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sua mochila está vazia

      categoria: moda

    • A gente ♥ Festa Junina

      Tá chegando uma das épocas do ano que a gente mais ama: festa junina! Preparem-se pra ler bastante sobre o tema por aqui, e hoje a gente já chega com dicas pra você aproveitar o que a temporada tem de melhor.

      Mas antes, uma breve história do surgimento da festa junina. Sabia que ela não é uma festa típica brasileira? Ela originalmente é uma festa pagã, embora a gente aqui no Brasil faça a conexão direta com o dia de São João. A festa de junho surgiu no norte europeu com o nome de midsummer, em comemoração ao solstício de verão, entre 19 e 25 de junho – a data original era dia 24 de junho! A fogueira era acesa pra comemorar a chegada da temporada de calor.

      Dessa você não sabia, né? É, galera, o adoro também é cultura! Pra se preparar pra temporada das festas com muito forró, sertanejo e comes e bebes que a gente ama, a gente preparou um editorial lindo junto com a Revista O’cyano e a Cerveja Praya.

      Fica de olho nas dicas!

      Artesanal

      Crochê, tricot e vários outros feitos à mão deixam seu look mara!

      Estrelas

      Perfeitas pra iluminar ainda mais aquela noite especial

      Mix de xadrez

      Xadrez com xadrez = match junino

      Franjas

      Pra dar bossa nos movimentos de dança

      Customização

      Se joga no DIY pra ter um look super exlcusivo!

      Sobreposições

      Quanto mais volume na roupa, melhor!

      Bordados

      Pode ser em qualquer técnica, bordado é sucesso!

      Abuse do seu acervo

      Uma bolsa pode virar um adereço perfeito pra cabeça!

      Gostou das dicas? Se animou toda pra curtir o circuito de festas juninas da sua cidade? No nosso moodboard do Pinterest, tem muitas outras inspirações! Clica aqui pra ver.





      28.05.19
    • Lisos e cheios de bossa

      A gente sabe que toda farmete ama estampas! Florais, oncinha, abacaxis, cajus, tucanos. Mas sempre rolam aqueles dias em que a gente acorda mais basiquinha e sente aquela vontade de usar um look liso.

      Não seja por isso! Nosso site tá cheio de desejos mara sem estampas, básicos pra você usar com aquela outra peça estampada ou mesmo com um jeans, deixando pra dar aquele toque especial com os acessórios.

      Vem ver as cores que a gente escolheu pra mostrar por aqui hoje!

      Amarelo

      Colorida pelo sol!


      Branco

      O clássico dos clássicos!

      Verde

      A cor da esperança!

      Vermelho

      Pra quem é intensa!

      06.05.19
    • Vem conhecer a Bubbles.lab!

      Lavanderia, bar, armário compartilhado. Um local, múltiplas atividades. Assim é a House of Bubbles, localizada num prédio no bairro de Pinheiros, em São Paulo. O projeto faz parte da House of All, que contempla outros serviços já conhecidos, como a House of Food, House of Ink, House of Works e outros.

      Inspirada nas tradicionais lavanderias norteamericanas, o subsolo do prédio aproveitou pra abrasileirar o conceito. Enquanto suas roupas passam pelo processo de lavagem e secagem, você pode sentar no bar e beber uma cerveja ou um drink. Quem disse que essas tarefas domésticas precisam ser chatas?

      No andar de cima funciona a Bubbles.lab. Visando incentivar o consumo consciente e diminuir o índice de compras por impulso, o serviço – uma espécie de armário por assinatura – reúne roupas e acessórios diversos pra que seus assinantes façam um, digamos, test-drive, passando alguns dias com as peças para descobrir se gostariam mesmo de comprá-las nas lojas. São três as possibilidades. Pagando R$50, R$100 e R$150 por mês você consegue retirar respctivamente uma, três ou seis peças, e passar 10 dias com elas, combinando com o que já tem no seu guarda-roupa.

      São vários os estilos contemplados pelo projeto. Marcas completamente diferentes estão no acervo da “Netflix de roupas”, e em diversos tamanhos também. De pequenas lojas aproveitam o projeto para se apresentarem ao grande público à grandes grifes pra galera que gosta. Como a gente adora uma novidade bacana – principalmente se envolvem consumo consciente -, você também vai encontrar várias peças da FARM por lá pra montar seus looks.

       

      A Bubbles.lab esteve presente no nosso último encontro re-FARM, na FARM Harmonia apresentando seu serviço para a galera que foi ao evento. Foi apenas uma pequena amostra do que eles podem oferecer, já que o acervo ultrapaça as 1.200 peças!

      Ah, as roupas precisam ser devolvidas limpas, tá? Pra facilitar o rolê, que tal lavar ali no andar de baixo, enquanto bebe um drink e planeja quais serão os próximos itens a passarem uns dias na sua casa?

      31.10.18
    • Novidadinhas da semana

       

      Música, moda, arte, rituais espirituais… o fim de semana vai ser animado, e aqui no novidadinhas a gente coloca só as boas pra você escolher! Se você estiver no Rio, SP, Curitiba ou Recife, fica ligado nas nossas dicas!

      RJ

      Veste Rio
      Em mais uma edição do evento que aquece o mercado da moda no Rio, a FARM estará presente com um outlet incrível! É a sua chance de garantir aquele desejo com até 50% de desconto.

      O Terno no Circo Voador
      A banda paulistana O Terno  vai subir no palco do Circo Voador neste sábado, para a últiam apresentação de turnê “Melhor do que parece”. O show vai contar com a participação de Letrux, a rainha do climão! Bora?

      Ritual Yawanawa com Hushahu
      Hushashu, a primeira pajé do povo Yawanawa, junto com Mawa Isã (aprendiz das dietas e do conhecimento ancestral) , Tuin Kuru e Nai (jovens aprendizes da tradição), vem até a aldeia Akasha, em Itaipava, para cerimônia de uni (ayahuasca). Os rituais rolam nos dias 19 e 20, e tem a opção de jornada dupla!

      SP 

      Encontro re-FARM
      Imperdível! No próximo domingo, dia 21, vai rolar mais uma edição do encontro re-FARM na loja Harmonia. Dessa vez teremos duas turmas de uma oficina de brincos feitos a partir de reaproveitamento de materiais das nossas coleções passadas. Também vai rolar apresentação da bubbles.lab – projeto de assinatura de roupas e acessórios – parceiro da FARM – criado pela House Of Bubbles.

      Curitiba

      Bienal de Arte Contemporânea
      Nesta quinta (hoje!) rola a abertura oficial da Bienal de Arte Contemporânea de Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer ! O evento – que completa 25 anos em 2018-  vai rolar até 30 de dezembro, com exposições diversas, obras e intervenções. Vale conferir!

      Recife

      Hellcife Flow
      O evento multimídia tem sua segunda edição neste sábado, dia 20, trazendo nomes importantes da cena musical. Rincón Sapiência traz as raízes africanas e os protestos de seu “Galanga Livre”, e a maravilhosa Linn da Quebrada sobre ao palco junto com a produtoda BADSISTA pra divulgar e enaltecer a cultura da periferia. Além disso, vão rolar apresentações de novos talentos do meio universitário!

      18.10.18
    • FARM ♥ Yawanawa

      “Natureza Feminina” despertou a energia feminina em todos. Pra mergulhar mais fundo na ideia, nos juntamos novamente às mulheres do povo Yawanawa, parceiras na coleção passada pra uma criação ainda mais especial. Lideradas por Mariazinha Yawanawa, primeira cacique mulher do seu povo, a nova coleção traz em forma de estampa imagens das visões da espiritualidade Yawanawa, em um coletivo de peças que inclui quimonos, calças e vestidos. O lançamento é hoje no site e nas lojas!

      Tudo começou com uma visita das mulheres Yawanawa ao nosso escritório, em 2016. De lá pra cá, lançamos RAUTI, com peças e acessórios feitos artesanalmente de miçangas Yawanawa, e coletivos de brincos, colares e pulseiras.  No comecinho desse ano, parte da nossa equipe criativa visitou as aldeias Yawanawa no Acre onde a relação se fortaleceu ainda mais. A nova fase da nossa parceria é protagonizada por duas irmãs muito especiais, mulheres empoderadas que abriram o caminho espiritual e posições de liderança às mulheres, antes restritas aos homens. Quem assina a parceria desta vez é a cacique Mariazinha Yawanawa, que transformou em pinturas sobre tecidos as visões da irmã, Pajé Kátia Hushahu.

      “Quando levamos nossos desenhos pra FARM, levamos a força e a sabedoria desse conhecimento. A espiritualidade é a responsável por segurar a ponte entre esses dois universos, por resgatar e manter a essência e a cultura nativa, e é a responsável por despertar níveis de entendimento até então ocultos!”, comenta Mariazinha.

      A pedido da cacique e junto com ela, nosso time criativo trabalhou pra transformar o desenho em estampas e nas peças que chegam agora às lojas. A coleção é símbolo da revolução feminina e reafirma o pioneirismo e liderança das mulheres por todo o país, simbolizadas aqui pela liderança desbravadora e feminina das indígenas.

      “Ter a possibilidade de estar perto da Mariazinha e das mulheres yawanawa é um presente. Reconhecemos o quão emocionante é poder criarmos juntas, e trazer parte dessa força para as nossas peças e para a nossa vida. o feminino é força. Ela é mulher forte, poderosa, guerreira, que desenhou uma coleção super feminina. Me identifiquei muito com essa obra que é muito delicada”,  conta Katia Barros, nossa diretora criativa.

      Os desenhos da coleção trazem para as peças visões da espiritualidade que representam o sagrado em suas diferentes formas: a jibóia e a borboleta são símbolos espirituais importantíssimos na cultura Yawanawa. Trazem força e proteção. Além delas, estão presentes também deusas índigenas que apareceram nas visões do povo – uma saindo de uma rosa, bem feminina; outra, voa junto com as folhas da floresta. São esses os símbolos que protagonizam as novas peças.

      A parceria entre a FARM e elas é um sonho real. Juntas, há aprendizado, respeito, conhecimento e criação.
      Do Rio Gregorio, no Acre. Com amor, para você.

      19.09.18
    • Um guia para pensar a moda do futuro

      Moda circular, biotecidos, upcycling.
      O quanto esses conceitos são familiares a você?
      Para a Fernanda Jung Thomé, designer de moda e estudante de administração em Porto Alegre, eles são objetos de um estudo dedicado e, pode crer, muito inspirador.


      “Ultimamente eu tenho focado meus trabalhos para a economia circular. Como a economia circular pode ser um agente de mudança dentro da moda sustentável. Tenho feito muitas pesquisas também em bioculturas e como isso pode trazer inovação dentro do campo têxtil para a moda”.

       

      Já bateu alguma dúvida?
      Os próximos parágrafos serão puro aprendizado.
      Contar a trajetória da Fernanda é entrar em contato com uma perspectiva potente sobre a moda, porém (ainda) pouco conhecida*.

      *Ao longo do texto explicaremos alguns dos conceitos que fazem parte desse universo e deixaremos prontinho, no final da matéria, um glossário para você saber mais.

      O princípio na moda sustentável.

      A aproximação com esse universo se deu em 2016, durante uma disciplina da faculdade de moda.
      O desafio na época era criar uma peça a partir de resíduos.
      Como começo de uma jornada, Fernanda buscou alternativas ao patchwork. Queria extrapolar, encontrar métodos com os quais se identificasse mais e assim chegou ao quilting livre. A técnica, uma das vertentes do upcycling¹, permite a união de vários pedaços de tecido numa costura livre e de forma artística. Pensando nos resíduos que tinha em abundância, desfiou algodão cru e calças jeans já fora de uso. Como continuidade da pesquisa chegou a um plástico hidrossolúvel. Aí estava a chave para a criação do seu primeiro tecido sustentável.

      “No decorrer das pesquisas eu encontrei um plástico natural que dissolve quando entra em contato com a água, mas antes disso ele é maleável o suficiente para eu conseguir costurar. Eu fui fazendo testes e descobri que se eu usasse esse plástico hidrossolúvel, colocando o algodão e o jeans desfiados entre essas duas camadas de plástico, alfinetasse e fosse pra máquina, eu conseguia criar um manto têxtil. Se eu entrasse em contato com a água, lavando, eu ia conseguir um tecido produzido com esses resíduos. Pra mim foi incrível ver o resultado. É um processo que permite criar muitas estampas, muitas técnicas. Você consegue produzir o tecido desde o início, no formato do molde que você vai utilizar, minimizando os resíduos que você vai gerar e permitindo que você use esses resíduos na próxima criação”.

      O vestido produzido a partir desse tecido foi para a passarela. Nas palavras da própria Fê, não apenas o feedback externo foi incrível, mas também o interno, que se traduz em motivação, inspiração e a descoberta de muitas novas possibilidades. Foi a certeza que ela precisava: ir a fundo no upcycling e desvendar suas técnicas.

      “Foi aí que eu encontrei a economia circular². Comecei a estudar, me interessar por inovações no campo têxtil e fui cada vez me apaixonando mais. Quando eu estava terminando a faculdade, eu desenvolvi o meu TCC baseado numa das escolas de pensamento da economia circular que é o design cradle to cradle³, entrando cada vez mais dentro da moda sustentável, dentro do que a natureza pode nos oferecer, de como a gente pode se inspirar na natureza para criar moda e design. Isso foi trazendo um sentimento de identificação e de luz de dentro que fez eu querer cada vez mais pesquisar sobre e conectar mais pessoas dentro desse sistema”.

       

      A descoberta da circularidade e a retomada do feminino.

      Luz de dentro.
      É o que transborda quando a designer começa a falar sobre o seu trabalho e todo esse jeito lindo de se conectar a terra para pensar o vestir.
      Parece um paradoxo, não é?
      Porém a segunda maior indústria do mundo tem mais a ver com a natureza do que a gente pode imaginar e é exatamente sobre isso que trata a moda circular.

      “Moda circular é repensar o sistema de produção e consumo de moda para um sistema que não seja mais linear. Quando eu digo linear me refiro a um sistema onde a gente extrai da natureza, produz gerando lixo, consome e descarta. O pensamento de lixo não existe mais no sistema circular, ele volta para dentro do ciclo produtivo. É um sistema que extrai pensando como esse lixo pode retornar para o meio ambiente de uma forma sustentável, que não agrida a natureza. É um sistema em que tudo que for consumido vai voltar pra indústria para ser reutilizado ou vai voltar pra terra pra ser compostado”.

      Quer jeito mais feminino de lidar com a moda?
      O fazer natural abre espaço para uma série de outras questões.
      Pensar na produção de matéria limpa, no respeito ao meio ambiente e no descarte do lixo é uma forma de entrar em contato com os ciclos naturais, esses que nos constituem enquanto mulheres e que foram se perdendo com a aceleração do mundo.

      “Eu vejo que, ao longo do tempo, a mulher se distanciou muito do que é natural dela, do que acontece com o corpo dela, de como funciona ou não o ciclo menstrual. Querer colocar isso numa linearidade não faz sentido. Quando a mulher consegue identificar esses padrões de emoções e se reconecta com a circularidade dela, que tem tudo a ver com a circularidade da própria natureza, isso traz uma luz para a vida, uma beleza que não tem explicação”.

      Pensar numa nova moda é também pensar numa nova atuação feminina. Eu boto muita fé que vivemos uma época de resgates e olhar pra dentro é uma revolução. O desafio agora é encontrar o compasso entre natureza feminina, indústria e conservação ambiental.

       

      A experiência amazônica

      Pra isso, e pra mais um tanto de coisas, a Fernanda foi em Julho para a Amazônia. Como parte de um processo de capacitação em desenvolvimento sustentável, conviveu com as comunidades ribeirinhas e aprendeu desde tingimento natural4 até a necessidade de viver em comunidade para que qualquer transformação seja efetiva. Afinal, nossa essência é social e nossa força se amplia quando atuamos juntos.

      “Eu tinha uma conexão muito forte com a natureza e uma paixãopelas trocas que eu poderia fazer com ela, mas as minhas trocas com o ser humano não existiam muito até aquele momento e de forma tão sincera. Dentro do processo de capacitação que eu fiz, o aprendizado que eu obtive com a comunidade, vivendo e aprendendo deles, trouxe uma outra visão de mundo e do quanto nós somos agentes da mudança antes de tudo. Se a gente não souber se conectar e viver em comunidade, não vai adiantar nenhuma mudança que a gente faça. Nenhuma conexão que a gente tenha com a natureza serve se a gente não souber viver em comunidade”.

      Atualmente, Fernanda busca inovações no campo têxtil através da criação de  bioculturas para o desenvolvimento de tecidos a base de celulose bacteriana. Uma novidade e tanto.

      Afinal, o que são bioculturas?

      A biocultura consiste no desenvolvimento de scobys, comunidades bacterianas sintéticas geralmente associada à produção de kombucha5. Os scobys são peças gelatinosas que, quando desidratadas, dão origem a um material resistente e ao mesmo tempo maleável, ou seja, adequado à costura.

      Scobys do ateliê da Fê (o primeiro em processo de desidratação e o segundo ainda em crescimento)

       

      As peças suportam o tingimento natural feito a partir de chás e ervas, a impermeabilização realizada com banhos de óleo de coco e crescem de forma tridimensional, se adaptando a superfície no qual são colocados para a desidratação.

      “Uma das coisas mais legais da biocultura é que ela seca no formato do lugar onde você colocar para secar. No campo da moda isso é uma super inovação porque permite que você crie peças tridimensionais sem costura.”

      Incrível né?

      Além disso, os biotecidos são ideias para a estamparia botânica – uma técnica natural de impressão ou, como você pode encontrar com uma maior variedade de verbetes, ecoprinting. Nela, folhas ou flores são inseridas entre as camadas do scoby (sim, ele cresce em camadas) para que lá permaneçam pós secagem. Sementes também podem compor essas estampas. Já imaginou ter um tecido biodegradável que germina assim que compostado? É muito amor.

      Passar um dia com a Fê, entre os seus experimentos, todos catalogados com carinho e reportados com entusiasmo, é vislumbrar um futuro mais harmônico entre indústria e natureza, alinhado aos ciclos femininos e, portanto, cheio de poder.

       

      Para mim foi enriquecedor e escrevo esse texto porque, realmente, espero que a visão e a atuação profissional da Fê germinem. Assim como os biotecidos do seu laboratório.

      “Sempre me bate um receio quando eu penso o que vai ser o futuro da moda. Talvez seja inocência minha acreditar que a moda possa ser um agente de transformação no mundo, mas ela já foi, positivamente ou negativamente, na revolução industrial e eu acredito muito que a moda pode e vai ser o agente de transformação do futuro. Outras indústrias vão se inspirar na mudança que a moda vai trazer pra fazer as mudanças dentro dos seus próprios processos de criação e de desenvolvimento”.

      Para mergulhar fundo:

       

      1. Upcycling: Processo de transformação de produtos indesejados em novos materiais e produtos com maior valor social e menor impacto ambiental
      2. Economia circular: Conceito econômico que rompe com a linearidade da indústria. Aqui, a proposta é que o resíduo de uma indústria sirva como matéria-prima reciclada para a mesma indústria ou para outras. Ou seja, o que se busca é o aumento do ciclo de vida dos materiais e uma nova relação com a cadeia de consumo: do design de produtos ao seu descarte.
      3. Cradle to cradle: Do inglês do berço ao berço, o conceito propõe sistemas cíclicos de criar e reciclar ilimitadamente. Como vertente da economia circular, propõe fluxos saudáveis de matéria-prima, tanto para humanos quanto para a natureza.
        4. Tingimento natural: Pigmentação de tecidos através de plantas tintórias.
        5. Kombucha: Bebida produzida a partir de um chá ou infusão adoçado que, a partir da fermentação controlada, oferece qualidades probióticas.
      06.09.18
    • blue box café

      Tem notícia boa pros cinéfilos, fashionistas e até fãs da gastronomia! O clássico filme Bonequinha de Luxo, original Breakfast at Tiffany’s, de 1961 baseado no livro do incrível Truman Capote, ganha um cenário único pra ser relembrado em grande estilo, na própria Tiffany & Co.

      Até então, era impossível tomar um café da manhã dentro de alguma loja da grife e, no filme, a personagem principal Holly – da icônica Audrey Hepburn, eterniza uma das cenas mais famosas da trama comendo um croissant à frente da vitrine, em Nova York, admirando as jóias expostas.

      Agora é possível realmente tomar um café da manhã na Tiffany! Foi inaugurado esse mês o Blue Box Café, na flagship da Tiffany’s, na Quinta Avenida. E sim, o café com croissant que eram sempre a escolha de Holly Golightly estão garantidos no cardápio e custam US$ 29. Além disso, entre as opções de comida estão torradas com abacate, ovos trufados e bagels com salmão defumado.

      A decor foi baseada no tom de azul que dá cor à marca e as sua famosa caixinha de joias, o queridinho azul tiffany, claro. Já sabemos que os cliques no instagram já são garantidos, né? Afinal, localizado no quarto andar, o Blue Box Café ainda conta com a vista para o Central Park.

      O Blue Box Café é o primeiro grande projeto com o diretor artístico Reed Krakoff, que assumiu o posto em janeiro, no comando. No espaço, ainda é possível encontrar itens da linha "Everyday Objects", lançada recentemente por Karkoff, que inclui peças como porcelanas que imitam copos de papel.

      Vale a visita!

      21.12.17
    • lançamento: roda saia

      Depois de muitos pedidos pela rede, ela voltou – a roda saia, nossa estampa queridinha está de volta às lojas e ao site pra alegria de todo mundo.

      Tudo começou com o movimento de #voltarodasaia que as clientes fizeram. A gente se deu conta que os pedidos eram tantos que não tinha como passar batido. A estampa precisava voltar. E voltou – com novos ares e também nos moldes originais. 

      Pra essa campanha super especial, a gente chamou a Roberta, nossa modelo das antigas que também está de volta à FARM e ao Brasil. Um super reencontro, né?

      A Beta contou depois de cinco anos direto aqui na FARM não tem como não considerar como uma segunda casa, e que o momento mais marcante de todo esse tempo foi no lookbook dos 20 anos:

      "Tenho muitas sensações aqui. Quando me chamaram pro lookbook de 20 anos, foi muito importante porque fiquei feliz em saber que faço parte disso tanto quanto fazem parte de mim!". 

      E é assim mais ou menos que Roda Saia está na vida das pessoas. A gente mal podia imaginar que a estampa – que é feita com tanto amor, como todas – podia marcar tanto. Mas marcou. E justiça seja feita – repeteco feito. 

      Perguntamos à Beta qual modelagem ela prefere e ela foi certeira: "Os vestidos longos e estampados que só a FARM sabe fazer no mundo inteiro", 

      Esse é só o primeiro post dos tantos que a gente ainda vai fazer pra contar essa história. Roda Saia voltou graças a você! 

      13.12.17
    • A moda no Centro

      Muito além do que se veste, muito além da roupa, a inspiração de moda está em tudo que nos rodeia, pode estar em qualquer pequena coisa, passeia pelo que se acomoda ao nosso corpo e a nossa alma, pelos lugares por onde circulamos, pela forma como nosso corpo se movimenta. Além de pura estética, a moda historicamente define um momento, um contorno social, e cada vez mais legitima e inclui, olhando pra um futuro que pede esforço ambiental e todas as formas de beleza.

      A moda é tanto, que seria difícil explicar num só espaço, mas uma casa no Rio chamou pra si o propósito não só de ensinar, mas apoiar, democratizar, divulgar e fazer a moda ser tudo que pode ser, e muito mais. 

      Não são poucas as intenções e ações do Centro-br, um polo pra criar e pensar o vestuário no centro do Rio, equipado de maquinário, recursos audiovisuais pra produção, pesquisa e experimentações.

      Além dos tecidos e uma equipe de incríveis ministrando oficinas, palestras, cursos e workshops imperdíveis pra todo mundo que se interesse e de alguma maneira queira fazer parte dessa engrenagem muito especial, do desenho ao último botão, passando pelo processo criativo que desperta a coleção `as páginas do portfólio.

      Esse Centro generoso tem funcionado ativamente desde que abriu as portas, recebendo super talentosos como Victor Hugo Mattos, artista e estilista russa Jahnkoy, Petra Metzger, estilista e professora da Central Saint Martins e Olivia Merquior, uma das idealizadoras do Centro-Br junto com Cristiane Pinheiro e Leticia Dantas, dupla por trás do Éden.

      Dinâmico que só, o espaço não fica parado, e entre a movimentação pelos cursos, exposições, festas, o restaurante e mais toda sorte de bacanice, ainda atua como incubador do Projeto Órbita, uma residência pra jovens estilistas que recebem orientação de craques pra poder em breve movimentar o mercado.

      Fique de olho, participe e coloque a mão na massa nesse Centro de cultura, diversão, arte… e mais tudo que a moda pode ser!

      12.12.17
    • re-FARM, re-ROUPA: transformar é urgente!

      Amanhã, em todas as lojas, a gente lança uma super novidade. É a coleção RE-FARM RE-ROUPA, em parceria com Re-Roupa. A ideia vem sendo desenhada há um tempo, da necessidade de reaproveitarmos nossos tecidos sem uso… Hoje, no Brasil, cerca de 170k toneladas de resíduos têxteis são descartados por ano e 85% desse material vai parar nos aterros sanitários, sem reaproveitamento! Esses dados são inquietantes, né? 

      Foi então que nos unimos à Gabi Mazepa, do Re-Roupa, pra criar novas peças FARM a partir dos nossos próprios resíduos de tecido: roupas com pequenos defeitos, retalhos de corte e sobras de materia-prima e aviamento foram garimpados pra dar vida à coleção re-FARM re-ROUPA que chega às lojas da Harmonia (SP) e de Ipanema (RIO) amanhã (6/12) e hoje à noite no e-FARM. 


       
      "Nós acreditamos que é possível estender o ciclo de vida dessas roupas já existentes usando processos criativos inovadores como ferramenta. Além da preocupação clara com o reaproveitamento, faz parte do conceito do projeto Re-Roupa valorizar a mão de obra local e capacitar costureiras para esse processo criativo chamado Upcycling", conta Gabi.
       
      Todas as peças da coleção foram produzidas no ateliê da Re-Roupa no Rio de Janeiro, em parceria com costureiras empreendedoras que trabalham de forma independente empoderando a mão de obra local. As peças são feitas à mão, uma a uma, dando vida a peças que compartilham modelagens similares, porém com combinações exclusivas de estampas antigas e novas da marca.
       
      "A parceria com o Re-Roupa é uma super novidade e um novo e grande passo dentro do re-FARM. Tudo porque a coleção faz parte de uma metodologia queressignifica a vida útil de materiais até então descartados, algo tão importante para caminharmos no sentido da redução dos nossos impactos ambientais negativos e aumento do nosso impacto social positivo. As palavras chaves desta virada são colaboração e consciência" – diz Taci Abreu, nossa head de marketing.  
       
      “Pra nós do Re-Roupa esse desafio é um dos que mais nos motiva: aplicar a nossa metodologia para dar novo destino para os materiais que estavam inutilizados em estoques de grandes empresas. Desta forma pretendemos promover transformação neste setor”, explica Gabi Mazepa, do Re-Roupa.
       
      O primeiro passado tá logo aqui, à frente. Vamos? 

      05.12.17
    • Um pouquinho da BEFW, por Lilyan Berlim

      Moderna, singela e despretensiosa, a BEFW foi um marco no cenário da Moda no Brasil. Fiquei muito emocionada porque, há uma década, no mestrado em Ciências Ambientais na UFF, apostei na hipótese de que o movimento por uma moda sustentável não era apenas modismo, mas uma grande tendência de fundo que chegaria a todos os mercados e consumidores. Foram as expectativas e percepções de jovens designers (entrevistei 640 designers) que, na época, apontaram os resultados: não era uma simples febre, era Global e irreversível – “precisávamos tornar todos os mercados mais sustentáveis, inclusive o mercado de Moda”, era isso que estava no coração dos designers, que também eram consumidores. Dez anos depois e eles estão todos aí no mercado fazendo o novo. A prova: a BEFW teve mais de cem marcas inscritas, de todo o país, desfiles, ativismo, diversidade, respeito, responsabilidade.

      Um pouquinho da historia deste movimento: em 2003, em Paris, teve início uma feira que reuniu designers diferentes, marcas alternativas que trabalhavam com a ideia de Moda ecológica (eu estava lá e vi isso acontecer). Era o início do Ethical Fashion Show (EFS), a primeira e maior feira de moda ética global. Este conceito de feira se espalhou pelas capitais europeias gerando um grande fórum de compartilhamento de saberes, espaço de difusão dos produtos e práticas das novas marcas e, também, espaço de encontros de pessoas, manutenção e atualização do mercado. O mercado está mudando sim… não há dúvidas. Não se trata de marcas consolidadas x marcas novas, marcas alternativas x marcas tradicionais, marcas sustentáveis x marcas irresponsáveis, não é nada disso. Trata-se aqui de novas formas de se compreender o negócio da Moda – pois o que assistimos da década de 90 pra cá não foi bem Moda, mas um modelo de negócio, chamado Fast Fashion, que se instaurou e tornou a excludente, irresponsável e, sobretudo, uma parada estagnada que nada tem a ver com moda, um termo que se relaciona com atitude, empoderamento e libertação.

      Na BEFW comprovei que as novas estratégias competitivas são disruptivas – anulam a concorrência chamando a todos para colaborar, diversificar, abrir, unir… Todos em torno da abundância e não da falta! Novos modelos de negócios para um novo consumidor. Vejo essa galera nova com um “que” de YSL, aquele ativismo criativo que o fez ser perseguido e demitido da grande Dior, onde trabalhava. Tem algo de MacQueen, de Margiella, de novidade e vanguarda. Na BEFW se debateu processos, práticas e conceitos, falou-se de novas economias e de inclusão, de regeneração e “ação”, de mitificar e desmitificar, de como ser simples e fazer bacana e, especialmente, de por quê tornaram a sustentabilidade algo tão mais complicado e caro do que ela é na essência.

      Por lá circularam aquele povo maneiro e jovem que tá cansado de ser tratado como bobo, os millennials; passaram por lá crianças e também os maduros, que amam moda e que são da vibe do consumo consciente; ativistas que conspiram para um mundo melhor, a galera do Fashion Revolution (ator principal deste evento); divas de mais de 60 anos, trans… os invisíveis? Não! Os modernos. A vanguarda estava lá. Daqui a dez anos espero estar aqui para ver o amadurecimento destas marcas lindas. Prevejo que as nossas grandes marcas estarão lá também, fazendo bonito e se mostrando atuais, dentro de “seus” tempos, ou seja – contemporâneas. Que venha o novo luxo! Que venha a consciência de se fazer direito e responsavelmente e de se voltar a fazer uma moda libertadora que tenha VOZ.

      A Lily Berlim é designer, PHD em Ciências Sociais e mestre em Ciências Ambientais com pesquisa em tendências do consumo de Moda. A Lily também é autora do livro Moda e Sustentabilidade, uma reflexão necessária. Pesquisadora do Laboratório de Economia Criativa da ESPM, e da Universidade Veiga de Almeida. 

      28.11.17
    • matéria de capa


      Renovação é há anos uma pauta urgente entre as revistas de moda, e agora finalmente virou matéria de capa. Não que a diversidade não esteja guiando os novos rumos da moda, que finalmente começou a mostrar mais e mais novos tipos, outras belezas e todas as cores nas revistas e passarelas, mas o tema acaba de virar uma página ao atingir um marco muito especial.

      O grande passo foi dado pela Vogue UK através da contratação do primeiro editor negro da história da revista, que desde 1916 define padrões de beleza, comportamento e estilo entre as meninas da Inglaterra. E Edward Enninful chegou chegando, sua primeira capa, com perfume de anos 70, acaba de ser apresentada e o resultado foi um grande UAU com letras maiúsculas ecoando por todo o mundo.

      A primeira publicação da nova Vogue com sua assinatura, depois de tombar o reinado de 25 anos da editora Alexandra Shulman, traz na capa a inglesa Adwoa Aboah, modelo, ativista e criadora do site Gurls Talk. Além de uma linda mulher, uma força da natureza que representa toda a mudança estética e conceitual da revista, que promete ser muito mais diversa, inclusiva e naturalmente, poderosa!

      Nascido no Ghana e criado na Inglaterra, Edward Enninful também é uma força da natureza, que começou a trabalhar como stylist aos 18 anos na revista ID, e já criou capas icônicas pra Vogue Itália, como a histórica The Black Issue, e é conhecido como voz das mais importantes pela multiculturalidade na moda internacional.

      A edição histórica de Dezembro já está nas bancas na terra da rainha e promete ser best seller, mas como é padrão britânico a revolução também passa pela tradição. A revista não fecha os olhos pros ícones fashion mais queridinhos do país, trazendo entre as páginas Kate Moss, Victoria Beckham e Naomi Campbell, numa matéria com o prefeito de Londres Sadiq Khan.

      Mas claro, também pisca os olhos pra nova geração de talentos brits, como a musinha Milly Bobby Brown de Stranger Things, a nova dona do mundo, a atriz inglesa com sangue brasileiro Mia Goth, além de colabs de peso como Grace Coddington e a maquiadora Pat McGrath

      Todo mundo a fim de garantir essa edição – objeto de desejo? Sim, mas a boa notícia é que não precisa ter pressa, a renovação já está em curso, e esse é só o começo!
       

      16.11.17