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sua mochila está vazia

    • reflexo feminino

      Quando o assunto é universo feminino, as distâncias entre os lugares parecem encolher. Encolhem porque é no íntimo – sobre o que é ser mulher— que as questões se esbarram em níveis de identificação, de dúvida, de amor e de cumplicidade. O que é longe fica perto. É um pouco disso que sentimos quando vemos o trabalho da fotógrafa turca Eylül Aslam.

      Apesar de hoje em dia morar em Berlim, a Eylül carrega consigo a história de uma cultura muito diferente da que vivenciamos por aqui. E nem por isso as imagens nos soam estranhas/estrangeiras. Muito pelo contrário: é nesse momento que a imagem se valida como linguagem universal.

      As cenas capturadas por Eylül registram uma delicadeza sem igual, um cuidado com as cores, com as formas femininas, o íntimo e o brilho desse cosmo tão especial que nos une até mesmo sem palavras. A fotógrafa, que foi criada por uma mãe liberal e feminista dentro dessa sociedade tão fechada e patriarcal que é a Turca, ganhou dela sua primeira máquina fotográfica, aos 17 anos.

      No começo, a câmera ficava meio guardada, quase como um objeto de decoração, mas foi a partir do momento que Eylül passou a experimentar a vida como mulher dentro da Turquia que ela sentiu a necessidade e o poder subjetivo que a fotografia tinha pra ajudá-la a lidar com a sua própria imagem e com essa imagem do feminino. Assim, a câmera saiu da estante e ganhou o mundo de Eylül.

      Um dos principais motivos que fez a Eylül começar a fotografar foi porque ela queria se livrar dessa escuridão interna que permeava as experiências e as dores de se tornar mulher.  E um lugar como a Turquia parece ter aflorado ainda mais essa vontade. Quanto maior a repressão, mais doce a poesia.

      Ao querer livrar-se desse sentimento, a fotógrafa abriu um espaço infinito que traduz em cores e feminilidade — e muitas vezes flores e glitter — essa vontade de querer usar um vestido colorido no meio da rua e se sentir livre por isso. A arte da turca também perpassa por outros temas como a sexualidade feminina. Fotografias de corpos, de espelhos, das amigas. Foi por meio delas que ela também foi descobrindo a sua sexualidade.

      Além de todo esse trabalho, tecido no auge da intimidade invisível feminina, a Eylül começou a fotografar também parte de suas viagens, a gente por aqui tá encantada com a última volta que ela deu por Tóquio, onde ela leva a gente pra passear por um Japão adocicado em tons pastéis. É poesia pura o diário de viagem dela.

      Se você quiser acompanhar o trabalho da Eylüle e se aventurar nesse mundo cintilante, passa aqui  ou na fanpage. Ela também escreve sobre seu processo criativo e seu mundo visual aqui no dailybreadmag. A gente indica muito a leitura desse aqui, que fala sobre como todos nós somos seres capazes de criar quando amamos algo ou alguém! 

      29.09.16