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sua mochila está vazia

      categoria: bem-estar

    • por onde flor

       

      Amanhã é o dia da primavera e a gente já entrou no clima aqui no escritório. Rolou um super #sextou florido em parceria com a galera da Petalis Flores. Todo mundo saiu daqui com flores na mão e sorriso no rosto.

      A Petalis Flores & Folhagens nasceu do desejo de mudança da jornalista Paula Pizzi que abraçou o empreendedorismo e descobriu a importância da natureza na sua vida. Ela acredita que a floricultura oferece um mundo de possibilidades de criação e foi em uma conversa com amigas que ela percebeu o quanto as flores já eram uma paixão antiga e poderiam ser mais que hobby: “Eu era feliz como jornalista, mas sentia que faltava um certo propósito. Sentia vontade compartilhar alguma alegria com as pessoas, algo que me fizesse realmente bem”, conta.

      Daí, a Paula investiu em cursos pra aperfeiçoar a prática e criou a Petalis, que hoje conta com um clube de assinatura mensal – pra quem ama flores assim como nós, arranjos avulsos, cactos e suculentas em cachepôs exclusivos, buquês de noivas, e decoração de eventos. “Gosto de dizer que a Petalis é mais que uma floricultura. Somos uma ponte pra uma vida mais leve, colorida – acredito que ter um  pouquinho de natureza dentro de casa faz uma diferença imensa no astral”.

      E faz mesmo, né? Se você quer saber mais do trabalho da Paula, corre pra falar com ela aqui na página da Petalis. A gente tá amando!

      21.09.18
    • Retiro Espelho de vênus

      Deusa da beleza e do amor na mitologia, Vênus na astrologia é o planeta que revela nossos gostos, valores, o que nos atrai e como atraímos. Então além de nos inspirar a moda, o design e a arte, com os recursos que dispõe nossa Vênus nós seduzimos, sensualizamos, transamos e sentimos prazer. Vênus é, portanto, essencial pra nossa autoestima e superimportante na nossa dinâmica de relacionamento.

      Nesse equinócio da primavera, no fim de semana de 21, 22 e 23 de setembro, vou oferecer meu primeiro retiro, dentro de um projeto chamado Oficina Astral Magia, cuja proposta é um mix de aulas de astrologia + trabalho de corpo + atividades criativas. Assim, vocês poderão não apenas adquirir mais conhecimento, como incorporar o princípio astrológico em questão.

      O tema desse retiro da primavera é Espelho de Vênus, já que a estação das flores é a mais venusiana. Vou reunir um grupo só de mulheres na pousada Vila do Açu, no topo da serra dos Órgãos, na região de Petrópolis (RJ), um paraíso natural entre montanhas, com um rio e uma piscina natural, pra aproveitar os quatro elementos da natureza (terra, água, ar e fogo) e fazer uma bruxaria! O alinhamento cósmico do equinócio, momento em que o dia e a noite têm a mesma duração, é quando o Sol ingressa em Libra, signo regido por vênus, que estará em Escorpião, o signo da transformação. E a lua estará quase cheia!

      Convido vocês a virem comigo nessa experiência única de se olhar no espelho pra reconhecerem sua própria beleza! Enquanto usufruem de uns dias de descanso, aprendem mais sobre nossa musa inspiradora, dançam, tomam banho de sol, mergulham no rio, criam coisas bonitas e libertam o seu erotismo. Os recursos que vou ensinar vocês levarão pra vida. Tudo pra viver com mais amor e criatividade!

      Mais informações e inscrições: mainamello.agenda@gmail.com

       

       

       

       

      15.09.18
    • Prevenção é amor!

      Hoje, 4 de agosto é celebrado um dia super importante e mais do que necessário: o Dia Nacional da Campanha Educativa de Combate ao Câncer. A data tem objetivo de alertar todo nós sobre os riscos da doença e a importância de descobri-la ainda em fase inicial. Por isso, convidamos o Instituto Quimioterapia & Beleza – uma iniciativa que a gente tem uma alegria imensa de apoiar, pra dar as dicas mais importantes no momento da prevenção.

      Desde 2016, através da nossa coleção especial Outubro Amor, a FARM tá juntinho com a Flávia Flores e o trabalho pra lá de lindo do Instituto que apoia com muito amor e cuidado o tratamento e a cura do câncer, trazendo mais leveza pra tantas mulheres que enfrentam esse desafio. E claro, nesse dia tão significativo, não poderíamos deixar de trazer esse conteúdo, então vem ler com a atenção as dicas que ela preparou pra gente 🙂

      1. Conheça o seu corpo – o diagnóstico precoce pode sim salvar a sua vida, fica ligada nos sinais!
      Não esqueça de fazer os exames de mamografia regularmente a partir dos 40 anos! O câncer de mama tem 90% de chances de cura se diagnosticado precocemente, sabia?

      2. Vá ao médico periodicamente. Só ele poderá fazer o diagnóstico.
      As mulheres devem realizar exame preventivo ginecológico (papanicolau) a partir dos 21 anos a cada 2 a 3 anos (se tudo estiver normal) e mamografia uma vez por ano a partir dos 40 anos. A partir dos 50 anos, homens e mulheres devem fazer exames de rastreamento para o câncer de intestino. E os homens entre 50 e 70 anos devem conversar com seus médicos sobre os riscos e benefícios do rastreamento do câncer de próstata.

      Olha esse dado: 90% das mulheres com câncer de mama não têm histórico familiar, então quem tem o histórico deve redobrar os cuidados!

      3. Controle de peso e alimentação saudável diminui significante o risco de câncer feminino – se movimenta!
      Faça exercícios por pelo menos 30 minutos todos os dias. Troque o elevador pelas escadas, leve o cachorro para passear, cuide do jardim, varra a casa, caminhe, dance! Vale tudo, escolhe sua atividade favorita e se joga 🙂

      Evite o consumo excessivo de carne vermelha, sal e açúcar, faça pequenas refeições ao longo do dia e mastigue bem e lentamente. Outra dica importante é ter uma alimentação rica em hortaliças, frutas, cereais e grãos integrais.

      4. Xô cigarro!
      O cigarro libera no ambiente mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas, inaladas por fumantes e não fumantes.

      5. Sol é amor mas é preciso cuidado
      Evite a exposição ao sol principalmente no horário das 10h às 16 horas. Use chapéu e protetor solar, inclusive nos lábios. Proteger nunca é demais 🙂

      6. Diga xis com saúde!
      Cuidar do seu sorriso é cuidar da mente, do corpo e da saúde. Realize diariamente a higiene bucal – capricha na escovação dos dentes, língua e gengivas, e não deixa de consultar o dentista regularmente. Olha o sorrisão saudável!

      7. Amamentar é amar <3
      O aleitamento materno é a primeira alimentação saudável. A amamentação exclusiva até os seis meses de vida protege as mães contra o câncer de mama e as crianças contra a obesidade infantil.

      8. Mais suco natural, menos álcool
      A ingestão excessiva de bebidas alcoólicas está ligada a um risco maior de câncer de mama, prejudica a memória e aumenta a incidência de doenças hepáticas. Então, que tal pedir o seu suco favorito na hora do happy hour?

      Depois de anotar todas as dicas – e praticar!, a boa é compartilhar. A influência das amigas conta muito na prevenção, principalmente do câncer feminino!

      Curtiu? Vem com a gente acompanhar o trabalho do Instituto Quimioterapia & Beleza. É cuidado, amor e atenção <3

      04.08.18
    • Você sabe o que é plantar a lua?

      Natureza Feminina é sobre (re)conexão com o que há de natural, essencial e intuitivo de dentro da gente e também da própria natureza criadora ao nosso redor. A Gio Simões, do Sotaques FARM, compartilha com a gente sobre um tema muito especial – plantar e lua. Se você já sabe o que é, vem se inspirar ainda mais e se você não sabe, que tal abraçar essa ideia?

      Gio, conta pra gente, o que é plantar a lua?

      Há pouco menos de um ano eu comecei a plantar minha lua. Finalmente adaptada ao coletor menstrual, demorou um pouco até que eu conseguisse retirar o copinho sem derramar o conteúdo no chuveiro. Quando consegui pela primeira vez, uma fascinação incomum tomou conta de mim. A cor, a textura e o cheiro… pensei: não me lembravam em nada aquilo que me acostumei a ver nos absorventes descartáveis! Essa sensação de novidade foi, no entanto, se transformando em melancolia à medida que, limpando meu coletor, percebi meu sangue escorrendo pelo ralo. Imediatamente senti como se tivesse jogando fora algo sagrado. E esse sentimento me soou como um chamado da mãe terra.

      No dia seguinte resolvi fazer diferente: eu coletei o sangue do copinho e o coloquei num pequeno pote de vidro com um pouco de água. Fiz isso até o final do ciclo. Levada pela intuição de que aquele sangue deveria ser devolvido à terra, despejei o pote na raiz de uma árvore que fica em frente ao meu quarto. Aquele ritual mexeu comigo de uma forma mágica e profunda, me fazendo sentir, mais do que nunca, conectada com a natureza, com a fonte criadora, e sobretudo, comigo mesma. A sensação que tive, de pronto, era como se já fizesse isso há anos.

      Conversando com algumas amigas e pesquisando estas questões, descobri, no entanto, que essa sensação não era gratuita: soube que estava resgatando um saber ancestral, que milhares de mulheres têm feito o mesmo, e que inclusive existe uma antiga profecia afirmando que no dia em que todas as mulheres devolverem seu sangue sagrado para a terra, as guerras chegarão ao fim. Seguindo minhas pesquisas sobre o tema, descobri também que o sangue é um excelente biofertilizante para a terra, e as plantinhas ficam muito felizes e respondem muito bem a este gesto de amor.

      Plantar a lua é um ato revolucionário de amor-próprio e cura e ressignificou completamente a minha relação com meu sangue menstrual e meu corpo. Foi como recuperar o meu poder e minha força intuitiva e me deu um senso de auto responsabilidade muito grande. Também a partir deste processo pude testemunhar a sincronização da minha menstruação: há 4 anos deixei de tomar anticoncepcional e meu ciclo andava completamente desregulado. Há 8 meses que menstruo durante a lua cheia. Isso fez com que tomasse consciência do quanto o tempo para nós mulheres é cíclico e como passamos por um processo de vida-morte-vida a cada ciclo, assim como a Lua.

      Todas essas experiências também mudaram a minha forma de lidar com os fenômenos que tomam o corpo durante os ciclos menstruais. Passei a entender e respeitar as dores do ciclo, a ouvir meu corpo, e a deixar de renegar e de me assustar com minha TPM. Hoje, ela é mais do que bem-vinda: é quando eu entro em contato com o meu mundo subterrâneo, e consequentemente com todas as minhas sombras. Passei a enxergar este processo como uma grande oportunidade de crescimento. Eu silencio, me recolho e me acolho. E quando meu sangue finalmente desce, me sinto grata por mais um ciclo e pela chance de transmutar tudo aquilo que veio à tona durante a TPM. Esse é o melhor momento para fazer uma pausa e avaliar o que eu quero no novo ciclo, e também de olhar para trás e me perguntar o que eu não quero mais que me acompanhe. Desta forma a gente vai aprendendo a lidar com as situações de forma mais consciente.

      Bem, e como plantar sua Lua?

      O Ritual é bem simples, só não dá para fazer se você ainda utiliza absorventes descartáveis de plástico. Inclusive, esta é uma das várias razões que fazem do ritual um ato revolucionário, meninas. Não só jogamos nossa energia vital no lixo que se dissipa e enfraquece, como precisamos pensar que cerca de 3 milhões de absorventes são descartados diariamente. A gente já produz tanto lixo, por que não aproveitar e deixar de produzir esta parcela? A Mãe Terra agradece e seu corpo também, até porque estes absorventes descartáveis contêm inúmeros componentes químicos que fazem muito mal à saúde da mulher.

      Mas vamos lá, voltando ao ritual…

      Para as que usam coletor menstrual – como eu, apesar de que acabo de comprar os absorventes de pano e devo migrar a partir do próximo ciclo – basta transferir o sangue do coletor para um recipiente de vidro, metal ou cerâmica (que você vai utilizar especialmente para isso) e diluir com água, que acaba entrando como elemento protetor.
      Se você utiliza os absorventes de pano ou toalhinhas, basta deixa-lo de molho na água sem adicionar nenhum produto químico e depois despejar sobre a terra. Só depois disso que você poderá lavar normalmente seu absorvente com um sabão neutro.

      Caso deseje guardar o sangue por alguns dias para coletar o ciclo inteiro, você pode pingar algumas gotinhas de óleo essencial de Tea Tree para ajudar a conservar.

      Algumas coisas são importantes ter em mente, sua intenção é o que irá determinar a potência deste momento. Traga sentimentos como amor e gratidão para seu ritual. Se você intencionar cura, terá cura de uma forma que a medicina não é capaz de explicar. Outra coisa importante: escolha um lugar especial e plantas que também sejam especiais para você, que tenham significado para o seu feminino, como Artemísia, Camomila, Mirra, Lavanda, ou simplesmente alguma outra com a qual você se conecte. Eu planto a minha lua nesta Acácia que fica em frente ao meu quarto, e só depois de algum tempo descobri que era uma árvore sagrada e símbolo do sangue menstrual. Quando me dei conta que eu estava ritualizando com uma árvore de energia feminina poderosíssima –  plantada, podada e cuidada pelo meu pai e que incrivelmente tomou a forma de um útero -, tudo isso tornou este ritual ainda mais significativo para mim. Entendi também que não só estou fortalecendo minha essência como mulher e resgatando minha ancestralidade, como também curando todas as minhas relações com outras mulheres e com o masculino.

      Outro ponto importante:

      TODA mulher é sagrada, cíclica e poderosa, agora e sempre, independente de ainda menstruar ou não, seja qual for o motivo – mesmo que tenha precisado retirar o útero, ovário, trompa, ou nascido sem. Saibam que em seu corpo energético existem todos esses órgãos, com suas memórias, informações e principalmente poder. Tudo isso pode ser acessado através de uma conexão com o seu chakra sexual, e ao invés de plantar sua lua com o sangue da menstruação, você pode fazê-lo com algo que simboliza o sangue – pode ser vinho, um suco escuro, ou fazendo uma oferenda à Mãe Terra: faça isso à cada Lua Nova.

      No dia 5 de agosto será o Dia Mundial do Plante a sua Lua, um chamado visionado por Morena Cardoso, criadora da DanzaMedicina, que tem como objetivo disseminar este saber ancestral e reforçar a idéia de que nosso sangue menstrual, assim como nosso Ser Mulher, não deve e não pode ser motivo de vergonha, ou repulsa, mas sim de orgulho, gratidão e poder de magia! Vamos todas?

      03.08.18
    • Conexão lunar com a Bebel Clark

      A gente acabou de lançar a lookbook novo, Fases da Lua, que celebra a energia dos ciclos lunares – nova, crescente, cheia e minguante, e a relação desses períodos com a nossa alma, nosso corpo e a nossa natureza feminina. E pra dar ainda mais vida a essa história, convidamos a Bebel Clark, nossa super parceira da coleção – e de sempre, pra nos inspirar a nos conectar ainda mais com céu e a lua de cada dia. 

      A Bebel, que é terapeuta, comunicadora e estudiosa do Feminino Essencial conta pra gente sobre o poder e as influências da Lua na vida dela e na vida de todas nós, mulheres. Deixa a intuição fluir e sente essa energia boa!

      Desde pequena eu tenho uma ligação profunda com a Lua. Me lembro dos momentos em que olhava para o céu à noite, vidrada na beleza da lua e das estrelas. A vida me fez canceriana, e por isso, ainda por cima sou regida pela Ela. Cíclica, emotiva, intensa, romântica, amorosa, cuidadora, chorona… enfim.

      A Lua é importante desde que o mundo é mundo. Os antigos calendários eram lunares (o mês durava de uma lua nova até a outra), cada quarto durava uma semana e havia treze lunações (ciclos da lua) em um ano. Ela costuma influenciar o plantio, a colheita, as estações, o tempo, a caça, a pesca, as plantas, árvores, animais e divindades.

      A Lua também representa o princípio feminino, a fonte da vida, a intuição, o inconsciente, as energias psíquicas, e rege não somente as marés, mas todas as nossas águas, inclusive as internas, como as emoções e a menstruação.

      Através de suas fases, ela reflete as mesmas flutuações que acontecem no nosso corpo e na nossa mente.
      Nós mulheres precisamos nos conectar com nossa natureza lunar, e (re)lembrar que ela é parte essencial dos processos naturalmente cíclicos que nos acontecem. O corpo feminino é lunar, a Lua rege seios, ovários, útero, menstruação e gestação.

      A cada semana, uma fase distinta da Lua nos traz a possibilidade de termos consciência sobre nós mesmas e o que sentimos. Saber como elas nos afetam e como podemos fazer bom uso destas energias lunares é um passo importante:

      LUA NOVA
      momento de plantar sementes, intenções, refletir sobre o que queremos neste novo ciclo mensal. Escuridão da Lua reflete o convite a olharmos para dentro.

      LUA CRESCENTE
      período de expansão, vitalidade, crescimento, realização dos sonhos, criatividade, energia.

      LUA CHEIA
      tempo de celebração, sociabilidade, cuidado, alegria, extroversão, beleza, autoconfiança, amorosidade.

      LUA MINGUANTE
      hora de se recolher, silenciar, meditar, descansar, separar o joio do trigo, refletir sobre o que foi bom e o que não foi no mês que passou.

      É vital para todas nós equilibrar Sol e Lua dentro de nós, princípios de razão e emoção, pensamento e intuição, aprendendo a nos cuidar mais e melhor, nos honrar e respeitar nossos tempos, ritmos e flutuações na medida do possível dentro de nossas rotinas.

      Um dos recursos valiosos para se conhecer melhor é a astrologia. No seu mapa natal, você pode verificar onde fica a sua Lua de nascimento, que representa as suas emoções e a forma como você lida com sua parte emocional.

      Você também pode dançar, escrever, pintar, meditar, bordar, ler, participar de círculos e retiros para mulheres, praticar yoga, fazer um diário sobre seu ciclo menstrual, cuidar de animais, crianças e plantas, ter uma horta em casa, buscar hobbies que te dêem prazer e relaxamento, anotar seus sonhos, partilhar com outras mulheres sobre suas vidas e fazer terapias para sua própria integração (incluindo tratamentos naturais e holísticos como florais, aromaterapia, homeopatia, reiki, acupuntura, pranaterapia, cristais, fitoterapia).

      Se conhecer é uma jornada eterna. Unidas vamos mais longe, abençoadas pelo poder da Lua!

      Bebel Clark 

      Entender e explorar a conexão Lua e suas fases é uma das tantas formas através da qual a gente pode caminhar aos poucos em direção ao nosso autoconhecimento e a uma relação mais verdadeira e essencial com o mundo a nossa volta. 

      Aproveita e vem acompanhar o trabalho potente da Bebel:
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      02.08.18
    • Nossa feira orgânica

      Imagina um dia de sol e aquela vontade boa de fazer um almoço com alimentos fresquinhos e orgânicos pra família. A gente pensa logo em ir a uma feira que esteja rolando pelo bairro ou pela cidade, né? A gente ama tanto que pensamos em trazer aqui pra dentro, no nosso jardim, uma feira orgânica pra chamar de nossa! 

      Quem é do Rio ou vem visitar a cidade, já deve ter descoberto uma das feiras xodós que fazem parte do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas, são 21 espalhadas por vários bairros. E agora, vai rolar uma especialmente pro nosso time do escritório, na próxima semana! A galera vai poder levar pra casa frutas, verduras, legumes e produtinhos sem agrotóxicos e com muito amor!

      A gente bateu um papo com o Marcos Melo, gestor do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas e diretor da Essência Vital que é responsável por 8 feiras do circuito, pra contar porque é tão bom e saudável fazer parte desse movimento!

      Marcos, conta pra gente, como surgiu a ideia das feiras orgânicas no Rio?

      O movimento pela criação de feiras orgânicas no Rio vem das décadas de 70 e 80 com o esforço de grupos ecologistas que iniciaram a produção orgânica na região serrana. Através de organizações de agricultores, agrônomos e moradores do campo e da cidade surgiu a primeira feira orgânica no Rio em 1994, na Glória.
      Mas foi só em 2010, com a chegada da feira orgânica do Bairro Peixoto, em Copacabana, que o chamado Circuito Carioca de Feiras Orgânicas (CCFO) tomou forma com o apoio da Prefeitura enquanto projeto oficial de política pública por meio de um decreto municipal.

      O Circuito permitiu o desenvolvimento de uma tecnologia social que pode ser replicada em diversos lugares, com regras específicas pro funcionamento e comercialização dos alimentos orgânicos. Um projeto único no Brasil!
      Hoje o Circuito possui 21 feiras orgânicas, com quatro organizações gestoras e está ligado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação (SMDEI), da Prefeitura do Rio.

      E além das feiras orgânicas do Circuito, essas organizações gestoras realizam projetos especiais e pontuais em ambientes privados como shoppings, empresas – a FARM <3, e eventos com forma de abrir novas frentes, criar canais alternativos de venda pros agricultores, ampliar e democratizar o acesso de público e fomentar o setor.

      – Em tempos de agrotóxicos e questões que dificultam o acesso à alimentação saudável, como você percebe o papel das feiras orgânicas?

      Diferente das feiras comuns, as feiras orgânicas têm os agricultores, empreendedores formais e alimentos 100% certificados como livres de agrotóxicos. Isso significa que pra que uma feira possa ser chamada de orgânica são necessários muito cuidados e valores agregados. Isso traz diversos benefícios pra todo mundo!

      Como dito, o Circuito Carioca de Feiras Orgânicas é um projeto de política pública voltado para o apoio e fomento da agricultura familiar dedicada à produção de alimentos orgânicos com certificação. Isso permite a fixação e sustentação socioeconômica dessas famílias no campo. Esse então é um dos primeiros e mais valiosos papéis desempenhados pelas feiras orgânicas: a inclusão e preservação dos nichos familiares no campo. Isso evita o êxodo para as cidades.

      Um segundo papel muito importante é sobre a prioridade da venda direta ao consumidor. Toda a parte de alimentos in natura produzidos localmente é vendida diretamente pelos agricultores e seus familiares, que se deslocam de suas terras nas madrugadas de véspera. Desse modo, nas feiras orgânicas do Circuito não existe a figura do atravessador que predomina nas feiras comuns. Isso também diferencia as feiras orgânicas dos grandes mercados que visam maximização de lucros.

      A venda de alimentos orgânicos in natura e processados vindo de outros estados é limitada nas feiras orgânicas e permitida apenas para um mix de produtos pro consumidor e são realizadas por parceiros microempreendedores formais.

      Todo o trabalho possui uma visão sistêmica. Do cultivo da terra com preservação da biodiversidade sem o uso e contaminação de agrotóxicos até a ponta final com preços mais acessíveis ao consumidor, tudo se diferencia. As feiras orgânicas são nossa esperança de um futuro mais saudável, justo e sustentável, elas são insubstituíveis!

      – Quem ainda não conhece as feiras orgânicas pode se questionar em relação ao preço dos alimentos. Mas a gente sabe que essa conta vira na verdade um investimento em saúde, né? Quais as medidas pra, aos poucos, mudar a consciência da população?

      É importante a gente sempre ter em mente a diferença entre preço e valor. Preço é o que pagamos em moeda pelo alimento. Valor é tudo aquilo que o alimento agrega desde sua semeadura até sua venda ao consumidor. O preço dos alimentos orgânicos é formado por um conjunto expressivo de valores agregados, que não existem nos alimentos comuns. Não há como comparar um alimento cultivado com enormes cuidados ambientais com outros que degradam nosso meio ambiente e envenenam nossas famílias. Existe uma falsa economia com os alimentos convencionais. O custo à saúde com o consumo de alimentos cultivados com agrotóxicos no final é enorme.

      Mas entendemos que a diferença de preços afeta e leva o consumidor a fazer escolhas. O Brasil possui um grave problema de distribuição de riquezas e de renda e isso, sem dúvida, é um fator que dificulta o acesso da população aos alimentos orgânicos que possuem maior qualidade em decorrência dos cuidados e valores que agregam. O maior dos problemas está na renda e não no preço do alimento orgânico. É claro que também existem outros problemas como, por exemplo, falta de escala (pequena produção orgânica no país), alta tributação e especulação por parte de mercados oportunistas, três fatores que elevam o preço final dos orgânicos aos consumidores. Mas nas feiras orgânicas podemos atenuar alguns desses gargalos, melhorar os preços e facilitar o acesso aos orgânicos.

      Ao contrário do que é possível imaginar e diferentemente do que ocorre em grandes mercados, os preços praticados nas feiras orgânicas são mais justos. Diante de tantos esforços para fazermos chegar até a sociedade alimentos com a certificação de uma produção sustentável e puríssima, 100% livre de agrotóxicos, o que se cobra nas feiras é o que o alimento vale. E nas feiras ainda há a possibilidade de conversas e descontos na hora de pagar que não existem nos mercados comuns.

      Todos no setor orgânico tentam realizar um constante trabalho de educação junto à população, mas isso deveria contar com um forte apoio de nossos governantes. Enquanto isso não acontece, as feiras são nossos melhores espaços de diálogo e por meio delas realizamos esse trabalho pedagógico instrucional com a população.

      Com o tempo entenderemos que caro mesmo é consumir alimentos que poluem nossas águas, degradam nossas terras, envenenam nossos agricultores e famílias, geram doenças degenerativas, exterminam nossa biodiversidade e só enriquecem a indústria dos agrotóxicos.

      O alimento orgânico puro, nunca deve ter seu preço percebido como custo, mas como investimento que cuida de nosso meio ambiente e de nossa saúde.

      Consumir alimentos orgânicos é então um cuidado com a nossa saúde e a de quem a gente ama, por isso, não poderíamos deixar de trazer pra dentro da nossa casa que é a FARM, uma feira orgânica especial pra galera de dentro. A expectativa por aqui tá a mil e por aí?

      Estamos muito felizes com a oportunidade dessa parceria! Acreditamos que a FARM esteja fazendo história e dando um grande exemplo de responsabilidade socioambiental e de cuidado com a saúde e bem-estar daqueles que atuam na empresa. Queremos que dê certo e que todos abracem com carinho a feira orgânica para que se torne fixa, um momento de celebração e alegria.

      Vai ser uma felicidade só mesmo! E pra galera de fora… quais os bairros o Circuito ocupa e como saber mais infos sobre esse roteiro?

      Atualmente o Circuito Carioca de Feiras Orgânicas conta com 21 feiras em bairros cariocas. Para ter acesso a lista completa dos endereços é só acessar o mapa de geolocalização. Nossa organização Essência Vital é responsável pela gestão de oito dessas feiras do Circuito, que ocorrem nos bairros Botafogo, Flamengo, Laranjeiras, Urca, Leme, Gávea, Tijuca (Praça Xavier de Brito) e Grajaú. Temos uma página bem bacana no facebook, é só acompanhar a gente por lá!

      Saúde, cuidado e conhecimento andam sempre juntos! Escolhe a feira mais pertinho de você e vai lá experimentar as delícias orgânicas. Já já a gente conta como foi a nossa feira por aqui, fica de olho <3
       

      31.07.18
    • dia da amizade: irmandade e sororidade

      Hoje é comemorado dia da amizade e pra celebrar a data, a gente convidou a Nath Lima Verde, pra falar sobre um tema super importante quando falamos da amizade entre mulheres que é a sororidade – uma palavra que não existe no dicionário, mas faz uma diferença e tanto na vida de todas.

      A Nath é mulher, artista e criadora da CONCHA <Ritual-Mágico-Cênico>, um Círculo de Mulheres, híbrido das suas pesquisas que tangenciam o feminino, a aliança entre o teatro e o ritual, e as manifestações artísticas/culturais, políticas e selvagens que emergem a partir dessas forças atuando em comunhão. Ao longo da sua jornada vem traçando uma Cartografia Afetiva e Antropológica sobre as Mulheres nas Culturas Originárias e sobre como persistir com uma obra e um caminho autoral na contemporaneidade.

      Ela facilita espaços de prática e experimentação em torno da escuta e da empatia, é anfitriã de Círculos de Fórum, uma tecnologia social para pesquisa e investigação das questões profundas da consciência humana, visando o aprimoramento da comunicação, o desenvolvimento da auto-responsabilidade, da transparência e da confiança nas relações.

      Não precisa nem dizer que ela sabe tudo e mais um pouco sobre a importância e o poder da irmandade feminina nos dias de hoje, né?

      Olha só o que ela veio dizer pra inspirar o dia de hoje e todos os dias…

      Sororidade é política encarnada.

      Boa parte das narrativas que nos são contadas insistem em afirmar uma cultura de competição entre mulheres – basta assistir as novelas da televisão, abrir as revistas, jornais. Seja disputando pelo amor de um homem, e/ou pelo mercado de trabalho, ou ainda fomentando a idéia de comparação; afirmando “padrões de beleza” e tentando a todo custo segurar o que ainda resta de um velho mundo.

      Ao mesmo tempo, tenho a sensação de que estamos com a faca e o queijo na mão, observando através de um outro espectro, existem movimentos pela regeneração da vida acontecendo ao redor de todo o mundo.

      Aparelhadas que somos de um útero, carregadas de memórias ancestrais, aptas a criação de novas realidades, estamos nós, na vanguarda de um novo tempo, a anunciar um futuro-presente a partir de um novo olhar, um outro ponto de partida mais múltiplo, uma nova frequência disponível que valoriza a escuta, a conexão, a irmandade, a cooperação, uma nova relação com o tempo. É o fazer em rede

      Não só como um mecanismo revolucionário, mas também como meio de regenerar e transformar a nós mesmas. Tudo isso parece ser um convite de auto-reflexão: me perceber atuando num velho paradigma de escassez, reproduzindo machismo, me comparando a outras mulheres…

      Ser capaz de nomear meus privilégios e encontrar uma maneira de equalizá-los, perceber essas crenças atuando através de mim, tem sido, sobretudo, uma oportunidade de mover estruturas, de me auto-responsabilizar, de recuperar minha autonomia e escolher, conscientemente, fazer diferente.

      Para mim tem sido um exercício sobre a arte de me fazer transparente, de buscar apoio, de me tornar capaz de falar a partir do que está realmente vivo em mim – ainda que, as vezes, não seja tão belo o que tenho pra dizer, de abrir espaço, circunscrever ou mesmo nutrir lugares onde a minha verdade possa ser expressa com integridade. De arar um terreno fértil, um campo de aprendizagem onde recebo o suporte e o amor que preciso para florescer e existir completamente.

      Liberdade para falar sobre sexualidade, sobre dinheiro, sobre trabalho, sobre tantas coisas… me parece ser preciso agir através e a partir dessas reflexões. Sê-las em movimento.

      Me tornar lúcida sobre minhas necessidades, aquilo que preciso e valorizo, me fez mais forte e inventiva. Algo ganhou vida em mim através dessa consciência, deixei de esperar e decidi promover as realidades que eu queria experiementar. Materializar essas criações têm sido uma fonte de muita inspiração, poder, prazer.

      A vida é um cavalo, ou melhor, uma égua a galope, quem você pretende ser enquanto montada nela? O que realmente quer provar? Nesse trote tão fulgaz…

      Intuo que a irmandade, não é algo para se pensar, e sim um impulso de vida, uma coisa pra se praticar desde as escolhas mais sutis até as mais relevantes. “Mana, que tipo de apoio você precisa para realizar seu projeto?”, “Como você está se sentindo diante dos desafios que tem experimentado?”, “Como tem sido viver a sua vida?”, “O que você sente que ainda existe entre você e os seus sonhos?”, “Do que você sente falta?”, “O que ainda te impede de protagonizar sua própria jornada, de criar as suas narrativas pessoais, de ocupar o seu lugar no mundo?”.

      Escutar e então atuar, agir pró-ativamente a favor dessa liberdade. Tecê-la com os ouvidos, os olhos, as mãos, o corpo inteiro. É uma decisão, uma escolha: sustentar essas perguntas e esse modo de vida, atentas umas as outras, a serviço do desenvolvimento umas das outras.

      Abrir fendas, bordar conexões, construir pontes, fertilizar terrenos, esse tem sido o trabalho ativo de muitas das mulheres com as quais tenho a graça de conviver.

      Dar e receber suporte para agir, corajosamente, não só em meios “alternativos”, mas também para penetrar lugares carentes dessa visão de mundo, inclusive, espaços avessos a essa energia. Ousar intervir pelas leis, pelas políticas públicas, alimentar essa força através das nossas próprias vidas. Ouvir mulheres de outros contextos sociais, de diferentes credos, cultivar relações inter-geracionais, inter-raciais, diversidade para colher inteligência e legitimidade.

      Sendo assim, aproveito esse convite da FARM de escrever sobre irmandade para honrar as mulheres que tem me apoiado no meu caminhar: toda a minha ancestralidade representada pela minha mãe Adiles Maria Cândido, meu maior tesouro, minha Tia Tuza, minhas primas Eliza e Thais. E também as amigas-irmãs: Carolina Bergier, Bebel Clark, Vanessa Moutinho, Gionanna Echeverria, Marina Nicolaiewsk, Luiza Toschi, Bruna Savaget, Laura Morgado, Didi Guerreiro, Padu, Louise D’Tuanne, Luhli Borges, Giulia Drummond, Maria Rezende, Luiza Boê, Luiza Bruno, Joana Kannenberg, Julia Portes, Natasha Sierra, Mayara Yamada, Fernanda Moreira…

      Todas artistas movendo estruturas e promovendo realidades cheias de força, selvageria, beleza e amor. Vamos escutar as mulheres das nossas vidas! Criar espaços para que seja possível, inventar novos brinquedos, novos arranjos de tempo, que nos apoiem a cultivar essas conexões para que cresçam prósperas.

      A vida está cheia de sentido e de belos chamados, ESCUTE A SI MESMA.

      Aproveito para fazer um convite a todas vocês: a CONCHA é um Círculo de Mulheres, uma experiência utópica, um campo fértil de segurança que nos apoia a nomear e acessar nossas magias e criações em potencial. Tecer conexões, fortalecer nosso feminino e criar realidades a partir dessa força. Para Mulheres em Estado de Ocupação de Si Mesmas.

      Brilhar, ou seja, ser vc mesma, já não é mais só uma questão de auto-realização, mas de criação de repertório para disponibilizar a passagem para todas nós. Inspirar, mostrar que é possível. Brilhar por si e por todas as outras, as que se foram, as que estão e por todas as que virão. Porque no fundo, todas queremos ser felizes. Estou engajada em inventar um como.

      Ser escutada e ouvir as mulheres a nossa volta é mais do que possível, é necessário! A gente ama o trabalho-vida da Nath <3 A dica é acompanhar ela lá no instagram: @nathalialimaverde e ficar por dentro do tanto mais que tem dentro desse universo feminino tão potente.

      Anota aí as infos da próxima CONCHA  🙂

      ::: CONCHA :::
      Círculo de Mulheres
      <Ritual-Mágico-Cênico>,
      07/08 (terça-feira),
      19h as 22h.
      Humaitá, RJ.
      Inscrições e + infos:
      circulo.concha@gmail.com

      20.07.18
    • proteção às florestas: vamos fazer nossa parte?

      Hoje é um dia importante pra relembrarmos nossa responsabilidade em relação à fauna e flora que nos cerca nesse país imenso. Neste Dia de Proteção às Florestas, convidamos a Nat Muguet, produtora agroflorestal, etnobotânica e herbalista, pra inspirar todo mundo a ter mais carinho, cuidado e respeito com as florestas que fazemos parte. 

      A Nat foi uma das pessoas super queridas que guiaram as 13 oficinas que rolaram na nossa convenção. No Brasil, ela é percussora de sistemas agroflorestais voltados para o cultivo de plantas medicinais e aromáticas e desde 2011 trabalha com os biocosméticos. Desde a produção sustentável da cadeia produtiva do plantio ao processamento, alinhado aos saberes de comunidades tradicionais voltados a cura integrativa junto à Natureza e sua magia. Além disso, é sommelier de chá pelo World Tea Academy – EUA, especialista em Plantas Medicinais Ayurveda pelo centro The Arya Vaidya Pharmacy – Índia, Aromaterapeuta pelo IBRA e Terapeuta Floral. Um amor e tanto pela natureza e seu poder de cura!

      Aproveita a energia do dia e vem se inspirar com esse tanto de conhecimento da Nat!

      Qual é a pegada que vc quer deixar no planeta?

      Todos nós somos responsáveis pela história que passaremos a frente no mundo.

      Para permanecermos vivo na terra será necessário fazer as pazes com a natureza. Deixar de ser exploradores e passar a ser ajudantes dos processos de vida. E não há nada mais abundante de vida quanto uma Floresta.

      Hoje como é dia da proteção da Floresta e meio ambiente, a sugestão é refletir como podemos harmonizar a nossa caminhada pela vida através de uma maneira mais sustentável e justa.

      1. BUSQUE SABER A ORIGEM DO QUE CONSOME
      Comida, cosmético, roupas e objetos têm uma história. Saber de que forma é produzido, por quem e onde, são formas de contribuir na hora da compra. Se torne um consumidor questionador e consciente.

      2. FRUTA COMIDA, SEMENTE PLANTADA
      Sempre plante árvores e semeie sementes. Toda semente carrega a origem da floresta.

      3. USE E VALORIZE A DIVERSIDADE.
      Na Natureza nada é igual; cada um tem uma forma, função e papel para o funcionamento em equilíbrio. Diversidade é a chave para uma vida mais sustentável e abundante.

      4.FAÇA DA SUA COMIDA O SEU REMÉDIO
      Se alimente de coisas saudáveis, tanto o físico quanto mentalmente. Prefira alimentos produzidos localmente, que respeitem a natureza e seus ciclos de vida. Quanto menos produto de origem industrial melhor.

      5. ESCUTE SUA INTUIÇÃO
      Faças as ações movidas pelo coração: “Seja você a mudança que queria ver no mundo”!

      São 5 dicas especiais que parecem simples mas fazem uma diferença e tanto quando fazemos juntos!
      Vamos nessa? 

      17.07.18
    • pra não tirar as crianças da sala

      A gente sabe que ter um filho muda completamente a nossa vida, o nosso tempo e o nosso espaço. A Cajucasa nasceu ​​do encontro de Paula Djajah (designer e fotógrafa) e Beatriz Mesquita (publicitária), duas mulheres recém-mães que ao perceberem a transformação de suas próprias casas com a chegada dos filhos, resolveram dar um basta nesse lance de investir em móveis que não servem mais quando os pequenos crescem. Pra elas, essa coisa de “para criança” e “para adulto” não existe por aqui.

      Com o propósito de integrar o universo infantil e adulto, os móveis da Caju – além de serem lindos! – criam momentos de convívio para a família toda, aumentando ainda mais o vínculo e o prazer de estar juntos!

      Tudo o que você encontra por lá vai servir tanto para as crias, como  também para a sua casa. Todos os móveis produzidos podem ser utilizados de mais de uma forma, juntando sustentabilidade, funcionalidade e praticidade.

      As criadoras da Caju reforçam o quanto que a nossa casa também podem ajudar no desenvolvimento das crianças, e como isso têm um poder transformador na nossa rotina, tornando-a mais fluida, bonita e descomplicada. Por isso tiram sonhos do papel, transformando móveis para que elas conquistem autonomia com liberdade e segurança.

      Sim, as crianças ficam! Em todo e qualquer espaço que seja apropriado para elas. Na nossa casa, que agora é também a casa delas, não pode ser diferente, não é mesmo? 
       

      03.04.18
    • tattoo pura energia

      Carnaval indo embora, dando o até logo, um já já to ai de novo… E chega a hora que bate aquela vontade de respirar fundo pra renovar as energias e começar com tudo (e de vez, né?) o ano! Nesse momento delícia de nos conectarmos com nosso próprio eu, muita gente tem a ideia de mudar o visu, dar uma repaginada e até fazer uma nova tattoo. 

      Nessa mistura boa de desejos e encontros interiores, a dica é conhecer a Verônica Alves do Houhou, estúdio de tatuagem de Curitiba que trabalha com a sinergia entre o poder dos cristais, a técnica artesanal handpoked – ponto a ponto, a máquina tradicional que todo mundo conhece e toda a boa vibe que essa artista querida emana pro mundo!

      Essa história teve início lá em 2015 quando a Verônica, que já era ilustradora, viu os caminhos se abrindo pra começar a tatuar. O coração já batia de ver essa conversa silenciosa e intensa entre arte e corpo, além de achar lindo poder ver uma arte própria eternizada na pele de outra pessoa, conectando tatuador e tatuado. Depois começou a pensar e pesquisar bastante sobre como adaptar as técnicas com o que acreditava. Lindo, né? E aí, não tem jeito, quando razão e emoção se juntam, é pra acontecer!

      A gente bateu um papo delícia com ela sobre toda essa energia, a ligação com os cristais, com as pessoas e a conexão com o universo feminino e espiritual. Vê só:

      – Conta pra gente: por que esse abraço enérgico entre você, os cristas e a tatuagem?
      Tatuar com cristal é uma sinergia de vários propósitos que tenho em vida. E como pra mim trabalho não tá separado da vida, "sinergiu" inclusive isso. Antes de ser tatuadora eu já gostava da experiência de ser tatuada mas muitas vezes durante o processo eu sentia que alguma coisa ali estava ausente. Eu me preparava pra estar ali, escolhia o que queria tatuar, sentia onde seria, escolhia a lua propícia… mas alguma coisa faltava. Quando fui pesquisar sobre a história da tatuagem, finalmente compreendi: ser tatuada é uma tradição centenária, que deriva de um hábito {tão antigo quanto a própria humanidade} de seres humanos de diferentes épocas, culturas e religiões desenharem em seus corpos. Em muitos registros de quando isso acontecia, ser tatuado estava interligado, da forma que for, à espiritualidade, coisa que até hoje acontece no Oriente – que é onde se preserva os registros mais antigos dessa prática (Polinésia, Tailândia, Japão, Índia, entre outros). Aqui no Ocidente percebo que a coisa não chegou com tanta força, e como tudo, foi se desmembrando de outras formas. Então tatuar da forma como eu proponho é, de uma certa forma {mais romântica do que pretensiosa}, de resgatar essa tradição, essa riqueza memorial da humanidade. Junto disso vem a riqueza do que são os cristais nessa terra. E não falo nem um pouco sobre a riqueza material, já que alguns são bem caros mesmo. Eu digo sobre a memória que eles portam. O Reino Mineral foi o primeiro reino a habitar este planeta. Você se considera maduro com 70 anos? Imagine um cristal! Muito se fala do reino mineral na Geologia a partir de uma visão mais técnica, geográfica, química – o que determina por exemplo o seu valor de mercado. Mas muito pouco se fala sobre seu trabalho terapêutico {físico, emocional, espiritual}, assim como pouco sabemos sobre chakras, aura, alma, deus. Onde ficou essa lacuna na história? Eu pergunto pros cristais. E ser tatuado com eles é entrar em contato com a história de tudo.

      Eu já me relaciono com cristais há muito tempo. Há muitas vidas. Inicialmente de forma bem intuitiva e depois fui sentindo de aprofundar estudos e trocas com outras pessoas e estudiosos. E nos cursos eu ia me dando conta de que muita coisa que estavam ensinando ali eu já fazia. Ou de alguma forma já sabia. Fui validando minha intuição e minha conexão com eles. Nesses estudos descobri a técnica do Orgonite, um objeto que equilibra as energias, e é composto por resina (atrai), cristal e metal (condutor). Quando tem um condutor, o cristal potencializa e direciona suas propriedades energéticas. E é assim que eu faço: o cristal com o metal, que nesse caso é a agulha da tatuagem; as propriedades energéticas provenientes daquele cristal específico se transportam pelo metal para a pele do tatuado. Alguns clientes me contaram que essa prática é comum na Índia – apesar de eu nunca ter encontrado muitos registros. Trabalhar com cristal exige muita dedicação e serviço, pois são seres vivos com necessidades específicas, caso contrário o trabalho energético será prejudicado. O que eu faço é baseado em muito estudo e comprometimento com minha história, com as ferramentas que trabalho e com a vida de quem me procura.

      Os cristais vão surgindo e indo, então isso é bem transitório. São eles quem escolhem e não eu. É bem comum um cristal aparecer e naquela semana ele trabalhar bastante, como se ele soubesse a hora de chegar – o que é verdade. Eu simplesmente trabalho com o que tem e confio que o tatuado e eu temos ali exatamente tudo que precisarmos. Alguns eu ganho de presente, outros eu escolho pessoalmente e essa conexão é imprescindível que aconteça. Eu preciso ter certeza no meu coração de que eles desejam vir e servir ao ritual. E quando se cansam, eu devolvo eles pra natureza. Eu dei uma olhada aqui ao meu redor e eu porto MUITO cristal: Nas orelhas, pescoço, dedos, punho, tornozelo, está em todo meu studio, na minha casa, no carro. Nas minhas plantas. É plenamente, não tenho dúvidas. Faz parte de quem eu sou, assim como as plantas, as pessoas que amo. São meus mestres, com quem aprendo muito sobre a sabedoria do tempo, a beleza, a pureza, a humildade e o silêncio.


       
      – Além do lado espiritual e estético do seu trabalho, você também tem uma relação super forte com a força do feminino, né?
      A arte é a minha medicina, uma cura simultânea pra mim e pro outro. Tendo um corpo de mulher não consigo expressar outra coisa que não a partir do que este corpo me proporciona ou o que proporcionam a ele, pro bem ou pro mal. Pois esse corpo une a todas nós mulheres (que nasceram ou se tornaram), e estender meu servir pra outras mulheres é trazer luz pra esses sentires. E isso está latente na minha arte desde que posso me recordar.

      Tenho amigas tão maravilhosas: mães, cozinheiras, ginecologista natural, terapeuta ayurveda, terapeuta quântica, reikiana, musicista, alquimista, dançarina, mulheres-medicina, artesãs… Observar a relação delas com o trabalho sem saber o que é vida pessoal ou profissional, o comprometimento com o que se faz, com o outro, com melhorar o mundo. Mulheres com a coragem de se investigar, de se curar e de curar a outra. Elas me inspiram demais. Tenho frequentado há alguns anos rodas de mulheres e cerimônias de medicina, e posso afirmar com toda certeza que não existe maior obra de arte do que essas. Tudo o que eu faço tem a ver com um desejo genuíno de propagar esse feminino tão sagrado, que homens e mulheres trazem dentro de si em forma de energia.

      Tenho me inspirado muito em todo o movimento atual que estamos vivendo. Tenho ouvido e lido muitas mulheres feministas, lgbt's, índias, negras, pois sinto que já passou da hora de dar voz ao que todas querem nos contar.

      – E o nome houhou, qual a origem?
      "Houhou" (que é o nome do que faço, do meu estúdio) é uma onomatopeia do som da coruja (lê-se "rrú-rrú"). Sempre tive muita afeição às corujas, por toda a beleza, força e simbologia que portam. Quando percebi que iria começar a tatuar, senti na hora que isso precisaria ter um nome que não o meu, pois nunca fiz e não faço esse trabalho sozinha – apesar de achar bem simpático algumas pessoas me chamarem de Houhou, mas sempre explico que Houhou é algo maior que eu). Aos poucos fui encontrando essas respostas, que a coruja é meu animal de poder e proteção, segundo o Xamanismo e também segundo o Sincronário da Paz (estudo Maia). Sincronicidades. A coruja enxerga além do visível e traz à tona a verdade, então encontro um vínculo muito claro com os cristais, também. Pra mim, está tudo dizendo a mesma coisa, e eu só faço ouvir o som da coruja…

      – E a inspiração pra toda essa energia boa, de onde vem?
      Me perceber como instrumento de pequenas revoluções do dia a dia. Sentir que posso fazer algo pelo outro a partir da minha arte. Meu trabalho é servir, e o que entrego recebo de volta, gerando assim uma nova doação. Prestar serviço àquilo que te inspira é agradecer pelo inspirar. Essa troca é o que me inspira, o que me motiva, o que me faz querer ser uma pessoa cada vez melhor pra que isso possa se desdobrar com potência e verdade em tudo o que faço. Eu sinto que minha fonte criativa vem também do meu constante observar. Eu tenho essa tendência à contemplação desde sempre, o que me fez ser uma criança bem tímida e com dificuldade de me relacionar. De uma forma que acontece até hoje, eu sempre preferi estar nesse círculo de fora a observar o todo, e percebo hoje que isso foi me moldando a procurar responder a tudo a partir das minhas criações, pois sinto que assim consigo ser mais sincera na minha entrega pro mundo. A história de vida das pessoas que me procuram também me inspiram diretamente no que será criado como resultado, como "medicina". Tem algumas histórias que são extremamente comoventes e sempre mantenho sigilo sobre o que é compartilhado nos rituais. Mas não é raro eu chorar durante o ritual. Ou a pessoa. Chorar de transbordar amor, sabe? Esse choro é delicioso e agradeço muito por poder me comover com a história de vida das pessoas.

      – Se você pudesse deixar uma mensagem pro mundo todo, qual seria?
      Eu desejo que as pessoas descubram a preciosidade que é a sua vida, o maior poder que lhe foi dado. Que todos possamos mergulhar pra dentro de nós na certeza que essa é a única viagem, na intenção de reconhecer a nossa verdade. Pois toda vez que tentamos ser alguém que não nós mesmos, que repetimos crenças de outros, que tentamos corresponder à expectativas, que calamos a nossa voz interior, que nos achamos indigno de viver o que nos faz feliz: acabamos ferindo a nossa verdade. E não existe nada pior que possamos fazer com nós mesmos do que ferir a nossa verdade. Então, que a gente pare de se ferir e assuma aquilo que somos. Desejo que sejamos originais, nos erros e nos acertos. Inventando nossa própria história, agradecendo e liberando o que seus antepassados nos trouxeram.

      É chegada a hora de percebermos que a vida é muito simples e teimosa na sua simplicidade. Ela se manifesta a partir de cada verdade em nós, por isso somos muitos. Não existe uma forma única. Não existe sequer uma fôrma. Não existe repetição em quem somos e cada acontecimento acontece uma única vez. Não queira se encaixar, muito pelo contrário: queira mesmo é se desencaixar de qualquer crença, rótulo, fórmula. Você não é um produto. O que você é não tem nome. O que você é, só é possível ser expressado. Invisivelmente. Misteriosamente. Verdadeiramente. Você é a própria vida se manifestando. Perceba a manifestação divina que habita em ti. E percebendo isso, que percebamos a manifestação divina que habita em toda forma de vida. O divino que habita em todas as coisas deseja que nós descubramos que somos esse divino.

      Conhecer a Verônica e eternizar na pele uma de suas criações vai muito além de apenas se tatuar. É sobre autoconhecimento, percepção do outro, conexão. Se você ficou completamente apaixonado por esse ser e exercer incríveis, é só acompanhar ela aqui pelo Instagram e falar com ela pra abraçar esse mundo de energia! 
       

      14.02.18
    • Outros Carnavais, parte II – Retiros

      Um dos nossos grandes objetivos aqui no Adoro! é manter vocês antenadas com tudo que está acontecendo de mais bacana no Rio e no mundo da moda, mas tanta informação e tanta programação às vezes deixam a gente meio sobrecarregada, né? Então, como nós também pregamos leveza e paz interior, nosso segundo post “off-carnaval” vai ser sobre retiros.
      Temos muitas praticantes de yoga, meditação e mindfullness aqui na redação, muitas clientes que também são adeptas, então recomendamos muito essa jornada para dentro que que essas práticas proporcionam.

      Por isso, se você está pronta pra trocar a folia pela natureza, seguem algumas opções bem incríveis de retiros aqui por perto.

      Retiro de Carnaval em Itatiaia (de 9 a 13 de fevereiro)

      Organizado pelas amigas Shakti Leal e Fabiana Gomes, ambas com mais de 15 anos de experiência na área, o retiro acontece no Hotel Fazenda da Serra, em Itatiaia, uma escola de permacultura que busca promover a transformação existencial, a sustentabilidade e a ética do cuidado. O retiro é uma experiência de conexão profunda com a yoga e a comunicação empática, integrando mente e corpo. A programação completinha está neste link, mas a Shakti adianta que o dia vai ser mais ou menos assim: pela manhã, prática de meditação e Iyengar Yoga com ela, tempo livre com piscina, cocheira, sauna, e aí à tarde prática da Atenção Plena e Comunicação Empática através da Comunicação não Violenta e Mindfulness com a Fabiana.

      Som & Silêncio – Carnaval Terraluz 2018 (de 10 a 13 de fevereiro)

      A Comunidade Terraluz é um santuário ecológico lindo demais, localizado em Cachoeiras de Macacu, município da região metropolitana do Rio, perto de Nova Friburgo. A Terraluz tem como proposta co-criar um tipo de vida mais amoroso e sustentável, baseado em uma visão de mundo que promova a auto realização. No retiro deste ano, a ideia é oferecer um percurso de reconexão com a paz que existe em cada um, através de práticas xamânicas, meditativas, musicais e terapêuticas. Os facilitadores são Ricardo Mendes, arteterapeuta, Shamanic Teacher e docente Internacional de Constelações Familiares, e Arthur Belino, Psicoterapeuta Transpessoal, Terapeuta do Som, Terapeuta de Alinhamento Energético e Facilitador de Música Circular. Além disso, o retiro conta com deliciosa alimentação vegetariana/vegana, chefiada pela anfitriã do Terraluz, Aliny Mocellin, que a gente conhece e ama!

      Retiro Carnaval Zen no Goa Spa em Visconde de Mauá (de 10 a 13 de fevereiro)

      Visconde de Mauá é uma jóia por si só, cheia de cachoeiras e cantinhos paradisíacos, além de uma vibe mística muito legal. Organizado por Patricia Mello, psicóloga clínica, psicoterapeuta corporal, healer e massoterapeuta ayurvédica, e Gabriel Pura Vida, professor de yoga, músico e especialista em agricultura orgânica sustentável, em parceria com Dulce Continentino, do Goa Spa, o retiro propõe um feriado de alimentação saudável vegetariana, massagens, sauna, spa, práticas de yoga, trilhas e cachoeiras. A programação completa e as infos sobre preços estão todas aqui.

      Retiro Pós Carnaval em Itatiaia (de 9 a 11 de março)

      Então, podemos dar uma roubadinha e indicar este aqui também? Podemos, né. Até porque, como os próprios organizadores bem dizem, após as festas de final de ano e o carnaval, nada melhor do que se reunir para nos alinhar o corpo e começar o ano respirando, praticando yoga e recolhidos longe da cidade. Organizado por Nina Ulup e Gerson Josuá, o retiro, que também acontece no Hotel Fazenda da Serra, tem como objetivo focar na prática de cada participante, seja ele iniciante ou não, tendo como ferramentas a meditação, pranayamas e asanas, dentre outras atividades. Tanto Nina quanto Josué têm mais de 10 anos de experiência como professores de Yoga e escolheram como tema central do encontro a simplicidade: como podemos viver com menos, querer menos, e sermos mais felizes. Adoramos! Por enquanto, mais infos só por email ou telefone: ninaulup@yahoo.com.br.

      E aí, todos prontos pra mergulhar pra dentro? Namastê <3
       

      05.02.18
    • Outros carnavais, parte I: Psicodália

      E se você cansou (ou nunca gostou) do carnaval de rua? Tá autorizado também, né? Aliás, tá autorizado inclusive não ter cansado, sempre ter amado, mas estar a fim de conhecer coisas novas. Então por isso perguntamos: vocês têm 10 minutinhos pra ouvir a palavra do Psicodália?

      Porque foi assim que a Lígia Buzin, umas das amigas que entrevistamos para esta matéria, começou a conversa com a gente. É que as pessoas que vão ao Psicodália gostam tanto, mas tanto, que quando voltam não conseguem apenas dizer que “é incrível”. Elas vão te alugar por pelo menos 10 minutos, explicando em detalhes por que esse festival no interior de Santa Catarina tem cada vez mais adeptos fervorosos:

      “É um clima colaborativo, todo mundo se ajuda. Ano passado eu não vi nenhuma briga. Você deixa a cerveja gelando do lado de fora da barraca, deixa suas coisas dentro barraca, não tranca –  e ninguém mexe. É muito diferente do nosso dia a dia e isso é muito relaxante.”

      Mas, entes de tudo, tem a música. O Psicodália, que teve sua primeira edição oficial em 2003, traz em seu DNA o desejo de divulgar novas bandas, mesmo que hoje em dia elas venham misturadas a grandes nomes, como Ney Matogrosso, Céu e Jorge Bem. A Lígia comentou isso com a gente:

      “Boa parte dos discos que eu mais ouvi em 2017 eu conheci a banda no Psicodália. Fora que são só 4.000 pessoas, então você consegue ver os shows bem de boas, sem aperto.”

      O Francisco El Hombre, por exemplo, que super estourou em 2017 e a gente também adora, tocou no Psicodália carnaval passado e vai tocar de novo este ano. O line up de 2018 tem Zé Ramalho, Jorge Bem, Mundo Livre S/A, André Prando, Boogarins… tá animando? Então escuta a palavra mais um pouquinho:

      “O fato do celular não pegar também dá uma sensação de liberdade muito grande. Apesar de ser um festival, muitos shows, muita coisa pra fazer, eu voltei pra casa mais descansada do que eu fui.”

      A Juliana Nodari, que também foi pela primeira em 2017 e está voltando em 2018, resumiu bem:
      “Carnaval de rua é uma delícia, mas tem todo o perrengue de segurança envolvido. Como chegar, como voltar, como fazer xixi. Não ser assaltada, cuidado com assédio… É ótimo, mas tem um fator de stress. Lá no Psicodália pode ter o perrengue de acampar, mas eu acho bem mais tranquilo do que ir pra carnaval de rua.”

      Faz sentido, né? E ainda tem toda a questão da sustentabilidade, que a gente aqui acha muito importante. O festival tem como uma das ideologias o respeito à natureza e a conscientização ecológica, e trabalha com um programa de gerenciamento de resíduos através do qual todo o lixo gerado é destinado. Não existe copinho descartável, por exemplo. O esquema é cada um com o seu copo. Além disso, o lixo é reciclado e há diversas lixeiras bem posicionadas e sinalizadas.

      Tá pensando em largar tudo e se jogar? Então anota: são 06 dias de festival, em pleno feriadão de carnaval (de 09/02 a 14/02/2018), na cidade de Rio Negrinho, em uma fazenda com 500 mil metros quadrados de área verde. São 05 áreas de camping com toda a estrutura de banheiros, iluminação, segurança, praça de alimentação e limpeza 24h por dia.

      O que a gente não contou aqui, você descobre no site ou ouvindo a palavra do Psicodália de outros foliões apaixonados. Nós estamos quase no convertendo, viu? 
       

      01.02.18