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sua mochila está vazia

    • sobre bali (ou sobre amor)

      Bali tá forte nos nossos corações e a gente continua meio monotemática com os amigos, querendo saber por aí quem também já viajou pra lá e voltou querendo mais. Quando conhecemos a Laura Capanema, não rolou dúvida: ela é a "A" pessoa pra falar sobre o assunto! 

      A Lau é jornalista, já morou na Ásia e escreve sobre tudo: de elefantes a turbantes, de xamãs a mercados lotados, e embora tenha conhecido mais de 20 países por esse mundão, foi Bali que fez ela entender: viajar é preciso! 

      Cidadã do mundo

      "Eu tinha 20 e poucos anos, uma mochila nas costas e uma câmera Sony Cyber-Shot azul que era o que havia de mais tecnológico na época. Foi com ela que registrei filhotes de macacos saltitantes, motocicletas em velocidades alucinantes, vulcões que soltavam fumaças espessas, tendas de artesanato com vendedores que falavam 'bom dia, senhora' em mais de 20 idiomas, mares – de águas mais turvas do que azuis – com ondas gigantes e surfistas que surfavam todas essas ondas gigantes. 

      O ano era 2009 e eu havia ganhado uma bolsa da faculdade pra passar seis meses estudando na China. Depois do intercâmbio, me juntei com uma amiga pra mochilar pelo Sudeste Asiático e, com um Lonely Planet na mão, nos jogamos. De repente, parecia que eu havia descoberto um mundo novo do outro lado do planeta – e estava completamente alucinada. Aquela viagem mudou as nossas vidas para sempre. Tanto que eu nunca mais parei de querer viajar – e, anos depois, fui até trabalhar com isso!".

      Sobre Bali 

      "Bali era o nosso maior sonho de exploração, por isso, deixamos a ilha pro final da epopeia, pra dar aquela 'fechada clássica' com chave de ouro. Foram algumas semanas rodando a Indonésia na garupa das motocicletas – foi lá, inclusive, que eu ganhei uma queimadura gigante no tornozelo, que virou a tatuagem que eu não fiz pra marcar para sempre aquela viagem no meu corpo.
       
      Lembro muito do vilarejo de Ubud, de passar horas adentrando os arrozais, de querer alugar uma casinha de madeira pra viver ali junto com os balineses. Foi lá que eu fiz minha primeira aula de yoga da vida (e nunca mais parei) e conheci Ketut Liyer, o curandeiro amigo da escritora Elizabeth Gilbert, e que não teve mais paz depois que foi parar nas páginas do best-seller Comer, Rezar e Amar.

      Ketut leu a minha mão e fez previsões engraçadas pro meu futuro. 'Um dia você vai se casar com um homem bonito, porém não muito rico', disse. Essa frase me rendeu boas gargalhadas nos anos seguintes. (Fui jogar KetutLiyer no Google e descobri que ele faleceu há três meses. Salve, Salve, querido Ketut! Que você continue emanando energia boa onde estiver).


       

      Sobre viver o novo

      O primeiro vulcão que vi na vida foi em Bali: o Bromo. Lembro de ter visto uma foto na câmera de uma canadense e de não tirá-lo da cabeça até dar um jeito de chegar lá – de moto, é claro. Lembro também de acordar às 4h pra isso, e de descer do veículo pra encarar a caminhada mais fria de todos os verões da minha vida até avistar, de muito perto, a cratera (alguns anos depois, o Bromo entrou em erupção).

      Nesse mesmo dia, passamos a tarde no icônico Templo dos Macacos e terminamos a noite em uma das baladas da praia de Kuta. Até hoje me lembro do cheiro de Bali, uma mistura de incenso doce com lavanda. E continuo indicando bons caminhos das pedras pra quem tem dúvidas de como se virar por lá. Já perdi as contas de quantos mapas rabisquei, quantas pessoas influenciei e quantos cafés tomei para falar da Ásia". 
       

      "Nunca mais voltei. Acho que é porque 30 dias de férias anuais nunca me parecem o suficiente – ainda mais pra Bali. É preciso voltar com todo o tempo que a ilha merece. Porém, da próxima vez farei diferente: vou trocar a mochila por uma mala de rodinhas". 

      Gratidão à Laura pelo relato amoroso sobre os dias por lá (e pelas fotos que ilustram a matéria). A gente ainda vai falar muito sobre o assunto! angel

      26.09.16