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    • o novo da moda

      No começo do mês rolou o desfile que marca o final do período do curso de Design de Moda do Instituto Europeu de Design (IED Rio) e a gente foi lá conferir. O lugar escolhido foi o Museu de Arte Moderna (MAM), onde 14 sonhos foram realizados, e a cenografia fazia parte do projeto de espaços efêmeros do curso de Design de Interiores do IED Rio, sob coordenação da Bel Lobo, Marina Piquet e Carol Balthar.

      Na passarela, looks cheios de inspiração e criatividade contornados com o pincel da alma de cada uma das meninas. O vai-e-vem das modelos, vestidas de expressão, histórias e emoções foi embalado pela voz e timbre de cada coleção e encheu a gente de entusiasmo e curiosidade pra saber um pouco mais da tradução de todo aprendizado técnico e artístico do curso. 

      Tudo que vem de dentro, cria, recria, faz pensar e faz sentir a gente vai atrás e des-cobre. Tem até uma citação do Karl Largerfeld que vale a pena lembrar: "Moda é uma linguagem que se cria em roupas pra interpretar a realidade". A gente super acredita e por isso fomos lá saber mais de cada história por trás da passarela!

      Os looks eram reflexos da criatividade, personalidade e até do posicionamento político das criadoras. Teve releitura do Jeremy Scott, pela Fernanda – suas estampas lisérgicas foram feita à mão e pintadas com tinta guache. A Cecília buscou inspiração na arte milenar do origami, do look aos acessórios. O mito da Fênix, aurora boreal e a cantora Björk foram inspirações pra Roberta, que transformou tudo em modelagens totalmente expressivas.

      Falando em música, inspirada por uma composição clássica, a Clair de Lune, Michele trouxe pra  coleção o som da Lua caindo sobre a Terra. Já as estampas da Andrezza traduziram as fases da mulher e ela acrescentou que "os elementos surpresas nas estampas, plantas na boca, garrafas de bebida escondidas entre plantas e frutas que dizem de forma abstrata que há sempre um resquício de cada fase, do antigo você, nesta nova etapa, no novo cenário."

      A Dani quis expressar a dualidade construção-desconstrução, construir o amor-próprio e desconstruir preconceitos, muito bacana, né? 

      Moda também é instrumento de inconformismo político, Maria Eugênia disse pra gente que "temos um enorme potencial de luta e nos falta perceber que não é só a nossa 'palavra de ordem' (aquela que nos atinge diretamente) que é a correta. Todo protesto é justo, só nos falta empatia para perceber o outro, principalmente quando se trata das minorias esquecidas."

      Individualismo, egocentrismo e complexidade dos indivíduos foram inspirações pras composições e sobreposições dos looks!

      Não tinha como a década de 60, época de pura inspiração, ficar de fora do desfile. A Aline foi influenciada pelo surgimento do skate na Califórnia nos anos 70 e "como uma 90's girl, não tinha como fugir", ela contou. A Andréa criou seus looks pra uma mulher moderna, chique e minimalista e que não abre mão dos seus ideais. Avó, mãe e filha, "um diálogo entre nós três”, foi como a Natalia "transcreveu" sua coleção. A gente amou ainda mais os acessórios depois de saber que foram confeccionados em acrílico espelhado, representando o reflexo entre as três.

      A coleção da Renata conectou cultura, natureza e autenticidade de Kyoto, no Japão. Um luxo discreto, como ela definiu. Elegância e modelagens modernas marcaram as criações da Vivian.
      Uma história linda contada em três atos pela Mariana. A modernidade líquida, os simbolismos, a expressão, as angústias e as (des)construções ultrapassaram os contornos e modelagens e desfilaram na passarela uma mensagem sobre a sociedade (complexa) que a gente vive.

      Sobre o último look, a Mari contou que "é um vestido de alta costura, repleto de corações humanos bordados de diferentes maneiras, e conectados por fios, representando o poder coletivo."
      Os acessórios representam os sentidos e a essência de cada look. Cada detalhe encheu a gente de inspiração!

      A moda (e o mercado) precisam sempre desses resignifcados e respiros pra dar espaço a quem tá começando. Luiz Wachelke, que é coordenador do curso, acredita que "em um curso como esse, que preza tanto por uma formação criativa com um pé no mercado, o desfile é o final perfeito: o momento onde entendemos o que cada um dos designers mostra o que tem a oferecer – seja como um criador-empreendedor ou dentro de uma marca consolidada no mercado."

      Beijo pra Obvious Agency, que clicou fotos incríveis pra gente! 
       

      25.06.16