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sua mochila está vazia

      categoria: mulheres

    • Dia do Poeta – Gabriela Gomes

      Porque acreditamos num futuro feminino, e porque o futuro se desenha de muitas formas mas também se escreve de muitas formas recorremos às palavras para semear uma nova realidade. E nesta nova realidade a voz das mulheres se faz ouvir. Na semana passada lançamos no @inspirafarm o video Futuro Feminino. Uma coletânea de palavras e imagens que inspiram alento e esperança para tempos difíceis. Palavras lidas e escritas por uma mulher, poeta como tantas que vamos jogando luz aqui no adoro! E essas mulheres que são muitas são também singulares, com nome e endereço. E por serem únicas e muitas acreditamos na importância de que o nome de cada uma delas seja reconhecido. Hoje, apresentamos Gabriela. Mulher, designer, poeta furta-cor. Militante dos afetos.

      Sobre açúcar e cafeína: os acidentes tropicais de uma poeta-furta-cor

      Ausente de movimento literário, ser alternante entre o disfarce de designer e a pele de poeta: toda ela dupla-face, Gabriela. É ariana, com lua em gêmeos (dupla-face, alow). Adora cachorros, Adília Lopes e manteiga de amendoim. Ultimamente tem se interessado muito por vulcões. Nasceu em Niterói, isto é um fato. Mas desde de que pode chamou de casa todos os lugares em que pode amar, comer, ler, escrever e, claro, encontrar o seu café favorito. Atualmente vive no Porto, em Portugal, onde se dedica ao Mestrado de Estudos Literários, Culturais e Interartes na Faculdade de Letras e à sua Dupla-face, estúdio de design e conteúdo. Atende por Gabe e o seu café favorito é a Rota do Chá.

      Falemos da pele de poeta.
      Em maio de 2018, Gabriela presenteou-nos com a primeira versão de seu primeiro livro de poemas Acidentes Tropicais, que começou a ser escrito lá em 2016. A versão desenhada, editada e impressa por ela, para ser lida, ouvida, perguntada e respondida, com direito a substantivo próprio e poema selecionado de acordo com o destinatário Acidentes Tropicais, chega acelerando assim todo um fenômeno cósmico do solstício de verão europeu. E chegou assim: com papel colorido, quase escolar, dobrado a meio por mãos pesadas de afeto, atados por um elástico vibrante que trazia em si a promessa de um outro acidente, tudo isso abraçado por um cartão cor-de-abóbora. E então: “o que é um acidente tropical pra você?”

      Longe de ser uma mini-bio ou uma resenha o propósito destas palavras, as minhas, é fazer ecoar as dela, Gabriela. Dela e dos seus acidentes, ambos tropicais. Dela e de todas as outras mulheres que também cabem nas mesmas palavras, dentro e fora de páginas.
      Num tempo em que a resistência feminina passa pela definição de um espaço de fala, que se quer mais amplo, mais vibrante, mais inclusivo e polifónico, a proposta de leitura do Acidentes chega como aquele abraço de irmã mais velha no fim de uma prova de matemática (quem nunca?). Deixo aqui uma escrita fotográfica pra vocês:

      Um lugar seguro, cuidadosamente preparado. 15 assentos. 15 livros-vivos. 15 nomes singulares. 15 poemas destinados. 15 oportunidades de estar. 15 oportunidades de sentir. Gabe se apresenta timidamente, quebra o gelo agradecendo a presença, pede silêncio e verdade e conta que ainda não tem editora mas que decidiu fazer por ela mesmo, seu primeiro livro. Poderia ser considerada ansiosa, mas a verdade é que ela quer ver suas palavras chegarem às pessoas, ali, na sua frente, na presença. Ela mesma chama o livro de livro vivo e as leituras são a própria experiência na presença, uma leitura compartilhada. Apresenta as suas avós: Deolinda, Ruth e Ruth. A partir daí é conosco. Cada uma de nós lê o poema destinado. São leituras intensas, muitas vezes interrompidas ou ritmadas pelos afetos. Risos ou choros.

      Em sua primeira leitura no Porto a poeta diz: “Hoje reuni pessoas queridas e próximas a mim aqui no Porto para fazer uma primeira leitura do acidentes tropicais, meu primeiro livro de poemas. Fiquei colocando o tempo inteiro na minha cabeça que isso não era o lançamento e sim uma leitura. O acidentes ainda não tem uma editora definida, estou neste processo de busca. mas isso não me impediu de uma vontade de reunir essas pessoas próximas pq queria ouvir da boca delas os meus textos. queria entender onde cada um quebra o verso, de onde vem o ritmo, onde riem com o canto da boca, onde choram, onde se engasgam, reuni 15 pessoas que leram 15 poemas. não era pra ser um lançamento, era pra ser uma leitura, mas foi um lançamento. foi o meu lançamento, um jogar no mundo o amor que tenho por esse livro e receber de volta tanto afeto. a gente vai realizando aqui e ali, na unha, na fotocópia mas vai. vamos aos poucos mas vamos longe!”

      A partir daí é conosco. Depende do quanto cada uma consegue e quer se dar. É uma leitura performática, terapêutica, não canónica, de fora pra dentro. E de repente já não somos apenas 15, somos nós e todas as outras mulheres que já fomos, ou as que queremos ser, transitando entre as 9 possibilidades capitulares deste livro que é, antes de mais, um convite para a vulnerabilidade. E quão lindo pode ser despir a alma em público!

      No Brasil as leituras tiveram lugar no mês de setembro em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Niterói, cidade natal da poeta onde sua família vive até hoje. Agora de volta a Portugal a poeta pretende repetir a experiência na cidade-teste Porto, e também em Lisboa. Para acompanhar de perto o que tem sido feito pela poeta basta ficar de olho no instagram do @acidentestropicais e em sua conta pessoal @gahbe. Ah! Ela também escreve uma newsletter contando sobre suas criações e a vida no Porto, para se inscrever basta clicar aqui. Ficamos por aqui deixando o espaço necessário para que cada qual encontre o seu próprio acidente tropical! E pra vocês, o que é um acidente tropical?

      Este texto foi escrito por Isabeli Francis, amiga, curadora no @marginal.curators e historiadora de arte, roomate, compania para bolos de chocolate e leitora da poeta.

      20.10.18
    • Retiro Espelho de vênus

      Deusa da beleza e do amor na mitologia, Vênus na astrologia é o planeta que revela nossos gostos, valores, o que nos atrai e como atraímos. Então além de nos inspirar a moda, o design e a arte, com os recursos que dispõe nossa Vênus nós seduzimos, sensualizamos, transamos e sentimos prazer. Vênus é, portanto, essencial pra nossa autoestima e superimportante na nossa dinâmica de relacionamento.

      Nesse equinócio da primavera, no fim de semana de 21, 22 e 23 de setembro, vou oferecer meu primeiro retiro, dentro de um projeto chamado Oficina Astral Magia, cuja proposta é um mix de aulas de astrologia + trabalho de corpo + atividades criativas. Assim, vocês poderão não apenas adquirir mais conhecimento, como incorporar o princípio astrológico em questão.

      O tema desse retiro da primavera é Espelho de Vênus, já que a estação das flores é a mais venusiana. Vou reunir um grupo só de mulheres na pousada Vila do Açu, no topo da serra dos Órgãos, na região de Petrópolis (RJ), um paraíso natural entre montanhas, com um rio e uma piscina natural, pra aproveitar os quatro elementos da natureza (terra, água, ar e fogo) e fazer uma bruxaria! O alinhamento cósmico do equinócio, momento em que o dia e a noite têm a mesma duração, é quando o Sol ingressa em Libra, signo regido por vênus, que estará em Escorpião, o signo da transformação. E a lua estará quase cheia!

      Convido vocês a virem comigo nessa experiência única de se olhar no espelho pra reconhecerem sua própria beleza! Enquanto usufruem de uns dias de descanso, aprendem mais sobre nossa musa inspiradora, dançam, tomam banho de sol, mergulham no rio, criam coisas bonitas e libertam o seu erotismo. Os recursos que vou ensinar vocês levarão pra vida. Tudo pra viver com mais amor e criatividade!

      Mais informações e inscrições: mainamello.agenda@gmail.com

       

       

       

       

      15.09.18
    • A importância do ASA

      Mais uma super iniciativa incrível vai dar a oportunidade de mulheres ocuparem espaços que por muito tempo as foram negados. O British Council e o Oi Futuro, em parceria com as instituições britânicas Lighthouse e Shesaid.so lançaram o Programa ASA – Arte Sônica Amplificada. O objetivo? Garantir através de uma grande imersão em conhecimento e em mentoria que mais mulheres estejam inseridas na área de som e música.

      Cincquenta mulheres  que atuam na área de som e música serão selecionadas para o programa, que tem como objetivo o desenvolvimento de carreiras pautadas na potencialidade do som, da música e da tecnologia criativa. O ASA vai rolar no LabSonica, espaço de experimentação artística do Oi Futuro, e vai desenvolver uma comunidade criativa colaborativa.

      Profissionais britânicos e brasileiros que são referência na área de som e música darão mentoria para que as participantes desenvolvam novas ideias e produtos. Além de musicistas, o edital tá aberto também para jornalistas, artistas sonoras, engenheiras de som e gravação, produtoras musicais e de rádio, designers de som, sonoplastas e outras especialistas do setor.

      A diretora de artes do British Council Brasil, Cristina Becker, comemora a parceria que dará viabilidade ao projeto.

      “Numa iniciativa pioneira, o ASA foca nas mulheres, explorando as novas potencialidades da música e da tecnologia criativa. Nessa nova etapa de nossa parceria junto ao Oi Futuro, o British Council irá dialogar com mulheres em estágio inicial de suas carreiras, no desenvolvimento de suas habilidades, assim como formar uma comunidade colaborativa de interesse comum”, disse.

      Curtiu o projeto e acha que ele tem tudo a ver com você ou com aquela sua amiga que saca tudo de música e som? Clica aqui que as inscrições para o edital vão até a próxima segunda-feira, dia 17!

       

       

      12.09.18
    • Um guia para pensar a moda do futuro

      Moda circular, biotecidos, upcycling.
      O quanto esses conceitos são familiares a você?
      Para a Fernanda Jung Thomé, designer de moda e estudante de administração em Porto Alegre, eles são objetos de um estudo dedicado e, pode crer, muito inspirador.


      “Ultimamente eu tenho focado meus trabalhos para a economia circular. Como a economia circular pode ser um agente de mudança dentro da moda sustentável. Tenho feito muitas pesquisas também em bioculturas e como isso pode trazer inovação dentro do campo têxtil para a moda”.

       

      Já bateu alguma dúvida?
      Os próximos parágrafos serão puro aprendizado.
      Contar a trajetória da Fernanda é entrar em contato com uma perspectiva potente sobre a moda, porém (ainda) pouco conhecida*.

      *Ao longo do texto explicaremos alguns dos conceitos que fazem parte desse universo e deixaremos prontinho, no final da matéria, um glossário para você saber mais.

      O princípio na moda sustentável.

      A aproximação com esse universo se deu em 2016, durante uma disciplina da faculdade de moda.
      O desafio na época era criar uma peça a partir de resíduos.
      Como começo de uma jornada, Fernanda buscou alternativas ao patchwork. Queria extrapolar, encontrar métodos com os quais se identificasse mais e assim chegou ao quilting livre. A técnica, uma das vertentes do upcycling¹, permite a união de vários pedaços de tecido numa costura livre e de forma artística. Pensando nos resíduos que tinha em abundância, desfiou algodão cru e calças jeans já fora de uso. Como continuidade da pesquisa chegou a um plástico hidrossolúvel. Aí estava a chave para a criação do seu primeiro tecido sustentável.

      “No decorrer das pesquisas eu encontrei um plástico natural que dissolve quando entra em contato com a água, mas antes disso ele é maleável o suficiente para eu conseguir costurar. Eu fui fazendo testes e descobri que se eu usasse esse plástico hidrossolúvel, colocando o algodão e o jeans desfiados entre essas duas camadas de plástico, alfinetasse e fosse pra máquina, eu conseguia criar um manto têxtil. Se eu entrasse em contato com a água, lavando, eu ia conseguir um tecido produzido com esses resíduos. Pra mim foi incrível ver o resultado. É um processo que permite criar muitas estampas, muitas técnicas. Você consegue produzir o tecido desde o início, no formato do molde que você vai utilizar, minimizando os resíduos que você vai gerar e permitindo que você use esses resíduos na próxima criação”.

      O vestido produzido a partir desse tecido foi para a passarela. Nas palavras da própria Fê, não apenas o feedback externo foi incrível, mas também o interno, que se traduz em motivação, inspiração e a descoberta de muitas novas possibilidades. Foi a certeza que ela precisava: ir a fundo no upcycling e desvendar suas técnicas.

      “Foi aí que eu encontrei a economia circular². Comecei a estudar, me interessar por inovações no campo têxtil e fui cada vez me apaixonando mais. Quando eu estava terminando a faculdade, eu desenvolvi o meu TCC baseado numa das escolas de pensamento da economia circular que é o design cradle to cradle³, entrando cada vez mais dentro da moda sustentável, dentro do que a natureza pode nos oferecer, de como a gente pode se inspirar na natureza para criar moda e design. Isso foi trazendo um sentimento de identificação e de luz de dentro que fez eu querer cada vez mais pesquisar sobre e conectar mais pessoas dentro desse sistema”.

       

      A descoberta da circularidade e a retomada do feminino.

      Luz de dentro.
      É o que transborda quando a designer começa a falar sobre o seu trabalho e todo esse jeito lindo de se conectar a terra para pensar o vestir.
      Parece um paradoxo, não é?
      Porém a segunda maior indústria do mundo tem mais a ver com a natureza do que a gente pode imaginar e é exatamente sobre isso que trata a moda circular.

      “Moda circular é repensar o sistema de produção e consumo de moda para um sistema que não seja mais linear. Quando eu digo linear me refiro a um sistema onde a gente extrai da natureza, produz gerando lixo, consome e descarta. O pensamento de lixo não existe mais no sistema circular, ele volta para dentro do ciclo produtivo. É um sistema que extrai pensando como esse lixo pode retornar para o meio ambiente de uma forma sustentável, que não agrida a natureza. É um sistema em que tudo que for consumido vai voltar pra indústria para ser reutilizado ou vai voltar pra terra pra ser compostado”.

      Quer jeito mais feminino de lidar com a moda?
      O fazer natural abre espaço para uma série de outras questões.
      Pensar na produção de matéria limpa, no respeito ao meio ambiente e no descarte do lixo é uma forma de entrar em contato com os ciclos naturais, esses que nos constituem enquanto mulheres e que foram se perdendo com a aceleração do mundo.

      “Eu vejo que, ao longo do tempo, a mulher se distanciou muito do que é natural dela, do que acontece com o corpo dela, de como funciona ou não o ciclo menstrual. Querer colocar isso numa linearidade não faz sentido. Quando a mulher consegue identificar esses padrões de emoções e se reconecta com a circularidade dela, que tem tudo a ver com a circularidade da própria natureza, isso traz uma luz para a vida, uma beleza que não tem explicação”.

      Pensar numa nova moda é também pensar numa nova atuação feminina. Eu boto muita fé que vivemos uma época de resgates e olhar pra dentro é uma revolução. O desafio agora é encontrar o compasso entre natureza feminina, indústria e conservação ambiental.

       

      A experiência amazônica

      Pra isso, e pra mais um tanto de coisas, a Fernanda foi em Julho para a Amazônia. Como parte de um processo de capacitação em desenvolvimento sustentável, conviveu com as comunidades ribeirinhas e aprendeu desde tingimento natural4 até a necessidade de viver em comunidade para que qualquer transformação seja efetiva. Afinal, nossa essência é social e nossa força se amplia quando atuamos juntos.

      “Eu tinha uma conexão muito forte com a natureza e uma paixãopelas trocas que eu poderia fazer com ela, mas as minhas trocas com o ser humano não existiam muito até aquele momento e de forma tão sincera. Dentro do processo de capacitação que eu fiz, o aprendizado que eu obtive com a comunidade, vivendo e aprendendo deles, trouxe uma outra visão de mundo e do quanto nós somos agentes da mudança antes de tudo. Se a gente não souber se conectar e viver em comunidade, não vai adiantar nenhuma mudança que a gente faça. Nenhuma conexão que a gente tenha com a natureza serve se a gente não souber viver em comunidade”.

      Atualmente, Fernanda busca inovações no campo têxtil através da criação de  bioculturas para o desenvolvimento de tecidos a base de celulose bacteriana. Uma novidade e tanto.

      Afinal, o que são bioculturas?

      A biocultura consiste no desenvolvimento de scobys, comunidades bacterianas sintéticas geralmente associada à produção de kombucha5. Os scobys são peças gelatinosas que, quando desidratadas, dão origem a um material resistente e ao mesmo tempo maleável, ou seja, adequado à costura.

      Scobys do ateliê da Fê (o primeiro em processo de desidratação e o segundo ainda em crescimento)

       

      As peças suportam o tingimento natural feito a partir de chás e ervas, a impermeabilização realizada com banhos de óleo de coco e crescem de forma tridimensional, se adaptando a superfície no qual são colocados para a desidratação.

      “Uma das coisas mais legais da biocultura é que ela seca no formato do lugar onde você colocar para secar. No campo da moda isso é uma super inovação porque permite que você crie peças tridimensionais sem costura.”

      Incrível né?

      Além disso, os biotecidos são ideias para a estamparia botânica – uma técnica natural de impressão ou, como você pode encontrar com uma maior variedade de verbetes, ecoprinting. Nela, folhas ou flores são inseridas entre as camadas do scoby (sim, ele cresce em camadas) para que lá permaneçam pós secagem. Sementes também podem compor essas estampas. Já imaginou ter um tecido biodegradável que germina assim que compostado? É muito amor.

      Passar um dia com a Fê, entre os seus experimentos, todos catalogados com carinho e reportados com entusiasmo, é vislumbrar um futuro mais harmônico entre indústria e natureza, alinhado aos ciclos femininos e, portanto, cheio de poder.

       

      Para mim foi enriquecedor e escrevo esse texto porque, realmente, espero que a visão e a atuação profissional da Fê germinem. Assim como os biotecidos do seu laboratório.

      “Sempre me bate um receio quando eu penso o que vai ser o futuro da moda. Talvez seja inocência minha acreditar que a moda possa ser um agente de transformação no mundo, mas ela já foi, positivamente ou negativamente, na revolução industrial e eu acredito muito que a moda pode e vai ser o agente de transformação do futuro. Outras indústrias vão se inspirar na mudança que a moda vai trazer pra fazer as mudanças dentro dos seus próprios processos de criação e de desenvolvimento”.

      Para mergulhar fundo:

       

      1. Upcycling: Processo de transformação de produtos indesejados em novos materiais e produtos com maior valor social e menor impacto ambiental
      2. Economia circular: Conceito econômico que rompe com a linearidade da indústria. Aqui, a proposta é que o resíduo de uma indústria sirva como matéria-prima reciclada para a mesma indústria ou para outras. Ou seja, o que se busca é o aumento do ciclo de vida dos materiais e uma nova relação com a cadeia de consumo: do design de produtos ao seu descarte.
      3. Cradle to cradle: Do inglês do berço ao berço, o conceito propõe sistemas cíclicos de criar e reciclar ilimitadamente. Como vertente da economia circular, propõe fluxos saudáveis de matéria-prima, tanto para humanos quanto para a natureza.
        4. Tingimento natural: Pigmentação de tecidos através de plantas tintórias.
        5. Kombucha: Bebida produzida a partir de um chá ou infusão adoçado que, a partir da fermentação controlada, oferece qualidades probióticas.
      06.09.18
    • novidadinhas da semana

      Ainda não sabe o que fazer nessa semana de feriadão? Vem que a gente te mostra o caminho das pedras pra você se divertir!

      RJ

      Num encontro do presente com o passado, Mãeana leva na próxima quarta-feira uma apresentação com músicas da Xuxa, que a inspiraram durante a infância. O show vai rolar na Audio Rebel.


      Essa é pra quem curte música brasileira! Depois de animar o Corcovado durante a Copa do Mundo, a Festa Brzzil está de volta. Nesta sexta, dia 7, Zehpretim, Zedoroque e convidados tocam o melhor da música nacional no Alto da Boavista.


      O CCBB recebe até sábado o Festival Sai da Rede, onde artistas que usam a internet como principal meio de divulgação dos seus trabalhos se apresentam. Na programação, tem bate-papo com Luiza Junqueira, Gabi dePretas e Clara Averbuck, além de shows de Luedji Luna, Plutão Já Foi Planeta e mais! Bora?

       

       

      SP

      Sexta é dia de Toda Grandona! A festa bodypositive, que tem como missão celebrar corpos maiores, rola na Estação Marquês, na Barra Funda. Ah, pessoas trans não pagam ingresso, é só chegar!

      BH

      Nesta sexta vai rolar mais uma edição da Praia da Estação! A galera que frequenta a praia a define como “uma manifestação político, artístico, cultural, sensual, performática, sem líderes, coletiva, colaborativa, closeira que não é obrigada a nada!”. Será uma tarde de ocupação da Praça da Estação, com muita gente tomando um solzinho de biquíni, rodando bambolê ou mesmo jogando uma pelada.

       

      Para o Brasil inteiro

      Esse é o último fim de semana pra quem quer participar da vaquinha que a Gabi Monteiro organizou pra ajudá-la viver uma experiência mega agregadora! A estilista foi selecionada pra participar de uma residência artística na Inglaterra, onde pretende concluir a pesquisa “Racismo é Estético”. Que tal fazer parte disso?

       

      06.09.18
    • dia da irmã é todo dia

      Hoje é dia da irmã e nós paramos pra pensar e escrever sobre essa relação super incrível. Sabe aquela parceira/parceiro que a gente não imagina viver sem?

      Irmã mais velha é referência. Tem aquela magia de ser “cool”, tipo um espelho, aos olhos de quem é mais nova… e se você é a mais velha, passa a repensar todo o seu comportamento e atitudes, afinal, virou uma das mais importantes inspirações pra outra pessoa. E se engana quem pensa que ser irmã mais nova também não tem responsabilidades. Trazer frescor, novidades e, muitas vezes um ponto de vista de outra geração faz com que o relacionamento e a parceria afetiva seja ainda mais rica.

      Muita gente acredita que ter irmã significa abrir mão de algo, subtrair. Quando ela chega, a percepção já muda e vira tudo sobre aprender a dividir. Os pais, a atenção, o espaço. Com o tempo,  fica fácil entender que ser irmã vai bem além do conceito de dividir. É somar forças, multiplicar amor, carinho e cuidado uma com a outra.

      Quem tem uma irmã sabe que nunca vai ficar sozinha, sabe que pode contar sempre com um ombro amigo, um abraço carinhoso e mesmo um puxão de orelha daqueles! A Fábula, nossa irmã mais nova, é assim pra gente. Trocamos tanto… Aprendemos muito uma com a outra! E também ganhamos.

      Em comemoração ao dia da irmã a cliente FARM ganha 20% de desconto ao fazer compras na Fábula, e vice-versa. ❤

      Pra ilustrar esse post e fazer a gente explodir ainda mais de fofura e carinho nesse dia tão especial, a Manu, filha da Kátia, nossa diretora criativa, escolheu suas melhores fotos com a irmã mais nova, Maia!

      É pra deixar o dia mais feliz, e a vida também. Obrigada, Manu, por ter topado dividir essa beleza com a gente. *Ah! No e-FARM a promo é válida de 06 a 09/09, tá?

      Aproveitem o dia! 

      05.09.18
    • Pedale como uma Guria – pela Fê do Sotaques

      “Um coletivo autogestionado de pessoas que se identificam como mulheres coloridas,
      elos que formam uma corrente de amizade, afeto, empoderamento e sororidade”.

      Essa é a descrição do Pedal das Gurias – um grupo de mulheres, em sua concepção mais abrangente, que se reúne semanalmente para pedalar. A iniciativa surgiu no primeiro mês de 2016 em Porto Alegre. Desde então, o grupo cresce alicerçado no cuidado, consigo e com a outra, e no debate em torno de representatividade e autonomia.

      O Pedal das Gurias é uma rede de ajuda para que mais gurias possam ocupar um lugar na cidade. Ele é mutável: sempre tem alguém novo, alguém que chega com uma ideia diferente”, conta Estefania, uma das participantes.

      Muito mais do que incentivar a prática do ciclismo dentro das cidades, crença fundamental do grupo, o importante é celebrar, através da bicicleta, a liberdade e o desejo de mudança.

      “É um momento de higiene mental, de libertação, de autoafirmação também. A gente troca uma ideia sobre a questão do feminino e busca se compreender”, relata Naira.

      E sim, é de uma liberdade e tanto pedalar com elas. Eu me juntei ao grupo numa quinta-feira à noite para viver a experiência sob duas rodas. Fazia tempo que não me aventurava pela cidade e confesso que cheguei apreensiva.

      Na Rótula das Cuias, ponto de encontro do grupo, as gurias foram chegando, dispondo-se em roda, cumprimentando-se e acolhendo as novatas com carinho. Aliás, eram muitas novatas na rara noite quente de Inverno. O destino é escolhido democraticamente enquanto os códigos são ensinados. No Pedal, o importante é fazer parte do grupo, sentir-se responsável pelas mulheres que andam, literalmente, ao seu lado. Bah, é uma força incrível essa prática de sororidade:

      “Logo depois de começar a vir eu me percebi como responsável pelas outras, nesse sentido de proteção. No intuito de proteger as outras, eu acabei me fortalecendo e conseguindo andar sozinha. Antes, em alguns momentos eu sentia muito medo. Vendo mulheres iguais a mim eu me senti capaz. Ocupar a cidade é ocupar o que é nosso” conta a Estefania.

      Saímos, juntas, em direção à Zona Sul de Porto Alegre. Com o vento no rosto, vi a cidade de uma forma que eu nunca a havia percebido. Pedalando ao lado de mulheres que riam, cantavam, conversavam e marcavam sua presença na rua, pensei na importância de ocuparmos o espaço público.

      Viver em sociedade é um ato político; e é de uma simplicidade assustadora o quanto nos distanciamos do significado de nossas escolhas no dia-a-dia. Tudo bem, dar conta do recado nos consome, mas momentos como esse são um baita respiro. Andamos juntas à noite, em meio ao trânsito e por trechos, por vezes, pouco movimentados.

      Eu comecei a vir no Pedal das Gurias porque eu queria muito pegar a bike. Os meus amigos andam e eu queria perder o medo. Eu soube do grupo e pensei que era uma oportunidade de me virar sozinha. Saí do primeiro encontro mais confiante: eu posso pedalar, esse espaço também é meu” comemora a Bruna.

      Foram tantas as histórias de acolhimento, sobre como o Pedal das Gurias funcionou como uma “primeira casa” para meninas vindas do interior. Para mim também, que retorno a Porto Alegre em busca de um novo olhar para cidade.

      Eu, com minha lua em Câncer, me emocionei quando, em uma das últimas esquinas, passamos por um grupo de mulheres que nos aplaudiram e abanaram felizes por se verem representadas.

      Naira confessa: “eu acredito que a bicicleta vai mudar o mundo”. Gurias, vocês já estão mudando o mundo. E mais do que um relato, esse texto é um convite e, sobretudo, um agradecimento pela experiência.

      Obrigada, Pedal das Gurias, Gabriela Guez, minha amiga de bike, de foto e de vida, pela parceria. Meninas de Porto Alegre, participem. E vocês, meninas de outras cidades, me contem: como ocupam as cidades?

      Pedal das Gurias:
      /pedaldasgurias
      Todas às quintas-feiras
      com partida às 20 horas
      da Rótula das Cuias.
      Só para mulheres \o/

      Matéria feita pela Fê Carvalho do Sotaques de Porto Alegre 

      14.08.18
    • Mulheres Incríveis: Projeto 111

      Sabe esses encontros bons que acontecem na vida entre mulheres incríveis que pulsam ideias transformadoras? Essa é a história por trás do Projeto 111, iniciativa de resistência artística criada pelas amigas e forças femininas Jeniffer, Lorena e Luiza que já vai pra 4ª edição que rola esse domingo (19.08) na casa FRONT, no Rio.

      O start do projeto surgiu entre uma conversa e outra depois do espetáculo “Ei, Mulher” onde Luiza atua. No local, um co-working/casa de cultura na Praça Onze, as três estavam num papo bom quando Jennifer imaginou que ali daria um sarau lindão. Lorena e Jeniffer toparam na hora e no mesmo dia conversaram com uma das coordenadoras do espaço. E então… Uma semana depois a data da primeira edição já estava marcada! O dia? 11/11/2017.

      O tanto de coisa bacana que essas mulheres incríveis organizam pras edições do Projeto 111? A Luiza conta tudo pra gente, ó.

      “Nosso objetivo é encontrar meios de valorização da cultura preta, reunindo o maior número possível de jovens artistas ou não, no intuito de dividir criações a partir de experiências de vida e provocar transformações vindas do choque das culturas. Sem deixar de lado o entretenimento, a diversão, o debate, a cervejinha e a música. Queremos juntar novos artistas de fora e de dentro da periferia e induzir, de alguma forma, que esse encontro gere frutos. A entrada é consciente, pois acreditamos que investe no projeto aquele que tem recursos para isto, quem no momento não pode investir financeiramente agrega de outras maneiras possíveis”.

      Como é feita a curadoria dos convidados?

      “Nos reunimos  e conversamos sobre os artistas que conhecemos, vimos no metrô, ouvimos no slam, é amiga de uma amiga, segue no Instagram… Assistimos a todos, comentamos, opinamos e normalmente entramos em consenso. Dessa galera toda que conseguimos reunir na mesa de reunião, escolhemos no máximo seis artistas cantantes, no mínimo duas intervenções poéticas, algum artista plástico, um filme ou uma performance, uma pessoa pra mediar o debate com o público e voilà! É aí que o trabalho começa. Fazemos os convites, normalmente diretamente ao artista, explicamos o projeto, a importância que creditamos nele, explicamos como funciona e na maioria das vezes recebemos um sim. Cada sim é uma comemoração! Uma felicidade incrível de reconhecer que o que temos feito tem sido importante não só pro público que frequenta os eventos, mas também pros artistas que cada edição que passa enviam mais mensagens agradecendo à produção, ou ainda àqueles que pedem pra tocar com a gente. É uma satisfação sem tamanho!”

      – O Projeto 111 fala sobre resistência artística e traz à cena a arte preta. É trabalhar com representatividade e abrindo a visão pra questões que passam invisibilizadas muitas vezes, né?

      “A caminho da nossa 4ª edição, entendemos cada vez mais a importância histórica de fomentar protagonismo preto na cena da cultura carioca, somando todas as edições, 70% da nossa curadoria é formada por artistas pretos. Às vezes somos questionadas sobre convidar também os artistas brancos pra mostrar seus trabalhos, por eles terem posições de privilégio dentro dos meios da produção cultural. Acreditamos que os públicos precisam de certa forma se misturar, entendendo cada um seu local de fala ou de escuta e juntos pensarem uma solução pro que tá posto. O problema do racismo é um problema do branco, então é com ele que é precisa se dar a conversa.

      Com artistas periféricos e não periféricos, atraímos públicos essencialmente diferentes. De certa forma utilizamos do fato de público de “X” artista ser da zona sul carioca, por exemplo, pra colocá-lo em confronto direto com o público de “Y” artista que é da baixada fluminense, nossos resultados têm sido lindos! Exemplos desses resultados são, principalmente, a captação de novos públicos pros artistas periféricos e abrangência de consciência social no trabalho de artistas da zona sul carioca. Errando e acertando, vamos ouvindo, consertando, experimentando, arriscado. Acreditamos que é possível construir uma nova realidade, mais habitável pra todos”.

      Por fim..Por que 111?

      “O nome 111 tem vários motivos, conscientes ou não, a proposta do nome surgiu a princípio por conta da data de estreia: dia 11/11, após discussões sobre o porquê desse nome, se seria realmente interessante, fomos descobrindo outras coisas: o local onde foi realizado a primeira e a segunda edição está localizado na praça 11 número 1, somos 3 mulheres 1+1+1 e outros dados mais cruéis e bastante significativos, que cruzaram nossas vistas quase que como um recado do destino ou de quem quer que seja, nesse recado está escrito que temos o dever, a sorte e a coragem de ouvir e falar dos nossos: 111 é um número triste e importante na luta dos pretos brasileiros. 111 é o número de tiros dados por policiais militares contra um carro com 5 homens pretos inocentes, em 2015 no bairro de Costa Barros aqui no Rio. 111 é o número de presos mortos no Carandiru, quase todos pretos. É um número cheio significados que envolve o universo do Projeto”.

      E pra conhecer de perto e sentir a energia potente do Projeto, se liga na programação da próxima edição desse domingo:

      Performance + Debate
      Stand Up com Yuri Marçal com debate sobre as possibilidades da comédia preta brasileira.
      Músicos: Babi Guinle, Breno Ferreira, Caio Nunez, Luana Karoo e DJ Bombs, Luellem Castro e Banda Nós Somos.
      E mais: Poetas Falantes do Coletivo Poetas no Vagão, Cordelista Pally Siqueira, DJ Pedro Carneiro e Artes Plásticas com Tarso Gentil.

      Anota na agenda e vem com a gente marcar presença na 4ª edição: é a partir das 16h. Nos vemos lá! 

      13.08.18
    • Prevenção é amor!

      Hoje, 4 de agosto é celebrado um dia super importante e mais do que necessário: o Dia Nacional da Campanha Educativa de Combate ao Câncer. A data tem objetivo de alertar todo nós sobre os riscos da doença e a importância de descobri-la ainda em fase inicial. Por isso, convidamos o Instituto Quimioterapia & Beleza – uma iniciativa que a gente tem uma alegria imensa de apoiar, pra dar as dicas mais importantes no momento da prevenção.

      Desde 2016, através da nossa coleção especial Outubro Amor, a FARM tá juntinho com a Flávia Flores e o trabalho pra lá de lindo do Instituto que apoia com muito amor e cuidado o tratamento e a cura do câncer, trazendo mais leveza pra tantas mulheres que enfrentam esse desafio. E claro, nesse dia tão significativo, não poderíamos deixar de trazer esse conteúdo, então vem ler com a atenção as dicas que ela preparou pra gente 🙂

      1. Conheça o seu corpo – o diagnóstico precoce pode sim salvar a sua vida, fica ligada nos sinais!
      Não esqueça de fazer os exames de mamografia regularmente a partir dos 40 anos! O câncer de mama tem 90% de chances de cura se diagnosticado precocemente, sabia?

      2. Vá ao médico periodicamente. Só ele poderá fazer o diagnóstico.
      As mulheres devem realizar exame preventivo ginecológico (papanicolau) a partir dos 21 anos a cada 2 a 3 anos (se tudo estiver normal) e mamografia uma vez por ano a partir dos 40 anos. A partir dos 50 anos, homens e mulheres devem fazer exames de rastreamento para o câncer de intestino. E os homens entre 50 e 70 anos devem conversar com seus médicos sobre os riscos e benefícios do rastreamento do câncer de próstata.

      Olha esse dado: 90% das mulheres com câncer de mama não têm histórico familiar, então quem tem o histórico deve redobrar os cuidados!

      3. Controle de peso e alimentação saudável diminui significante o risco de câncer feminino – se movimenta!
      Faça exercícios por pelo menos 30 minutos todos os dias. Troque o elevador pelas escadas, leve o cachorro para passear, cuide do jardim, varra a casa, caminhe, dance! Vale tudo, escolhe sua atividade favorita e se joga 🙂

      Evite o consumo excessivo de carne vermelha, sal e açúcar, faça pequenas refeições ao longo do dia e mastigue bem e lentamente. Outra dica importante é ter uma alimentação rica em hortaliças, frutas, cereais e grãos integrais.

      4. Xô cigarro!
      O cigarro libera no ambiente mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas, inaladas por fumantes e não fumantes.

      5. Sol é amor mas é preciso cuidado
      Evite a exposição ao sol principalmente no horário das 10h às 16 horas. Use chapéu e protetor solar, inclusive nos lábios. Proteger nunca é demais 🙂

      6. Diga xis com saúde!
      Cuidar do seu sorriso é cuidar da mente, do corpo e da saúde. Realize diariamente a higiene bucal – capricha na escovação dos dentes, língua e gengivas, e não deixa de consultar o dentista regularmente. Olha o sorrisão saudável!

      7. Amamentar é amar <3
      O aleitamento materno é a primeira alimentação saudável. A amamentação exclusiva até os seis meses de vida protege as mães contra o câncer de mama e as crianças contra a obesidade infantil.

      8. Mais suco natural, menos álcool
      A ingestão excessiva de bebidas alcoólicas está ligada a um risco maior de câncer de mama, prejudica a memória e aumenta a incidência de doenças hepáticas. Então, que tal pedir o seu suco favorito na hora do happy hour?

      Depois de anotar todas as dicas – e praticar!, a boa é compartilhar. A influência das amigas conta muito na prevenção, principalmente do câncer feminino!

      Curtiu? Vem com a gente acompanhar o trabalho do Instituto Quimioterapia & Beleza. É cuidado, amor e atenção <3

      04.08.18
    • Você sabe o que é plantar a lua?

      Natureza Feminina é sobre (re)conexão com o que há de natural, essencial e intuitivo de dentro da gente e também da própria natureza criadora ao nosso redor. A Gio Simões, do Sotaques FARM, compartilha com a gente sobre um tema muito especial – plantar e lua. Se você já sabe o que é, vem se inspirar ainda mais e se você não sabe, que tal abraçar essa ideia?

      Gio, conta pra gente, o que é plantar a lua?

      Há pouco menos de um ano eu comecei a plantar minha lua. Finalmente adaptada ao coletor menstrual, demorou um pouco até que eu conseguisse retirar o copinho sem derramar o conteúdo no chuveiro. Quando consegui pela primeira vez, uma fascinação incomum tomou conta de mim. A cor, a textura e o cheiro… pensei: não me lembravam em nada aquilo que me acostumei a ver nos absorventes descartáveis! Essa sensação de novidade foi, no entanto, se transformando em melancolia à medida que, limpando meu coletor, percebi meu sangue escorrendo pelo ralo. Imediatamente senti como se tivesse jogando fora algo sagrado. E esse sentimento me soou como um chamado da mãe terra.

      No dia seguinte resolvi fazer diferente: eu coletei o sangue do copinho e o coloquei num pequeno pote de vidro com um pouco de água. Fiz isso até o final do ciclo. Levada pela intuição de que aquele sangue deveria ser devolvido à terra, despejei o pote na raiz de uma árvore que fica em frente ao meu quarto. Aquele ritual mexeu comigo de uma forma mágica e profunda, me fazendo sentir, mais do que nunca, conectada com a natureza, com a fonte criadora, e sobretudo, comigo mesma. A sensação que tive, de pronto, era como se já fizesse isso há anos.

      Conversando com algumas amigas e pesquisando estas questões, descobri, no entanto, que essa sensação não era gratuita: soube que estava resgatando um saber ancestral, que milhares de mulheres têm feito o mesmo, e que inclusive existe uma antiga profecia afirmando que no dia em que todas as mulheres devolverem seu sangue sagrado para a terra, as guerras chegarão ao fim. Seguindo minhas pesquisas sobre o tema, descobri também que o sangue é um excelente biofertilizante para a terra, e as plantinhas ficam muito felizes e respondem muito bem a este gesto de amor.

      Plantar a lua é um ato revolucionário de amor-próprio e cura e ressignificou completamente a minha relação com meu sangue menstrual e meu corpo. Foi como recuperar o meu poder e minha força intuitiva e me deu um senso de auto responsabilidade muito grande. Também a partir deste processo pude testemunhar a sincronização da minha menstruação: há 4 anos deixei de tomar anticoncepcional e meu ciclo andava completamente desregulado. Há 8 meses que menstruo durante a lua cheia. Isso fez com que tomasse consciência do quanto o tempo para nós mulheres é cíclico e como passamos por um processo de vida-morte-vida a cada ciclo, assim como a Lua.

      Todas essas experiências também mudaram a minha forma de lidar com os fenômenos que tomam o corpo durante os ciclos menstruais. Passei a entender e respeitar as dores do ciclo, a ouvir meu corpo, e a deixar de renegar e de me assustar com minha TPM. Hoje, ela é mais do que bem-vinda: é quando eu entro em contato com o meu mundo subterrâneo, e consequentemente com todas as minhas sombras. Passei a enxergar este processo como uma grande oportunidade de crescimento. Eu silencio, me recolho e me acolho. E quando meu sangue finalmente desce, me sinto grata por mais um ciclo e pela chance de transmutar tudo aquilo que veio à tona durante a TPM. Esse é o melhor momento para fazer uma pausa e avaliar o que eu quero no novo ciclo, e também de olhar para trás e me perguntar o que eu não quero mais que me acompanhe. Desta forma a gente vai aprendendo a lidar com as situações de forma mais consciente.

      Bem, e como plantar sua Lua?

      O Ritual é bem simples, só não dá para fazer se você ainda utiliza absorventes descartáveis de plástico. Inclusive, esta é uma das várias razões que fazem do ritual um ato revolucionário, meninas. Não só jogamos nossa energia vital no lixo que se dissipa e enfraquece, como precisamos pensar que cerca de 3 milhões de absorventes são descartados diariamente. A gente já produz tanto lixo, por que não aproveitar e deixar de produzir esta parcela? A Mãe Terra agradece e seu corpo também, até porque estes absorventes descartáveis contêm inúmeros componentes químicos que fazem muito mal à saúde da mulher.

      Mas vamos lá, voltando ao ritual…

      Para as que usam coletor menstrual – como eu, apesar de que acabo de comprar os absorventes de pano e devo migrar a partir do próximo ciclo – basta transferir o sangue do coletor para um recipiente de vidro, metal ou cerâmica (que você vai utilizar especialmente para isso) e diluir com água, que acaba entrando como elemento protetor.
      Se você utiliza os absorventes de pano ou toalhinhas, basta deixa-lo de molho na água sem adicionar nenhum produto químico e depois despejar sobre a terra. Só depois disso que você poderá lavar normalmente seu absorvente com um sabão neutro.

      Caso deseje guardar o sangue por alguns dias para coletar o ciclo inteiro, você pode pingar algumas gotinhas de óleo essencial de Tea Tree para ajudar a conservar.

      Algumas coisas são importantes ter em mente, sua intenção é o que irá determinar a potência deste momento. Traga sentimentos como amor e gratidão para seu ritual. Se você intencionar cura, terá cura de uma forma que a medicina não é capaz de explicar. Outra coisa importante: escolha um lugar especial e plantas que também sejam especiais para você, que tenham significado para o seu feminino, como Artemísia, Camomila, Mirra, Lavanda, ou simplesmente alguma outra com a qual você se conecte. Eu planto a minha lua nesta Acácia que fica em frente ao meu quarto, e só depois de algum tempo descobri que era uma árvore sagrada e símbolo do sangue menstrual. Quando me dei conta que eu estava ritualizando com uma árvore de energia feminina poderosíssima –  plantada, podada e cuidada pelo meu pai e que incrivelmente tomou a forma de um útero -, tudo isso tornou este ritual ainda mais significativo para mim. Entendi também que não só estou fortalecendo minha essência como mulher e resgatando minha ancestralidade, como também curando todas as minhas relações com outras mulheres e com o masculino.

      Outro ponto importante:

      TODA mulher é sagrada, cíclica e poderosa, agora e sempre, independente de ainda menstruar ou não, seja qual for o motivo – mesmo que tenha precisado retirar o útero, ovário, trompa, ou nascido sem. Saibam que em seu corpo energético existem todos esses órgãos, com suas memórias, informações e principalmente poder. Tudo isso pode ser acessado através de uma conexão com o seu chakra sexual, e ao invés de plantar sua lua com o sangue da menstruação, você pode fazê-lo com algo que simboliza o sangue – pode ser vinho, um suco escuro, ou fazendo uma oferenda à Mãe Terra: faça isso à cada Lua Nova.

      No dia 5 de agosto será o Dia Mundial do Plante a sua Lua, um chamado visionado por Morena Cardoso, criadora da DanzaMedicina, que tem como objetivo disseminar este saber ancestral e reforçar a idéia de que nosso sangue menstrual, assim como nosso Ser Mulher, não deve e não pode ser motivo de vergonha, ou repulsa, mas sim de orgulho, gratidão e poder de magia! Vamos todas?

      03.08.18
    • Escrita potente e feminina: 7 autoras da Flip pra ler e reler

      Semana passada rolou mais uma edição, da sempre esperada Flip – Festa Literária de Paraty que oferece pra todo mundo uma experiência única imersa no universo tão rico da literatura. E quer saber o que é mais bacana? A voz e escrita feminina deram o tom! Por isso, a gente convidou a jornalista Natalia Albertoni, da produtora Conspiração, que abriga o hub criativo de mulheres Hysteria, pra dar vida a um conteúdo mais do que especial: autoras mulheres que foram destaque no evento que você precisa conhecer – e ler muito!

      Conta pra gente, Nat 🙂

      A Flip 2018 foi mais feminina. Assim como no ano passado. Dos 33 autores escalados para as 18 mesas da agenda principal 17 foram mulheres e 16 homens. A escolha naturalmente refletiu no público e até nas vendas. Tanto que sete dos dez livros mais vendidos na livraria oficial do evento, a fofa Livraria da Travessa, são escritos por mulheres. Três são da homenageada do ano, Hilda HilstMemória, Noviciado e Paixão (Companhia das Letras), De Amor Tenho Vivido (Companhia das Letras) e Pornô Chic (Casa Europa) -, e dois de Djamila Ribeiro, O que É Lugar de Fala? (Letramento) e Quem Tem Medo do Feminismo Negro? (Companhia das Letras).

      As mulheres também foram destaque na programação paralela, que cresceu muito. Mais de 20 casas parceiras ofereceram debates e saraus, entre elas a Casa Hilda Hilst. Novidade no evento, a casa foi o primeiro espaço exclusivo dedicado inteiramente ao autor homenageado – autora neste ano, no caso. Criação do Instituto Hilda Hilst (IHH) e da Hysteria, hub de criação de mulheres dentro da Conspiração, o endereço formou fila todos os dias, além de atrair nomes como Tainá Muller, Nanda Costa, Alessandra Negrini e Julia Lemmertz.

      A Casa Insubmissa de Mulheres Negras também chamou a atenção. O espaço de vivência entre escritoras, artistas, pesquisadoras e autoras negras, reuniu atividades culturais, mesas e lançamentos com o intuito de ampliar a rede de diálogos e incentivar a leitura e a produção das mulheres negras.

      Passada uma semana do evento restam as saudades de respirar literatura. Então, segue uma lista de sete mulheres que estiveram em evidência em Paraty, nesse que é um dos maiores eventos literários do país, para você conhecer.

      Hilda Hilst
      Aos 35 anos, Hilda Hilst (1930-2004) foi morar numa chácara em Campinas, a Casa do Sol, para se dedicar à literatura, já que sua vida boêmia como frequentadora da alta sociedade paulistana a tirava do foco com frequência. E essa é apenas uma das curiosidades em torno dessa figura emblemática que deixava gravadores ligados para registrar a voz dos espíritos e viveu cercada de de amantes – e cachorros. Homenageada da 16ª edição, ela fez poesia, prosa e teatro em torno de temas como o amor, a morte, Deus e a finitude, temas tão atuais que talvez justifiquem o renovado interesse por sua obra. Não dá para não ler. Nem que seja para não gostar. Um bom início é “Da Poesia” (Companhia das Letras), que reúne toda a sua produção poética, além de textos inéditos.

      Djamila Ribeiro
      Djamila é pesquisadora na área de Filosofia Política da Unifesp e autora de O que É Lugar de Fala? (Letramento) e Quem Tem Medo do Feminismo Negro?, o segundo e terceiro livros mais vendidos na livraria oficial da Flip. Considerada uma das vozes mais ativas do feminismo negro brasileiro, em seus textos ela estimula a leitura da produção de outras mulheres negras, caso de Patricia Hill Collins, Grada Kilomba e Sueli Carneiro. Na Flip, participou da concorrida mesa Amada Vida com a argentina Selva Almada.

      Selva Almada
      Aplaudida muitas vezes no encontro com Djamila, a escritora argentina é um dos nomes mais fortes da nova literatura de seu país. A violência contra a mulher e a conclusão de que é no abuso cotidiano que se sustenta o assassinato foram pontos centrais de sua fala. Para conhecer um pouco do seu texto, experimente O vento que Arrasa (Cosac Naify) e Garotas Mortas (Todavia), que trata da história de três casos reais de feminicídio na Argentina da década de 1980. Trash!

      Liudmila Petruchevskaia
      A escritora russa que teve obra banida da União Soviética até o final dos anos 1990 fez uma mesa-espetáculo na Flip. Sim, ela até cantou, num estilo meio karaokê, versões de clássicos como “Only You”. Mas de volta à literatura, Liudmila, que fez todo mundo rir no último sábado, é conhecida por suas histórias sobrenaturais que retomam a tradição dos contos folclóricos, com humor e uma carga política. É dela Era Uma Vez Uma Mulher que Tentou Matar o Bebê da Vizinha: Histórias e Contos de Fadas Assustadores (Companhia das Letras). Para quem já escolheu um livro pelo título, já fica a provocação.

      Júlia de Carvalho Hansen
      A astrologia é ganha-pão, inspiração e parte do processo criativo da poeta, astróloga e editora. Autora de cantos de estima (Douda Correria), O túnel e o Acordeom (Não Edições), alforria blues ou Poemas do Destino do Mar (Chão de Feira) e Seiva Veneno ou Fruto (Chão de Feira), ela sentiu maior receptividade com o seu texto primeiramente em Portugal. Foi ao morar por lá que ela, inclusive, (re)conheceu a língua mãe e passou a reinventar a sua escrita. Júlia é dessas figuras fantásticas, que encontra a si mesma no texto, toma ayahuasca, estuda i-Ching e a filosofia do tantra, e retorna tudo em poesia. <3

      Laura Erber
      Para Laura, estamos sempre nos tornando poetas. Alento até para os capricornianos mais práticos. Escritora, artista visual e editora, ela também é professora do Departamento de Teoria do Teatro e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UNIRIO. São dela: Os corpos e os Dias (Editora de Cultura) e A Retornada (Relicário), Esquilos de Pavlov (Alfaguara) e os infantis Nadinha de Nada (Companhia das Letrinhas) e O Incrível Álbum da Pulga Picolina (Peirópolis) – este em parceria com Maria Cristaldi.

      Isabella Figueiredo
      Filha de portugueses que retornaram para Lisboa depois da independência de Moçambique, Isabella estudou línguas e literaturas lusófonas, sociologia das religiões e questões de gênero. O seu Caderno de Memórias Coloniais (Todavia) se tornou obra central no debate sobre racismo e o passado colonial português. Na Flip, a autora participou de um encontro forte, no qual contou nunca ter conseguido enfrentar o racismo e a violência com que seu pai, colono, tratava os negros. E sobre a experiência de pôde denunciar o preconceito depois da morte dele. É dela também o recente e comendato A Gorda (Todavia).

      Uma lista e tanto! Aproveita o fds pra colocar a leitura em dia e garantir as obras dessas autoras, mulheres criativas, que prometem fazer ainda mais sucesso pelo mundo afora 🙂

      03.08.18
    • Conexão lunar com a Bebel Clark

      A gente acabou de lançar a lookbook novo, Fases da Lua, que celebra a energia dos ciclos lunares – nova, crescente, cheia e minguante, e a relação desses períodos com a nossa alma, nosso corpo e a nossa natureza feminina. E pra dar ainda mais vida a essa história, convidamos a Bebel Clark, nossa super parceira da coleção – e de sempre, pra nos inspirar a nos conectar ainda mais com céu e a lua de cada dia. 

      A Bebel, que é terapeuta, comunicadora e estudiosa do Feminino Essencial conta pra gente sobre o poder e as influências da Lua na vida dela e na vida de todas nós, mulheres. Deixa a intuição fluir e sente essa energia boa!

      Desde pequena eu tenho uma ligação profunda com a Lua. Me lembro dos momentos em que olhava para o céu à noite, vidrada na beleza da lua e das estrelas. A vida me fez canceriana, e por isso, ainda por cima sou regida pela Ela. Cíclica, emotiva, intensa, romântica, amorosa, cuidadora, chorona… enfim.

      A Lua é importante desde que o mundo é mundo. Os antigos calendários eram lunares (o mês durava de uma lua nova até a outra), cada quarto durava uma semana e havia treze lunações (ciclos da lua) em um ano. Ela costuma influenciar o plantio, a colheita, as estações, o tempo, a caça, a pesca, as plantas, árvores, animais e divindades.

      A Lua também representa o princípio feminino, a fonte da vida, a intuição, o inconsciente, as energias psíquicas, e rege não somente as marés, mas todas as nossas águas, inclusive as internas, como as emoções e a menstruação.

      Através de suas fases, ela reflete as mesmas flutuações que acontecem no nosso corpo e na nossa mente.
      Nós mulheres precisamos nos conectar com nossa natureza lunar, e (re)lembrar que ela é parte essencial dos processos naturalmente cíclicos que nos acontecem. O corpo feminino é lunar, a Lua rege seios, ovários, útero, menstruação e gestação.

      A cada semana, uma fase distinta da Lua nos traz a possibilidade de termos consciência sobre nós mesmas e o que sentimos. Saber como elas nos afetam e como podemos fazer bom uso destas energias lunares é um passo importante:

      LUA NOVA
      momento de plantar sementes, intenções, refletir sobre o que queremos neste novo ciclo mensal. Escuridão da Lua reflete o convite a olharmos para dentro.

      LUA CRESCENTE
      período de expansão, vitalidade, crescimento, realização dos sonhos, criatividade, energia.

      LUA CHEIA
      tempo de celebração, sociabilidade, cuidado, alegria, extroversão, beleza, autoconfiança, amorosidade.

      LUA MINGUANTE
      hora de se recolher, silenciar, meditar, descansar, separar o joio do trigo, refletir sobre o que foi bom e o que não foi no mês que passou.

      É vital para todas nós equilibrar Sol e Lua dentro de nós, princípios de razão e emoção, pensamento e intuição, aprendendo a nos cuidar mais e melhor, nos honrar e respeitar nossos tempos, ritmos e flutuações na medida do possível dentro de nossas rotinas.

      Um dos recursos valiosos para se conhecer melhor é a astrologia. No seu mapa natal, você pode verificar onde fica a sua Lua de nascimento, que representa as suas emoções e a forma como você lida com sua parte emocional.

      Você também pode dançar, escrever, pintar, meditar, bordar, ler, participar de círculos e retiros para mulheres, praticar yoga, fazer um diário sobre seu ciclo menstrual, cuidar de animais, crianças e plantas, ter uma horta em casa, buscar hobbies que te dêem prazer e relaxamento, anotar seus sonhos, partilhar com outras mulheres sobre suas vidas e fazer terapias para sua própria integração (incluindo tratamentos naturais e holísticos como florais, aromaterapia, homeopatia, reiki, acupuntura, pranaterapia, cristais, fitoterapia).

      Se conhecer é uma jornada eterna. Unidas vamos mais longe, abençoadas pelo poder da Lua!

      Bebel Clark 

      Entender e explorar a conexão Lua e suas fases é uma das tantas formas através da qual a gente pode caminhar aos poucos em direção ao nosso autoconhecimento e a uma relação mais verdadeira e essencial com o mundo a nossa volta. 

      Aproveita e vem acompanhar o trabalho potente da Bebel:
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      02.08.18