bastante agitada, eu sei. Mas costumo dizer que sou ativa, mas não agitada. Adoro dormir e ficar de bobeira na rede da varanda, tendo ideias pra qualquer coisa, desde pratos de comida até coisas que posso ensinar pros peludos. Detesto televisão, ela me atrapalha a pensar. Eu gosto muito de descobrir, de procurar e de experimentar qualquer coisa que seja. "Mell, vc já ouviu falar naquilo…?"; pode crer que vou procurar saber, se ainda não tiver ouvido. Santo smartphone que me deixa pesquisar qualquer coisa em qualquer lugar!

      – E quais são seus próximos passos, Mell? Seus objetivos, motivações?
      Eu tenho um sonho giga de dar a volta ao mundo fazendo trabalho voluntário em abrigos pra animais. Vou realizar, com certeza absoluta, custe o que custar. Minha motivação maior é o "sorriso" que os bichinhos tem de gratidão, coisa que dinheiro nenhum no mundo paga. Não sei bem ainda se essa minha profissão vai virar uma empresa, uma escola ou qualquer outro empreendimento grande, mas sei que nunca mais trabalho com outra coisa que não seja com os bichos. Nunca mais.
       

      Mell, a gente  demais conversar com você! E quem quiser continuar de olho no trabalho da moça e até entrar em contato, é só visitar o site aqui, ó. Lá você fica por dentro de todas as aventuras e serviços da Mell! 

      Quem mais ficou com vontade de dar uma volta com o peludo? 

      26.03.17