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    • o amor azul de kiri miyazaki

      Quando a natureza e a sensibilidade humana se encontram muitas coisas boas acontecem e uma delas é a história da Kiri Miyazaki e o índigo japonês através do tingimento natural. Sabe aquela sensação gostosa de expressar sua autenticidade em algo? A Kiri encontrou nessa plantinha especial uma possibilidade de trazer pro mundo mais arte, resgate afetivo e cor. Um processo todo lindo que ela mostra pelo aqui no instagram e que já já vai virar documentário!

      Ainda criança, ela teve suas primeiras experiências com o tingimento testando e brincando com as cores em roupas da família. O tempo passou e Kiri começou a cursar moda na Belas Artes, em Sampa, e lá participou da aula de superfície têxtil com a professora japonesa Mitiki Kodaira onde descobriu a sua paixão pelas mil e uma possibilidades do tingimento natural. “Aprendi o processo do tingimento e detalhes da técnica como o que fazer para a cor não sair e como as cores se comportam em diferentes tipos de fibras”, explica Kiri.

      A partir de então, ela começou a pesquisar mais e mais sobre o tingimento natural. Fez então, algumas das oficinas de tingimento natural da Flávia Aranha, estilista da marca homônima que tem um trabalho lindão com o desenvolvimento sustentável através da moda. E foi na oficina de tingimento com índigo que teve o seu primeiro contato com essa parte da natureza que viria a se tornar uma parte dela própria.

      E aí, a magia aconteceu. Estudando o índigo, Kiri descobriu que tinha uma conexão entre as suas histórias. Descobriu uma fazenda na região de Tokushima, no Japão, que plantava e fazia todo o processo de tingimento com o extrato da planta.

      O Japão já era um velho conhecido pra ela que era nissei – filha de pai japonês. Aos 17 anos, foi com sua família morar nas terras japonesas, no ano em que deveria entrar na faculdade aqui no Brasil, o que causou na época uma certa tristeza, pois queria estudar mas acabou passando longos 3 anos trabalhando em uma fábrica de eletrônicos.

      Mas, como a vida sempre nos dá a oportunidade de revisitar sentimentos e transformá-los, mesmo cheia dúvidas, Kiri mergulhou na ideia de voltar ao país e ter uma nova experiência. “Voltei de lá mais do que com um projeto. Voltei com um projeto de vida e muito feliz de ter feito as pazes com o Japão”, relembra ela.

      Após o curso de 30 dias na fazenda japonesa, Kiri aprendeu todo o processo do uso do extrato do índigo – desde a germinação da semente até a extração das folhas, e voltou ao Brasil acompanhada pelas sementes pra dar o start no projeto: depois de seis meses e muitos e muitos experimentos, conseguiu finalmente germinar.

      “Tudo influencia na plantação do índigo. Clima e solo principalmente, por isso tive muita ajuda de pessoas da agronomia, já que eu não dominava esses detalhes. Hoje faço todo o processo em casa e estou a procura de um espaço maior.” diz ela.

      Agora, a estudante lança um curta documentário “Tingimento Natural com Índigo: da germinação à extração do pigmento azul” que tem direção executiva da Amanda Cuesta e direção de fotografia da Clara Zamith, que também assina as fotos que ilustram nossa matéria junto com as da Karol Miyazaki, irmã de Kiri. Já o financiamento do doc, é feito pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo – PROAC. 

      “Vou disponibilizar o documentário como livre informação pra todo mundo e fazer uma exposição com algumas das peças tingidas”, conta Kiri.

      As peças tingidas são parte de um trabalho de contemplação e relação afetiva que despertam memórias e sensações. Cada peça é para ela uma obra de arte e por isso não serão destinadas a venda. Mas ó, a boa notícia é que Kiri pretende comercializar o pigmento para artesãos, estilistas, artistas que tenham interesse.

      A gente por aqui tá só amor pela arte da Kiri e toda essa história linda de resgate dos processos artesanais com muito amor a natureza e ao mundo que vivemos e somos. Agora é só acompanhar ela pelas redes pra ficar de olho no lançamento do doc e do que mais incrível vier por aí! Vem assistir ao teaser aqui
       

      16.04.18