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sua mochila está vazia

      categoria: arte

    • O Boske na Harmonia

      Nos próximos dois finais de semana, a FARM Harmonia receberá a marca carioca O Boske. Vem conhecer mais sobre a marca, a gente garante que você vai chegar ao fim desse post desejando muito uma das obras de arte!

      O Boske nasceu da necessidade das publicitárias Renata Tasca e Luciana Teixeira de alinhar crenças pessoais e profissionais, além da vontade de reinventar a forma de se conectarem com o mundo e da experiência de ver nascer um pé de limão na varanda. As duas encontram nas plantas e na decoração uma forma de deixar o mundo um pouco mais leve.

      Através de um quiosque de plantas abandonado surgiu a ideia de ocuparem um espaço com verde em todos os sentidos, seja nas plantas que elas vendem até em nos produtos incríveis que promovem uma vida mais sustentável. O objetivo principal? Ser um ponto de encontro, um refúgio verde no meio da cidade do Rio de Janeiro.

      Além de diversas plantas, lá você encontra itens de decoração, todos eles feitos à mão preferencialmente por mulheres! Também rolam cursos e encontros que tenham conexão com o propósito da marca.

      Pra essa visita especial à nossa loja da Harmonia, a marca prepara lindezas pra você dar de presente, além de dar ainda mais charme pra sua casa. A linha o Boske de acessórios para plantas, buquês e arranjos, além de produtos das marcas Jardim de Carlota, a Arteria, Bruhn, Ninho de plantas, Terra Jardim e Bento.

      Você pode encontrar o Boske  na praça Nicarágua em frente ao número 96 da praia de botafogo (RJ – de terça a dom de 9 as 18:00), online clicando aqui, e, nos próximos dois finais de semana, na FARM Harmonia, em SP!

      13.12.18
    • Novidadinhas da semana


      Quinta é quase sexta, e a gente não pode deixar de dar dicas sobre o que tá rolando pra você se divertir. Vem que o novidadinhas tá cheio de super programas!

      RJ

      O cantor Jão – um dos nomes mais promissores da nova MPB – leva a turnê Lobos ao Teatro Riachuelo nesta quinta-feira, 25. Os ingressos estão quase esgotados, mostrando o fenômeno que ele é entre os amantes da música brasilera.

      Uma festa pela black music!  Jorge Ben Jor e Mano Brown se apresentam nessta sexta na Fundição Progresso. Enquanto o veterano traz já consagrado sambalanço, Mano Brown vai apresentar Boogie Naipe, um trabalho inspirado no soul e no funk americano dos anos 80.

      A biblioteca Estação Leitura começa nesta quinta-feira sua programação de celebração em homenagem à consciência negra. O primeiro evento será um bate papo com Ana Maria Gonçalves, autora do livro “Um defeito de cor”, que ocorrerá em paralelo com a exposição “Somos todos Kehinde”, do fotógrafo Januário Garcia. O bate-papo começa ás 19h30!

      Pra quem curte um bom café, neste sábado rola um festival da bebida no Parque das Ruínas. Com palestras, degustações e expositores diversos, os amantes do café vão poder aproveitar e conhecer mais sobre os diversos tipos da bebida mais amada do Brasil!

      SP
      Sábado e domingo vai rolar a Fiesta de Dia de Muertos. Com a proximidade do Halloween e tentando trazer a comemoração pra uma pegada mais latina, o Memorial da América Latina recebe exposição de altares, stands de artesanatos, concurso de fantasias, festival de tacos e outras atividades típicas da cultura mexicana.

      Cuiabá
      A turnê “Casas” chega neste sabado à capital matogrossense! O cantor Rubel leva as músicas deste e do antigo trabalho para o palco do teatro da E.E. Liceu Cuiabano e promete agitar a cena cultural de Cuiabá!

      25.10.18
    • Novidadinhas da semana

       

      Música, moda, arte, rituais espirituais… o fim de semana vai ser animado, e aqui no novidadinhas a gente coloca só as boas pra você escolher! Se você estiver no Rio, SP, Curitiba ou Recife, fica ligado nas nossas dicas!

      RJ

      Veste Rio
      Em mais uma edição do evento que aquece o mercado da moda no Rio, a FARM estará presente com um outlet incrível! É a sua chance de garantir aquele desejo com até 50% de desconto.

      O Terno no Circo Voador
      A banda paulistana O Terno  vai subir no palco do Circo Voador neste sábado, para a últiam apresentação de turnê “Melhor do que parece”. O show vai contar com a participação de Letrux, a rainha do climão! Bora?

      Ritual Yawanawa com Hushahu
      Hushashu, a primeira pajé do povo Yawanawa, junto com Mawa Isã (aprendiz das dietas e do conhecimento ancestral) , Tuin Kuru e Nai (jovens aprendizes da tradição), vem até a aldeia Akasha, em Itaipava, para cerimônia de uni (ayahuasca). Os rituais rolam nos dias 19 e 20, e tem a opção de jornada dupla!

      SP 

      Encontro re-FARM
      Imperdível! No próximo domingo, dia 21, vai rolar mais uma edição do encontro re-FARM na loja Harmonia. Dessa vez teremos duas turmas de uma oficina de brincos feitos a partir de reaproveitamento de materiais das nossas coleções passadas. Também vai rolar apresentação da bubbles.lab – projeto de assinatura de roupas e acessórios – parceiro da FARM – criado pela House Of Bubbles.

      Curitiba

      Bienal de Arte Contemporânea
      Nesta quinta (hoje!) rola a abertura oficial da Bienal de Arte Contemporânea de Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer ! O evento – que completa 25 anos em 2018-  vai rolar até 30 de dezembro, com exposições diversas, obras e intervenções. Vale conferir!

      Recife

      Hellcife Flow
      O evento multimídia tem sua segunda edição neste sábado, dia 20, trazendo nomes importantes da cena musical. Rincón Sapiência traz as raízes africanas e os protestos de seu “Galanga Livre”, e a maravilhosa Linn da Quebrada sobre ao palco junto com a produtoda BADSISTA pra divulgar e enaltecer a cultura da periferia. Além disso, vão rolar apresentações de novos talentos do meio universitário!

      18.10.18
    • Festa Lambateria

      Outubro chegou, e com ele a animação dos paraenses para o festejo mais aguardado do ano em Belém: o Círio de Nazaré. A procissão, que reúne milhões de pessoas, movimenta a economia, o turismo e faz com que os olhos do Brasil inteiro se voltem para a capital paraense.

      É justamente nessa época, aproveitando que a cidade tá lotada de turistas, que rola o festival Lambateria. Artistas da nova geração se juntam a bandas e cantores já consagrados pra mostrar o que a música paraense tem de melhor. Em 2017, na estreia do evento, foram 7 shows. O sucesso foi tanto, que a segunda edição vai acontecer em dois dias. Nos dias 11 e 12 de outubro (quinta e sexta), nomes como Gaby Amarantos e Lia Sophia vão se apresentar no palco do festival.

      Félix Robatto, um dos idealizadores do festival, comemora o sucesso do evento.

      “A Lambateria já está no calendário cultural da cidade, é parada obrigatória pra quem quer conhecer as novidades da cena e artistas com trabalhos consolidados. Em outubro, quando Belém fica em evidência por conta do Círio, nosso Festival funciona como uma grande vitrine com diferentes recortes da nossa música. É um resumo do que realizamos na festa ao longo do ano. Nosso line up, vai dos novos e maravilhosos Mastodontes ao rei Pinduca, que foi um dos shows mais festejados na edição passada”, celebra.

      Esssa vai ser a segunda edição do festival – criado graças à festa homônima – que desde 2016 prova que economia criativa é sim viável. Com cerca de 11o edições realizadas até hoje, a festa não possui patrocínios e todos os trabalhadores envolvidos (atrações, equipe de segurança e bilheteria) são pagos com a renda arrecadada na bilheteria. O festival vai contar ainda com expositores independentes de gastronomia  – de pastel à burger vegano, passando por comidas paraenses e sorvete! Pra quem quiser uma lembrancinha do evento, vai ter também a loja Lambateria, vendendo camisas floridas e discos dos artistas participantes.

      Se você estiver em Belém pro Círio, que tal aproveitar pra curtir a cena musical paraense no Lambateria?

      09.10.18
    • Novidadinhas da semana

      Achou que o adoro te deixaria sem as melhores dicas do que fazer no fim de semana? Achou errado! Tem teatro, show, gastronomia… é só escolher o rolê que se encaixa na sua vibe e botar a cara na rua! Vem ver o que a gente selecionou pra você ♥

      RJ

      Sábado, dia 6, vai rolar uma oficina de pompoarismo e danças sensuais africanas ministradas pela minas do Yoni das pretas. As aulas vão acontecer no espaço Terapretas, na Lapa, e começam às 15h. Partiu?

      Que tal testar um rolê diferente do habitual? O Açougue Vegano desembarca na Void Botafogo neste fim de semana. Além da tradicional coxinha de jaca, o restaurante vai levar também uma versão vegana de cachorro quente, espetinhos diversos e muito mais. Nham!

      A companhia teatral Cine em Canto estreia neste fim de semana a temporada de Meu Caro Barão, um musical inspirado nos Saltimbancos, com músicas de Chico Buarque tocadas ao vivo. O espetáculo é teatral, com toque de dança, canto e circo e poderá ser visto até o dia 21 de outubro no SESC Tijuca.

      SP

      Sexta e sábado o primeiro bloco de carnaval afro da Bahia – Ilê Ayê – se apresenta no Auditório Ibirapuera. O show – que terá, entre outros convidados, a cantora Xenia França – faz parte da comemoração pela ocupação Ilê Ayê no Itaú Cultural.

      Pra quem curte vibes pop dos anos 90, a festa Wannabe 90’s leva todos aqueles hinos clássicos (e também os esquecidos) para a pista do Alberta #3. Prepare-se pra ouvir Spice Girls, Hanson, No Doubt e muito mais!

      Depois de três anos de hiato, Alice Caymmi volta aos palcos em turnê. Seu terceiro álbum, “Alice”, conta com parcerias inusitadas como Pabllo Vittar, Rincon Sapiência e Ana Carolina. O show vai rolar no dia 6, no Sesc Bom Retiro.

      04.10.18
    • Novidadinhas da semana

       

      O fim de semana tá atendo na porta e a gente chega com dicas mais que especiais pra você botar seu bloco na rua (ou na festa, na exposição…). Vem ver o que é imperdível e escolhe logo um programa pra chamar de seu!

      RJ

      A banda Flor de Sal vai voltar ao evento em que a FARM deu seus primeiros passos: a Babilônia Feira Hype. Nos dias 29 e 30 de setembro, nossa banda do coração fará duas apresentações na feira, que dessa vez terá o Parque das Figueiras, na Lagoa, como cenário. É a boa pra ouvir o single “Borboleta” ao vivo, hein? A feira rola das 14h às 22h e o show da Flor de Sal começa ás 20h, tanto no sábado quanto no domingo.

      Imperdível! A Marina da Glória recebe a oitava edição do Art Rio, a maior feira de arte da cidade maravilhosa. Entre 27 e 30 de dezembro, o evento apresenta seis programas, que vão desde galerias estabelecidas no circuito internacionais até obras de videoarte. Além disso, rola também a premiação FOCO, um circo de palestras e uma praça de alimentação com food trucks.

      No próximo domingo a praia de Copacabana será cenário de festa e de luta, na 23ª Parada do Orgulho LGBTI. Em ano de eleições, o tema não poderia ser outro: “Vote em ideias, não em pessoas. Vote em quem tem compromisso com as causas LGBTI”. A concentração rola ao meio dia. Partiu?

      SP

      Essa é pra quem curte a mistureba que é nossa MPB! O Espaço Bixiga, que fica no tradicional bairro italiano de São Paulo, recebe neste sábado, dia 29, a festa “Tu vens, Tu vens”. De Dona Onete a Arnaldo Antunes, a festa promete!

      O Systema Solar, um coletivo musical-visual da região do Caribe da Colômbia se apresenta nesta quinta, dia 27, no SESC Pompeia! Os participantes do coletivo vêm de diversas latitudes territoriais e sonoras eentre as diferentes vibrações afro-caribenhas, conseguiram um mar infinito de possibilidades para aumentar a força e o poder da música colombiana.

      Nos dias 28, 29 e 30 de setembro vai rolar o Music Video Festival, evento pra celebrar a arte do videoclipe! Além de estreias e exibições, o festival vai contar com talks, pocket shows e a m-v-f- awards, cerimônia de premiação. O evento não poderia rolar em outro lugar que não o MIS – Museu da Imagem e do Som, né? Aproveita que a entrada é grátis (os talks tem distribuição de senha com uma hora de antecedência) evão rolar shows super acalamados, como de Criolo, Luedji Luna e Karol Conká e Emicida.

       

       

      27.09.18
    • A importância do ASA

      Mais uma super iniciativa incrível vai dar a oportunidade de mulheres ocuparem espaços que por muito tempo as foram negados. O British Council e o Oi Futuro, em parceria com as instituições britânicas Lighthouse e Shesaid.so lançaram o Programa ASA – Arte Sônica Amplificada. O objetivo? Garantir através de uma grande imersão em conhecimento e em mentoria que mais mulheres estejam inseridas na área de som e música.

      Cincquenta mulheres  que atuam na área de som e música serão selecionadas para o programa, que tem como objetivo o desenvolvimento de carreiras pautadas na potencialidade do som, da música e da tecnologia criativa. O ASA vai rolar no LabSonica, espaço de experimentação artística do Oi Futuro, e vai desenvolver uma comunidade criativa colaborativa.

      Profissionais britânicos e brasileiros que são referência na área de som e música darão mentoria para que as participantes desenvolvam novas ideias e produtos. Além de musicistas, o edital tá aberto também para jornalistas, artistas sonoras, engenheiras de som e gravação, produtoras musicais e de rádio, designers de som, sonoplastas e outras especialistas do setor.

      A diretora de artes do British Council Brasil, Cristina Becker, comemora a parceria que dará viabilidade ao projeto.

      “Numa iniciativa pioneira, o ASA foca nas mulheres, explorando as novas potencialidades da música e da tecnologia criativa. Nessa nova etapa de nossa parceria junto ao Oi Futuro, o British Council irá dialogar com mulheres em estágio inicial de suas carreiras, no desenvolvimento de suas habilidades, assim como formar uma comunidade colaborativa de interesse comum”, disse.

      Curtiu o projeto e acha que ele tem tudo a ver com você ou com aquela sua amiga que saca tudo de música e som? Clica aqui que as inscrições para o edital vão até a próxima segunda-feira, dia 17!

       

       

      12.09.18
    • Um guia para pensar a moda do futuro

      Moda circular, biotecidos, upcycling.
      O quanto esses conceitos são familiares a você?
      Para a Fernanda Jung Thomé, designer de moda e estudante de administração em Porto Alegre, eles são objetos de um estudo dedicado e, pode crer, muito inspirador.


      “Ultimamente eu tenho focado meus trabalhos para a economia circular. Como a economia circular pode ser um agente de mudança dentro da moda sustentável. Tenho feito muitas pesquisas também em bioculturas e como isso pode trazer inovação dentro do campo têxtil para a moda”.

       

      Já bateu alguma dúvida?
      Os próximos parágrafos serão puro aprendizado.
      Contar a trajetória da Fernanda é entrar em contato com uma perspectiva potente sobre a moda, porém (ainda) pouco conhecida*.

      *Ao longo do texto explicaremos alguns dos conceitos que fazem parte desse universo e deixaremos prontinho, no final da matéria, um glossário para você saber mais.

      O princípio na moda sustentável.

      A aproximação com esse universo se deu em 2016, durante uma disciplina da faculdade de moda.
      O desafio na época era criar uma peça a partir de resíduos.
      Como começo de uma jornada, Fernanda buscou alternativas ao patchwork. Queria extrapolar, encontrar métodos com os quais se identificasse mais e assim chegou ao quilting livre. A técnica, uma das vertentes do upcycling¹, permite a união de vários pedaços de tecido numa costura livre e de forma artística. Pensando nos resíduos que tinha em abundância, desfiou algodão cru e calças jeans já fora de uso. Como continuidade da pesquisa chegou a um plástico hidrossolúvel. Aí estava a chave para a criação do seu primeiro tecido sustentável.

      “No decorrer das pesquisas eu encontrei um plástico natural que dissolve quando entra em contato com a água, mas antes disso ele é maleável o suficiente para eu conseguir costurar. Eu fui fazendo testes e descobri que se eu usasse esse plástico hidrossolúvel, colocando o algodão e o jeans desfiados entre essas duas camadas de plástico, alfinetasse e fosse pra máquina, eu conseguia criar um manto têxtil. Se eu entrasse em contato com a água, lavando, eu ia conseguir um tecido produzido com esses resíduos. Pra mim foi incrível ver o resultado. É um processo que permite criar muitas estampas, muitas técnicas. Você consegue produzir o tecido desde o início, no formato do molde que você vai utilizar, minimizando os resíduos que você vai gerar e permitindo que você use esses resíduos na próxima criação”.

      O vestido produzido a partir desse tecido foi para a passarela. Nas palavras da própria Fê, não apenas o feedback externo foi incrível, mas também o interno, que se traduz em motivação, inspiração e a descoberta de muitas novas possibilidades. Foi a certeza que ela precisava: ir a fundo no upcycling e desvendar suas técnicas.

      “Foi aí que eu encontrei a economia circular². Comecei a estudar, me interessar por inovações no campo têxtil e fui cada vez me apaixonando mais. Quando eu estava terminando a faculdade, eu desenvolvi o meu TCC baseado numa das escolas de pensamento da economia circular que é o design cradle to cradle³, entrando cada vez mais dentro da moda sustentável, dentro do que a natureza pode nos oferecer, de como a gente pode se inspirar na natureza para criar moda e design. Isso foi trazendo um sentimento de identificação e de luz de dentro que fez eu querer cada vez mais pesquisar sobre e conectar mais pessoas dentro desse sistema”.

       

      A descoberta da circularidade e a retomada do feminino.

      Luz de dentro.
      É o que transborda quando a designer começa a falar sobre o seu trabalho e todo esse jeito lindo de se conectar a terra para pensar o vestir.
      Parece um paradoxo, não é?
      Porém a segunda maior indústria do mundo tem mais a ver com a natureza do que a gente pode imaginar e é exatamente sobre isso que trata a moda circular.

      “Moda circular é repensar o sistema de produção e consumo de moda para um sistema que não seja mais linear. Quando eu digo linear me refiro a um sistema onde a gente extrai da natureza, produz gerando lixo, consome e descarta. O pensamento de lixo não existe mais no sistema circular, ele volta para dentro do ciclo produtivo. É um sistema que extrai pensando como esse lixo pode retornar para o meio ambiente de uma forma sustentável, que não agrida a natureza. É um sistema em que tudo que for consumido vai voltar pra indústria para ser reutilizado ou vai voltar pra terra pra ser compostado”.

      Quer jeito mais feminino de lidar com a moda?
      O fazer natural abre espaço para uma série de outras questões.
      Pensar na produção de matéria limpa, no respeito ao meio ambiente e no descarte do lixo é uma forma de entrar em contato com os ciclos naturais, esses que nos constituem enquanto mulheres e que foram se perdendo com a aceleração do mundo.

      “Eu vejo que, ao longo do tempo, a mulher se distanciou muito do que é natural dela, do que acontece com o corpo dela, de como funciona ou não o ciclo menstrual. Querer colocar isso numa linearidade não faz sentido. Quando a mulher consegue identificar esses padrões de emoções e se reconecta com a circularidade dela, que tem tudo a ver com a circularidade da própria natureza, isso traz uma luz para a vida, uma beleza que não tem explicação”.

      Pensar numa nova moda é também pensar numa nova atuação feminina. Eu boto muita fé que vivemos uma época de resgates e olhar pra dentro é uma revolução. O desafio agora é encontrar o compasso entre natureza feminina, indústria e conservação ambiental.

       

      A experiência amazônica

      Pra isso, e pra mais um tanto de coisas, a Fernanda foi em Julho para a Amazônia. Como parte de um processo de capacitação em desenvolvimento sustentável, conviveu com as comunidades ribeirinhas e aprendeu desde tingimento natural4 até a necessidade de viver em comunidade para que qualquer transformação seja efetiva. Afinal, nossa essência é social e nossa força se amplia quando atuamos juntos.

      “Eu tinha uma conexão muito forte com a natureza e uma paixãopelas trocas que eu poderia fazer com ela, mas as minhas trocas com o ser humano não existiam muito até aquele momento e de forma tão sincera. Dentro do processo de capacitação que eu fiz, o aprendizado que eu obtive com a comunidade, vivendo e aprendendo deles, trouxe uma outra visão de mundo e do quanto nós somos agentes da mudança antes de tudo. Se a gente não souber se conectar e viver em comunidade, não vai adiantar nenhuma mudança que a gente faça. Nenhuma conexão que a gente tenha com a natureza serve se a gente não souber viver em comunidade”.

      Atualmente, Fernanda busca inovações no campo têxtil através da criação de  bioculturas para o desenvolvimento de tecidos a base de celulose bacteriana. Uma novidade e tanto.

      Afinal, o que são bioculturas?

      A biocultura consiste no desenvolvimento de scobys, comunidades bacterianas sintéticas geralmente associada à produção de kombucha5. Os scobys são peças gelatinosas que, quando desidratadas, dão origem a um material resistente e ao mesmo tempo maleável, ou seja, adequado à costura.

      Scobys do ateliê da Fê (o primeiro em processo de desidratação e o segundo ainda em crescimento)

       

      As peças suportam o tingimento natural feito a partir de chás e ervas, a impermeabilização realizada com banhos de óleo de coco e crescem de forma tridimensional, se adaptando a superfície no qual são colocados para a desidratação.

      “Uma das coisas mais legais da biocultura é que ela seca no formato do lugar onde você colocar para secar. No campo da moda isso é uma super inovação porque permite que você crie peças tridimensionais sem costura.”

      Incrível né?

      Além disso, os biotecidos são ideias para a estamparia botânica – uma técnica natural de impressão ou, como você pode encontrar com uma maior variedade de verbetes, ecoprinting. Nela, folhas ou flores são inseridas entre as camadas do scoby (sim, ele cresce em camadas) para que lá permaneçam pós secagem. Sementes também podem compor essas estampas. Já imaginou ter um tecido biodegradável que germina assim que compostado? É muito amor.

      Passar um dia com a Fê, entre os seus experimentos, todos catalogados com carinho e reportados com entusiasmo, é vislumbrar um futuro mais harmônico entre indústria e natureza, alinhado aos ciclos femininos e, portanto, cheio de poder.

       

      Para mim foi enriquecedor e escrevo esse texto porque, realmente, espero que a visão e a atuação profissional da Fê germinem. Assim como os biotecidos do seu laboratório.

      “Sempre me bate um receio quando eu penso o que vai ser o futuro da moda. Talvez seja inocência minha acreditar que a moda possa ser um agente de transformação no mundo, mas ela já foi, positivamente ou negativamente, na revolução industrial e eu acredito muito que a moda pode e vai ser o agente de transformação do futuro. Outras indústrias vão se inspirar na mudança que a moda vai trazer pra fazer as mudanças dentro dos seus próprios processos de criação e de desenvolvimento”.

      Para mergulhar fundo:

       

      1. Upcycling: Processo de transformação de produtos indesejados em novos materiais e produtos com maior valor social e menor impacto ambiental
      2. Economia circular: Conceito econômico que rompe com a linearidade da indústria. Aqui, a proposta é que o resíduo de uma indústria sirva como matéria-prima reciclada para a mesma indústria ou para outras. Ou seja, o que se busca é o aumento do ciclo de vida dos materiais e uma nova relação com a cadeia de consumo: do design de produtos ao seu descarte.
      3. Cradle to cradle: Do inglês do berço ao berço, o conceito propõe sistemas cíclicos de criar e reciclar ilimitadamente. Como vertente da economia circular, propõe fluxos saudáveis de matéria-prima, tanto para humanos quanto para a natureza.
        4. Tingimento natural: Pigmentação de tecidos através de plantas tintórias.
        5. Kombucha: Bebida produzida a partir de um chá ou infusão adoçado que, a partir da fermentação controlada, oferece qualidades probióticas.
      06.09.18
    • Novidadinhas da Semana

      O fim de semana tá chegando, e com ele vem as novidadinhas do adoro pra você ficar por dentro dos melhores rolês!
      Vem ver!

      RJ

      Luedji Luna chega ao Circo Voador com a turnê Um Corpo no Mundo, acompanhada da mesma banda que a acompanhou na gravação do álbum. O show rola nessa sexta! Bora?

      Luíza Boê e Gabriela Garrido se apresentam nesta sexta, dia 31, na Audio Rebel. Luíza acaba de lançar o primeiro álbum 100% autoral, e Gabriela apresenta as músicas de “Entre”, seu trabalho mais recente. Vamos?

      – Última chamada pra quem quer ver a peça Navalha na Carne. A montagem encerra a temporada neste fds no Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues, de quinta à domingo, às 19h.

      SP 

      – A festa Ressaca do Tim vai tomar conta do Miscelânea Cultural! A banda de Qubrada vai tocar neste sábado os grandes clássicos do síndico, além de sucessos dos reis do suingue, como Jorge Ben Jor, Simonal, Seu Jorge, etc. Partiu?

      – Imperdível! Destaque no rap nacional, Black Alien comemora 25 anos de carreira com show gratuito no Centro Cultural da Juventude neste sábado.

      BH

      – O Pôr do Sol da Juventude Bronzeada leva o melhor da música baiana para o São Bento, em Belo Horizonte. A banda da festa começa a tocar às às 17h30, bem no cair da tarde. Só vamos!

      Recife 

      Essa é pra quem curte ritmos latinos! Domingo, dia 2, é dia de Cubana, no Clube Bela Vista. A festa, de mais de 25 anos, une diversas gerações que curtem salsa, gyaracha e cumbia.

      Bora?

      30.08.18
    • Mulheres Incríveis: Projeto 111

      Sabe esses encontros bons que acontecem na vida entre mulheres incríveis que pulsam ideias transformadoras? Essa é a história por trás do Projeto 111, iniciativa de resistência artística criada pelas amigas e forças femininas Jeniffer, Lorena e Luiza que já vai pra 4ª edição que rola esse domingo (19.08) na casa FRONT, no Rio.

      O start do projeto surgiu entre uma conversa e outra depois do espetáculo “Ei, Mulher” onde Luiza atua. No local, um co-working/casa de cultura na Praça Onze, as três estavam num papo bom quando Jennifer imaginou que ali daria um sarau lindão. Lorena e Jeniffer toparam na hora e no mesmo dia conversaram com uma das coordenadoras do espaço. E então… Uma semana depois a data da primeira edição já estava marcada! O dia? 11/11/2017.

      O tanto de coisa bacana que essas mulheres incríveis organizam pras edições do Projeto 111? A Luiza conta tudo pra gente, ó.

      “Nosso objetivo é encontrar meios de valorização da cultura preta, reunindo o maior número possível de jovens artistas ou não, no intuito de dividir criações a partir de experiências de vida e provocar transformações vindas do choque das culturas. Sem deixar de lado o entretenimento, a diversão, o debate, a cervejinha e a música. Queremos juntar novos artistas de fora e de dentro da periferia e induzir, de alguma forma, que esse encontro gere frutos. A entrada é consciente, pois acreditamos que investe no projeto aquele que tem recursos para isto, quem no momento não pode investir financeiramente agrega de outras maneiras possíveis”.

      Como é feita a curadoria dos convidados?

      “Nos reunimos  e conversamos sobre os artistas que conhecemos, vimos no metrô, ouvimos no slam, é amiga de uma amiga, segue no Instagram… Assistimos a todos, comentamos, opinamos e normalmente entramos em consenso. Dessa galera toda que conseguimos reunir na mesa de reunião, escolhemos no máximo seis artistas cantantes, no mínimo duas intervenções poéticas, algum artista plástico, um filme ou uma performance, uma pessoa pra mediar o debate com o público e voilà! É aí que o trabalho começa. Fazemos os convites, normalmente diretamente ao artista, explicamos o projeto, a importância que creditamos nele, explicamos como funciona e na maioria das vezes recebemos um sim. Cada sim é uma comemoração! Uma felicidade incrível de reconhecer que o que temos feito tem sido importante não só pro público que frequenta os eventos, mas também pros artistas que cada edição que passa enviam mais mensagens agradecendo à produção, ou ainda àqueles que pedem pra tocar com a gente. É uma satisfação sem tamanho!”

      – O Projeto 111 fala sobre resistência artística e traz à cena a arte preta. É trabalhar com representatividade e abrindo a visão pra questões que passam invisibilizadas muitas vezes, né?

      “A caminho da nossa 4ª edição, entendemos cada vez mais a importância histórica de fomentar protagonismo preto na cena da cultura carioca, somando todas as edições, 70% da nossa curadoria é formada por artistas pretos. Às vezes somos questionadas sobre convidar também os artistas brancos pra mostrar seus trabalhos, por eles terem posições de privilégio dentro dos meios da produção cultural. Acreditamos que os públicos precisam de certa forma se misturar, entendendo cada um seu local de fala ou de escuta e juntos pensarem uma solução pro que tá posto. O problema do racismo é um problema do branco, então é com ele que é precisa se dar a conversa.

      Com artistas periféricos e não periféricos, atraímos públicos essencialmente diferentes. De certa forma utilizamos do fato de público de “X” artista ser da zona sul carioca, por exemplo, pra colocá-lo em confronto direto com o público de “Y” artista que é da baixada fluminense, nossos resultados têm sido lindos! Exemplos desses resultados são, principalmente, a captação de novos públicos pros artistas periféricos e abrangência de consciência social no trabalho de artistas da zona sul carioca. Errando e acertando, vamos ouvindo, consertando, experimentando, arriscado. Acreditamos que é possível construir uma nova realidade, mais habitável pra todos”.

      Por fim..Por que 111?

      “O nome 111 tem vários motivos, conscientes ou não, a proposta do nome surgiu a princípio por conta da data de estreia: dia 11/11, após discussões sobre o porquê desse nome, se seria realmente interessante, fomos descobrindo outras coisas: o local onde foi realizado a primeira e a segunda edição está localizado na praça 11 número 1, somos 3 mulheres 1+1+1 e outros dados mais cruéis e bastante significativos, que cruzaram nossas vistas quase que como um recado do destino ou de quem quer que seja, nesse recado está escrito que temos o dever, a sorte e a coragem de ouvir e falar dos nossos: 111 é um número triste e importante na luta dos pretos brasileiros. 111 é o número de tiros dados por policiais militares contra um carro com 5 homens pretos inocentes, em 2015 no bairro de Costa Barros aqui no Rio. 111 é o número de presos mortos no Carandiru, quase todos pretos. É um número cheio significados que envolve o universo do Projeto”.

      E pra conhecer de perto e sentir a energia potente do Projeto, se liga na programação da próxima edição desse domingo:

      Performance + Debate
      Stand Up com Yuri Marçal com debate sobre as possibilidades da comédia preta brasileira.
      Músicos: Babi Guinle, Breno Ferreira, Caio Nunez, Luana Karoo e DJ Bombs, Luellem Castro e Banda Nós Somos.
      E mais: Poetas Falantes do Coletivo Poetas no Vagão, Cordelista Pally Siqueira, DJ Pedro Carneiro e Artes Plásticas com Tarso Gentil.

      Anota na agenda e vem com a gente marcar presença na 4ª edição: é a partir das 16h. Nos vemos lá! 

      13.08.18
    • Ócio + Criatividade? Se joga!

      “Existe um ócio alienante, que nos faz sentir vazios e inúteis. Mas existe também um outro ócio, que nos faz sentir livres e que é necessário à produção de ideias, assim como as ideias são necessárias ao desenvolvimento da sociedade”.

      Se identificou? Esse é um pensamento do sociólogo italiano Domenico de Mais pra descrever o famoso ócio criativo, tema que inspira o Ócio, um encontro de criativos para criativos pensado pela Carolê Marques – sim! é a Carolê do nosso estilo-arte <3

      “Tudo começou com uma vontade de reunir amigos criativos de várias áreas para falar de processos, idéias, sucessos e frustrações. A ideia é ter toda semana um lugar para tirarmos a arte desse lugar de solidão e introspecção e levar para dar um rolê em um lugar de articulação, facilitando encontros com outros artistas, trocas inspiradoras e promovendo assim o aumento de redes”, conta ela.

      Fala pra gente… Como a magia vai acontecer nesses encontros?
      Quase como em uma brincadeira, vamos abordar a criatividade de forma mais leve, através de atividades que estimulam para além do nosso processo criativo, mas a comunicação entre quem conjuga o verbo criar diariamente.
      Para desfrutar do ÓCIO em boa companhia, a cada encontro teremos um convidado especial diferente de um nicho criativo específico se jogando com a gente, passando pela música, artes plásticas, marketing, redação, teatro, dança e etc.

      O primeiro encontro acontece hoje e o convidado pra dar o start é o Nicolas Martins, designer e artista visual que produz trabalhos que misturam referências urbanas, brasilidade e arte contemporânea. Vale acompanhar!

      Quer participar e entrar pra essa grande nuvem de ideias?
      É só fazer sua inscrição através desse link e colar lá no Espaço Rosa Vento – Rua Capitão Salomão, 63 – 3o andar – Botafogo

      Anota aí as próximas datas:
      Essa primeira temporada vai acontecer nas segundas feiras do mês de agosto, de 19h às 21h. são nos dias 13, 20 e 27/08

      Investimento:
      É no esquema colaborativo de contribuição consciente 🙂

      Contribuição mínima – R$20 por encontro – é pago o espaço bacana e o material que você vai utilizar nesse dia.

      Contribuição ideal – R$40 por encontro – além do espaço e material, você colabora com o convidado e Carolê, que estará todos os dias produzindo e facilitando as edições.

      Contribuição abundante! – R$60 por encontro – é a boa pra fazer a roda girar! Esse valor será reinvestido nos próximos encontros, pra não deixar esse projeto tão bacana morrer.

      Agora é só escolher as datas que você anima ir e entrar pra esse time de ociosos pra lá de criativos! 

      06.08.18
    • Nossa feira orgânica

      Imagina um dia de sol e aquela vontade boa de fazer um almoço com alimentos fresquinhos e orgânicos pra família. A gente pensa logo em ir a uma feira que esteja rolando pelo bairro ou pela cidade, né? A gente ama tanto que pensamos em trazer aqui pra dentro, no nosso jardim, uma feira orgânica pra chamar de nossa! 

      Quem é do Rio ou vem visitar a cidade, já deve ter descoberto uma das feiras xodós que fazem parte do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas, são 21 espalhadas por vários bairros. E agora, vai rolar uma especialmente pro nosso time do escritório, na próxima semana! A galera vai poder levar pra casa frutas, verduras, legumes e produtinhos sem agrotóxicos e com muito amor!

      A gente bateu um papo com o Marcos Melo, gestor do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas e diretor da Essência Vital que é responsável por 8 feiras do circuito, pra contar porque é tão bom e saudável fazer parte desse movimento!

      Marcos, conta pra gente, como surgiu a ideia das feiras orgânicas no Rio?

      O movimento pela criação de feiras orgânicas no Rio vem das décadas de 70 e 80 com o esforço de grupos ecologistas que iniciaram a produção orgânica na região serrana. Através de organizações de agricultores, agrônomos e moradores do campo e da cidade surgiu a primeira feira orgânica no Rio em 1994, na Glória.
      Mas foi só em 2010, com a chegada da feira orgânica do Bairro Peixoto, em Copacabana, que o chamado Circuito Carioca de Feiras Orgânicas (CCFO) tomou forma com o apoio da Prefeitura enquanto projeto oficial de política pública por meio de um decreto municipal.

      O Circuito permitiu o desenvolvimento de uma tecnologia social que pode ser replicada em diversos lugares, com regras específicas pro funcionamento e comercialização dos alimentos orgânicos. Um projeto único no Brasil!
      Hoje o Circuito possui 21 feiras orgânicas, com quatro organizações gestoras e está ligado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação (SMDEI), da Prefeitura do Rio.

      E além das feiras orgânicas do Circuito, essas organizações gestoras realizam projetos especiais e pontuais em ambientes privados como shoppings, empresas – a FARM <3, e eventos com forma de abrir novas frentes, criar canais alternativos de venda pros agricultores, ampliar e democratizar o acesso de público e fomentar o setor.

      – Em tempos de agrotóxicos e questões que dificultam o acesso à alimentação saudável, como você percebe o papel das feiras orgânicas?

      Diferente das feiras comuns, as feiras orgânicas têm os agricultores, empreendedores formais e alimentos 100% certificados como livres de agrotóxicos. Isso significa que pra que uma feira possa ser chamada de orgânica são necessários muito cuidados e valores agregados. Isso traz diversos benefícios pra todo mundo!

      Como dito, o Circuito Carioca de Feiras Orgânicas é um projeto de política pública voltado para o apoio e fomento da agricultura familiar dedicada à produção de alimentos orgânicos com certificação. Isso permite a fixação e sustentação socioeconômica dessas famílias no campo. Esse então é um dos primeiros e mais valiosos papéis desempenhados pelas feiras orgânicas: a inclusão e preservação dos nichos familiares no campo. Isso evita o êxodo para as cidades.

      Um segundo papel muito importante é sobre a prioridade da venda direta ao consumidor. Toda a parte de alimentos in natura produzidos localmente é vendida diretamente pelos agricultores e seus familiares, que se deslocam de suas terras nas madrugadas de véspera. Desse modo, nas feiras orgânicas do Circuito não existe a figura do atravessador que predomina nas feiras comuns. Isso também diferencia as feiras orgânicas dos grandes mercados que visam maximização de lucros.

      A venda de alimentos orgânicos in natura e processados vindo de outros estados é limitada nas feiras orgânicas e permitida apenas para um mix de produtos pro consumidor e são realizadas por parceiros microempreendedores formais.

      Todo o trabalho possui uma visão sistêmica. Do cultivo da terra com preservação da biodiversidade sem o uso e contaminação de agrotóxicos até a ponta final com preços mais acessíveis ao consumidor, tudo se diferencia. As feiras orgânicas são nossa esperança de um futuro mais saudável, justo e sustentável, elas são insubstituíveis!

      – Quem ainda não conhece as feiras orgânicas pode se questionar em relação ao preço dos alimentos. Mas a gente sabe que essa conta vira na verdade um investimento em saúde, né? Quais as medidas pra, aos poucos, mudar a consciência da população?

      É importante a gente sempre ter em mente a diferença entre preço e valor. Preço é o que pagamos em moeda pelo alimento. Valor é tudo aquilo que o alimento agrega desde sua semeadura até sua venda ao consumidor. O preço dos alimentos orgânicos é formado por um conjunto expressivo de valores agregados, que não existem nos alimentos comuns. Não há como comparar um alimento cultivado com enormes cuidados ambientais com outros que degradam nosso meio ambiente e envenenam nossas famílias. Existe uma falsa economia com os alimentos convencionais. O custo à saúde com o consumo de alimentos cultivados com agrotóxicos no final é enorme.

      Mas entendemos que a diferença de preços afeta e leva o consumidor a fazer escolhas. O Brasil possui um grave problema de distribuição de riquezas e de renda e isso, sem dúvida, é um fator que dificulta o acesso da população aos alimentos orgânicos que possuem maior qualidade em decorrência dos cuidados e valores que agregam. O maior dos problemas está na renda e não no preço do alimento orgânico. É claro que também existem outros problemas como, por exemplo, falta de escala (pequena produção orgânica no país), alta tributação e especulação por parte de mercados oportunistas, três fatores que elevam o preço final dos orgânicos aos consumidores. Mas nas feiras orgânicas podemos atenuar alguns desses gargalos, melhorar os preços e facilitar o acesso aos orgânicos.

      Ao contrário do que é possível imaginar e diferentemente do que ocorre em grandes mercados, os preços praticados nas feiras orgânicas são mais justos. Diante de tantos esforços para fazermos chegar até a sociedade alimentos com a certificação de uma produção sustentável e puríssima, 100% livre de agrotóxicos, o que se cobra nas feiras é o que o alimento vale. E nas feiras ainda há a possibilidade de conversas e descontos na hora de pagar que não existem nos mercados comuns.

      Todos no setor orgânico tentam realizar um constante trabalho de educação junto à população, mas isso deveria contar com um forte apoio de nossos governantes. Enquanto isso não acontece, as feiras são nossos melhores espaços de diálogo e por meio delas realizamos esse trabalho pedagógico instrucional com a população.

      Com o tempo entenderemos que caro mesmo é consumir alimentos que poluem nossas águas, degradam nossas terras, envenenam nossos agricultores e famílias, geram doenças degenerativas, exterminam nossa biodiversidade e só enriquecem a indústria dos agrotóxicos.

      O alimento orgânico puro, nunca deve ter seu preço percebido como custo, mas como investimento que cuida de nosso meio ambiente e de nossa saúde.

      Consumir alimentos orgânicos é então um cuidado com a nossa saúde e a de quem a gente ama, por isso, não poderíamos deixar de trazer pra dentro da nossa casa que é a FARM, uma feira orgânica especial pra galera de dentro. A expectativa por aqui tá a mil e por aí?

      Estamos muito felizes com a oportunidade dessa parceria! Acreditamos que a FARM esteja fazendo história e dando um grande exemplo de responsabilidade socioambiental e de cuidado com a saúde e bem-estar daqueles que atuam na empresa. Queremos que dê certo e que todos abracem com carinho a feira orgânica para que se torne fixa, um momento de celebração e alegria.

      Vai ser uma felicidade só mesmo! E pra galera de fora… quais os bairros o Circuito ocupa e como saber mais infos sobre esse roteiro?

      Atualmente o Circuito Carioca de Feiras Orgânicas conta com 21 feiras em bairros cariocas. Para ter acesso a lista completa dos endereços é só acessar o mapa de geolocalização. Nossa organização Essência Vital é responsável pela gestão de oito dessas feiras do Circuito, que ocorrem nos bairros Botafogo, Flamengo, Laranjeiras, Urca, Leme, Gávea, Tijuca (Praça Xavier de Brito) e Grajaú. Temos uma página bem bacana no facebook, é só acompanhar a gente por lá!

      Saúde, cuidado e conhecimento andam sempre juntos! Escolhe a feira mais pertinho de você e vai lá experimentar as delícias orgânicas. Já já a gente conta como foi a nossa feira por aqui, fica de olho <3

      31.07.18