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    • Cuidar da natureza é coisa nossa!

      Essa semana acompanhamos a Cúpula do Clima, evento organizado pela ONU, em Nova York, para debater as ações de países do mundo todo para conter o aquecimento global. Entre assuntos urgentes e muito sérios, um dos maiores destaques foi a presença incrível de jovens de diversas nacionalidades empenhados na luta e na cobrança pelas mudanças nas atitudes e iniciativas de líderes mundiais.

      Entre essa garotada que vem chegando com muitas ideias e coragem de sobra pra fazer a mudança que querem ver no mundo, a ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos (!), alertou sobre a força e empenho da juventude na preservação do planeta Terra. “Aqui e agora, que nós colocamos um limite. O mundo está despertando. E a mudança está chegando, quer vocês queiram ou não.”, afirmou Greta no discurso de abertura do evento.

      E qual o nosso papel nesse despertar coletivo? A gente tem orgulho em dizer que estamos juntos com Greta e toda a galera que vem agindo no dia a dia pela preservação da natureza e a consciência ambiental que irá garantir um futuro possível para a vida no planeta. Por isso, a gente bateu um papo com o Pedro Horta, responsável pelo nosso comitê de sustentabilidade, que vem se formando aos poucos através das iniciativas que a FARM vem propondo de dentro pra fora.

      – Pedro, conta pra gente, como você vê essa mudança tão importante da indústria da moda por repensar o papel dela no cuidado com o meio ambiente e com as pessoas?

      “Essa mudança é fundamental, pois a moda precisa acompanhar os demais setores da nossa economia que já estão repensando os seus processos produtivos a fim de reduzir impactos ambientais e garantir o respeito aos direitos humanos e trabalhistas. Durante muito tempo a moda se manteve fora do foco desse movimento por não ser diretamente relacionada aos seus impactos, e nesse período, poucas marcas se propuseram a fazer alguma coisa à respeito. Mas, com o fast fashion, o desabamento do Rana Plaza e o avanço em pesquisas de impacto que levantaram novos riscos para a sociedade, como os plásticos nos oceanos, por exemplo, a indústria da moda entrou no foco da questão e as marcas precisam dar uma resposta a altura, com ações de monitoramento e controle de seus impactos e projetos efetivos de compensação e geração de impactos positivos.”

      E um dos nossos orgulho é fazer parte do A Moda pela Água, movimento idealizado por um parceiro antigo nosso, o Ecoera e, que reúne marcas, produtores da indústria têxtil, ONGs e consumidores não somente para repensar o uso da água na cadeia fashion, mas agir verdadeiramente com responsabilidade a esse recurso natural tão importante pra vida de todos.

      Através do movimento temos orgulho em ser uma marca Guardiã da Água, grupo que reúne as marcas que realmente estão dispostas a fazer parte da mudança e abriram as agendas para discutir de forma compartilhada o uso responsável da pelo recurso hídrico, na moda.

      E qual a importância para a FARM estar presente nessa iniciativa? Diz aí, Pedro…

      “Nós estamos em um dos únicos países do mundo que tem a cadeia inteira da moda, desde a produção do algodão até o consumidor final e também um dos países com a maior quantidade de água doce superficial do planeta. Ainda assim, passamos por uma crise hídrica no sudeste, região mais populosa e industrializada do país, há 5 anos atrás. Então, precisamos repensar o uso da água na nossa cadeia e o que podemos fazer para reduzir a pressão sobre os nossos recursos hídricos tão valiosos.

      O Movimento da Moda Pela Água deve ser o primeiro movimento interempresarial da moda que reúne empresas de todos os níveis da cadeia de valor para discutir uma questão ambiental e estar lá é importante para aprendermos cada vez mais sobre o assunto e os impactos da nossa cadeia neste recurso, e garantir que dali saiam propostas efetivas de impacto positivo.”

      Outro ponto super importante é o destino que damos aos tecidos excedentes da nossa produção. Desde 2017 começamos a repensar o que poderíamos fazer com as sobras de tecidos de coleções passadas e agora já são vários projetos incríveis que a gente tem a alegria em colaborar!

      Um deles é o Mulheres do Sul Global. Já contamos aqui sobre essa iniciativa que valoriza o trabalho de mulheres refugiadas através da costura e o resultado após um ano de parceria é um orgulho e tanto.

      O impacto social das nossas doações têxteis, entre 2018 e 2019, inclui a produção de mais de 6.500 peças e uma renda de mais de R$50.000 para o grupo de costureiras. Além disso, o impacto ambiental também foi super importante: foram 246kg de tecidos utilizados na confecção dos produtos o que significa um reaproveitamento de 82% das nossas doações. Demais, né?

      Além do Mulheres do Sul Global, outro projeto social que destinamos tecidos para ganhar uma vida nova é a Rede Asta, que há mais de 12 anos transforma artesãs em empresárias e resíduos em produtos, além da conexão entre os produtores e produtoras do feito a mão e o mercado consumidor.

      Através do reaproveitamento de tecidos da FARM, foram beneficiados grupos de artesãs de vários do lugares do Rio: Campo Grande, Nova Iguaçu, Rio Bonito, Niterói, Morro dos Macacos, Silva Jardim, Parada de Lucas, São João de Meriti, São Gonçalo, Morro do Alemão, Duque de Caxias, Manguinhos e outros mais.

      Ao todo foram 42 grupos beneficiados compostos por mais de 215 artesãs, aumentando em até 30% a renda dessas mulheres, através de produtos feitos à mão, por elas, como bolsas, almofadas, cadernos, tapetes, toalhas de mesa e vários outros objetos. Um resultado que nos traz uma alegria enorme ♥.

      Ah, e aqui dentro as mudanças conscientes pelo meio ambiente seguem a todo vapor!

      Junto com o Pedro e galera que vem desenvolvendo o nosso comitê de sustentabilidade instalamos no nosso escritório, em São Cristóvão, uma composteira de resíduos orgânicos, para reduzir o nosso descarte em aterros, emissões de carbono do transporte desse resíduo e de todo impacto dos adubos comprados para jardinagem, além, do custo de todas essas operações. Com essa novidade, compostamos no nosso jardim nosso resíduo orgânico e aproveitamos o adubo gerado no próprio jardim!

      Esses são os nossos primeiros passos no caminho pela sustentabilidade e pela colaboração na conscientização de todos e cada um pelo futuro do nosso planeta. E você, como tem feito a sua parte?

      25.09.19